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Entre ações e acionistas

Nosso velho Machado de Assis não cansa de nos passar

lições sobre a atualidade – ele, que morreu há mais de cem

anos. Há mesmo quem diga que o velhinho está escrevendo

cada vez melhor... Essa força vem, certamente, da atualização,

sempre possível e vantajosa, dos escritos machadianos.

Melancolicamente, isso também significa que a história da

humanidade não avançou tanto, pelo menos não a ponto de

desmentir conclusões a que Machado chegou em seu tempo.

Num de seus contos, lembra-nos o escritor que os

homens, sobretudo os de negócios, costumam reunir-se em

associações empresariais, mas cada um dos acionistas não

cuida senão de seus dividendos... A observação é ferina, pelo

alcance que lhe podemos dar: é o egoísmo humano, afinal de

contas, que está na origem de todas as nossas iniciativas de

agrupamento e colaboração. É o motor do interesse pessoal

que nos põe em marcha na direção de um objetivo

supostamente coletivo.

Haverá muito exagero, talvez, nessa consideração

machadiana – mas ela não deixa de ser instigante, obrigando-

nos a avaliar os reais motivos pelos quais tantas vezes

promovemos agrupamentos e colaborações. É como se

Machado desconfiasse da pureza ética do nosso suposto

desprendimento e preferisse vasculhar em nosso íntimo a razão

verdadeira de cada ato.

Com a referência às ações e aos acionistas, o escritor

pôs a nu o sentido mesmo do capitalismo, esse sistema

econômico ao qual todos aderem para garantir sua parte. A

crise que se abateu recentemente sobre os Estados Unidos,

com repercussão mundial, provou que, quando todos só querem

ganhar, todos podem perder, e o decantado associacionismo

acaba revelando seu rosto mais cruel. Talvez seja melhor

torcermos para que Machado nem sempre tenha razão.

(Júlio Ribamar de Castilho, inédito)

A pontuação está inteiramente adequada na seguinte frase:
 

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434461 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TJ-AP

Texto I

O Ministro do Meio Ambiente lançou um conjunto de

medidas para tentar interromper a devastação do Cerrado, que

é o segundo bioma da América do Sul, depois da Amazônia, e a

savana de maior biodiversidade do mundo. O novo plano prevê

um acompanhamento anual das atividades de desmatamento, a

exemplo do que é feito na Amazônia. De acordo com o Diretor

do Departamento de Conservação da Biodiversidade do

Ministério, um dos desafios está relacionado com o longo

período de seca, em que a vegetação perde boa parte das

folhas. "Isso torna um pouco mais difícil diferenciar o que é

seca, o que é devastação."

(Lígia Formenti. O Estado de S. Paulo, Vida&, A17, 11 de setembro de 2009, com adaptações)

Texto II

Já era hora de se prestar atenção – de verdade – no

desmatamento do Cerrado. Os dados de emissão de carbono

divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) colocam o

bioma de braços dados com a Amazônia na lista de prioridades

na agenda climática brasileira.

O Cerrado, valorizado muito mais como uma fronteira

agrícola a ser explorada do que como um tesouro biológico a

ser preservado, nunca foi prioridade nas políticas públicas de

pesquisa e conservação. Consequentemente, faltam dados

científicos básicos sobre o bioma, necessários para entender

sua biologia, seu clima e seus serviços ambientais – que in-

cluem, entre outras coisas, estocagem e reciclagem de carbono.

Os novos dados do MMA começam a preencher essa

lacuna, mostrando que o desmatamento do Cerrado pode ser

tão prejudicial para o clima quanto o da Amazônia. Portanto,

precisa ser combatido com o mesmo empenho.

Não há dúvida de que as medições do Ministério serão

revisadas e refeitas por acadêmicos muitas vezes nos próximos

anos. É possível que mudem bastante nesse processo. Calcular

as emissões de carbono é ainda mais complicado do que na

Amazônia, porque sua cobertura vegetal varia imensamente no

tempo e no espaço. E, mesmo na Amazônia, os números são

difíceis.

Seja como for, o MMA dá um passo importante ao

colocar o Cerrado no mapa das mudanças climáticas. O Minis-

tério da Ciência e Tecnologia também faz suas contas para in-

cluir o bioma no novo inventário das emissões no país, que de-

verá estar concluído até o final do ano. Agora, quando o Brasil

falar de sua contribuição para o aquecimento global, não poderá

mais falar só da Amazônia. Terá de falar do Cerrado também.

(Herton Escobar. O Estado de S. Paulo, Vida&, A17, 11 de setembro de 2009, com adaptações)

Não há dúvida de que as medições do Ministério serão revisadas e refeitas por acadêmicos muitas vezes nos próximos anos. (4º parágrafo)

O verbo que, como os grifados acima, admite transposição para a voz passiva, está na frase:
 

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Entre ações e acionistas

Nosso velho Machado de Assis não cansa de nos passar

lições sobre a atualidade – ele, que morreu há mais de cem

anos. Há mesmo quem diga que o velhinho está escrevendo

cada vez melhor... Essa força vem, certamente, da atualização,

sempre possível e vantajosa, dos escritos machadianos.

Melancolicamente, isso também significa que a história da

humanidade não avançou tanto, pelo menos não a ponto de

desmentir conclusões a que Machado chegou em seu tempo.

Num de seus contos, lembra-nos o escritor que os

homens, sobretudo os de negócios, costumam reunir-se em

associações empresariais, mas cada um dos acionistas não

cuida senão de seus dividendos... A observação é ferina, pelo

alcance que lhe podemos dar: é o egoísmo humano, afinal de

contas, que está na origem de todas as nossas iniciativas de

agrupamento e colaboração. É o motor do interesse pessoal

que nos põe em marcha na direção de um objetivo

supostamente coletivo.

Haverá muito exagero, talvez, nessa consideração

machadiana – mas ela não deixa de ser instigante, obrigando-

nos a avaliar os reais motivos pelos quais tantas vezes

promovemos agrupamentos e colaborações. É como se

Machado desconfiasse da pureza ética do nosso suposto

desprendimento e preferisse vasculhar em nosso íntimo a razão

verdadeira de cada ato.

Com a referência às ações e aos acionistas, o escritor

pôs a nu o sentido mesmo do capitalismo, esse sistema

econômico ao qual todos aderem para garantir sua parte. A

crise que se abateu recentemente sobre os Estados Unidos,

com repercussão mundial, provou que, quando todos só querem

ganhar, todos podem perder, e o decantado associacionismo

acaba revelando seu rosto mais cruel. Talvez seja melhor

torcermos para que Machado nem sempre tenha razão.

(Júlio Ribamar de Castilho, inédito)

Haverá muito exagero, talvez, nessa consideração machadiana ? mas ela não deixa de ser instigante (...).

Reescrevendo-se a frase acima, começando-se por Essa consideração machadiana não deixa de ser instigante, a correção e o sentido não serão prejudicados com esta complementação:
 

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434458 Ano: 2009
Disciplina: Estatística
Banca: FCC
Orgão: TJ-AP

Uma amostra de 6 elementos (2, 4, 5, 6, 8 e 12) foi extraída de uma população uniformemente distribuída sobre o intervalo [0, λ]. O estimador de máxima verossimilhança da média e o da variância da população são, respectivamente,

 

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enunciado 434457-1
Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:
 

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434456 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TJ-AP

Texto I

O Ministro do Meio Ambiente lançou um conjunto de

medidas para tentar interromper a devastação do Cerrado, que

é o segundo bioma da América do Sul, depois da Amazônia, e a

savana de maior biodiversidade do mundo. O novo plano prevê

um acompanhamento anual das atividades de desmatamento, a

exemplo do que é feito na Amazônia. De acordo com o Diretor

do Departamento de Conservação da Biodiversidade do

Ministério, um dos desafios está relacionado com o longo

período de seca, em que a vegetação perde boa parte das

folhas. "Isso torna um pouco mais difícil diferenciar o que é

seca, o que é devastação."

(Lígia Formenti. O Estado de S. Paulo, Vida&, A17, 11 de setembro de 2009, com adaptações)

Texto II

Já era hora de se prestar atenção – de verdade – no

desmatamento do Cerrado. Os dados de emissão de carbono

divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) colocam o

bioma de braços dados com a Amazônia na lista de prioridades

na agenda climática brasileira.

O Cerrado, valorizado muito mais como uma fronteira

agrícola a ser explorada do que como um tesouro biológico a

ser preservado, nunca foi prioridade nas políticas públicas de

pesquisa e conservação. Consequentemente, faltam dados

científicos básicos sobre o bioma, necessários para entender

sua biologia, seu clima e seus serviços ambientais – que in-

cluem, entre outras coisas, estocagem e reciclagem de carbono.

Os novos dados do MMA começam a preencher essa

lacuna, mostrando que o desmatamento do Cerrado pode ser

tão prejudicial para o clima quanto o da Amazônia. Portanto,

precisa ser combatido com o mesmo empenho.

Não há dúvida de que as medições do Ministério serão

revisadas e refeitas por acadêmicos muitas vezes nos próximos

anos. É possível que mudem bastante nesse processo. Calcular

as emissões de carbono é ainda mais complicado do que na

Amazônia, porque sua cobertura vegetal varia imensamente no

tempo e no espaço. E, mesmo na Amazônia, os números são

difíceis.

Seja como for, o MMA dá um passo importante ao

colocar o Cerrado no mapa das mudanças climáticas. O Minis-

tério da Ciência e Tecnologia também faz suas contas para in-

cluir o bioma no novo inventário das emissões no país, que de-

verá estar concluído até o final do ano. Agora, quando o Brasil

falar de sua contribuição para o aquecimento global, não poderá

mais falar só da Amazônia. Terá de falar do Cerrado também.

(Herton Escobar. O Estado de S. Paulo, Vida&, A17, 11 de setembro de 2009, com adaptações)

O emprego das aspas no segmento constante do Texto I indica
 

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enunciado 434455-1
Transpondo-se para a voz passiva a construção dada, chega-se à forma verbal indicada entre parênteses em:
 

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434454 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TJ-AP

Texto I

O Ministro do Meio Ambiente lançou um conjunto de

medidas para tentar interromper a devastação do Cerrado, que

é o segundo bioma da América do Sul, depois da Amazônia, e a

savana de maior biodiversidade do mundo. O novo plano prevê

um acompanhamento anual das atividades de desmatamento, a

exemplo do que é feito na Amazônia. De acordo com o Diretor

do Departamento de Conservação da Biodiversidade do

Ministério, um dos desafios está relacionado com o longo

período de seca, em que a vegetação perde boa parte das

folhas. "Isso torna um pouco mais difícil diferenciar o que é

seca, o que é devastação."

(Lígia Formenti. O Estado de S. Paulo, Vida&, A17, 11 de setembro de 2009, com adaptações)

Texto II

Já era hora de se prestar atenção – de verdade – no

desmatamento do Cerrado. Os dados de emissão de carbono

divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) colocam o

bioma de braços dados com a Amazônia na lista de prioridades

na agenda climática brasileira.

O Cerrado, valorizado muito mais como uma fronteira

agrícola a ser explorada do que como um tesouro biológico a

ser preservado, nunca foi prioridade nas políticas públicas de

pesquisa e conservação. Consequentemente, faltam dados

científicos básicos sobre o bioma, necessários para entender

sua biologia, seu clima e seus serviços ambientais – que in-

cluem, entre outras coisas, estocagem e reciclagem de carbono.

Os novos dados do MMA começam a preencher essa

lacuna, mostrando que o desmatamento do Cerrado pode ser

tão prejudicial para o clima quanto o da Amazônia. Portanto,

precisa ser combatido com o mesmo empenho.

Não há dúvida de que as medições do Ministério serão

revisadas e refeitas por acadêmicos muitas vezes nos próximos

anos. É possível que mudem bastante nesse processo. Calcular

as emissões de carbono é ainda mais complicado do que na

Amazônia, porque sua cobertura vegetal varia imensamente no

tempo e no espaço. E, mesmo na Amazônia, os números são

difíceis.

Seja como for, o MMA dá um passo importante ao

colocar o Cerrado no mapa das mudanças climáticas. O Minis-

tério da Ciência e Tecnologia também faz suas contas para in-

cluir o bioma no novo inventário das emissões no país, que de-

verá estar concluído até o final do ano. Agora, quando o Brasil

falar de sua contribuição para o aquecimento global, não poderá

mais falar só da Amazônia. Terá de falar do Cerrado também.

(Herton Escobar. O Estado de S. Paulo, Vida&, A17, 11 de setembro de 2009, com adaptações)

O Ministério da Ciência e Tecnologia também faz suas contas ... (último parágrafo) A frase cujo verbo apresenta o mesmo tipo de complemento que o do grifado acima é:
 

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Questão presente nas seguintes provas
434453 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TJ-AP

Texto I

O Ministro do Meio Ambiente lançou um conjunto de

medidas para tentar interromper a devastação do Cerrado, que

é o segundo bioma da América do Sul, depois da Amazônia, e a

savana de maior biodiversidade do mundo. O novo plano prevê

um acompanhamento anual das atividades de desmatamento, a

exemplo do que é feito na Amazônia. De acordo com o Diretor

do Departamento de Conservação da Biodiversidade do

Ministério, um dos desafios está relacionado com o longo

período de seca, em que a vegetação perde boa parte das

folhas. "Isso torna um pouco mais difícil diferenciar o que é

seca, o que é devastação."

(Lígia Formenti. O Estado de S. Paulo, Vida&, A17, 11 de setembro de 2009, com adaptações)

Texto II

Já era hora de se prestar atenção – de verdade – no

desmatamento do Cerrado. Os dados de emissão de carbono

divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) colocam o

bioma de braços dados com a Amazônia na lista de prioridades

na agenda climática brasileira.

O Cerrado, valorizado muito mais como uma fronteira

agrícola a ser explorada do que como um tesouro biológico a

ser preservado, nunca foi prioridade nas políticas públicas de

pesquisa e conservação. Consequentemente, faltam dados

científicos básicos sobre o bioma, necessários para entender

sua biologia, seu clima e seus serviços ambientais – que in-

cluem, entre outras coisas, estocagem e reciclagem de carbono.

Os novos dados do MMA começam a preencher essa

lacuna, mostrando que o desmatamento do Cerrado pode ser

tão prejudicial para o clima quanto o da Amazônia. Portanto,

precisa ser combatido com o mesmo empenho.

Não há dúvida de que as medições do Ministério serão

revisadas e refeitas por acadêmicos muitas vezes nos próximos

anos. É possível que mudem bastante nesse processo. Calcular

as emissões de carbono é ainda mais complicado do que na

Amazônia, porque sua cobertura vegetal varia imensamente no

tempo e no espaço. E, mesmo na Amazônia, os números são

difíceis.

Seja como for, o MMA dá um passo importante ao

colocar o Cerrado no mapa das mudanças climáticas. O Minis-

tério da Ciência e Tecnologia também faz suas contas para in-

cluir o bioma no novo inventário das emissões no país, que de-

verá estar concluído até o final do ano. Agora, quando o Brasil

falar de sua contribuição para o aquecimento global, não poderá

mais falar só da Amazônia. Terá de falar do Cerrado também.

(Herton Escobar. O Estado de S. Paulo, Vida&, A17, 11 de setembro de 2009, com adaptações)

A agricultura é a mais vulnerável às mudanças climáticas. A agricultura é a atividade que mais depende do clima. O agricultor não pode controlar a atmosfera. O agricultor pode preparar o solo e selecionar as sementes. As frases acima estão articuladas em um único período com clareza, lógica e correção, em:
 

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434452 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TJ-AP

Texto I

O Ministro do Meio Ambiente lançou um conjunto de

medidas para tentar interromper a devastação do Cerrado, que

é o segundo bioma da América do Sul, depois da Amazônia, e a

savana de maior biodiversidade do mundo. O novo plano prevê

um acompanhamento anual das atividades de desmatamento, a

exemplo do que é feito na Amazônia. De acordo com o Diretor

do Departamento de Conservação da Biodiversidade do

Ministério, um dos desafios está relacionado com o longo

período de seca, em que a vegetação perde boa parte das

folhas. "Isso torna um pouco mais difícil diferenciar o que é

seca, o que é devastação."

(Lígia Formenti. O Estado de S. Paulo, Vida&, A17, 11 de setembro de 2009, com adaptações)

Texto II

Já era hora de se prestar atenção – de verdade – no

desmatamento do Cerrado. Os dados de emissão de carbono

divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) colocam o

bioma de braços dados com a Amazônia na lista de prioridades

na agenda climática brasileira.

O Cerrado, valorizado muito mais como uma fronteira

agrícola a ser explorada do que como um tesouro biológico a

ser preservado, nunca foi prioridade nas políticas públicas de

pesquisa e conservação. Consequentemente, faltam dados

científicos básicos sobre o bioma, necessários para entender

sua biologia, seu clima e seus serviços ambientais – que in-

cluem, entre outras coisas, estocagem e reciclagem de carbono.

Os novos dados do MMA começam a preencher essa

lacuna, mostrando que o desmatamento do Cerrado pode ser

tão prejudicial para o clima quanto o da Amazônia. Portanto,

precisa ser combatido com o mesmo empenho.

Não há dúvida de que as medições do Ministério serão

revisadas e refeitas por acadêmicos muitas vezes nos próximos

anos. É possível que mudem bastante nesse processo. Calcular

as emissões de carbono é ainda mais complicado do que na

Amazônia, porque sua cobertura vegetal varia imensamente no

tempo e no espaço. E, mesmo na Amazônia, os números são

difíceis.

Seja como for, o MMA dá um passo importante ao

colocar o Cerrado no mapa das mudanças climáticas. O Minis-

tério da Ciência e Tecnologia também faz suas contas para in-

cluir o bioma no novo inventário das emissões no país, que de-

verá estar concluído até o final do ano. Agora, quando o Brasil

falar de sua contribuição para o aquecimento global, não poderá

mais falar só da Amazônia. Terá de falar do Cerrado também.

(Herton Escobar. O Estado de S. Paulo, Vida&, A17, 11 de setembro de 2009, com adaptações)

A concordância verbal e nominal está inteiramente correta na frase:
 

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