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Entre ações e acionistas
Nosso velho Machado de Assis não cansa de nos passar
lições sobre a atualidade – ele, que morreu há mais de cem
anos. Há mesmo quem diga que o velhinho está escrevendo
cada vez melhor... Essa força vem, certamente, da atualização,
sempre possível e vantajosa, dos escritos machadianos.
Melancolicamente, isso também significa que a história da
humanidade não avançou tanto, pelo menos não a ponto de
desmentir conclusões a que Machado chegou em seu tempo.
Num de seus contos, lembra-nos o escritor que os
homens, sobretudo os de negócios, costumam reunir-se em
associações empresariais, mas cada um dos acionistas não
cuida senão de seus dividendos... A observação é ferina, pelo
alcance que lhe podemos dar: é o egoísmo humano, afinal de
contas, que está na origem de todas as nossas iniciativas de
agrupamento e colaboração. É o motor do interesse pessoal
que nos põe em marcha na direção de um objetivo
supostamente coletivo.
Haverá muito exagero, talvez, nessa consideração
machadiana – mas ela não deixa de ser instigante, obrigando-
nos a avaliar os reais motivos pelos quais tantas vezes
promovemos agrupamentos e colaborações. É como se
Machado desconfiasse da pureza ética do nosso suposto
desprendimento e preferisse vasculhar em nosso íntimo a razão
verdadeira de cada ato.
Com a referência às ações e aos acionistas, o escritor
pôs a nu o sentido mesmo do capitalismo, esse sistema
econômico ao qual todos aderem para garantir sua parte. A
crise que se abateu recentemente sobre os Estados Unidos,
com repercussão mundial, provou que, quando todos só querem
ganhar, todos podem perder, e o decantado associacionismo
acaba revelando seu rosto mais cruel. Talvez seja melhor
torcermos para que Machado nem sempre tenha razão.
(Júlio Ribamar de Castilho, inédito)
I. O egoísmo humano, segundo nos lembra um dos contos machadianos, exemplifica-se bem nas iniciativas em que é a maior rentabilidade individual o motivo mesmo da criação de associações.
II. O fato de serem excessivamente pessimistas as considerações machadianas sobre os interesses humanos acaba resultando em que suas lições despertam interesse diminuído a cada dia.
III. Se as convicções de Machado se mostrarem cada vez mais acertadas, servirão de argumento para quem deseje sustentar o desprendimento pressuposto ao sistema capitalista.
Em relação ao texto, está correto SOMENTE o que se afirma em:
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Entre ações e acionistas
Nosso velho Machado de Assis não cansa de nos passar
lições sobre a atualidade – ele, que morreu há mais de cem
anos. Há mesmo quem diga que o velhinho está escrevendo
cada vez melhor... Essa força vem, certamente, da atualização,
sempre possível e vantajosa, dos escritos machadianos.
Melancolicamente, isso também significa que a história da
humanidade não avançou tanto, pelo menos não a ponto de
desmentir conclusões a que Machado chegou em seu tempo.
Num de seus contos, lembra-nos o escritor que os
homens, sobretudo os de negócios, costumam reunir-se em
associações empresariais, mas cada um dos acionistas não
cuida senão de seus dividendos... A observação é ferina, pelo
alcance que lhe podemos dar: é o egoísmo humano, afinal de
contas, que está na origem de todas as nossas iniciativas de
agrupamento e colaboração. É o motor do interesse pessoal
que nos põe em marcha na direção de um objetivo
supostamente coletivo.
Haverá muito exagero, talvez, nessa consideração
machadiana – mas ela não deixa de ser instigante, obrigando-
nos a avaliar os reais motivos pelos quais tantas vezes
promovemos agrupamentos e colaborações. É como se
Machado desconfiasse da pureza ética do nosso suposto
desprendimento e preferisse vasculhar em nosso íntimo a razão
verdadeira de cada ato.
Com a referência às ações e aos acionistas, o escritor
pôs a nu o sentido mesmo do capitalismo, esse sistema
econômico ao qual todos aderem para garantir sua parte. A
crise que se abateu recentemente sobre os Estados Unidos,
com repercussão mundial, provou que, quando todos só querem
ganhar, todos podem perder, e o decantado associacionismo
acaba revelando seu rosto mais cruel. Talvez seja melhor
torcermos para que Machado nem sempre tenha razão.
(Júlio Ribamar de Castilho, inédito)
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Entre ações e acionistas
Nosso velho Machado de Assis não cansa de nos passar
lições sobre a atualidade – ele, que morreu há mais de cem
anos. Há mesmo quem diga que o velhinho está escrevendo
cada vez melhor... Essa força vem, certamente, da atualização,
sempre possível e vantajosa, dos escritos machadianos.
Melancolicamente, isso também significa que a história da
humanidade não avançou tanto, pelo menos não a ponto de
desmentir conclusões a que Machado chegou em seu tempo.
Num de seus contos, lembra-nos o escritor que os
homens, sobretudo os de negócios, costumam reunir-se em
associações empresariais, mas cada um dos acionistas não
cuida senão de seus dividendos... A observação é ferina, pelo
alcance que lhe podemos dar: é o egoísmo humano, afinal de
contas, que está na origem de todas as nossas iniciativas de
agrupamento e colaboração. É o motor do interesse pessoal
que nos põe em marcha na direção de um objetivo
supostamente coletivo.
Haverá muito exagero, talvez, nessa consideração
machadiana – mas ela não deixa de ser instigante, obrigando-
nos a avaliar os reais motivos pelos quais tantas vezes
promovemos agrupamentos e colaborações. É como se
Machado desconfiasse da pureza ética do nosso suposto
desprendimento e preferisse vasculhar em nosso íntimo a razão
verdadeira de cada ato.
Com a referência às ações e aos acionistas, o escritor
pôs a nu o sentido mesmo do capitalismo, esse sistema
econômico ao qual todos aderem para garantir sua parte. A
crise que se abateu recentemente sobre os Estados Unidos,
com repercussão mundial, provou que, quando todos só querem
ganhar, todos podem perder, e o decantado associacionismo
acaba revelando seu rosto mais cruel. Talvez seja melhor
torcermos para que Machado nem sempre tenha razão.
(Júlio Ribamar de Castilho, inédito)
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Texto I
O Ministro do Meio Ambiente lançou um conjunto de
medidas para tentar interromper a devastação do Cerrado, que
é o segundo bioma da América do Sul, depois da Amazônia, e a
savana de maior biodiversidade do mundo. O novo plano prevê
um acompanhamento anual das atividades de desmatamento, a
exemplo do que é feito na Amazônia. De acordo com o Diretor
do Departamento de Conservação da Biodiversidade do
Ministério, um dos desafios está relacionado com o longo
período de seca, em que a vegetação perde boa parte das
folhas. "Isso torna um pouco mais difícil diferenciar o que é
seca, o que é devastação."
(Lígia Formenti. O Estado de S. Paulo, Vida&, A17, 11 de setembro de 2009, com adaptações)
Texto II
Já era hora de se prestar atenção – de verdade – no
desmatamento do Cerrado. Os dados de emissão de carbono
divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) colocam o
bioma de braços dados com a Amazônia na lista de prioridades
na agenda climática brasileira.
O Cerrado, valorizado muito mais como uma fronteira
agrícola a ser explorada do que como um tesouro biológico a
ser preservado, nunca foi prioridade nas políticas públicas de
pesquisa e conservação. Consequentemente, faltam dados
científicos básicos sobre o bioma, necessários para entender
sua biologia, seu clima e seus serviços ambientais – que in-
cluem, entre outras coisas, estocagem e reciclagem de carbono.
Os novos dados do MMA começam a preencher essa
lacuna, mostrando que o desmatamento do Cerrado pode ser
tão prejudicial para o clima quanto o da Amazônia. Portanto,
precisa ser combatido com o mesmo empenho.
Não há dúvida de que as medições do Ministério serão
revisadas e refeitas por acadêmicos muitas vezes nos próximos
anos. É possível que mudem bastante nesse processo. Calcular
as emissões de carbono é ainda mais complicado do que na
Amazônia, porque sua cobertura vegetal varia imensamente no
tempo e no espaço. E, mesmo na Amazônia, os números são
difíceis.
Seja como for, o MMA dá um passo importante ao
colocar o Cerrado no mapa das mudanças climáticas. O Minis-
tério da Ciência e Tecnologia também faz suas contas para in-
cluir o bioma no novo inventário das emissões no país, que de-
verá estar concluído até o final do ano. Agora, quando o Brasil
falar de sua contribuição para o aquecimento global, não poderá
mais falar só da Amazônia. Terá de falar do Cerrado também.
(Herton Escobar. O Estado de S. Paulo, Vida&, A17, 11 de setembro de 2009, com adaptações)
A afirmativa acima denota, no contexto,
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Para resolver à questão a seguir considere uma amostra aleatória de 10 pares de observações (Xi,Yi), i = 1, 2, 3, . . . , 10, em que
\( \sum_{i=1}^{10} Y_i = 480 \) \( \sum_{i=1}^{10} X_i = 50 \) \( \sum_{i=1}^{10} X_i Y_i = 4.000 \) \( \sum_{i=1}^{10} Y_i^2 = 29.560 \) \( \sum_{i=1}^{10} X_i^2 = 650 \)
Utilizando o resultado apresentado e com o objetivo de analisar a relação entre X e Y adotou-se o modelo \( Y_i = \alpha + \beta X_i + ε_i \), em que \( \alpha \) e \( \beta \) são parâmetros desconhecidos e \( ε_i \) o erro aleatório com as hipóteses consideradas para a regressão linear simples. A partir dos métodos dos mínimos quadrados, obteve-se as estimativas para \( \alpha \) e \( \beta \).
A equação da reta obtida pelo método dos mínimos quadrados, sendo \( \hat Y_i \) o valor da previsão de Y em função de Xi, é
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Seja uma variável aleatória T, com uma população normalmente distribuída e de tamanho infinito, representando o tempo em que um operário de uma fábrica realiza uma determinada tarefa, com uma média μ e variância \( \sigma^2 \) desconhecida. O gerente da fábrica assegura que a média de T é inferior a 8 horas. Uma amostra aleatória de 16 operários é selecionada encontrando-se uma média de 7,8 horas e um desvio padrão de 2 horas para a realização da tarefa. Deseja-se saber se o gerente tem razão com a realização do teste t de Student. Seja H0 a hipótese nula do teste (H0: μ = 8 horas), H1 a hipótese alternativa (H1: μ < 8 horas) e t o valor do quantil da distribuição t de Student tal que P ( | t | \( \ge \) 1,75) = 0,05 e P ( | t | \( \ge \) 2,60) = 0,01 para 15 graus de liberdade. Então, com base no resultado da amostra,
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Um estudo é realizado em uma fábrica para determinar o intervalo de confiança ao nível (\( 1 - \alpha \)) da média (μ) dos diâmetros de uma peça confeccionada. Uma amostra aleatória de tamanho 100 é selecionada apresentando uma média de 8 mm. O intervalo de confiança encontrado para a média apresentou uma amplitude igual a 2,4 mm. O estudo considerou a distribuição das medidas dos diâmetros da peça normal com uma população de tamanho infinito e o desvio padrão populacional igual a 4 mm. Caso o tamanho da amostra tivesse sido de 400 e encontrando a mesma média de 8mm, a amplitude do intervalo ao nível de confiança de (\( 1 - \alpha \)) seria de
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