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Foram encontradas 100 questões.

2489126 Ano: 2014
Disciplina: Medicina
Banca: UFBA
Orgão: UNILAB
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Mulher, 33 anos de idade, há três semanas apresenta dor abdominal epigástrica, no período pós-prandial, sem alterações ao exame físico. Realizou endoscopia digestiva alta que evidencia deformidade bulbar cicatricial, tem tratamento prévio anterior para H pylori e o teste atual de urease foi positivo.
Levando-se em conta o tratamento anterior e o estado cicatricial, o teste de urease deve ser considerado como sequela, não havendo necessidade de antibióticos.
 

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2489072 Ano: 2014
Disciplina: Medicina
Banca: UFBA
Orgão: UNILAB
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Mulher, diabética, em uso de insulina NPH, 30 unidades SC pela manhã e 20 unidades à noite, vem apresentando glicemias capilares matinais de jejum entre 200 e 260mg/dl, Hb A1C do período=7,0mg/dl. Nesse caso, para controlar a glicemia matinal ambulatorialmente, a conduta terapêutica a ser adotada é aumentar a dose de insulina matinal.
 

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2488714 Ano: 2014
Disciplina: Medicina
Banca: UFBA
Orgão: UNILAB
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Homem, 23 anos de idade, cursando com vômitos, após ingesta etílica copiosa é atendido e medicado com metoclopramida e soro glicosado EV e, após 15 minutos de observação, cursa com agitação psicomotora e acatisia.
Esse quadro clínico é compatível com síndrome de Wernicke e exige tratamento imediato com tiamina EV.
 

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2488386 Ano: 2014
Disciplina: Medicina
Banca: UFBA
Orgão: UNILAB
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Paciente, 84 anos de idade, com doença de Parkinson, há duas horas, apresentou engasgo durante a alimentação, tosse incessante e dispneia, com FR- 32ipm, ausculta respiratória mostrando roncos e crépitos à direita.
O Rx de tórax deve ser realizado, pois, a partir de duas horas, já há alterações.
 

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2487928 Ano: 2014
Disciplina: Medicina
Banca: UFBA
Orgão: UNILAB
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Paciente, hipertensa, 45 anos de idade, há duas horas mostra quadro súbito de cefaleia seguida de convulsão tônico-clônica e síncope. Ao exame, apresenta-se com Glasgow 9, sem sinais neurológicos de lateralidade, PA-170/100mmHg.
Para essa paciente, as alterações radiológicas cerebrais podem não estar presentes nas primeiras 12 horas.
 

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2487880 Ano: 2014
Disciplina: Medicina
Banca: UFBA
Orgão: UNILAB
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Paciente, sexo feminino, 36 anos de idade, há dois meses usa metimazol 30mg/dia para doença de Graves e, há quatro dias, apresenta febre e irritação em orofaringe, sem exsudatos.
Nessas condições, a droga deve ser imediatamente suspensa até a realização de hemograma.
 

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2487711 Ano: 2014
Disciplina: Medicina
Banca: UFBA
Orgão: UNILAB
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Homem, 55 anos de idade, apresenta há três semanas icterícia, colúria, acolia fecal, náuseas e vômitos. Ao exame físico, encontra-se ictérico, com fígado palpável a 4cm do RCD e 6cm do AX, baço impalpável, exames: AST-280U/dl, ALT-310U/dl, GGT-660U/dl, bilirrubina direta-10,0mg/dl, bilirrubina-indireta 2,0mg/dl, anticorpos anti-VHA positivo, AgHbs e Anti-HCV negativos.
Nesse caso, a sorologia positiva para vírus A de hepatite é comum para a idade e não tem valor diagnóstico.
 

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2486839 Ano: 2014
Disciplina: Medicina
Banca: UFBA
Orgão: UNILAB
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Paciente, 54 anos de idade, tabagista desde a adolescência, há três meses apresenta dor torácica, tosse seca e o exame mostra redução de expansibilidade em hemitórace esquerdo, com abolição de murmúrio vesicular e submacicez, Rx de tórax evidencia condensação em terço médio de Htce esquerdo, com redução dos espaços intercostais, sem broncograma aéreo.
Para esse paciente, o próximo exame de imagem a ser feito será uma tomografia de tórax com contraste venoso.
 

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TEXTO:
Outro dia eu estava folheando uma revista de arquitetura. Como são bonitas essas casas modernas; o risco é ousado e às vezes lindo, as salas são claras, parecem jardins com teto, o arquiteto faz escultura em cimento armado e a gente vive dentro da escultura e da paisagem.
Um amigo meu quis reformar seu apartamento e chamou um arquiteto novo.
O rapaz disse: “vamos tirar esta parede e também aquela; você ficará com uma sala ampla e cheia de luz. Esta porta podemos arrancar; para que porta aqui? E esta outra parede vamos substituir por vidro; a casa ficará mais clara e mais alegre” . E meu amigo tinha um ar feliz.
Eu estava bebendo a um canto, e fiquei em silêncio. Pensei nas casinhas que vira na revista e na reforma que meu amigo ia fazer em seu velho apartamento. E cheguei à conclusão de que estou velho mesmo.
Porque a casa que eu não tenho, eu a quero cercada de muros altos, e quero as paredes bem grossas e quero muitas paredes, e dentro da casa muitas portas com trincos e trancas; e um quarto bem escuro para esconder meus segredos e outro para esconder minha solidão.
Pode haver uma janela alta de onde eu veja o céu e o mar, mas deve haver um canto bem sossegado em que eu possa ficar sozinho, quieto, pensando minhas coisas, um canto sossegado onde um dia eu possa morrer.
A mocidade pode viver nessas alegres barracas de cimento, nós precisamos de sólidas fortalezas; a casa deve ser antes de tudo o asilo inviolável do cidadão triste; onde ele possa bradar, sem medo nem vergonha, o nome de sua amada: Joana, JOANA! – certo de que ninguém ouvirá; casa é o lugar de andar nu de corpo e de alma, e sítio para falar sozinho.
Onde eu, que não sei desenhar, possa levar dias tentando traçar na parede o perfil de minha amada, sem que ninguém veja e sorria; onde eu, que não sei fazer versos, possa improvisar canções em alta voz para o meu amor; onde eu, que não tenho crença, possa rezar a divindades ocultas, que são apenas minhas.
Casa deve ser a preparação para o segredo maior do túmulo.
BRAGA, R. A casa. 200 crônicas escolhidas. Rio de Janeiro: BestBolso, 2011. p. 359-360. Seleção Saraiva Vira-vira 1.
O enunciador do discurso conduz a sua narrativa priorizando uma linguagem referencial e precisa.
 

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TEXTO:
A cidade não é apenas a organização funcional do espaço, suas ruas e edificações, seus bairros, pessoas carregando sonhos, isoladas na multidão, em um deserto de prédios, que aboliu o horizonte e apagou as estrelas. A cidade é a expressão das relações sociais de produção capitalista, sua materialização política e espacial que está na base da produção e reprodução do capital.
A cidade é a forma reificada dessas relações, mas também do amadurecimento das contradições que lhes são próprias. É a unidade de contrários, não apenas pelas profundas desigualdades, mas pela dinâmica da ordem e da explosão. As contradições, na maioria das vezes, explodem, cotidianamente, invisíveis. Bairros e pessoas pobres, assaltos, lixo, doenças, engarrafamentos, drogas, violência, exploração, mercado de coisas e de corpos transformados em coisas. As contradições surgem como grafites que insistem em pintar de cores e beleza a cidade cinza e feia. Estão lá, pulsando, nas veias que correm sob a pele urbana.
As pessoas vivem as explorações cotidianas das contradições urbanas na forma de uma serialidade, isto é, presas em seus casulos individuais, estão no mesmo lugar fazendo as mesmas coisas, mas não formam um grupo, e sim um coletivo serial no qual prevalece a indiferença mútua.
No âmbito da serialidade e do cotidiano, a consciência correnponde ao que Lukács denomina de consciência reificada – ou o senso comum para Gramsci. Submetidos à sociedade do capital, interiorizamos as relações sociais na forma de uma representação que as toma como naturais e imutáveis. Nossa consciência imediata assume uma forma particular da realidade como se fosse a realidade, que sempre foi e sempre será assim. Navegamos nas diferentes esferas que compõem a vida de forma fragmentária e superficial, e não como totalidade articulada.
O real aqui se apresenta como uma impossibilidade, nos termos freudianos “princípio de realidade”, que deve condicionar a realização do desejo. Para o pai da psicanálise, não há civilização sem repressão. Será Reich quem irá nos lembrar que “a definição do princípio da realidade como exigência da sociedade permanece formal, se não se acrescentar concretamente que o princípio da realidade, sob a forma que se reveste para nós atualmente, é o princípio da sociedade capitalista”.
LASI, M. L. A rebelião, a cidade e a consciência. In: MARICATO,
E. et al. Cidades rebeldes: passe livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil. São Paulo: Boitempo: Carta Maior, 2013. p. 40-41.
O fragmento “que aboliu o horizonte e apagou as estrelas.” apresenta dois pensamentos cujos conteúdos são contraditórios.
 

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