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Texto CG1A2-II
Um levantamento sobre startups de
base científica e tecnológica na América Latina mostrou uma disparidade entre o
Brasil e alguns de seus vizinhos na capacidade de atrair financiamento privado
para essas empresas. Se, por um lado, o Brasil concentra o maior número
de startups deep techs — 72,3% das 1.316 empresas mapeadas na
região são brasileiras —, por outro, aparece apenas em terceiro lugar em
volumes de investimentos privados em 2024. Tais empresas, referidas como deep
techs, se distinguem por propor inovações com potencial disruptivo,
apresentar ciclos de pesquisa e desenvolvimento demorados e exigir
investimentos consideráveis de longo prazo.
Estudo recente expõe a dificuldade das empresas
brasileiras: 47% declararam não ter recebido nenhum tipo de investimento e,
entre as que conseguiram, o número de beneficiadas com recursos públicos foi
cinco vezes superior ao das que atraíram capital privado. A maioria das deep
techs do Chile e da Argentina também teve dificuldade de obter
recursos, mas um número restrito de startups obtiveram aportes
extraordinários. Uma única empresa chilena, que oferece alternativas veganas a
produtos de origem animal, como leite, maionese, hambúrgueres, feitos à base de
plantas, levantou US$ 466 milhões, o equivalente a 75% da captação das deep
techs do país. Já a Argentina se distingue por atrair investimentos
para startups de tecnologia aeroespacial. O principal destaque
é uma empresa operadora de satélites destinados a fornecer dados e serviços de
monitoramento ambiental, que levantou US$ 287 milhões.
Os recursos conquistados em 2024 pelas deep
techs brasileiras mais bem-sucedidas estão bem abaixo desse patamar,
de acordo com os dados disponíveis. Na liderança, com US$ 23,6 milhões
captados, consta uma empresa que criou uma tecnologia não invasiva de
monitoramento da pressão intracraniana utilizada por mais de 80 hospitais e
clínicas no Brasil.
O desempenho do Brasil se explica por uma
característica peculiar de suas startups, pois a maioria delas
surge para atender o mercado interno, que é grande o suficiente para sustentar
as empresas. No entanto, as soluções não são escaláveis para outros mercados e,
por isso, há mais dificuldade de atrair investimentos de fundos internacionais.
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Texto CG1A2-II
Um levantamento sobre startups de
base científica e tecnológica na América Latina mostrou uma disparidade entre o
Brasil e alguns de seus vizinhos na capacidade de atrair financiamento privado
para essas empresas. Se, por um lado, o Brasil concentra o maior número
de startups deep techs — 72,3% das 1.316 empresas mapeadas na
região são brasileiras —, por outro, aparece apenas em terceiro lugar em
volumes de investimentos privados em 2024. Tais empresas, referidas como deep
techs, se distinguem por propor inovações com potencial disruptivo,
apresentar ciclos de pesquisa e desenvolvimento demorados e exigir
investimentos consideráveis de longo prazo.
Estudo recente expõe a dificuldade das empresas
brasileiras: 47% declararam não ter recebido nenhum tipo de investimento e,
entre as que conseguiram, o número de beneficiadas com recursos públicos foi
cinco vezes superior ao das que atraíram capital privado. A maioria das deep
techs do Chile e da Argentina também teve dificuldade de obter
recursos, mas um número restrito de startups obtiveram aportes
extraordinários. Uma única empresa chilena, que oferece alternativas veganas a
produtos de origem animal, como leite, maionese, hambúrgueres, feitos à base de
plantas, levantou US$ 466 milhões, o equivalente a 75% da captação das deep
techs do país. Já a Argentina se distingue por atrair investimentos
para startups de tecnologia aeroespacial. O principal destaque
é uma empresa operadora de satélites destinados a fornecer dados e serviços de
monitoramento ambiental, que levantou US$ 287 milhões.
Os recursos conquistados em 2024 pelas deep
techs brasileiras mais bem-sucedidas estão bem abaixo desse patamar,
de acordo com os dados disponíveis. Na liderança, com US$ 23,6 milhões
captados, consta uma empresa que criou uma tecnologia não invasiva de
monitoramento da pressão intracraniana utilizada por mais de 80 hospitais e
clínicas no Brasil.
O desempenho do Brasil se explica por uma
característica peculiar de suas startups, pois a maioria delas
surge para atender o mercado interno, que é grande o suficiente para sustentar
as empresas. No entanto, as soluções não são escaláveis para outros mercados e,
por isso, há mais dificuldade de atrair investimentos de fundos internacionais.
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Texto CG1A2-II
Um levantamento sobre startups de
base científica e tecnológica na América Latina mostrou uma disparidade entre o
Brasil e alguns de seus vizinhos na capacidade de atrair financiamento privado
para essas empresas. Se, por um lado, o Brasil concentra o maior número
de startups deep techs — 72,3% das 1.316 empresas mapeadas na
região são brasileiras —, por outro, aparece apenas em terceiro lugar em
volumes de investimentos privados em 2024. Tais empresas, referidas como deep
techs, se distinguem por propor inovações com potencial disruptivo,
apresentar ciclos de pesquisa e desenvolvimento demorados e exigir
investimentos consideráveis de longo prazo.
Estudo recente expõe a dificuldade das empresas
brasileiras: 47% declararam não ter recebido nenhum tipo de investimento e,
entre as que conseguiram, o número de beneficiadas com recursos públicos foi
cinco vezes superior ao das que atraíram capital privado. A maioria das deep
techs do Chile e da Argentina também teve dificuldade de obter
recursos, mas um número restrito de startups obtiveram aportes
extraordinários. Uma única empresa chilena, que oferece alternativas veganas a
produtos de origem animal, como leite, maionese, hambúrgueres, feitos à base de
plantas, levantou US$ 466 milhões, o equivalente a 75% da captação das deep
techs do país. Já a Argentina se distingue por atrair investimentos
para startups de tecnologia aeroespacial. O principal destaque
é uma empresa operadora de satélites destinados a fornecer dados e serviços de
monitoramento ambiental, que levantou US$ 287 milhões.
Os recursos conquistados em 2024 pelas deep
techs brasileiras mais bem-sucedidas estão bem abaixo desse patamar,
de acordo com os dados disponíveis. Na liderança, com US$ 23,6 milhões
captados, consta uma empresa que criou uma tecnologia não invasiva de
monitoramento da pressão intracraniana utilizada por mais de 80 hospitais e
clínicas no Brasil.
O desempenho do Brasil se explica por uma
característica peculiar de suas startups, pois a maioria delas
surge para atender o mercado interno, que é grande o suficiente para sustentar
as empresas. No entanto, as soluções não são escaláveis para outros mercados e,
por isso, há mais dificuldade de atrair investimentos de fundos internacionais.
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Texto CG1A2-I
Ainda há muito o que estudar sobre a árvore
genealógica das línguas de todo o continente americano. Como na África, a
linguística moderna chegou tarde a essa região e encontrou um cenário marcado
pela destruição, pelo desaparecimento não documentado de uma quantidade de
idiomas que mal conseguimos avaliar. Os idiomas que se viram mais diretamente
envolvidos no processo de formação do português que viríamos a falar no Brasil
são os do grupo tupi, falados por nações como os caetés, potiguara, tamoio,
tupinambá, tupiniquim... Esses povos parecem ter iniciado uma imigração a
partir da Amazônia, no início da Era Comum, ou seja, há mais de 2.000 anos. Por
um lado, eles se expandiram para o litoral norte, depois rumo ao nordeste e ao
sudeste do Brasil; por outro, desceram a região central rumo ao sul do país.
A presença mais ou menos uniforme de grupos tupis nas
costas do Brasil teria um papel fundamental na história linguística do que um
dia viria a ser essa imensa nação lusófona na América do Sul. Numa região de
vegetação fechada e rala densidade populacional, o litoral era o fio condutor
mais vigoroso de contatos e aproximações. E como os povos que habitavam um
trecho gigantesco do litoral brasileiro eram relacionados, isso gerava um tipo
de uniformidade de hábitos, tradições e idioma, que possibilitou que os
portugueses os considerassem como “um povo”, falante de uma mesma língua, uma
forma do tupi, que, ao que parece, variava pouco entre um grupo e outro. Essa
foi a língua cuja gramática, afinal, seria descrita pelos jesuítas europeus — a
língua que estaria na base de uma das legítimas “línguas brasileiras” que foram
desenvolvidas aqui e que, séculos depois da chegada dos portugueses, ainda
representariam uma direta concorrência para o sucesso do idioma de Portugal
nessas plagas.
Julgue os itens a seguir, em relação ao vocábulo “cuja”, empregado em “Essa foi a língua cuja gramática, afinal, seria descrita pelos jesuítas europeus”, no último período do texto CG1A2-I.
I O referente do vocábulo em questão é “a língua”.
II O referido vocábulo concorda em pessoa e número com o termo “gramática”.
III O vocábulo em questão poderia ser substituído corretamente, sem prejuízo do sentido original do texto, por em que a.
Assinale a opção correta.
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Texto CG1A2-I
Ainda há muito o que estudar sobre a árvore
genealógica das línguas de todo o continente americano. Como na África, a
linguística moderna chegou tarde a essa região e encontrou um cenário marcado
pela destruição, pelo desaparecimento não documentado de uma quantidade de
idiomas que mal conseguimos avaliar. Os idiomas que se viram mais diretamente
envolvidos no processo de formação do português que viríamos a falar no Brasil
são os do grupo tupi, falados por nações como os caetés, potiguara, tamoio,
tupinambá, tupiniquim... Esses povos parecem ter iniciado uma imigração a
partir da Amazônia, no início da Era Comum, ou seja, há mais de 2.000 anos. Por
um lado, eles se expandiram para o litoral norte, depois rumo ao nordeste e ao
sudeste do Brasil; por outro, desceram a região central rumo ao sul do país.
A presença mais ou menos uniforme de grupos tupis nas
costas do Brasil teria um papel fundamental na história linguística do que um
dia viria a ser essa imensa nação lusófona na América do Sul. Numa região de
vegetação fechada e rala densidade populacional, o litoral era o fio condutor
mais vigoroso de contatos e aproximações. E como os povos que habitavam um
trecho gigantesco do litoral brasileiro eram relacionados, isso gerava um tipo
de uniformidade de hábitos, tradições e idioma, que possibilitou que os
portugueses os considerassem como “um povo”, falante de uma mesma língua, uma
forma do tupi, que, ao que parece, variava pouco entre um grupo e outro. Essa
foi a língua cuja gramática, afinal, seria descrita pelos jesuítas europeus — a
língua que estaria na base de uma das legítimas “línguas brasileiras” que foram
desenvolvidas aqui e que, séculos depois da chegada dos portugueses, ainda
representariam uma direta concorrência para o sucesso do idioma de Portugal
nessas plagas.
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