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TEXTO:
A cidade não é apenas a organização funcional do espaço, suas ruas e edificações, seus bairros, pessoas carregando sonhos, isoladas na multidão, em um deserto de prédios, que aboliu o horizonte e apagou as estrelas. A cidade é a expressão das relações sociais de produção capitalista, sua materialização política e espacial que está na base da produção e reprodução do capital.
A cidade é a forma reificada dessas relações, mas também do amadurecimento das contradições que lhes são próprias. É a unidade de contrários, não apenas pelas profundas desigualdades, mas pela dinâmica da ordem e da explosão. As contradições, na maioria das vezes, explodem, cotidianamente, invisíveis. Bairros e pessoas pobres, assaltos, lixo, doenças, engarrafamentos, drogas, violência, exploração, mercado de coisas e de corpos transformados em coisas. As contradições surgem como grafites que insistem em pintar de cores e beleza a cidade cinza e feia. Estão lá, pulsando, nas veias que correm sob a pele urbana.
As pessoas vivem as explorações cotidianas das contradições urbanas na forma de uma serialidade, isto é, presas em seus casulos individuais, estão no mesmo lugar fazendo as mesmas coisas, mas não formam um grupo, e sim um coletivo serial no qual prevalece a indiferença mútua.
No âmbito da serialidade e do cotidiano, a consciência correnponde ao que Lukács denomina de consciência reificada – ou o senso comum para Gramsci. Submetidos à sociedade do capital, interiorizamos as relações sociais na forma de uma representação que as toma como naturais e imutáveis. Nossa consciência imediata assume uma forma particular da realidade como se fosse a realidade, que sempre foi e sempre será assim. Navegamos nas diferentes esferas que compõem a vida de forma fragmentária e superficial, e não como totalidade articulada.
O real aqui se apresenta como uma impossibilidade, nos termos freudianos “princípio de realidade”, que deve condicionar a realização do desejo. Para o pai da psicanálise, não há civilização sem repressão. Será Reich quem irá nos lembrar que “a definição do princípio da realidade como exigência da sociedade permanece formal, se não se acrescentar concretamente que o princípio da realidade, sob a forma que se reveste para nós atualmente, é o princípio da sociedade capitalista”.
LASI, M. L. A rebelião, a cidade e a consciência. In: MARICATO,
E. et al. Cidades rebeldes: passe livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil. São Paulo: Boitempo: Carta Maior, 2013. p. 40-41.
No contexto onde se encontram, os termos “de coisas” e “em coisas” exercem a mesma função sintática.
 

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2483754 Ano: 2014
Disciplina: Medicina
Banca: UFBA
Orgão: UNILAB
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Mulher, 25 anos de idade, usuária de drogas, gestante de três meses, com dor em orofaringe, febre e rush cutâneo, apresenta temp=38,5ºC, mucosas hiperemiadas, rush máculo-papular em região cefálica, tronco e MMSS, orofaringe sem exsudatos, pulmões e ACV sem alterações, abdome-fígado palpável a 4cm do RCD e 5 do AX, espaço de traube maciço, leucograma: 3,2mil com 75% de neutrófilos e 15% de linfócitos, com 5% de linfócitos atípicos, plaquetas-230mil/mm³, VHS-45 mm na primeira hora.
O teste com maior capacidade diagnóstica, nesse caso, para infecção por HIV é o ELISA.
 

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2483293 Ano: 2014
Disciplina: Medicina
Banca: UFBA
Orgão: UNILAB
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Mulher, 48 anos de idade, portadora de doença de Chagas, vem, há dois meses, piorando de dispneia e edema, há dois dias apresenta dispneia paroxisítica noturna e não faz uso de remédios há três meses. Ao exame, apresenta PA 100/60mmHg, FC=56bpm, estase de jugulares, ictus desviado para fora da linha medioclavicular, ausculta pulmonar com crépitos bilaterais, fígado a 3cm do RCD, extremidades com edema e cianose.
Nessas condições, o uso de digitálico por via parenteral apresenta risco e deve ser evitado.
 

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Art. 3º: A Unilab tem como missão produzir e disseminar o saber universal, de modo a contribuir para o desenvolvimento social, cultural e econômico do Brasil e dos países de língua portuguesa, por meio da formação de cidadãos com sólido conhecimento filosófico, científico, cultural e técnico, compromissada com a superação das desigualdades sociais.
(ESTATUTO da Unilab).
Na Unilab, a produção e a disseminação do saber universal serão atingidos mediante a geração de conhecimentos, integrados no ensino, na pesquisa e na extensão e pela promoção do intercâmbio cultural, científico e educacional entre os países conveniados.
 

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2482836 Ano: 2014
Disciplina: Medicina
Banca: UFBA
Orgão: UNILAB
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Mulher, 32 anos de idade, portadora de lúpus eritematoso sistêmico, fazendo uso de corticoide, há três horas apresenta cefaleia com náuseas, PA=160/120mmHg e o exame de fundo de olho evidencia hemorragia retiniana, sem edema de papila.
O procedimento adotado, nessas circunstâncias, deve ser o uso de clonidina oral, droga indicada para controle da TA.
 

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2482808 Ano: 2014
Disciplina: Medicina
Banca: UFBA
Orgão: UNILAB
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Paciente, sexo feminino, 82 anos de idade, internada há cinco dias para tratamento de infecção do trato urinário, passou a cursar com diarreia aquosa com 9 dejeções/dia, não apresentando sinais de irritação peritoneal.
A indicação para esse caso é o uso de vancomicina, por via parenteral.
 

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2482728 Ano: 2014
Disciplina: Medicina
Banca: UFBA
Orgão: UNILAB
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Paciente, 56 anos de idade, tabagista há 30 anos, 20 cigarros/dia, há uma semana apresenta tosse com escarro amarelado e dispneia, sem febre e, à inspeção, nota-se aumento do diâmetro anteroposterior do tórax, PA=135/80mmHg, mucosas coradas, sem estase de jugulares, expansibilidade torácica reduzida com roncos e sibilos em ambos os hemitoraces, ACV-desdobramento de B2, abdome sem alterações, extremidades acianóticas, saturação de O², 89% ao ar ambiente, hemogasimetria arterial-pH 7,33, PaO²-73mEq/l, PCO²-53mEq/l, HCO³-32mEq/l, BE:-3. Na-140mEq/l, K-3, 5mEq/l, Cl-104mEq/l, Hb-15g/dl, Ht 42%, leucograma-9,7mil/mm³ com 4% bastões.
Não há evidências científicas que justifiquem o uso de N-acetil-cisteina, como agente mucolítico, para esse quadro clínico.
 

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TEXTO:
A cidade não é apenas a organização funcional do espaço, suas ruas e edificações, seus bairros, pessoas carregando sonhos, isoladas na multidão, em um deserto de prédios, que aboliu o horizonte e apagou as estrelas. A cidade é a expressão das relações sociais de produção capitalista, sua materialização política e espacial que está na base da produção e reprodução do capital.
A cidade é a forma reificada dessas relações, mas também do amadurecimento das contradições que lhes são próprias. É a unidade de contrários, não apenas pelas profundas desigualdades, mas pela dinâmica da ordem e da explosão. As contradições, na maioria das vezes, explodem, cotidianamente, invisíveis. Bairros e pessoas pobres, assaltos, lixo, doenças, engarrafamentos, drogas, violência, exploração, mercado de coisas e de corpos transformados em coisas. As contradições surgem como grafites que insistem em pintar de cores e beleza a cidade cinza e feia. Estão lá, pulsando, nas veias que correm sob a pele urbana.
As pessoas vivem as explorações cotidianas das contradições urbanas na forma de uma serialidade, isto é, presas em seus casulos individuais, estão no mesmo lugar fazendo as mesmas coisas, mas não formam um grupo, e sim um coletivo serial no qual prevalece a indiferença mútua.
No âmbito da serialidade e do cotidiano, a consciência correnponde ao que Lukács denomina de consciência reificada – ou o senso comum para Gramsci. Submetidos à sociedade do capital, interiorizamos as relações sociais na forma de uma representação que as toma como naturais e imutáveis. Nossa consciência imediata assume uma forma particular da realidade como se fosse a realidade, que sempre foi e sempre será assim. Navegamos nas diferentes esferas que compõem a vida de forma fragmentária e superficial, e não como totalidade articulada.
O real aqui se apresenta como uma impossibilidade, nos termos freudianos “princípio de realidade”, que deve condicionar a realização do desejo. Para o pai da psicanálise, não há civilização sem repressão. Será Reich quem irá nos lembrar que “a definição do princípio da realidade como exigência da sociedade permanece formal, se não se acrescentar concretamente que o princípio da realidade, sob a forma que se reveste para nós atualmente, é o princípio da sociedade capitalista”.
LASI, M. L. A rebelião, a cidade e a consciência. In: MARICATO,
E. et al. Cidades rebeldes: passe livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil. São Paulo: Boitempo: Carta Maior, 2013. p. 40-41.
A cidade aparece, no texto, como um espaço em que organização e desorganização coexistem.
 

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2481794 Ano: 2014
Disciplina: Medicina
Banca: UFBA
Orgão: UNILAB
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Paciente, 56 anos de idade, tabagista há 30 anos, 20 cigarros/dia, há uma semana apresenta tosse com escarro amarelado e dispneia, sem febre e, à inspeção, nota-se aumento do diâmetro anteroposterior do tórax, PA=135/80mmHg, mucosas coradas, sem estase de jugulares, expansibilidade torácica reduzida com roncos e sibilos em ambos os hemitoraces, ACV-desdobramento de B2, abdome sem alterações, extremidades acianóticas, saturação de O², 89% ao ar ambiente, hemogasimetria arterial-pH 7,33, PaO²-73mEq/l, PCO²-53mEq/l, HCO³-32mEq/l, BE:-3. Na-140mEq/l, K-3, 5mEq/l, Cl-104mEq/l, Hb-15g/dl, Ht 42%, leucograma-9,7mil/mm³ com 4% bastões.
Nessas condições, o paciente poderá dispensar suplementação de oxigênio no ar inspirado.
 

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A cidade não é apenas a organização funcional do espaço, suas ruas e edificações, seus bairros, pessoas carregando sonhos, isoladas na multidão, em um deserto de prédios, que aboliu o horizonte e apagou as estrelas. A cidade é a expressão das relações sociais de produção capitalista, sua materialização política e espacial que está na base da produção e reprodução do capital.
A cidade é a forma reificada dessas relações, mas também do amadurecimento das contradições que lhes são próprias. É a unidade de contrários, não apenas pelas profundas desigualdades, mas pela dinâmica da ordem e da explosão. As contradições, na maioria das vezes, explodem, cotidianamente, invisíveis. Bairros e pessoas pobres, assaltos, lixo, doenças, engarrafamentos, drogas, violência, exploração, mercado de coisas e de corpos transformados em coisas. As contradições surgem como grafites que insistem em pintar de cores e beleza a cidade cinza e feia. Estão lá, pulsando, nas veias que correm sob a pele urbana.
As pessoas vivem as explorações cotidianas das contradições urbanas na forma de uma serialidade, isto é, presas em seus casulos individuais, estão no mesmo lugar fazendo as mesmas coisas, mas não formam um grupo, e sim um coletivo serial no qual prevalece a indiferença mútua.
No âmbito da serialidade e do cotidiano, a consciência correnponde ao que Lukács denomina de consciência reificada – ou o senso comum para Gramsci. Submetidos à sociedade do capital, interiorizamos as relações sociais na forma de uma representação que as toma como naturais e imutáveis. Nossa consciência imediata assume uma forma particular da realidade como se fosse a realidade, que sempre foi e sempre será assim. Navegamos nas diferentes esferas que compõem a vida de forma fragmentária e superficial, e não como totalidade articulada.
O real aqui se apresenta como uma impossibilidade, nos termos freudianos “princípio de realidade”, que deve condicionar a realização do desejo. Para o pai da psicanálise, não há civilização sem repressão. Será Reich quem irá nos lembrar que “a definição do princípio da realidade como exigência da sociedade permanece formal, se não se acrescentar concretamente que o princípio da realidade, sob a forma que se reveste para nós atualmente, é o princípio da sociedade capitalista”.
LASI, M. L. A rebelião, a cidade e a consciência. In: MARICATO,
E. et al. Cidades rebeldes: passe livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil. São Paulo: Boitempo: Carta Maior, 2013. p. 40-41.
A afirmação inicial do segundo parágrafo constitui um raciocínio do autor que se opõe às ideias de Lukács e Gramsci no quarto parágrafo.
 

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