Durante um período de grande movimento em um órgão público municipal, Carlos, que não possuía
qualquer vínculo com a Administração Pública, passou a se apresentar como servidor, realizando
atendimentos e praticando atos internos do órgão. Posteriormente, visando evitar a apuração de
irregularidades, subtraiu processo administrativo que estava sob a guarda do setor responsável, obtendo
vantagem com essas condutas. Diante dessa situação, podemos corretamente afirmar que:
Durante investigação interna, apurou-se que João, servidor público municipal, ocupante de cargo em
comissão de assessor especial na Secretaria de Obras, apropriou-se de valores sob sua guarda em razão
das atribuições exercidas. No mesmo contexto fático, verificou-se que Maria, empregada de empresa
pública estadual, sem função de direção ou assessoramento, concorreu para a prática do delito, valendo-se
das facilidades decorrentes de sua atuação funcional. Considerando exclusivamente as regras de aumento
de pena aplicáveis aos crimes praticados contra a Administração Pública, é verdadeira a seguinte
afirmativa:
No âmbito dos crimes praticados contra a Administração Pública, a alternativa que apresenta uma afirmativa
correta acerca do crime de peculato e da condição de funcionário público para fins penais, nos termos do
Código Penal, é a seguinte:
No âmbito de uma Secretaria Municipal, determinado
servidor público, responsável pela análise e
encaminhamento de requerimentos administrativos de
interesse dos munícipes, deixou de praticar, de forma
deliberada e injustificada, ato de ofício que lhe competia
funcionalmente. Constatou-se que a omissão ocorreu
com a finalidade de atender interesse pessoal, sem que
houvesse exigência, solicitação ou recebimento de
qualquer vantagem indevida. Diante da situação, a
Procuradoria do Município foi instada a examinar a
conduta sob a ótica do Direito Penal, especialmente no
que se refere aos crimes praticados contra a
Administração Pública.
Com base no Código Penal, assinale a alternativa
CORRETA que identifica o crime praticado.
No exercício de cargo público municipal, determinado
agente exigiu vantagem indevida de particular como
condição para praticar ato de ofício de sua competência.
A conduta foi levada ao conhecimento da Procuradoria,
que procedeu à análise jurídica sob a ótica do Direito
Penal, especificamente quanto aos crimes praticados
contra a Administração Pública.
Com base no Código Penal, assinale a alternativa
CORRETA que identifica o crime praticado pelo agente
público no caso descrito.
“A Lei nº 11.340/2006 aporta em nosso ordenamento jurídico em resposta às graves violações de direitos sofridas pelas mulheres
em situação de violência doméstica, às flagrantes desigualdades de gênero e à proteção ineficaz e incompleta dos instrumentos
legais existentes anteriormente à edição deste diploma normativo. Neste enorme espaço de vácuo legislativo, a introdução da
lei em questão significou verdadeira revolução em matéria de defesa dos direitos das mulheres, quebrando os paradigmas antes
existentes, inserindo novos institutos e instaurando um modelo protetivo inteiramente inédito no ordenamento jurídico brasileiro”
(STJ, REsp nº 2.070.863/MG, relator: Ministro Joel Ilan Paciornik, relator para acórdão: Ministro Rogerio Schietti Cruz, Terceira
Seção, julgado em 13.11.2024, DJEN de 25.03.2025).
De acordo com os aspectos processuais penais da violência doméstica e familiar contra a mulher, assinale a alternativa
correta.
Em março de 2025, Valério, que já ostenta duas condenações transitadas em julgado por furto simples (a última há menos
de dois anos), é flagrado ao sair de uma loja de conveniência com dois chocolates avaliados em R$ 18,00 (dezoito reais),
ocultados sob a roupa. Abordado ainda na porta por um funcionário, os bens são imediata e integralmente restituídos, sem
dano. O Ministério Público oferece denúncia por furto simples (art. 155, caput, CP). A defesa requer absolvição por atipicidade
material, invocando o princípio da insignificância. À luz da orientação predominante do STF quanto aos vetores do instituto e
do entendimento prevalente do STJ em hipóteses de furto, assinale a alternativa correta.