Magna Concursos

Foram encontradas 160 questões.

950175 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: NUCEPE
Orgão: SEJUS-PI

Terra em transe

Fevereiro mal havia começado quando a cúpula da segurança do Espírito Santo captou os primeiros rumores de que policiais militares do estado estavam armando paralisação. O movimento não chegou a preocupar. Embora a PM estivesse claramente insatisfeita com seu salário, apostava-se no máximo em atos isolados, aqui e ali, sem grande repercussão. Num erro dramático, ninguém se mexeu para marcar uma reunião, iniciar uma negociação, ouvir e apresentar propostas. Na sexta-feira 3, a tropa começou a evaporar das ruas. No dia seguinte, Vitória era uma cidade à mercê de bandidos, saqueadores assaltantes e gangues em guerra – e cidadãos de bem estavam subitamente sendo transformados em feras do crime. (...). Os policiais continuavam nos quartéis. Poucas vezes na história do país tamanho pandemônio tomou conta de uma região metropolitana.

(...)

(Revista Veja. Editora Abril. Edição 2517 – ano 50 – nº 7, 15 de fevereiro de 2017. Por Luisa Bustamante, Maria Clara Vieira e Thiago Prado, p. 62).

Assinalar a opção que apresenta uma perífrase verbal ou locução verbal que, de acordo com a norma padrão da Língua Portuguesa, também pode ser considerado um tempo composto.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
950174 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: NUCEPE
Orgão: SEJUS-PI

A seguir, apresenta-se um trecho do artigo “Sociedade, violência e políticas de segurança pública: da intolerância à construção do ato violento”, (Texto 01), escrito pela psicóloga e pesquisadora Márcia Mathias de Miranda, Coordenadora do Espaço de Estudos e Pesquisas das Violências e Criminalidade – EepViC – Machado Sobrinho.

Texto 01

(...)

Para o cientista, a violência é parte intrínseca da vida social e resultante das relações, da comunicação e dos conflitos de poder. O fato que reforça este argumento é o de nunca ter existido uma sociedade sem violência. A violência, conceitualmente, é um processo social diferente do crime (...). Ela é anterior ao crime e não é codificada no Código Penal.

Trata-se de um fenômeno que não pode ser separado da condição humana e nem tratado fora da sociedade - a sociedade produz a violência em sua especificidade e em sua particularidade histórica. Há, na sociedade e no processo dinâmico que ela envolve, modificações na construção dos objetos sociais que são, muitas vezes, expressos como um problema social. Bater nos filhos, como um bom exemplo a ser citado, já foi uma estratégia para educá-los.

A violência se presentifica até entre as expectativas do processo civilizatório que são, por sua vez, as de criação de indivíduos socialmente “adestrados” a partir do controle e da repressão dos impulsos internos a favor de uma convivência coletiva possível. O entendimento do processo de civilização deixa claro o quanto este processo é, em si, um processo violento. Segundo Freud o processo de civilização é o que responde pela “condição humana” (com o indivíduo deixando de necessitar e passando a desejar) e, segundo este autor, não é possível acabar com os conflitos violentos, uma vez que eles são intrínsecos ao homem – participam de sua constituição. Há, segundo esta compreensão, uma impossibilidade de normatização para se incidir sobre a condição psicológica e acabar com a violência – a violência é tida como o epifenômeno da condição humana.

A violência para Freud circula no campo do sujeito (e não no campo do outro). O que nos interessa tomar como contribuição deste autor, entretanto, é o fato discutido por ele de que a violência estará sempre presente no campo social e histórico (por fazer parte da constituição humana). Este pressuposto tira-nos a ingenuidade de que é possível exterminar a violência das relações sociais e nos remete a uma racionalidade com relação a esta problemática. A compreensão da violência por meio desta perspectiva se opõe ao pânico e ao horror de uma “nova” condição existencial – a de pertencimento a uma sociedade atual completamente perdida, agressiva e perigosa.

A violência é, de fato, algo indelével da experiência humana; o que não significa banalizá-la e favorecer uma “naturalização” deste ato, mas sim questionar todo exagero e intolerância destinados a ela, sustentados pelo quadro de medo da violência no qual a sociedade atualmente se encontra.

(...)

(MIRANDA, Márcia Mathias de. SOCIEDADE, VIOLÊNCIA E POLÍTICAS DE SEGURANÇA PÚBLICA: DA INTOLERÂNCIA CONSTRUÇÃO DO ATO VIOLENTO. http://www.machadosobrinho.com.br. Acesso: 15.2.2017).

Assinale a opção na qual os segmentos que estão destacados nas palavras dos dois trechos equivalem, quanto ao significado, àquele em destaque em: A violência é, de fato, algo indelével da experiência humana...
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
950173 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: NUCEPE
Orgão: SEJUS-PI

A seguir, apresenta-se um trecho do artigo “Sociedade, violência e políticas de segurança pública: da intolerância à construção do ato violento”, (Texto 01), escrito pela psicóloga e pesquisadora Márcia Mathias de Miranda, Coordenadora do Espaço de Estudos e Pesquisas das Violências e Criminalidade – EepViC – Machado Sobrinho.

Texto 01

(...)

Para o cientista, a violência é parte intrínseca da vida social e resultante das relações, da comunicação e dos conflitos de poder. O fato que reforça este argumento é o de nunca ter existido uma sociedade sem violência. A violência, conceitualmente, é um processo social diferente do crime (...). Ela é anterior ao crime e não é codificada no Código Penal.

Trata-se de um fenômeno que não pode ser separado da condição humana e nem tratado fora da sociedade - a sociedade produz a violência em sua especificidade e em sua particularidade histórica. Há, na sociedade e no processo dinâmico que ela envolve, modificações na construção dos objetos sociais que são, muitas vezes, expressos como um problema social. Bater nos filhos, como um bom exemplo a ser citado, já foi uma estratégia para educá-los.

A violência se presentifica até entre as expectativas do processo civilizatório que são, por sua vez, as de criação de indivíduos socialmente “adestrados” a partir do controle e da repressão dos impulsos internos a favor de uma convivência coletiva possível. O entendimento do processo de civilização deixa claro o quanto este processo é, em si, um processo violento. Segundo Freud o processo de civilização é o que responde pela “condição humana” (com o indivíduo deixando de necessitar e passando a desejar) e, segundo este autor, não é possível acabar com os conflitos violentos, uma vez que eles são intrínsecos ao homem – participam de sua constituição. Há, segundo esta compreensão, uma impossibilidade de normatização para se incidir sobre a condição psicológica e acabar com a violência – a violência é tida como o epifenômeno da condição humana.

A violência para Freud circula no campo do sujeito (e não no campo do outro). O que nos interessa tomar como contribuição deste autor, entretanto, é o fato discutido por ele de que a violência estará sempre presente no campo social e histórico (por fazer parte da constituição humana). Este pressuposto tira-nos a ingenuidade de que é possível exterminar a violência das relações sociais e nos remete a uma racionalidade com relação a esta problemática. A compreensão da violência por meio desta perspectiva se opõe ao pânico e ao horror de uma “nova” condição existencial – a de pertencimento a uma sociedade atual completamente perdida, agressiva e perigosa.

A violência é, de fato, algo indelével da experiência humana; o que não significa banalizá-la e favorecer uma “naturalização” deste ato, mas sim questionar todo exagero e intolerância destinados a ela, sustentados pelo quadro de medo da violência no qual a sociedade atualmente se encontra.

(...)

(MIRANDA, Márcia Mathias de. SOCIEDADE, VIOLÊNCIA E POLÍTICAS DE SEGURANÇA PÚBLICA: DA INTOLERÂNCIA CONSTRUÇÃO DO ATO VIOLENTO. http://www.machadosobrinho.com.br. Acesso: 15.2.2017).

Releia o terceiro parágrafo do Texto 01, para responder à questão.

Na escrita, utilizam-se algumas notações e sinais de pontuação como recursos importantes para assegurar a organização, a progressão e a clareza daquilo que se deseja comunicar. Neste sentido, é CORRETO afirmar que

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
950172 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: NUCEPE
Orgão: SEJUS-PI

A seguir, apresenta-se um trecho do artigo “Sociedade, violência e políticas de segurança pública: da intolerância à construção do ato violento”, (Texto 01), escrito pela psicóloga e pesquisadora Márcia Mathias de Miranda, Coordenadora do Espaço de Estudos e Pesquisas das Violências e Criminalidade – EepViC – Machado Sobrinho.

Texto 01

(...)

Para o cientista, a violência é parte intrínseca da vida social e resultante das relações, da comunicação e dos conflitos de poder. O fato que reforça este argumento é o de nunca ter existido uma sociedade sem violência. A violência, conceitualmente, é um processo social diferente do crime (...). Ela é anterior ao crime e não é codificada no Código Penal.

Trata-se de um fenômeno que não pode ser separado da condição humana e nem tratado fora da sociedade - a sociedade produz a violência em sua especificidade e em sua particularidade histórica. Há, na sociedade e no processo dinâmico que ela envolve, modificações na construção dos objetos sociais que são, muitas vezes, expressos como um problema social. Bater nos filhos, como um bom exemplo a ser citado, já foi uma estratégia para educá-los.

A violência se presentifica até entre as expectativas do processo civilizatório que são, por sua vez, as de criação de indivíduos socialmente “adestrados” a partir do controle e da repressão dos impulsos internos a favor de uma convivência coletiva possível. O entendimento do processo de civilização deixa claro o quanto este processo é, em si, um processo violento. Segundo Freud o processo de civilização é o que responde pela “condição humana” (com o indivíduo deixando de necessitar e passando a desejar) e, segundo este autor, não é possível acabar com os conflitos violentos, uma vez que eles são intrínsecos ao homem – participam de sua constituição. Há, segundo esta compreensão, uma impossibilidade de normatização para se incidir sobre a condição psicológica e acabar com a violência – a violência é tida como o epifenômeno da condição humana.

A violência para Freud circula no campo do sujeito (e não no campo do outro). O que nos interessa tomar como contribuição deste autor, entretanto, é o fato discutido por ele de que a violência estará sempre presente no campo social e histórico (por fazer parte da constituição humana). Este pressuposto tira-nos a ingenuidade de que é possível exterminar a violência das relações sociais e nos remete a uma racionalidade com relação a esta problemática. A compreensão da violência por meio desta perspectiva se opõe ao pânico e ao horror de uma “nova” condição existencial – a de pertencimento a uma sociedade atual completamente perdida, agressiva e perigosa.

A violência é, de fato, algo indelével da experiência humana; o que não significa banalizá-la e favorecer uma “naturalização” deste ato, mas sim questionar todo exagero e intolerância destinados a ela, sustentados pelo quadro de medo da violência no qual a sociedade atualmente se encontra.

(...)

(MIRANDA, Márcia Mathias de. SOCIEDADE, VIOLÊNCIA E POLÍTICAS DE SEGURANÇA PÚBLICA: DA INTOLERÂNCIA CONSTRUÇÃO DO ATO VIOLENTO. http://www.machadosobrinho.com.br. Acesso: 15.2.2017).

Observe os excertos i e ii, abaixo, para responder à questão.

i) ... não é possível acabar com os conflitos violentos, uma vez que eles são intrínsecos ao homem ...

ii) O que nos interessa tomar como contribuição deste autor, entretanto, é o fato discutido por ele de que a violência estará sempre presente no campo social e histórico ...

Nas nossas produções linguístico-textuais, valemo-nos de recursos disponíveis na língua, os quais asseguram a sequenciação textual e contribuem para a produção dos sentidos. Nos excertos i e ii, esses recursos encontram-se em destaque e, sem que os sentidos do texto sejam alterados, podemos substituí-los, respectivamente, por

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
950171 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: NUCEPE
Orgão: SEJUS-PI

Terra em transe

Fevereiro mal havia começado quando a cúpula da segurança do Espírito Santo captou os primeiros rumores de que policiais militares do estado estavam armando paralisação. O movimento não chegou a preocupar. Embora a PM estivesse claramente insatisfeita com seu salário, apostava-se no máximo em atos isolados, aqui e ali, sem grande repercussão. Num erro dramático, ninguém se mexeu para marcar uma reunião, iniciar uma negociação, ouvir e apresentar propostas. Na sexta-feira 3, a tropa começou a evaporar das ruas. No dia seguinte, Vitória era uma cidade à mercê de bandidos, saqueadores assaltantes e gangues em guerra – e cidadãos de bem estavam subitamente sendo transformados em feras do crime. (...). Os policiais continuavam nos quartéis. Poucas vezes na história do país tamanho pandemônio tomou conta de uma região metropolitana.

(...)

(Revista Veja. Editora Abril. Edição 2517 – ano 50 – nº 7, 15 de fevereiro de 2017. Por Luisa Bustamante, Maria Clara Vieira e Thiago Prado, p. 62).

A estrutura morfossintática e as relações semânticas do excerto: Num erro dramático, ninguém se mexeu para marcar uma reunião, iniciar uma negociação, ouvir e apresentar propostas., nos permitem afirmar, corretamente, que
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
950170 Ano: 2016
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: NUCEPE
Orgão: SEJUS-PI
O Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês) é uma organização sem fins lucrativos, baseada em Genebra, que ficou conhecido por suas reuniões anuais em Davos, Suíça, nas quais reúne os principais líderes empresariais e políticos, assim como intelectuais e jornalistas selecionados, para discutir as questões mundiais mais urgentes enfrentadas na contemporaneidade. Na edição 2017 do Fórum, às vésperas da posse de Donald Trump na presidência dos EUA, ocorreram debates acalorados acerca das incertezas sobre os rumos da economia global. Temas como globalização, tecnologias e desigualdades movimentaram os debates. Contudo, uma semana antes de sua realização, o Fórum divulgou a edição anual do Global Risks Report (Relatório de Riscos Globais, em tradução livre), estudo que procura antecipar os principais riscos e desafios globais para os próximos 12 meses. Este documento, que avalia tendências e serve de bússola para a formulação de políticas e estratégias de governos e empresas, apresenta os seguintes riscos e recomendações, EXCETO,
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
950169 Ano: 2016
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: NUCEPE
Orgão: SEJUS-PI
Os conflitos ao redor do mundo, além das perdas humanas e da crise dos refugiados, colocam em risco o patrimônio cultural edificado, construções de extrema importância para a humanidade, não apenas pela possibilidade de serem destruídos de forma deliberada, mas também por impedirem o trabalho de preservação e conservação, inviabilizando a visita de turistas. A Unesco, agência para educação e cultura da ONU, tem uma lista não exaustiva de monumentos ameaçados por conflitos. Uma conferência internacional aconteceu recentemente em Abu Dhabi para adotar novas medidas que devem impedir atos de destruição como os cometidos por grupos extremistas em locais que integram a lista do patrimônio da humanidade. Com relação à temática, assinale a alternativa CORRETA.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
950168 Ano: 2016
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: NUCEPE
Orgão: SEJUS-PI
Nas últimas décadas, o noticiário internacional no ocidente foi ocupado por manchetes que assinalaram a emergência de um polêmico fenômeno político: a ascensão de grupos extremistas. Tais organizações geralmente se consolidam em regiões de minorias excluídas, dentro de países que até hoje são ditaduras, monarquias absolutistas e com histórico de violação dos Direitos Humanos. Em comum, esses grupos têm o fundamentalismo religioso, baseado em uma interpretação radical da lei islâmica. Eles são a origem de outras células terroristas e também formam alianças ou dão apoio institucional uns aos outros. Sobre as origens, características e atuação dos grupos extremistas no mundo é CORRETO afirmar que:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
950167 Ano: 2016
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: NUCEPE
Orgão: SEJUS-PI
No atual cenário das relações internacionais, um ator vem alcançando grande importância, tanto nas sociedades nacionais como nas questões globais, é o Terceiro Setor. Ele é formado por movimentos ou organizações privadas sem fins lucrativos que têm como objetivo lutar por uma causa ou promover a expansão cultural, política ou econômica do local ou setor para o qual atuam. No mundo existem inúmeras ONGs atuando de forma relevante nas questões internacionais. A partir da análise do papel das organizações não governamentais e do contexto de sua emergência no campo internacional, é CORRETO afirmar que:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3833600 Ano: 2016
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: NUCEPE
Orgão: SEJUS-PI
Considerando as normas constitucionais sobre o mandado de segurança e sobre o habeas corpus, assinale a alternativa INCORRETA.
Questão Anulada

Provas

Questão presente nas seguintes provas