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Texto para a questão.
Entre a Forma e o Sentido: Linguagem, Técnica e Autoridade no Discurso Jurídico
Antenor Teixeira de Almeida Júnior
A linguagem jurídica constitui instrumento essencial de mediação entre o poder normativo do Estado e a vida social, razão pela
qual sua utilização exige rigor técnico, clareza argumentativa e adequação à situação comunicativa. Desde a formação acadêmica
até o exercício profissional da advocacia, o domínio consciente da língua revela-se condição para a efetividade do discurso jurídico,
que não se limita à transmissão de informações, mas constrói sentidos, delimita direitos e orienta condutas.
No plano descritivo, observa-se que os textos jurídicos circulam em diferentes gêneros, como pareceres, petições, atos
administrativos e comunicações protocolares, cada qual submetido a convenções próprias. A redação técnica, nesse contexto,
afasta-se do improviso e aproxima-se da precisão terminológica, exigindo o emprego adequado das formas de tratamento, o respeito
aos níveis de formalidade e a observância das normas gramaticais que garantem a impessoalidade e a autoridade institucional do
texto.
Historicamente, a tradição jurídica consolidou um repertório linguístico que dialoga com textos científicos, normativos e, em
menor medida, com estratégias persuasivas típicas do discurso publicitário, sobretudo quando se busca legitimar argumentos
perante diferentes públicos. Essa intertextualidade não se manifesta como mera reprodução de fórmulas, mas como incorporação
crítica de estruturas discursivas que reforçam a credibilidade do enunciador e a coerência interna da argumentação.
No desenvolvimento argumentativo, o uso criterioso de operadores discursivos assume papel central. Conectivos como portanto,
contudo, além disso e nesse sentido orientam o leitor na progressão lógica do texto, estabelecendo relações de causa, contraste,
adição e conclusão. A escolha inadequada desses elementos compromete a coesão e pode gerar ambiguidades interpretativas,
situação especialmente sensível no âmbito jurídico, em que a precisão semântica é indissociável da segurança jurídica.
Do ponto de vista narrativo e dissertativo, o texto jurídico alterna exposição de fatos, análise normativa e construção
argumentativa, o que exige do redator a capacidade de modular o discurso conforme o objetivo comunicativo. A narração organiza
eventos relevantes, a dissertação sistematiza conceitos e a argumentação sustenta teses, compondo um tecido textual que deve
permanecer coerente e unitário.
Conclui-se, portanto, que o uso adequado da língua no Direito não constitui ornamento retórico, mas requisito funcional da
prática jurídica. A observância das normas de redação, a escolha consciente dos conectivos, o manejo apropriado dos níveis de
linguagem e o emprego ponderado de expressões latinas consagradas, como ratio legis e periculum in mora, reforçam a clareza, a
autoridade e a legitimidade do discurso, condições indispensáveis à atuação responsável do advogado.
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Os pré-socráticos, considerados os primeiros
filósofos, também eram chamados de “filósofos da
natureza” e seus esforços voltavam-se para
explicar racionalmente a origem e a constituição
do cosmo. A partir dos conhecimentos sobre os
pré-socráticos e a filosofia de Tales de Mileto,
assinale a alternativa correta.
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Georg Wilhelm Friedrich Hegel compreende que a
razão deve poder provar que o conhecimento é
possível, mostrando que há uma identidade entre
o pensamento e o ser. Nesse sentido, à luz da
concepção hegeliana sobre a razão, assinale a
alternativa correta.
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Em As palavras e as coisas, Michel Foucault
distingue, na história do saber ocidental, três
estruturas epistêmicas que se sucedem sem
nenhuma continuidade linear. Acerca dessas
estruturas, assinale a alternativa correta.
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Agostinho de Hipona conseguiu, em sua filosofia,
apresentar uma explicação que constituiu ponto de
referência durante séculos sobre o problema do
mal e seu estatuto ontológico. Sobre esse assunto,
assinale a alternativa correta.
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O ideal do ser humano, para os gregos, passa a ser
a figura do bom cidadão, ou seja, aquele que sabe
atuar em sociedade e preocupa-se com o bem
comum. Nesse contexto, acerca do papel dos
sofistas, assinale a alternativa correta.
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Com base na filosofia política de Georg Wilhelm
Friedrich Hegel, assinale a alternativa correta.
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Walter Benjamin trouxe contribuições originais
para o uso do marxismo na análise de obras
artísticas, especialmente ao relacionar estética,
técnica e sociedade. Em relação a esse assunto,
assinale a alternativa correta.
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De acordo com a dialética de Georg Wilhelm
Friedrich Hegel, assinale a alternativa correta.
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Sobre a moral dos senhores e a moral dos
escravos, presentes no pensamento de Friedrich
Nietzsche, assinale a alternativa correta.
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