Paula, de 15 anos, foi vítima de crime sexual cometido por um
vizinho que frequentava sua casa. A adolescente foi muito
questionada no âmbito de sua família. Por várias vezes, a jovem
pensou em deixar de comparecer em juízo, permanecer em
silêncio ou até negar os fatos, pois o processo lhe gerava
sofrimento. Apesar disso, prestou depoimento especial.
Posteriormente, o réu, que era revel e assistido pela Defensoria
Pública, passou a ser patrocinado por advogado. Paula está com
receio de ser novamente convocada em juízo.
Sobre o caso narrado, é correto afirmar que:
O diretor de uma escola municipal aciona o Conselho Tutelar
após uma criança de 8 anos de idade realizar uma revelação
espontânea em sala de aula, relatando abusos sexuais praticados
por seu pai com ciência e omissão de sua mãe.
Uma conselheira tutelar comparece à unidade escolar e, visando
a colher elementos para avaliação da situação, realiza a oitiva da
criança, lavrando termo detalhado que descreve a dinâmica dos
atos libidinosos praticados contra a criança. Diante da gravidade
dos fatos e da ausência de família extensa conhecida, o Conselho
Tutelar leva a menina para acolhimento institucional,
comunicando o fato imediatamente ao Ministério Público e ao
Juízo da Infância e da Juventude.
Considerando o sistema de garantias da criança e do adolescente
vítimas de violência, é correto afirmar que:
No exercício da jurisdição na Comarca de Rodelas/BA, o juiz de
direito se depara com um pedido de adoção de uma criança de
5 anos, pertencente à etnia indígena Tuxá.
O autor, que exercia a guarda legal da criança há 2 anos e já havia
manifestado, em audiência de instrução, sua vontade de adotar,
faleceu antes da prolação da sentença.
A família biológica opõe-se ao pedido, alegando a competência
da Justiça Federal, em razão da necessidade de intervenção da
Funai. No mérito, ressalta a primazia da família natural, a
imprescindibilidade do estágio de convivência e pondera que o
falecimento do adotante faz o pedido de adoção perder o objeto.
Ao analisar o processo, à luz do direito da criança e do
adolescente e da jurisprudência dos Tribunais Superiores, o
magistrado deve considerar que:
A gestante Joana, de 15 anos de idade, em sua trigésima sétima
semana de gravidez, procura a Justiça da Infância e Juventude da
Comarca de Barreiras/BA e manifesta o seu desejo de entregar o
filho para adoção logo após o nascimento. Ela relata ao
magistrado que não possui condições psicológicas de exercer a
maternidade e solicita absoluto sigilo sobre o procedimento,
inclusive em relação aos seus próprios pais.
Diante do caso concreto, considerando as diretrizes do Estatuto
da Criança e do Adolescente (ECA) e os atos normativos do
Conselho Nacional de Justiça sobre a entrega voluntária, é
correto afirmar que:
Maria, de 9 anos de idade, reside em Cachoeira/BA com a mãe,
detentora de sua guarda unilateral. Para viabilizar um passeio de
lazer ao México, a mãe ingressou com pedido de suprimento
judicial de autorização de viagem na Vara da Infância e Juventude
de Cachoeira, em razão da recusa do pai, residente em
Alagoinhas/BA.
O pai se manifestou no feito, alegando, inicialmente, que a
matéria deve ser discutida na Vara de Família de Alagoinhas,
onde já se discute a regulamentação de visitas e alimentos, sob o
fundamento de que o juízo da infância não possui competência,
porquanto inexiste situação de risco à criança.
O magistrado, ao analisar a competência para o pedido de
suprimento de autorização para viagem internacional, à luz do
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), dos atos normativos
em matéria de infância e juventude e da jurisprudência do
Superior Tribunal de Justiça (STJ), deve considerar que a matéria:
Em um órgão público municipal, um agente
administrativo participa do atendimento a famílias e
recebe orientações sobre os direitos assegurados às
crianças e adolescentes conforme o Estatuto da Criança
e do Adolescente - ECA (Lei nº 8.069/1990). Durante
uma capacitação interna, foram apresentadas as
seguintes afirmativas:
I.A criança e o adolescente são considerados sujeitos de
direitos, devendo ter garantidas condições para seu
desenvolvimento em liberdade e dignidade.
II.É dever da família, da sociedade e do Poder Público
assegurar, com prioridade, direitos como saúde,
educação e convivência familiar.
III.Considera-se criança a pessoa até 12 anos
incompletos e adolescente aquela entre 12 e 18 anos de
idade, conforme definição legal.
De acordo com a legislação, está CORRETO o que se
afirma em:
A segurança e o bem-estar compõem o cotidiano do Auxiliar Escolar. Seja no acolhimento matinal, no recreio ou no suporte aos cuidados físicos, a equipe da escola forma uma rede de proteção contínua. Em situações de vulnerabilidade ou suspeita de traumas no cotidiano de uma criança, como deve ser a conduta do Auxiliar e/ou da equipe?
Durante o apoio aos cuidados corporais de alunos, o Auxiliar Escolar pode perceber sinais atípicos que indiquem violência ou negligência. Segundo os fluxos de atenção à saúde da criança, qual deve ser a postura da equipe escolar diante da suspeita de abuso?
Ao despertar nos escolares o senso de responsabilidade e zelar pela disciplina, o Auxiliar de Ensino lida com conflitos e limites infantis, devendo respeitar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Diante disso, analise as assertivas que seguem:
I. A criança e o adolescente têm direito de ser educados sem o uso de castigos físicos ou de tratamento cruel ou degradante.
II. O castigo físico é conceituado como uma ação de natureza disciplinar aplicada com uso de força física que resulte em sofrimento físico ou lesão.
III. Diante de reiteradas indisciplinas, o Auxiliar está autorizado pelo ECA a utilizar repreensão pública moderada para servir de exemplo aos demais.
No cotidiano da escola, o Auxiliar de Ensino percebe, durante a troca de roupa de um aluno, hematomas e marcas sem compatíveis com quedas acidentais, suspeitando de negligência ou violência doméstica. Com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990) e na rede de proteção social, a atitude do profissional deve ser: