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Foram encontradas 80 questões.

1301284 Ano: 2010
Disciplina: Contabilidade Pública
Banca: CEPERJ
Orgão: SEPLAG-RJ
A alternativa que não apresenta uma variação patrimonial aumentativa é:
 

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A primeira etapa do processo de elaboração do plano plurianual (2008-2011) federal corresponde à:
 

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1301263 Ano: 2010
Disciplina: Economia
Banca: CEPERJ
Orgão: SEPLAG-RJ
Em países caracterizados por inflação crônica, a defasagem do tempo entre o fato gerador do tributo e a sua efetiva arrecadação aos cofres públicos contribui para a deterioração da arrecadação tributária em termos reais. Essa constatação é denominada:
 

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De acordo com a magna carta, não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei, o seguinte ínstrumento:
 

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1301201 Ano: 2010
Disciplina: Estatística
Banca: CEPERJ
Orgão: SEPLAG-RJ

Em um saco há 10 bolinhas iguais, numeradas de 1 a 10. Retirando-se ao acaso duas dessas bolinhas, a probabilidade de que os seus números sejam consecutivos é:

 

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O orçamento que não é um método de organizar ou apresentar o orçamento público, voltado, antes de tudo, para a avaliação e a tomada de decisão sobre despesas, é o:
 

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1301134 Ano: 2010
Disciplina: Economia
Banca: CEPERJ
Orgão: SEPLAG-RJ
Considere a seguinte função demanda de um bem: Q = 100/P2. Pode-se afirmar que o coeficiente de elasticidade preço da demanda deste bem:
 

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A ORDEM NA DESORDEM

A cada semana, em todas as partes do mundo, milhares de pessoas, na grande maioria homens, se comprimem em estádios, muitos verdadeiramente faraônicos, construídos exclusivamente para esse fim, para torcer por seus times e, mais esporadicamente - mas também com maior intensidade -, por seu país. O som produzido nos estádios, de uma qualidade inigualável a qualquer outro conglomerado humano, pode ser ouvido a distância.

O que é, de fato, o futebol? O que ele coloca em cena? O que ele mobiliza? Para a psicanálise, a questão é, no fundo: de onde vem a força desse esporte para reunir multidões, arrancar tantas emoções e despertar tanta fala entre os sujeitos? De onde vem essa violenta paixão?

Sabemos que o esporte, em geral, proporciona uma intensa forma de satisfação, ao colocar em atividade o aparelho motor e oferecer-lhe condições ótimas para descarregar a agressividade. Dito de outro modo, a agressividade é inerente a todo esporte e pode ser bem evidenciada no futebol ao estudarmos a sua linguagem, francamente bélica: ataque e defesa, capitão, artilheiro, tática. O time é um miniexército que visa à conquista da vitória. Fala-se de tiro de meta, petardo e canhão (para designar chutes poderosos), de poder de fogo do time, etc. Os exemplos são intermináveis, e a linguagem futebolística evidencia, com todas as letras, que, inconscientemente, nesse esporte, a guerra comparece velada, traduzida nas exigências da cultura humana. Há alguns anos, a figura da morte, que jamais comparecera no jogo, se tomou presente, enfim, com a nova regra da "morte súbita".

O jogo de futebol constitui, de fato, a sublimação das forças (chamadas pela psicanálise de pulsões) de dominação e agressão inerentes ao humano, e as coloca em cena sob uma forma civilizada, passível de ser admitida para que haja convívio entre indivíduos, assim como entre povos.

Mas temos uma hipótese que vai um pouco mais longe. Segundo ela, o futebol é, no fundo, a celebração da vigência da Lei humana. É o juiz que, entre os jogadores, conduz a partida e as possibilidades que esta apresenta; é ele quem, invisível (ninguém olha para ele), sem tocar na bola (ele a evita), dá a ela todo o seu sentido (inicia e encerra o jogo, interrompe-o se achar necessário, valida ou não o gol) e emoldura o quadro anterior do qual todo o jogo se desenrolará. É com referência a ele que os homens se conduzem para conquistar a vitória. A vitória é buscada, mas deve ser obtida dentro da Lei.

Não seria essa efusiva celebração da Lei o que faz com que o futebol(c) encontre no Brasil sua máxima expressão?(b) Num país onde a Lei parece redundar eternamente em fracasso em suas mais diferentes dimensões(a), os homens bons parecem denunciá-lo ao encontrar no futebol(e) o espaço para celebrá-la(d) em toda a sua plenitude e vigor. Isso pode ser uma fecunda indicação para nossos políticos que almejam bem-estar social verdadeiro: criar projetos que mobilizem no sentido de ações sociais urgentes parte da energia posta em ação com tanto entusiasmo , quando se trata de jogo de futebol, pelos jogadores, times e torcidas. Pois estes, ao celebrarem periodicamente a Lei nos jogos, demonstram que sabem, ainda que inconscientemente, até onde se pode ir para conseguir o que se deseja. E isso é a essência da Lei humana.

(Marco António Coutinho Jorge. O Globo -17/06/2010, com adaptações)

Acerca do pronome empregado no segmento "... os homens bons parecem denunciá-lo... ", pode-se fazer o seguinte comentário:

 

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1301109 Ano: 2010
Disciplina: Economia
Banca: CEPERJ
Orgão: SEPLAG-RJ
O curto prazo em economia é definido como:
 

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A ORDEM NA DESORDEM

A cada semana, em todas as partes do mundo, milhares de pessoas, na grande maioria homens, se comprimem em estádios(a), muitos verdadeiramente faraônicos, construídos exclusivamente para esse fim, para torcer por seus times e, mais esporadicamente - mas também com maior intensidade -, por seu país. O som produzido nos estádios, de uma qualidade inigualável a qualquer outro(b) conglomerado humano, pode ser ouvido a distância.

O que é, de fato, o futebol? O que ele coloca em cena? O que ele mobiliza? Para a psicanálise, a questão é, no fundo: de onde vem a força desse esporte para reunir multidões, arrancar tantas emoções e despertar tanta fala entre os sujeitos? De onde vem essa violenta paixão?

Sabemos que o esporte, em geral, proporciona uma intensa forma de satisfação, ao colocar em atividade o aparelho motor e oferecer-lhe condições ótimas para descarregar a agressividade. Dito de outro modo, a agressividade é inerente a todo esporte e pode ser bem evidenciada no futebol ao estudarmos a sua linguagem, francamente bélica: ataque e defesa, capitão, artilheiro, tática. O time é um miniexército que visa à conquista da vitória. Fala-se de tiro de meta, petardo e canhão (para designar chutes poderosos), de poder de fogo do time, etc. Os exemplos são intermináveis, e a linguagem futebolística evidencia, com todas as letras, que, inconscientemente, nesse esporte, a guerra comparece velada, traduzida nas exigências da cultura humana. Há alguns anos, a figura da morte, que jamais comparecera no jogo(c), se tomou presente, enfim, com a nova regra da "morte súbita".

O jogo de futebol constitui, de fato, a sublimação(d) das forças (chamadas pela psicanálise de pulsões) de dominação e agressão inerentes ao humano, e as coloca em cena sob uma forma civilizada, passível de ser admitida para que haja convívio entre indivíduos, assim como entre povos.

Mas temos uma hipótese que vai um pouco mais longe. Segundo ela, o futebol é, no fundo, a celebração da vigência da Lei humana. É o juiz que, entre os jogadores, conduz a partida e as possibilidades que esta apresenta(e); é ele quem, invisível (ninguém olha para ele), sem tocar na bola (ele a evita), dá a ela todo o seu sentido (inicia e encerra o jogo, interrompe-o se achar necessário, valida ou não o gol) e emoldura o quadro anterior do qual todo o jogo se desenrolará. É com referência a ele que os homens se conduzem para conquistar a vitória. A vitória é buscada, mas deve ser obtida dentro da Lei.

Não seria essa efusiva celebração da Lei o que faz com que o futebol encontre no Brasil sua máxima expressão? Num país onde a Lei parece redundar eternamente em fracasso em suas mais diferentes dimensões, os homens bons parecem denunciá-lo ao encontrar no futebol o espaço para celebrá-la em toda a sua plenitude e vigor. Isso pode ser uma fecunda indicação para nossos políticos que almejam bem-estar social verdadeiro: criar projetos que mobilizem no sentido de ações sociais urgentes parte da energia posta em ação com tanto entusiasmo , quando se trata de jogo de futebol, pelos jogadores, times e torcidas. Pois estes, ao celebrarem periodicamente a Lei nos jogos, demonstram que sabem, ainda que inconscientemente, até onde se pode ir para conseguir o que se deseja. E isso é a essência da Lei humana.

(Marco António Coutinho Jorge. O Globo -17/06/2010, com adaptações)

Empregou-se o registro coloquial da língua no seguinte segmento:

 

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