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Foram encontradas 70 questões.

1281926 Ano: 2019
Disciplina: Química
Banca: DSEA UERJ
Orgão: UERJ
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Para a análise do teor de ozônio em um meio aquoso, utiliza-se iodeto de potássio e ácido sulfúrico. Esses compostos reagem conforme a seguinte equação:

x KI + O3 + H2SO4 → y I2 + H2O + K2SO4

Quando a equação é balanceada, os coeficientes x e y correspondem, respectivamente, aos seguintes valores:

 

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1281758 Ano: 2019
Disciplina: História
Banca: DSEA UERJ
Orgão: UERJ
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enunciado 2073120-1

O artista Belmonte, por meio de seu personagem Juca Pato, retratou episódios importantes da história brasileira e internacional entre as décadas de 1920 e 1940. A charge acima, por exemplo, tematiza de forma irônica a entrada do governo brasileiro em 1942 na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A atitude de Juca Pato, ao decidir ir à guerra, está associada à seguinte conjuntura do governo varguista:

 

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1265537 Ano: 2019
Disciplina: Francês (Língua Francesa)
Banca: DSEA UERJ
Orgão: UERJ
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O QUE NOSSAS METÁFORAS DIZEM DE NÓS

Para o poeta Robert Frost, a vida era um caminho que passa por encruzilhadas inevitáveis; para Fernando Pessoa, uma sombra que passa sobre um rio. Shakespeare via o mundo como um palco e Scott Fitzgerald percebia os seres humanos como barcos contra a corrente. Metáforas como essas nos rodeiam, mas não só quando seguramos um livro nas mãos. Em nosso uso cotidiano da língua, elas são tão presentes que nem sequer percebemos. São exemplos “teto de vidro impede a carreira das mulheres”, “a bolha do aluguel”, “cortar o mal pela raiz”. Considerada a forma por excelência da linguagem figurada, a metáfora às vezes é tida como mero embelezamento do discurso.

Entretanto, desde 1980, com a publicação do livro Metáforas da vida cotidiana, essa figura retórica recuperou seu protagonismo. Os autores George Lakoff e Mark Johnson mostraram que as alegorias desenham o mapa conceitual a partir do qual observamos, pensamos e agimos. Com frequência são nossa bússola invisível, orientando tanto os gestos instintivos que fazemos como as decisões mais importantes que tomamos. É muito provável que aqueles que concebem a vida como uma cruz e os que a entendem como uma viagem não reajam da mesma forma ante um mesmo dilema. As metáforas são ferramentas eficazes e de múltiplas utilidades. Ao partir de elementos já conhecidos, nos ajudam a examinar realidades, conceitos e teorias novas de uma maneira prática. Também nos servem para abordar experiências traumáticas nas quais a linguagem literal se revela impotente. São vigorosos atalhos que a mente usa para assimilar situações complexas em que a literalidade acaba sendo tediosa, limitada e confusa. É mais fácil para nós entender que a depressão é uma espécie de buraco negro e que o DNA é o manual de instruções de cada ser vivo.

As figurações dão coesão às identidades coletivas, pois circulam sem cessar até se incorporarem à linguagem cotidiana. Há alguns anos, os psicólogos Paul Thibodeau e Lera Boroditsky, da Universidade Stanford (E.U.A.), analisaram os resultados de um debate sobre políticas contra a criminalidade que recorria a duas metáforas. Quando o problema era ilustrado como se houvesse predadores devorando a comunidade, a resposta era endurecer a vigilância policial e aplicar leis mais severas. No entanto, quando o problema era exposto como um vírus infectando a cidade, a opção era a de adotar medidas para erradicar a desigualdade e melhorar a educação. Comparações ruins levam a políticas ruins, escreveu o Nobel de Economia Paul Krugman.

No campo da medicina, tem havido mudanças de paradigma no que diz respeito ao impacto emocional das metáforas. Num recente seminário organizado pela Universidade de Navarra (Espanha), a linguista Elena Semino dissertou sobre os efeitos de abordar o câncer como se fosse uma guerra, provocando sensações negativas quando o paciente acredita estar “perdendo a batalha”, mesmo que isso possa ser estimulante para outros. O erro, segundo a especialista, reside em misturar os campos semânticos da guerra e da saúde. Para corrigir essa questão, a linguista elabora o que chama de “cardápio de metáforas”, para que médicos e pacientes enfrentem a doença de forma mais construtiva.

As boas metáforas nos trazem outras perspectivas, fronteiras menos rígidas e novas categorizações que substituem aquelas já desgastadas.

MARTA REBÓN

Adaptado de brasil.elpais.com, 11/04/2018.

LE POUVOIR DES MÉTAPHORES

Quels effets les métaphores ont-elles en politique? On sait qu’elles sont utiles pour évoquer des tabous: on réfère, par exemple, à la mort en parlant d’un voyage ou d’un repos éternelA). Des chercheurs d’un ensemble de groupes de réflexion et d’organismes progressistes ont analysé les réactions des gens aux métaphores économiques.

Ils ont observé qu’à la suite de la dernière crise économique, les politiciens ont misé sur une analogie qui a porté ses fruits. On avait atteint la limite de notre carte de crédit nationale et il était temps de se serrer la ceintureB): couper dans les futiles programmes de justice sociale. Cette métaphore a servi de base à la politique d’austérité.

Pour comprendre comment cette métaphore a pu fonctionner, il faut d’abord connaître la perception qu’a la population de l’économie. On suggère que les gens pensent qu’elle est gouvernée par des forces mystérieuses et impénétrables qui la rendent instable, et qu’on la voit comme un coffre, dans lequel des gens ajoutent et d’autres prennent. Par conséquent, il n’est pas difficile de comprendre que cette perception répandue ait permis aux politiciens de gagner des élections en affirmant qu’une certaine classe de gens (notamment les personnes qui bénéficient de l’aide sociale ou les immigrants) ne veut que puiser dans “le coffre”. Sans compter qu’à répéter infiniment que l’économie est complexe, les citoyens ordinaires en viennent à se sentir impuissants.

Cette vision basique a aussi engendré le sentiment très fort que l’économie est trafiquée ou que la presse et les politiciens mentent constamment et que rien ne peut être fait contre cette implacable réalité, et on conclut que l’avidité fait partie de la nature humaine. Malgré le sentiment que le gouvernement devrait s’attaquer aux problèmes, le fatalisme finit par gagner largement la population.

Les chercheurs donnent en exemple deux métaphores que les militants contre l’austérité pourraient utiliser pour se défaire de ce tenace sentiment d’impuissance. Le premier fait appel à la programmation informatique: l’économie a été délibérément programmée d’une façon, mais nous avons le pouvoir de la reprogrammer autrementC). Le deuxième exemple porte sur les aspirations des citoyens et d’une société, en comparant les stratégies économiques à des voies ferréesD). Pendant des décennies, nous avons construit des voies qui mènent vers la recherche de profits, qu’accapare une minorité d’entre nous, plutôt que vers nos réels besoins. Mais on peut construire de nouvelles voies vers une autre direction, vers ce que nous voulons.

On a parfois l’impression que se servir des mots pour faire réagir la population n’est qu’une autre forme de mensonge politique. Il est vrai que les formules efficaces sans réelles solutions empoisonnent le discours. Mais, entre les mains de personnes qui souhaitent sincèrement changer le monde, il ne fait aucun doute que les métaphores, présentées avec conviction, sont des armes puissantes.

Adaptado de vice.com.

Dans le texte O que nossas metáforas dizem de nós, on affirme: “comparações ruins levam a políticas ruins”.

Le passage du texte Le pouvoir des métaphores qui illustre cette idée est présenté dans:

 

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1265518 Ano: 2019
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: DSEA UERJ
Orgão: UERJ
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O QUE NOSSAS METÁFORAS DIZEM DE NÓS

Para o poeta Robert Frost, a vida era um caminho que passa por encruzilhadas inevitáveis; para Fernando Pessoa, uma sombra que passa sobre um rio. Shakespeare via o mundo como um palco e Scott Fitzgerald percebia os seres humanos como barcos contra a corrente. Metáforas como essas nos rodeiam, mas não só quando seguramos um livro nas mãos. Em nosso uso cotidiano da língua, elas são tão presentes que nem sequer percebemos. São exemplos “teto de vidro impede a carreira das mulheres”, “a bolha do aluguel”, “cortar o mal pela raiz”. Considerada a forma por excelência da linguagem figurada, a metáfora às vezes é tida como mero embelezamento do discurso.

Entretanto, desde 1980, com a publicação do livro Metáforas da vida cotidiana, essa figura retórica recuperou seu protagonismo. Os autores George Lakoff e Mark Johnson mostraram que as alegorias desenham o mapa conceitual a partir do qual observamos, pensamos e agimos. Com frequência são nossa bússola invisível, orientando tanto os gestos instintivos que fazemos como as decisões mais importantes que tomamos. É muito provável que aqueles que concebem a vida como uma cruz e os que a entendem como uma viagem não reajam da mesma forma ante um mesmo dilema. As metáforas são ferramentas eficazes e de múltiplas utilidades. Ao partir de elementos já conhecidos, nos ajudam a examinar realidades, conceitos e teorias novas de uma maneira prática. Também nos servem para abordar experiências traumáticas nas quais a linguagem literal se revela impotente. São vigorosos atalhos que a mente usa para assimilar situações complexas em que a literalidade acaba sendo tediosa, limitada e confusa. É mais fácil para nós entender que a depressão é uma espécie de buraco negro e que o DNA é o manual de instruções de cada ser vivo.

As figurações dão coesão às identidades coletivas, pois circulam sem cessar até se incorporarem à linguagem cotidiana. Há alguns anos, os psicólogos Paul Thibodeau e Lera Boroditsky, da Universidade Stanford (E.U.A.), analisaram os resultados de um debate sobre políticas contra a criminalidade que recorria a duas metáforas. Quando o problema era ilustrado como se houvesse predadores devorando a comunidade, a resposta era endurecer a vigilância policial e aplicar leis mais severas. No entanto, quando o problema era exposto como um vírus infectando a cidade, a opção era a de adotar medidas para erradicar a desigualdade e melhorar a educação. Comparações ruins levam a políticas ruins, escreveu o Nobel de Economia Paul Krugman.

No campo da medicina, tem havido mudanças de paradigma no que diz respeito ao impacto emocional das metáforas. Num recente seminário organizado pela Universidade de Navarra (Espanha), a linguista Elena Semino dissertou sobre os efeitos de abordar o câncer como se fosse uma guerra, provocando sensações negativas quando o paciente acredita estar “perdendo a batalha”, mesmo que isso possa ser estimulante para outros. O erro, segundo a especialista, reside em misturar os campos semânticos da guerra e da saúde. Para corrigir essa questão, a linguista elabora o que chama de “cardápio de metáforas”, para que médicos e pacientes enfrentem a doença de forma mais construtiva.

As boas metáforas nos trazem outras perspectivas, fronteiras menos rígidas e novas categorizações que substituem aquelas já desgastadas.

MARTA REBÓN

Adaptado de brasil.elpais.com, 11/04/2018.

THE POWER OF METAPHORS

Imagine your city isn’t as safe as it used to be. Robberies are on the rise, home invasions are increasing and murder rates have nearly doubled in the past three years. What should city officials do about it? Hire more cops to round up the thugs and lock them away in a growing network of prisons? Or design programs that promise more peace by addressing issues like a faltering economy and underperforming schools?

Your answer – and the reasoning behind it – can hinge on the metaphor being used to describe the problem, according to new research by Stanford psychologists. Your thinking can even be swayed with just one word, they say.

Psychology Assistant Professor Lera Boroditsky and doctoral candidate Paul Thibodeau were curious about how subtle cues and common figures of speech can frame approaches to difficult problems. “Some estimates suggest that one out of every 25 words we encounter is a metaphor”, said Thibodeau, the study’s lead author. “But we didn’t know the extent to which these metaphors influence people”.

In five experiments, test subjects were asked to read short paragraphs about rising crime rates in the fictional city of Addison and answer questions about the city. The researchers gauged how people answered these questions in light of how crime was described – as a beast or a virus.

They found the test subjects’ proposed solutions differed a great deal depending on the metaphor they were exposed to. The results have shown that people will likely support an increase in police forces and jailing of offenders if crime is described as a “beast” preying on a community. But if people are told crime is a “virus” infecting a city, they are more inclined to treat the problem with social reform. According to Boroditsky: “People like to think they’re objective. They want to believe they’re logical. But they’re really being swayed by metaphors”.

To get a sense of how much the metaphor really mattered, the researchers also examined what role political persuasions play in people’s approach to reducing crime. They suspected that Republicans would be more inclined to catch and incarcerate criminals than Democrats, who would prefer enacting social reforms. They found Republicans were about 10 percent more likely to suggest an enforcement-based solution.

“We can’t talk about any complex situation – like crime – without using metaphors”, said Boroditsky. “Metaphors aren’t just used for flowery speech. They shape the conversation for things we’re trying to explain and figure out. And they have consequences for determining what we decide is the right approach to solving problems”.

While their research focused on attitudes about crime, their findings can be used to understand the implications of how a casual or calculated turn of phrase can influence debates and change minds.

Adaptado de news.stanford.edu.

The power of metaphors discusses the use of metaphors in daily life, as well as the text O que nossas metáforas dizem de nós. The following metaphor is present in both texts:

 

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1265395 Ano: 2019
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: DSEA UERJ
Orgão: UERJ
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THE POWER OF METAPHORS

Imagine your city isn’t as safe as it used to be. Robberies are on the rise, home invasions are increasing and murder rates have nearly doubled in the past three years. What should city officials do about it? Hire more cops to round up the thugs and lock them away in a growing network of prisons? Or design programs that promise more peace by addressing issues like a faltering economy and underperforming schools?

Your answer – and the reasoning behind it – can hinge on the metaphor being used to describe the problem, according to new research by Stanford psychologists. Your thinking can even be swayed with just one word, they say.

Psychology Assistant Professor Lera Boroditsky and doctoral candidate Paul Thibodeau were curious about how subtle cues and common figures of speech can frame approaches to difficult problems. “Some estimates suggest that one out of every 25 words we encounter is a metaphor”, said Thibodeau, the study’s lead author. “But we didn’t know the extent to which these metaphors influence people”.

In five experiments, test subjects were asked to read short paragraphs about rising crime rates in the fictional city of Addison and answer questions about the city. The researchers gauged how people answered these questions in light of how crime was described – as a beast or a virus.

They found the test subjects’ proposed solutions differed a great deal depending on the metaphor they were exposed to. The results have shown that people will likely support an increase in police forces and jailing of offenders if crime is described as a “beast” preying on a community. But if people are told crime is a “virus” infecting a city, they are more inclined to treat the problem with social reform. According to Boroditsky: “People like to think they’re objective. They want to believe they’re logical. But they’re really being swayed by metaphors”.

To get a sense of how much the metaphor really mattered, the researchers also examined what role political persuasions play in people’s approach to reducing crime. They suspected that Republicans would be more inclined to catch and incarcerate criminals than Democrats, who would prefer enacting social reforms. They found Republicans were about 10 percent more likely to suggest an enforcement-based solution.

“We can’t talk about any complex situation – like crime – without using metaphors”, said Boroditsky. “Metaphors aren’t just used for flowery speech. They shape the conversation for things we’re trying to explain and figure out. And they have consequences for determining what we decide is the right approach to solving problems”.

While their research focused on attitudes about crime, their findings can be used to understand the implications of how a casual or calculated turn of phrase can influence debates and change minds.

Adaptado de news.stanford.edu.

The author of the text introduces the topic by making use of the following strategy:

 

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1265385 Ano: 2019
Disciplina: Geografia
Banca: DSEA UERJ
Orgão: UERJ
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enunciado 2072673-1

Os gráficos acima são parte do resultado de uma pesquisa feita em 2015 sobre a percepção dos cidadãos de diferentes países acerca do fenômeno migratório.

A diferença entre o percentual médio estimado pelos que responderam à pergunta e o percentual real de imigrantes em cada população nacional expressa uma grande preocupação de cidadãos europeus na atualidade.

Uma consequência direta dessa preocupação é:

 

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1264461 Ano: 2019
Disciplina: Química
Banca: DSEA UERJ
Orgão: UERJ
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Considere as quatro reações químicas em equilíbrio apresentadas abaixo.

enunciado 2072510-1

Após submetê-las a um aumento de pressão, o deslocamento do equilíbrio gerou aumento também na concentração dos produtos na seguinte reação:

 

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1262803 Ano: 2019
Disciplina: Espanhol (Língua Espanhola)
Banca: DSEA UERJ
Orgão: UERJ
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EL PODER DE LAS METÁFORAS

¿Qué es una metáfora? ¿Cuál es su cometido y valor? ¿Cómo podemos servirnos de ella para prosperar y ampliar nuestra perspectiva? Intentaremos resolver éstas y otras cuestiones al respecto, y procuraremos vislumbrar cómo las metáforas, si se utilizan de manera efectiva, pueden configurar nuestras vidas y dirigir nuestros destinos hacia un nuevo nivel de comprensión.

Cuando explicamos o comunicamos un concepto comparándolo con algo más, estamos utilizando una metáfora. Las metáforas son símbolos y, como tales, pueden crear una intensidad emocional mayor que las palabras que usamos tradicionalmente. Tienen la capacidad de transformar nuestra visión al instante.

Como seres humanos, pensamos y hablamos constantemente en metáforas. Las personas dicen a menudo que “se sienten entre la espada y la pared”, o “envueltas en la oscuridad”, o que “luchan por mantener la cabeza fuera del agua”. ¿No crees que podríamos sentirnos un poco más estimulados si, al pensar en la forma de afrontar un desafío, en lugar de hacerlo en términos de “luchar por mantener la cabeza fuera del agua”, lo hicierámos en términos de “subir la escalera que conduce al éxito”? Creo profundamente que nuestra manera de establecer los enunciados sobre el mundo que nos rodea determina claramente la calidad de nuestras acciones posteriores.

Todos los grandes maestros (Buda, Mahoma, Confucio, Lao-Tse, Jesús) han utilizado el poder de las metáforas para transmitir el significado de sus palabras al hombre. El poder inherente en las metáforas reside en su fácil entendimiento, y en su simpleza y belleza. Las metáforas pueden proporcionarnos además mayor poder al expandir y enriquecer nuestra experiencia de la vida. Sin embargo, si no tenemos cuidado al adoptar una metáfora, también adoptamos instantáneamente muchas de las creencias que van adscritas a ella.

Si nos sentimos mal acerca de algo, debemos echarles un vistazo rápido a las metáforas que utilizamos para describir como nos sentimos o para referirnos al obstáculo que se interpone en nuestro camino. A menudo, utilizamos metáforas que intensifican nuestras sensaciones negativas. Cuando las personas experimentan dificultades, dicen con frecuencia cosas como: “Siento como si todo el peso del mundo descansara sobre mis hombros”. O bien: “Parece como si delante de mí hubiera un muro que no puedo atravesar”. Estas metáforas incapacitadoras pueden cambiarse en un instante, con la misma rapidez con las que fueron creadas.

Las metáforas no sólo nos afectan como individuos, sino que también afectan a nuestra comunidad y al mundo. Las metáforas que adoptamos culturalmente pueden configurar nuestras percepciones y acciones de manera definitoria. Nuestra crisis nacional ha generado metáforas que nos “convencen” de ciertos patrones y comportamientos sociales a los ciudadanos, y estos actúan en consecuencia corroborándolos.

Adaptado de andrescuevascoach.com.

Siento como si todo el peso del mundo descansara sobre mis hombros

La metáfora en destaque en el fragmento citado crea un efecto que se identifica como:

 

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1262733 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: DSEA UERJ
Orgão: UERJ
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COM A LAMA NA ALMA

Metáforas são um perigo. Quando rompem suas barragens de figuração e jorram pelas encostas do sentido literal, fenômeno menos raro do que parece, têm grande poder de destruição física. Veja-se o proverbial “mar de lama”. Na crise que conduziu ao suicídio de Getúlio Vargas em 1954, a expressão brandida pela UDN no parlamento e na imprensa virou um dos mais poderosos bordões da política brasileira em todos os tempos.

É a senha definitiva da denúncia – meio justificada, meio histérica – de uma corrupção supostamente universal e sem freios instalada no seio do populismo de esquerda, arma de mobilização eleitoral que o populismo de direita não inventou agora.

Curiosamente, a paternidade de “mar de lama” é atribuída ao próprio Vargas, que com imagem tão gráfica teria expressado a um coronel da Aeronáutica sua decepção com as jogadas corruptas de Gregório Fortunato, chefe de sua guarda pessoal. Mas essa é outra história.

“Mar de lama” virou chavão, metáfora morta, mas em sua origem era uma imagem potente. É claro que, entre aquele Brasil dos anos 1950, que mal engatinhava esperançosamente na modernidade, e o de agora, mistura grotesca e já exausta de arcaico e pós-moderno, o mar de lama do Palácio do Catete ganhou um ar até bucólico de poça d’água, mas não é disso que quero falar aqui. O que me interessa é a história de uma boa metáfora.

Na tradição rural – vastíssima nos sentidos geográfico e histórico – em que o Brasil nasceu e foi criado, a lama simboliza o atraso. A urbanização é uma guerra contra ela. Carros de boi atolavam na lama, vacas iam para o brejo.

Além do atraso, coube à lama simbolizar a pobreza e a sujeira física e moral a ela associada: metiam-se os pés cascudos no barro, emporcalhavam-se os tratadores de porcos em chiqueiros, enlameavam-se reputações, chafurdava-se em charcos.

Pode parecer que, definitivamente suja, a lama tem o mesmo conjunto de sentidos em qualquer cultura, mas não é assim. No repertório de diversos povos da antiguidade, a principal força simbólica da pasta de terra e água é positiva à beça: liga-se à criação da vida.

Na mitologia de gregos, sumérios, egípcios, chineses, hindus, iorubás e, claro, no próprio “Gênese”, a humanidade foi moldada por mãos divinas tendo por matéria-prima algum tipo de argila, o que pode estar mais perto da verdade do que se imagina.

O oceano goza de boa reputação científica como provável criadouro da vida na Terra, mas nunca abafou por completo a teoria do “laguinho morno” – cheio de lama, óbvio – que Charles Darwin propôs.

Com Mariana e, em versão incomparavelmente mais letal e absurda, Brumadinho, a velha lama brasileira, agora acrescida de toneladas de metais venenosos e desprezo, não se limita a romper as barragens do sentido figurado: soterra qualquer ligação com a vida que pudesse estar enterrada no barro.

Atraso, sujeira física e moral, tudo isso já parece pouco. Nossa lama simboliza a morte, ponto. Estamos enlameados até a alma.

SÉRGIO RODRIGUES

Adaptado de www1.folha.uol.com.br, 31/01/2019.

Ao recuperar os sentidos atribuídos à palavra “lama”, Sérgio Rodrigues indica que as metáforas se caracterizam como:

 

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1262690 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: DSEA UERJ
Orgão: UERJ
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O TRECHO A SEGUIR FOI RETIRADO DA PEÇA GOTA D’ÁGUA − UMA TRAGÉDIA BRASILEIRA, DE CHICO BUARQUE E PAULO PONTES.

JOANA:
(...)
A Creonte, à filha, a Jasão e companhia
vou deixar esse presente de casamento
Eu transfiro pra vocês a nossa agonia
porque, meu Pai, eu compreendi que o sofrimento
de conviver com a tragédia todo dia
é pior que a morte por envenenamento
(...)

No final da peça, Joana fala do “sofrimento de conviver com a tragédia todo dia”.

Em relação a esse sofrimento, a personagem tem uma reação que consiste em:

 

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