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Foram encontradas 100 questões.

1683816 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Enunciado 2990549-1

A necessidade do homem de explicar os mistérios da vida e da natureza que o cerca, gera, através dos séculos, as mais belas lendas. Quanto mais rica a cultura de um povo, maior o número de lendas inspiradoras que justificam os seus costumes e tradições milenares. O folclore dos índios brasileiros perdeu, com a civilização cristã imposta a eles, muitos dos seus rituais e muitas das suas crenças, por isso as suas lendas estão cada vez mais mescladas com as lendas catequizadoras trazidas pelos homens brancos.

A Criação do Homem está ligada com o mito do herói Maivotsinim, figura criadora aclamada por várias tribos do Alto Xingu. Se na lenda dos índios Karajás, habitantes do norte de Goiás e do Tocantins, o índio já surge criado, habitando a escuridão do ventre da terra, de onde emerge, e através da figura do urubu-rei vê a criação do mundo, aqui o mundo está criado, mas faltam os homens. Só Maivotsinim existe, e cabe a ele criar a humanidade. Esculpido numa madeira chamada cuarupe, o homem surge no seu esplendor, aos raios do sol. A lenda deu origem ao ritual do Alto Xingu, o Cuarupe, praticado até os dias de hoje.

Internet:<www.ptshot.com/LeeMeddi> (com adaptações).

Julgue o item que se segue, a respeito da organização das ideias do texto acima.

O lugar a que se refere o advérbio “aqui” corresponde à região “norte de Goiás e do Tocantins”.

 

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1683815 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Enunciado 2990548-1

A necessidade do homem de explicar os mistérios da vida e da natureza que o cerca, gera, através dos séculos, as mais belas lendas. Quanto mais rica a cultura de um povo, maior o número de lendas inspiradoras que justificam os seus costumes e tradições milenares. O folclore dos índios brasileiros perdeu, com a civilização cristã imposta a eles, muitos dos seus rituais e muitas das suas crenças, por isso as suas lendas estão cada vez mais mescladas com as lendas catequizadoras trazidas pelos homens brancos.

A Criação do Homem está ligada com o mito do herói Maivotsinim, figura criadora aclamada por várias tribos do Alto Xingu. Se na lenda dos índios Karajás, habitantes do norte de Goiás e do Tocantins, o índio já surge criado, habitando a escuridão do ventre da terra, de onde emerge, e através da figura do urubu-rei vê a criação do mundo, aqui o mundo está criado, mas faltam os homens. Só Maivotsinim existe, e cabe a ele criar a humanidade. Esculpido numa madeira chamada cuarupe, o homem surge no seu esplendor, aos raios do sol. A lenda deu origem ao ritual do Alto Xingu, o Cuarupe, praticado até os dias de hoje.

Internet:<www.ptshot.com/LeeMeddi> (com adaptações).

Julgue o item que se segue, a respeito da organização das ideias do texto acima.

A organização das ideias no texto mostra que a substituição da conjunção do início da oração “Se na lenda dos índios Karajás” por Enquanto preservaria a coerência bem como a correção gramatical do texto.

 

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1683814 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Enunciado 2990547-1

A necessidade do homem de explicar os mistérios da vida e da natureza que o cerca, gera, através dos séculos, as mais belas lendas. Quanto mais rica a cultura de um povo, maior o número de lendas inspiradoras que justificam os seus costumes e tradições milenares. O folclore dos índios brasileiros perdeu, com a civilização cristã imposta a eles, muitos dos seus rituais e muitas das suas crenças, por isso as suas lendas estão cada vez mais mescladas com as lendas catequizadoras trazidas pelos homens brancos.

A Criação do Homem está ligada com o mito do herói Maivotsinim, figura criadora aclamada por várias tribos do Alto Xingu. Se na lenda dos índios Karajás, habitantes do norte de Goiás e do Tocantins, o índio já surge criado, habitando a escuridão do ventre da terra, de onde emerge, e através da figura do urubu-rei vê a criação do mundo, aqui o mundo está criado, mas faltam os homens. Só Maivotsinim existe, e cabe a ele criar a humanidade. Esculpido numa madeira chamada cuarupe, o homem surge no seu esplendor, aos raios do sol. A lenda deu origem ao ritual do Alto Xingu, o Cuarupe, praticado até os dias de hoje.

Internet:<www.ptshot.com/LeeMeddi> (com adaptações).

Julgue o item que se segue, a respeito da organização das ideias do texto acima.

A argumentação do texto sugere que o folclore dos índios brasileiros caracteriza uma rica cultura, mesmo que tenha se enfraquecido em contato com o homem branco.

 

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1683813 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Enunciado 2990546-1

A necessidade do homem de explicar os mistérios da vida e da natureza que o cerca, gera, através dos séculos, as mais belas lendas. Quanto mais rica a cultura de um povo, maior o número de lendas inspiradoras que justificam os seus costumes e tradições milenares. O folclore dos índios brasileiros perdeu, com a civilização cristã imposta a eles, muitos dos seus rituais e muitas das suas crenças, por isso as suas lendas estão cada vez mais mescladas com as lendas catequizadoras trazidas pelos homens brancos.

A Criação do Homem está ligada com o mito do herói Maivotsinim, figura criadora aclamada por várias tribos do Alto Xingu. Se na lenda dos índios Karajás, habitantes do norte de Goiás e do Tocantins, o índio já surge criado, habitando a escuridão do ventre da terra, de onde emerge, e através da figura do urubu-rei vê a criação do mundo, aqui o mundo está criado, mas faltam os homens. Só Maivotsinim existe, e cabe a ele criar a humanidade. Esculpido numa madeira chamada cuarupe, o homem surge no seu esplendor, aos raios do sol. A lenda deu origem ao ritual do Alto Xingu, o Cuarupe, praticado até os dias de hoje.

Internet:<www.ptshot.com/LeeMeddi> (com adaptações).

Julgue o item que se segue, a respeito da organização das ideias do texto acima.

Expressões substantivas, como “dos índios”, e pronomes, como “eles”, indicam que o narrador se identifica como um indígena do “Alto Xingu”.

 

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1683812 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Enunciado 2990545-1

A necessidade do homem de explicar os mistérios da vida e da natureza que o cerca, gera, através dos séculos, as mais belas lendas. Quanto mais rica a cultura de um povo, maior o número de lendas inspiradoras que justificam os seus costumes e tradições milenares. O folclore dos índios brasileiros perdeu, com a civilização cristã imposta a eles, muitos dos seus rituais e muitas das suas crenças, por isso as suas lendas estão cada vez mais mescladas com as lendas catequizadoras trazidas pelos homens brancos.

A Criação do Homem está ligada com o mito do herói Maivotsinim, figura criadora aclamada por várias tribos do Alto Xingu. Se na lenda dos índios Karajás, habitantes do norte de Goiás e do Tocantins, o índio já surge criado, habitando a escuridão do ventre da terra, de onde emerge, e através da figura do urubu-rei vê a criação do mundo, aqui o mundo está criado, mas faltam os homens. Só Maivotsinim existe, e cabe a ele criar a humanidade. Esculpido numa madeira chamada cuarupe, o homem surge no seu esplendor, aos raios do sol. A lenda deu origem ao ritual do Alto Xingu, o Cuarupe, praticado até os dias de hoje.

Internet:<www.ptshot.com/LeeMeddi> (com adaptações).

Julgue o item que se segue, a respeito da organização das ideias do texto acima.

O pronome “seus” indica que se trata de “costumes e tradições”do “homem”.

 

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1683811 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Enunciado 2990544-1

A necessidade do homem de explicar os mistérios da vida e da natureza que o cerca, gera, através dos séculos, as mais belas lendas. Quanto mais rica a cultura de um povo, maior o número de lendas inspiradoras que justificam os seus costumes e tradições milenares. O folclore dos índios brasileiros perdeu, com a civilização cristã imposta a eles, muitos dos seus rituais e muitas das suas crenças, por isso as suas lendas estão cada vez mais mescladas com as lendas catequizadoras trazidas pelos homens brancos.

A Criação do Homem está ligada com o mito do herói Maivotsinim, figura criadora aclamada por várias tribos do Alto Xingu. Se na lenda dos índios Karajás, habitantes do norte de Goiás e do Tocantins, o índio já surge criado, habitando a escuridão do ventre da terra, de onde emerge, e através da figura do urubu-rei vê a criação do mundo, aqui o mundo está criado, mas faltam os homens. Só Maivotsinim existe, e cabe a ele criar a humanidade. Esculpido numa madeira chamada cuarupe, o homem surge no seu esplendor, aos raios do sol. A lenda deu origem ao ritual do Alto Xingu, o Cuarupe, praticado até os dias de hoje.

Internet:<www.ptshot.com/LeeMeddi> (com adaptações).

Julgue o item que se segue, a respeito da organização das ideias do texto acima.

No texto, em que predomina a função referencial da linguagem, identificam-se duas partes: o primeiro parágrafo desenvolve a tese de que as lendas explicam os mistérios da vida e da natureza; o segundo parágrafo ilustra essa tese com uma lenda que explica a criação do homem.

 

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1683810 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Nós não éramos índios

Aicué curí uiocó, paraná-assú sui, peruaiana, quirimbaua piri pessuí [Vai aparecer do rio maior o maior e mais poderoso inimigo de vocês]. Foi com essa mensagem que Ponaminari, o grande mensageiro de Tupana, tentou prevenir todos os povos que dominavam estas terras antes de 1500. Enquanto isso, os povos jamais poderiam imaginar a tamanha barbaridade de que o homem branco seria capaz. Não sabiam que a partir de então estava decretado o genocídio, o etnocídio, os massacres e as opressões dirigidos àqueles que passaram a ser chamados de índios. Apesar de todo esse passado de violência e massacres, podemos registrar alguma coisa como vitória: a demarcação das cinco terras indígenas no alto rio Negro, confirmando mais uma vez a profecia do grande mensageiro de Tupana, o Ponaminari. Em uma de suas visitas a seu povo, muito irritado, disse: — “Puxí curí peçassa amun-itá ruaxara, maramên curí pemanduari ixê, aramém curí peiassúca, peiaxiú paraná ribiiuá upê, pemucamém peruá, pericú-aram maam peiara, Tupanaumeém ua peiaram. [Vocês agora vão ser dominados por outras pessoas, até quando vocês se lembrarem de mim, aí então vocês irão ao rio tomar banho e chorar mostrando suas caras, para que assim eu vos reconheça e Tupana devolva aquilo que sempre foi de vocês]. Analisando essa grande profecia, vemos que o povo de Tupana não era unicamente o povo Baré. Concluímos que os povos tinham que passar por esse longo período de sofrimento. Mas, depois que se reconhecessem, começariam então a reconquistar seus direitos originários, agiriam como índios, brasileiros, amazonenses, sangabrielenses. A grande conquista do reconhecimento dos mais de 10 milhões de hectares de terras demarcadas no rio Negro resultou de uma luta que foi consequência desse passado. Mesmo assim, se alguns dos nossos antepassados nos vissem no estado em que estamos e lhe perguntássemos por que eles, há 500 anos, viviam livres e tranquilos, certamente nos responderiam: “Nós não éramos índios!”.

Narrativa do Baré Bráz de Oliveira

França (Rio Negro/ AM - 1999). Internet:<pib.socioambiental.org> (com adaptações).

Com relação ao sentido e às estruturas linguísticas do texto, julgue o item seguinte.

O trecho “Mesmo assim”, no último período, faz referência à conquista do reconhecimento de mais de 10 milhões de hectares de terras indígenas no Rio Negro.

 

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1683809 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Nós não éramos índios

Aicué curí uiocó, paraná-assú sui, peruaiana, quirimbaua piri pessuí [Vai aparecer do rio maior o maior e mais poderoso inimigo de vocês]. Foi com essa mensagem que Ponaminari, o grande mensageiro de Tupana, tentou prevenir todos os povos que dominavam estas terras antes de 1500. Enquanto isso, os povos jamais poderiam imaginar a tamanha barbaridade de que o homem branco seria capaz. Não sabiam que a partir de então estava decretado o genocídio, o etnocídio, os massacres e as opressões dirigidos àqueles que passaram a ser chamados de índios. Apesar de todo esse passado de violência e massacres, podemos registrar alguma coisa como vitória: a demarcação das cinco terras indígenas no alto rio Negro, confirmando mais uma vez a profecia do grande mensageiro de Tupana, o Ponaminari. Em uma de suas visitas a seu povo, muito irritado, disse: — “Puxí curí peçassa amun-itá ruaxara, maramên curí pemanduari ixê, aramém curí peiassúca, peiaxiú paraná ribiiuá upê, pemucamém peruá, pericú-aram maam peiara, Tupanaumeém ua peiaram. [Vocês agora vão ser dominados por outras pessoas, até quando vocês se lembrarem de mim, aí então vocês irão ao rio tomar banho e chorar mostrando suas caras, para que assim eu vos reconheça e Tupana devolva aquilo que sempre foi de vocês]. Analisando essa grande profecia, vemos que o povo de Tupana não era unicamente o povo Baré. Concluímos que os povos tinham que passar por esse longo período de sofrimento. Mas, depois que se reconhecessem, começariam então a reconquistar seus direitos originários, agiriam como índios, brasileiros, amazonenses, sangabrielenses. A grande conquista do reconhecimento dos mais de 10 milhões de hectares de terras demarcadas no rio Negro resultou de uma luta que foi consequência desse passado. Mesmo assim, se alguns dos nossos antepassados nos vissem no estado em que estamos e lhe perguntássemos por que eles, há 500 anos, viviam livres e tranquilos, certamente nos responderiam: “Nós não éramos índios!”.

Narrativa do Baré Bráz de Oliveira

França (Rio Negro/ AM - 1999). Internet:<pib.socioambiental.org> (com adaptações).

Com relação ao sentido e às estruturas linguísticas do texto, julgue o item seguinte.

A compreensão da profecia apresentada pelo narrador aponta para a necessidade de os povos indígenas se unirem na luta pela terra: “o povo de Tupana não era unicamente o povo Baré”.

 

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1683808 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Nós não éramos índios

Aicué curí uiocó, paraná-assú sui, peruaiana, quirimbaua piri pessuí [Vai aparecer do rio maior o maior e mais poderoso inimigo de vocês]. Foi com essa mensagem que Ponaminari, o grande mensageiro de Tupana, tentou prevenir todos os povos que dominavam estas terras antes de 1500. Enquanto isso, os povos jamais poderiam imaginar a tamanha barbaridade de que o homem branco seria capaz. Não sabiam que a partir de então estava decretado o genocídio, o etnocídio, os massacres e as opressões dirigidos àqueles que passaram a ser chamados de índios. Apesar de todo esse passado de violência e massacres, podemos registrar alguma coisa como vitória: a demarcação das cinco terras indígenas no alto rio Negro, confirmando mais uma vez a profecia do grande mensageiro de Tupana, o Ponaminari. Em uma de suas visitas a seu povo, muito irritado, disse: — “Puxí curí peçassa amun-itá ruaxara, maramên curí pemanduari ixê, aramém curí peiassúca, peiaxiú paraná ribiiuá upê, pemucamém peruá, pericú-aram maam peiara, Tupanaumeém ua peiaram. [Vocês agora vão ser dominados por outras pessoas, até quando vocês se lembrarem de mim, aí então vocês irão ao rio tomar banho e chorar mostrando suas caras, para que assim eu vos reconheça e Tupana devolva aquilo que sempre foi de vocês]. Analisando essa grande profecia, vemos que o povo de Tupana não era unicamente o povo Baré. Concluímos que os povos tinham que passar por esse longo período de sofrimento. Mas, depois que se reconhecessem, começariam então a reconquistar seus direitos originários, agiriam como índios, brasileiros, amazonenses, sangabrielenses. A grande conquista do reconhecimento dos mais de 10 milhões de hectares de terras demarcadas no rio Negro resultou de uma luta que foi consequência desse passado. Mesmo assim, se alguns dos nossos antepassados nos vissem no estado em que estamos e lhe perguntássemos por que eles, há 500 anos, viviam livres e tranquilos, certamente nos responderiam: “Nós não éramos índios!”.

Narrativa do Baré Bráz de Oliveira

França (Rio Negro/ AM - 1999). Internet:<pib.socioambiental.org> (com adaptações).

Com relação ao sentido e às estruturas linguísticas do texto, julgue o item seguinte.

Segundo o narrador, a demarcação das terras indígenas no Rio Negro resulta da profecia de Ponaminari, que seria cumprida independentemente da luta do povo Baré e de seus antepassados.

 

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1683807 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Nós não éramos índios

Aicué curí uiocó, paraná-assú sui, peruaiana, quirimbaua piri pessuí [Vai aparecer do rio maior o maior e mais poderoso inimigo de vocês]. Foi com essa mensagem que Ponaminari, o grande mensageiro de Tupana, tentou prevenir todos os povos que dominavam estas terras antes de 1500. Enquanto isso, os povos jamais poderiam imaginar a tamanha barbaridade de que o homem branco seria capaz. Não sabiam que a partir de então estava decretado o genocídio, o etnocídio, os massacres e as opressões dirigidos àqueles que passaram a ser chamados de índios. Apesar de todo esse passado de violência e massacres, podemos registrar alguma coisa como vitória: a demarcação das cinco terras indígenas no alto rio Negro, confirmando mais uma vez a profecia do grande mensageiro de Tupana, o Ponaminari. Em uma de suas visitas a seu povo, muito irritado, disse: — “Puxí curí peçassa amun-itá ruaxara, maramên curí pemanduari ixê, aramém curí peiassúca, peiaxiú paraná ribiiuá upê, pemucamém peruá, pericú-aram maam peiara, Tupanaumeém ua peiaram. [Vocês agora vão ser dominados por outras pessoas, até quando vocês se lembrarem de mim, aí então vocês irão ao rio tomar banho e chorar mostrando suas caras, para que assim eu vos reconheça e Tupana devolva aquilo que sempre foi de vocês]. Analisando essa grande profecia, vemos que o povo de Tupana não era unicamente o povo Baré. Concluímos que os povos tinham que passar por esse longo período de sofrimento. Mas, depois que se reconhecessem, começariam então a reconquistar seus direitos originários, agiriam como índios, brasileiros, amazonenses, sangabrielenses. A grande conquista do reconhecimento dos mais de 10 milhões de hectares de terras demarcadas no rio Negro resultou de uma luta que foi consequência desse passado. Mesmo assim, se alguns dos nossos antepassados nos vissem no estado em que estamos e lhe perguntássemos por que eles, há 500 anos, viviam livres e tranquilos, certamente nos responderiam: “Nós não éramos índios!”.

Narrativa do Baré Bráz de Oliveira

França (Rio Negro/ AM - 1999). Internet:<pib.socioambiental.org> (com adaptações).

Com relação ao sentido e às estruturas linguísticas do texto, julgue o item seguinte.

A utilização da língua indígena pelo narrador indica que a sua narrativa recupera um registro escrito nos livros sagrados do povo Baré.

 

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