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Na segunda metade do século XX, o Brasil adotou diferentes estratégias de desenvolvimento e estabilização. Nos anos 50, destacaram-se iniciativas de planejamento e investimento setorial, com ênfase em infraestrutura e expansão da capacidade produtiva. Na década de 60, reformas institucionais buscaram recompor as condições de funcionamento da economia, inclusive no âmbito fiscal e financeiro. Na fase de crescimento acelerado, no final dos anos 60 e início dos 70, coexistiram medidas de estímulo e mecanismos de contenção inflacionária. A partir do final dos anos 70, mudanças no ambiente externo e restrições de financiamento aumentaram a vulnerabilidade e dificultaram a estabilização, culminando, nos anos 80, em sucessivas tentativas de combate à inflação. Na década de 90, medidas de ajuste e reformas monetárias levaram à implementação do Plano Real, com impacto sobre o regime macroeconômico.
Acerca da política econômica brasileira do pós-guerra ao Plano Real, julgue os itens subsequentes.
O Programa de Ação Imediata (PAI) consistiu em medidas voltadas ao ajuste fiscal, como contenção de despesas e aumento de receitas, marcando a segunda fase do Plano Real.
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Considere uma economia descrita pelo seguinte sistema de equações, em tempo contínuo.
Função de produção agregada
\(Y = F(K, N)\)
\(F_K > 0\), \(F_N > 0\), \(F_{KN} > 0\), \(F_{NN}\) < 0, \(F_{KK}\) < 0 , em que \(F_i\) é a primeira derivada da função de produção com relação ao insumo \(i\), e \(F_{ii}\) é a segunda derivada da função de produção com relação ao insumo \(i\)
Demanda de trabalho em termos reais
\(\dfrac{W}{P} = F_N\)
Função Investimento
\(I = I(q(K, N, r − π) − 1)\)
\(I' < 0\), em que \(I'\) é a derivada do investimento em relação à taxa de juros
Função Consumo
\(C = C(Y − T)\)
\(0 < C' < 1\), em que \(C'\) é a derivada do consumo em relação à renda disponível
Equilíbrio no mercado de bens
\(Y = C + I + G + δK\) (5)
Equilíbrio Monetário
P M = m(Y, r) (6), em que Y é o produto, N o emprego, K o estoque de capital, w o salário nominal, P o nível geral de preços, I o investimento, q o Q de Tobin, r a taxa nominal de juros, π a taxa de inflação, C o consumo, T os tributos autônomos, G os gastos autônomos do governo, m(Y, r) a demanda real por moeda e M o estoque nominal de moeda, δK a taxa de depreciação do estoque de capital.
Considere, ainda, um regime em que
- o governo (via Banco Central) controla exogenamente a quantidade de moeda M;
- o estoque de capital é constante no tempo.
A respeito dessa economia, julgue os itens que se seguem.
O sistema exibe a chamada dicotomia clássica: com o estoque de capital \( (K) \) dado, as variáveis reais \( (Y, L, w/P, r - \pi, C, I) \) são determinadas exclusivamente pelo bloco real (função de produção, mercado de trabalho, comportamento de consumo e investimento e política fiscal), sendo o nível de preços \( P \) ajustado de forma a compatibilizar o equilíbrio monetário \( \dfrac{M}{P} = m(Y, r) \), para um dado \( M \).
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Considere uma economia descrita pelo seguinte sistema de equações, em tempo contínuo.
Função de produção agregada
\(Y = F(K, N)\)
\(F_K > 0\), \(F_N > 0\), \(F_{KN} > 0\), \(F_{NN}\) < 0, \(F_{KK}\) < 0 , em que \(F_i\) é a primeira derivada da função de produção com relação ao insumo \(i\), e \(F_{ii}\) é a segunda derivada da função de produção com relação ao insumo \(i\)
Demanda de trabalho em termos reais
\(\dfrac{W}{P} = F_N\)
Função Investimento
\(I = I(q(K, N, r − π) − 1)\)
\(I' < 0\), em que \(I'\) é a derivada do investimento em relação à taxa de juros
Função Consumo
\(C = C(Y − T)\)
\(0 < C' < 1\), em que \(C'\) é a derivada do consumo em relação à renda disponível
Equilíbrio no mercado de bens
\(Y = C + I + G + δK\) (5)
Equilíbrio Monetário
P M = m(Y, r) (6), em que Y é o produto, N o emprego, K o estoque de capital, w o salário nominal, P o nível geral de preços, I o investimento, q o Q de Tobin, r a taxa nominal de juros, π a taxa de inflação, C o consumo, T os tributos autônomos, G os gastos autônomos do governo, m(Y, r) a demanda real por moeda e M o estoque nominal de moeda, δK a taxa de depreciação do estoque de capital.
Considere, ainda, um regime em que
- o governo (via Banco Central) controla exogenamente a quantidade de moeda M;
- o estoque de capital é constante no tempo.
A respeito dessa economia, julgue os itens que se seguem.
Um aumento dos gastos autônomos do governo \( G \) desloca a curva IS, elevando o produto de equilíbrio \( Y \) e a taxa de juros real \( r \); a elevação de \( r \) reduz o investimento privado \( I(r) \), de modo que parte do aumento de \( G \) é compensado por crowding-out sobre o investimento, e o tamanho desse efeito depende da sensibilidade do investimento ao juro e da inclinação da curva LM.
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Considere uma economia descrita pelo seguinte sistema de equações, em tempo contínuo.
Função de produção agregada
\(Y = F(K, N)\)
\(F_K > 0\), \(F_N > 0\), \(F_{KN} > 0\), \(F_{NN}\) < 0, \(F_{KK}\) < 0 , em que \(F_i\) é a primeira derivada da função de produção com relação ao insumo \(i\), e \(F_{ii}\) é a segunda derivada da função de produção com relação ao insumo \(i\)
Demanda de trabalho em termos reais
\(\dfrac{W}{P} = F_N\)
Função Investimento
\(I = I(q(K, N, r − π) − 1)\)
\(I' < 0\), em que \(I'\) é a derivada do investimento em relação à taxa de juros
Função Consumo
\(C = C(Y − T)\)
\(0 < C' < 1\), em que \(C'\) é a derivada do consumo em relação à renda disponível
Equilíbrio no mercado de bens
\(Y = C + I + G + δK\) (5)
Equilíbrio Monetário
P M = m(Y, r) (6), em que Y é o produto, N o emprego, K o estoque de capital, w o salário nominal, P o nível geral de preços, I o investimento, q o Q de Tobin, r a taxa nominal de juros, π a taxa de inflação, C o consumo, T os tributos autônomos, G os gastos autônomos do governo, m(Y, r) a demanda real por moeda e M o estoque nominal de moeda, δK a taxa de depreciação do estoque de capital.
Considere, ainda, um regime em que
- o governo (via Banco Central) controla exogenamente a quantidade de moeda M;
- o estoque de capital é constante no tempo.
A respeito dessa economia, julgue os itens que se seguem.
Como o produto de equilíbrio é dado pela função de produção \( Y = F(K, N) \) e pelo estoque de capital constante no curto prazo, um aumento permanente da quantidade de moeda \( M \), com salário nominal \( w \) dado, é necessariamente neutro: eleva apenas o nível de preços \( P \), sem alterar o produto real \( Y \) nem o emprego \( N \).
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Considere uma economia descrita pelo seguinte sistema de equações, em tempo contínuo.
Função de produção agregada
\(Y = F(K, N)\)
\(F_K > 0\), \(F_N > 0\), \(F_{KN} > 0\), \(F_{NN}\) < 0, \(F_{KK}\) < 0 , em que \(F_i\) é a primeira derivada da função de produção com relação ao insumo \(i\), e \(F_{ii}\) é a segunda derivada da função de produção com relação ao insumo \(i\)
Demanda de trabalho em termos reais
\(\dfrac{W}{P} = F_N\)
Função Investimento
\(I = I(q(K, N, r − π) − 1)\)
\(I' < 0\), em que \(I'\) é a derivada do investimento em relação à taxa de juros
Função Consumo
\(C = C(Y − T)\)
\(0 < C' < 1\), em que \(C'\) é a derivada do consumo em relação à renda disponível
Equilíbrio no mercado de bens
\(Y = C + I + G + δK\) (5)
Equilíbrio Monetário
P M = m(Y, r) (6), em que Y é o produto, N o emprego, K o estoque de capital, w o salário nominal, P o nível geral de preços, I o investimento, q o Q de Tobin, r a taxa nominal de juros, π a taxa de inflação, C o consumo, T os tributos autônomos, G os gastos autônomos do governo, m(Y, r) a demanda real por moeda e M o estoque nominal de moeda, δK a taxa de depreciação do estoque de capital.
Considere, ainda, um regime em que
- o governo (via Banco Central) controla exogenamente a quantidade de moeda M;
- o estoque de capital é constante no tempo.
A respeito dessa economia, julgue os itens que se seguem.
Como o modelo especifica apenas a demanda de trabalho das firmas, dada por \( \dfrac{W}{P} = F_N(K, N), \) e não uma oferta de trabalho, choques que alterem o salário nominal \( w \) ou o nível de preços \( P \) podem modificar o emprego \( N \) e o produto \( Y \) mesmo sem qualquer mudança nas preferências dos trabalhadores, de modo que variáveis estritamente nominais influenciam variáveis reais, no curto prazo.
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Considere um consumidor com função utilidade \(U = x_1x_2\), em que \(x_1\) e \(x_2\) representam, respectivamente, as quantidades consumidas dos bens 1 e 2. Considere, ainda, que o preço do bem 1 seja \(p_1 = 10\) o preço do bem 2 seja \(p_2 = 4\), o rendimento do consumidor seja \(r = 80\) e que o consumidor seja racional, prefira mais a menos (monotonicidade) e gaste toda a sua renda em \(x_1\) e \(x_2\). Com base nessas informações, e considerando que TMS seja a taxa marginal de substituição, julgue os itens a seguir.
Se a renda do consumidor dobrar para \( r=160 \) mantidos constantes \( p_1 \) e \( p_2 \) o novo consumo ótimo será \( (x_1, x_2) = (8, 20) \), preservando-se as proporções consumidas entre os dois bens, de modo a confirmar que as preferencias são homotéticas.
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Considere um consumidor com função utilidade \(U = x_1x_2\), em que \(x_1\) e \(x_2\) representam, respectivamente, as quantidades consumidas dos bens 1 e 2. Considere, ainda, que o preço do bem 1 seja \(p_1 = 10\) o preço do bem 2 seja \(p_2 = 4\), o rendimento do consumidor seja \(r = 80\) e que o consumidor seja racional, prefira mais a menos (monotonicidade) e gaste toda a sua renda em \(x_1\) e \(x_2\). Com base nessas informações, e considerando que TMS seja a taxa marginal de substituição, julgue os itens a seguir.
O consumo ótimo é dado por \( (x_1^*, x_2^*)=(4,10) \), obtido no ponto em que a \( TMS_{12} \) é igual à razão entre os preços \( p_1/p_2 \), sujeito à restrição orçamentária.
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Considere um consumidor com função utilidade \(U = x_1x_2\), em que \(x_1\) e \(x_2\) representam, respectivamente, as quantidades consumidas dos bens 1 e 2. Considere, ainda, que o preço do bem 1 seja \(p_1 = 10\) o preço do bem 2 seja \(p_2 = 4\), o rendimento do consumidor seja \(r = 80\) e que o consumidor seja racional, prefira mais a menos (monotonicidade) e gaste toda a sua renda em \(x_1\) e \(x_2\). Com base nessas informações, e considerando que TMS seja a taxa marginal de substituição, julgue os itens a seguir.
Se ambos os preços forem multiplicados por 2, passando-se a \( p_1' = 20 \) e \( p_2' = 8 \) , com a renda mantida em \( r=80 \) o vetor de demanda ótima \( (x_1^*, x_2^*) \) permanecerá o mesmo, pois a restrição orçamentária se deslocará paralelamente, sem alterar-se a solução de maximização de utilidade.
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Considere um consumidor com função utilidade \(U = x_1x_2\), em que \(x_1\) e \(x_2\) representam, respectivamente, as quantidades consumidas dos bens 1 e 2. Considere, ainda, que o preço do bem 1 seja \(p_1 = 10\) o preço do bem 2 seja \(p_2 = 4\), o rendimento do consumidor seja \(r = 80\) e que o consumidor seja racional, prefira mais a menos (monotonicidade) e gaste toda a sua renda em \(x_1\) e \(x_2\). Com base nessas informações, e considerando que TMS seja a taxa marginal de substituição, julgue os itens a seguir.
A função em questão é do tipo Cobb-Douglas.
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A digitalização dos serviços financeiros transformou, nas últimas décadas, a forma de provisão de serviços bancários e a arquitetura dos sistemas de pagamento. A expansão de instituições financeiras digitais e de plataformas de pagamento elevou a eficiência, ao reduzir custos de transação e ampliar o acesso a instrumentos eletrônicos de transferência de recursos. Ao mesmo tempo, essas inovações intensificaram desafios relacionados à supervisão prudencial, à segurança operacional, à concorrência e à estabilidade financeira, além de reacenderem o debate sobre o potencial papel de moedas digitais emitidas por bancos centrais e seus possíveis efeitos sobre a intermediação financeira e a transmissão da política monetária. A respeito desse assunto e dos múltiplos aspectos a ele relacionados, julgue os itens a seguir.
A expansão dos meios de pagamento digitais implica, necessariamente, redução do papel das instituições bancárias na intermediação de crédito na economia.
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