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Foram encontradas 50 questões.

2239355 Ano: 2015
Disciplina: Filosofia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Tailândia-PA
Evolução e Religião não são incompatíveis
Essa é uma questão central para aqueles que, além de valorizar o conhecimento científico, também participam de uma religião. Mas colocar a questão como se fosse uma disputa entre "ciência" e "religião" não ajuda a compreender o que está em jogo. Vejamos alguns aspectos a seguir.
Muitos cientistas, ao longo dos séculos, também foram religiosos, e ainda hoje é assim. Outros são ateus ou agnósticos. E muitos religiosos valorizam e se interessam pela investigação científica. Ou seja, não se trata, necessariamente, de uma disputa entre religiosos e cientistas.
Até o século XIX, a grande maioria dos naturalistas aceitava a ideia de que os seres vivos tinham sido criados por Deus há alguns milhares de anos. Conforme as evidências da idade da Terra e da evolução foram sendo acumuladas e investigadas, a ideia de um criador deixou de ser uma única explicação, o que levou ao estabelecimento da ide ia de que houve uma evolução.
Não existe uma única forma de religiosidade. Ao longo da história existiram e existem inúmeras religiões diferentes. Portanto, quando uma pessoa cresce em uma comunidade e aprende suas crenças e seus valores podem ser muito distintos dos de outras pessoas. E é por isso que, temos a sensação de que a nossa religião é a correta, pois é esta que conhecemos e praticamos, e que aprendemos a valorizar. Mas não existe uma justificativa lógica para usar essa sensação da verdade como se ela fosse uma evidência da verdade das nossas ideias.
Algumas ide ias religiosas realmente são incompatíveis com ide ias científicas. Por exemplo, a ideia religiosa de que o Universo foi criado em seis dias e no sétimo o criador descansou, é incompatível com as evidências científicas sobre a origem antiga do Universo e a evolução dos seres vivos. Mesmo assim, muitos grupos religiosos sentem que o conhecimento científico pode enriquecer sua experiência religiosa.
(Fonte: Para entender a evolução dos seres vivos. pp. 66 e 67.)
No texto, último parágrafo, o autor chama atenção para a incompatibilidade entre ciência e religião quanto ao tempo da criação do Universo. Isso acontece porque a ciência evidencia os fatos da origem da vida através das investigações científicas, o mesmo não acontece com a religião ao abordar os fatos da origem da vida, seus recursos são outros. Em uma das alternativas a seguir se encontra o recurso que a religião usa para falar da origem da vida.
 

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2239350 Ano: 2015
Disciplina: Teologia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Tailândia-PA
Desenvolvimento religioso do adolescente
No trabalho do pesquisador James Fowler sobre o desenvolvimento da fé, os estágios da maturidade religiosa pode ser mais bem compreendido. James Fowler se valeu dos conceitos formulados por Jean Piaget e por Erik Erikson sobre a estrutura do desenvolvimento cognitivo humano, tomando no sentido dinâmico de impulsionar para uma evolução subsequente em direção à maturidade, e os relacionou ao desenvolvimento da fé, o que ele denominou de Estágios da Fé, classificando-os em sete fases.
Ele se deteve à terceira fase, chamando-a de Estágio da Fé Sintético-Convencional, a qual corresponde à faixa etária da adolescência entre 12 e 18 anos, quando a pessoa é capaz de sintetizar valores e crenças como forma de sustentar um sistema de ideias nas quais se baseiam sua identidade, quando amplia seu mundo para além da família. E a fase do pensamento operacional formal, quando a relação com Deus é estabelecida por meio de símbolos e rituais, imagens e valores.
Esse é o estágio típico da adolescência, um período marcado principalmente pela ampliação das experiências cotidianas, na escola, com amigos, a mídia, a religião e espaços como o trabalho etc.; quando a pessoa busca se sintonizar com as expectativas dos outros com respeito a ela, por não possuir uma segurança sobre sua identidade. As relações interpessoais são marcadas por contradições, conflitos de aceitação e rejeição, inclusive em relação a Deus.
Os adolescentes são considerados menos religiosos que os adultos. Em função do desenvolvimento do pensamento abstrato, eles passam a ter um conceito de Deus mais espiritualizado, representado sob diversas formas e não um ser dogmático-teológico, como pregam as tradições religiosas, por isso, o adolescente não alcança uma relação pessoal com o Transcendente, apesar de já ter adquirido um desenvolvimento psicoafetivo. O que determina isso é o fato de não haver possibilidade de enfrentamento, o que "torna o processo de esclarecimento e articulação pessoal mais lento", segundo o psicanalista espanhol Antônio Avila.
A adolescência é um tempo marcado pelas cobranças, dúvidas e diversidades de atitudes frente ao religioso e por uma pluralidade de imagens e conceitos de Deus, além dos conceitos religiosos como a "vida pós-morte", assim também, a crítica às proibições feitas pelas instituições religiosas. Os vestígios de crítica e ruptura dos adolescentes com as crenças começam em torno dos 11 anos, porém, de forma velada ou inconsciente, o que pode complicar "a articulação de um conceito adulto de Deus·. São dúvidas que costumam ter origem em fatores como a integração entre conhecimento religioso e conhecimento científico, a integração entre a vivência da instituição religiosa e a ausência de Deus, no sentido afetivo e pessoal, ou ainda, numa frágil religiosidade familiar.
(FONTE: Diálogo, revista de ensino religioso. 2012. pp. 24/25.)
Segundo o texto, as dúvidas sobre a religiosidade na adolescência surgem:
 

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O saneamento básico, conforme preceitua o art. 290, é dever do Município, implicando, o seu direito, a garantia inalienável de:

I- abastecimento de água, em quantidade suficiente para assegurar a adequada higiene e o conforto, e com qualidade compatível com os padrões de potabilidade.

II- coleta e disposição dos esgotos sanitários, dos resíduos sólidos e drenagem das águas pluviais, de forma a preservar o equilíbrio do ambiente e eliminar as ações danosas à saúde.

III- controle de vetores sob a óptica da proteção à saúde pública.

Está(ão) correto(s) apenas o(s) item(ns):

 

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2239341 Ano: 2015
Disciplina: Teologia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Tailândia-PA
As Quatro Nobres Verdades
O mundo está cheio de sofrimento. O nascimento, a velhice, a doença e a morte são sofrimentos, assim como são o fato de odiar, estar separado de um ente querido ou lutar inutilmente para satisfazer os desejos. De fato, a vida que não está livre dos desejos e paixões está sempre envolto com angústia. Eis o que se chama a verdade do sofrimento.
Sem dúvida, a causa do sofrimento humano encontra-se nos desejos do corpo físico e nas ilusões das paixões mundanas. Se estes desejos e ilusões forem investigados em suas fontes, poder-se-á verificar que os mesmos se acham profundamente arraigados nos instintos físicos. Assim, o desejo tendo um grande vigor, já em sua base, pode manifestar-se em tudo, inclusive, mesmo em relação à morte. A isso se chama a Verdade da Causa e do Sofrimento.
Se o desejo se aloja na raiz de toda a paixão humana e puder ser removido, aí então morrerá está paixão e desaparecerá, consequentemente, todo o sofrimento humano. Isso é chamado de a Verdade da Extinção do Sofrimento.
Para se atingir um estado de tranquilidade em que não há desejo nem sofrimento, deve-se percorrer o Nobre Caminho, galgando as oitos etapas que são: Percepção Correta, Pensamento Correto, Fala Correta, Comportamento Correto, Meio de vida Correto, Esforço Correto, Atenção Correta e Concentração Correta. Eis a Verdade do Nobre Caminho para a Extinção dos desejos.
Deve-se ter sempre em mente estas verdades, pois estando o mundo cheio de sofrimentos, deles se pode escapar apenas com o romper dos vínculos das paixões mundanas, que são a causa única das agonias. O meio de vida isento de toda paixão mundana e do sofrimento, somente é conhecido através da Iluminação e esta somente pode ser alcançada através da disciplina do Nobre Caminho.
Aqueles que buscam a Iluminação devem entender as Quatro Nobres Verdades. Se não as entender, perambularão interminavelmente no desconcertante labirinto das ilusões da vida. Todos aqueles que conhecem as Quatro Nobres Verdades são chamados de "pessoas que adquiriram os olhos da Iluminação".
Por esta razão, aqueles que quiserem seguir os ensinamentos de Buda deverão concentrar suas mentes nestas Quatro Nobres Verdades e procurar entendê-Ias claramente. Em todas as épocas, um santo, se verdadeiramente um, é aquele que as conhece e as ensina aos outros.
Quando um homem conhecer claramente as Quatro Nobres Verdades, o Nobre Caminho o afastará de toda a cobiça, ele não lutará com o mundo, não matará, não roubará, não cometerá adultério, não trapaceará, não abusará, não invejará, não se irritará, não se esquecerá da transitoriedade da vida, nem será injusto. Seguir o nobre Caminho é como encontrar uma lâmpada num quarto escuro: a escuridão se dissipará e o quarto se encherá de luz. Então, de posse da luz da sabedoria, a ignorância será dissipada.
Buda guia os homens, indicando-lhes as Quatro Nobres Verdades. Aquele que as compreender corretamente alcançará a Iluminação. Eles poderão guiar e amparar a todos neste desconcertante mundo e serão dignos de fé. Quando as Quatro Nobres Verdades forem claramente entendidas, todas as fontes de paixões mundanas se esgotarão.
(Fonte: Doutrina de Buda. Tokyo, Japão, 1998.)
O sofrimento humano, seja este por diversas razões, é uma constante desde que o ser humano nasce. Para o Budismo, segundo o texto, ele tem causa na seguinte situação:
 

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2239334 Ano: 2015
Disciplina: Teologia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Tailândia-PA
Não se sustenta mais uma educação pensada e elaborada somente por poucos. Em um mundo tão volátil, o professor encontra-se diante de uma árdua tarefa: como fazer do aprendizado algo mais interessante? Segundo Débora de Moraes Coelho, mestra em psicologia social, em entrevista ao jornal Mundo Jovem (outubro/2015. pp. 12 e 13), afirma que as novas tecnologias mudaram o paradigma da comunicação, e a escola já não se sustenta como um simples espaço de transmissão de conhecimento. Para ela, mais do que desinteressados, estamos, todos, reféns de um sistema produtivista e individualista, que não favorece a reflexão e as relações sociais. Débora Moraes aposta na transformação da escola em um lugar mais democrático, onde famílias e professores estejam engajados nas decisões de problemas vividos pela escola e comprometidos com uma educação que oportunize a autonomia dos alunos.
- Segundo a entrevistada, Débora Moraes, sua concepção de escolar se baseia:
 

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O art. 22 estabelece que o governo municipal será organizado em administração direta e indireta, que atendam aos seguintes princípios, exceto:
 

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2239304 Ano: 2015
Disciplina: Teologia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Tailândia-PA
Evolução e Religião não são incompatíveis
Essa é uma questão central para aqueles que, além de valorizar o conhecimento científico, também participam de uma religião. Mas colocar a questão como se fosse uma disputa entre "ciência" e "religião" não ajuda a compreender o que está em jogo. Vejamos alguns aspectos a seguir.
Muitos cientistas, ao longo dos séculos, também foram religiosos, e ainda hoje é assim. Outros são ateus ou agnósticos. E muitos religiosos valorizam e se interessam pela investigação científica. Ou seja, não se trata, necessariamente, de uma disputa entre religiosos e cientistas.
Até o século XIX, a grande maioria dos naturalistas aceitava a ideia de que os seres vivos tinham sido criados por Deus há alguns milhares de anos. Conforme as evidências da idade da Terra e da evolução foram sendo acumuladas e investigadas, a ideia de um criador deixou de ser uma única explicação, o que levou ao estabelecimento da ide ia de que houve uma evolução.
Não existe uma única forma de religiosidade. Ao longo da história existiram e existem inúmeras religiões diferentes. Portanto, quando uma pessoa cresce em uma comunidade e aprende suas crenças e seus valores podem ser muito distintos dos de outras pessoas. E é por isso que, temos a sensação de que a nossa religião é a correta, pois é esta que conhecemos e praticamos, e que aprendemos a valorizar. Mas não existe uma justificativa lógica para usar essa sensação da verdade como se ela fosse uma evidência da verdade das nossas ideias.
Algumas ide ias religiosas realmente são incompatíveis com ide ias científicas. Por exemplo, a ideia religiosa de que o Universo foi criado em seis dias e no sétimo o criador descansou, é incompatível com as evidências científicas sobre a origem antiga do Universo e a evolução dos seres vivos. Mesmo assim, muitos grupos religiosos sentem que o conhecimento científico pode enriquecer sua experiência religiosa.
(Fonte: Para entender a evolução dos seres vivos. pp. 66 e 67.)
Para mostrar suas ideias sobre a origem da vida, tanto a religião, quanto a ciência defendem, cada uma, uma forma de explicação sobre a qual se deu a origem do Universo e da vida. Marque a alternativa CORRETA em que aparecem essas duas formas respectivamente.
 

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"França bombardeia EI na Síria. Reação: Alvo foi o suposto quartel-general do grupo, 48 horas após ataques em Paris."
(Fonte: www.ormnews.com.br-Data:16.11.2015)
Sobre o assunto, apenas não se pode afirmar:
Questão Anulada e Desatualizada

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A Grande Heresia do Simples
Em seu livro Tristes Trópicos, Lévi-Strauss descreve os seus colegas brasileiros: "Qualquer que fosse o campo do saber, só a teoria mais recente merecia ser considerada. ( ... ) Nunca liam as obras originais e mostravam um entusiasmo permanente pelos novos pratos. ( ... ) Partilhar uma teoria conhecida era o mesmo que usar um vestido pela segunda vez, corria-se o risco de um vexame".
Cultivamos essa paixão pelas navegações intergalácticas e pelo modismo. Assim, acaba tudo muito complicado, inclusive na educação. Ouso arrostar a cultura nacional. Cometo a Grande Heresia do Simples: tento demonstrar que a educação brasileira precisa de um "feijão com arroz" benfeito, nada mirabolante, nada nos espaços siderais. Vejamos a receita que deu certo alhures.
A escola precisa de metas. E que sejam poucas, claras, estáveis e compartilhadas. Se cada um rema para o seu lado, o barco fica à deriva.
A escola tem a cara do diretor, o principal responsável pela criação de um ambiente estimulante e produtivo. Daí o extremo cuidado na sua escolha. Eleição por professores não será pior que indicação política? E, uma vez escolhido, o diretor precisa de autonomia, de par com cobrança firme do que for combinado.
Boa gestão é essencial. Nem empresas, nem paróquias, nem escolas se administram sem dominar os princípios e técnicas apropriados. Ademais, as secretarias não devem atrapalhar, criando burocracias infinitas.
O professor tem de dominar o assunto que vai ensinar e saber como dar aula. Infelizmente, as faculdades de educação acham isso irrelevante.
Prêmios e penalidades. De alguma forma, o bom desempenho do professor deve ser recompensado. E, se falhar, que venham os puxões de orelha. Por que a atividade mais crítica para o futuro do país é uma das poucas em que prevalece a impunidade.
Ensinou a teoria ou o princípio? Então, que sejam aplicados em problemas práticos e realistas. Diz a ciência cognitiva que sem aplicar não se aprende.
Nova idéia? Então mostre sua conexão com alguma coisa que o aluno já sabe. Isso se chama "contextualizar". Pelo menos, que não se ensine nada sem mostrar para que serve. Se o professor não sabe, como pode suceder na matemática, é melhor não ensinar. É preciso ensinar menos, para os alunos aprenderem mais. O tsunami curricular impede que se aprenda o que quer que seja. Ouve-se falar de tudo, mas não se domina nada. E como só gostamos do que entendemos, no ritmo vertiginoso em que disparam os assuntos, não é possível gostar e, portanto, aprender o que quer que seja.
Valores e cidadania se aprendem na escola, tanto quanto a matéria ensinada. Só que não no currículo ou em sermões, mas na forma pela qual a escola funciona. Escola tolerante e justa ensina essas virtudes. Aprende-se pelo exemplo da própria escola e dos professores. Tão simples quanto isso. Com bagunça na aula não se aprende. Foi o que disseram os próprios alunos, em uma pesquisa do Instituto Positivo (confirmada por outros estudos). A escola precisa enfrentar com firmeza a assombração da indisciplina.
Sem avaliação, a escola faz voo cego. Nossos sistemas de avaliação são excelentes. Mas ainda são pouco usados, seja pelos professores, pela escola ou pelas secretarias. É pena.
A tecnologia pode ajudar, não há boas razões para desdenhá-Ia. Mostra o Pisa: na mão dos alunos, produz bons resultados. Mas não é uma ferramenta para alavancar mudanças. Escola travada não vai mudar com computadores, tablets ou smartphones. Pior, dentro da escola, escoam-se décadas e ela continua um elefante branco, incapaz de promover avanços na qualidade. E aos pais cabe vigiar. Conforme o caso, apoiando ou cobrando.
O currículo é ler com fluência, entender o lido, escrever corretamente, usar regra de três, calcular áreas, volumes e um juro simples, ler gráficos e tabelas ... Só depois de dominado isso podemos ir para as guerras púnicas, derivadas e integrais, reis da França, afluentes do Amazonas e a infinidade de bichinhos do livro de biologia.
Onde está a complicação? Fazer bem o "feijão com arroz" seria uma revolução no nosso ensino. Mas, para muitos, o simples é a Grande Heresia.
(Fonte: CASTRO, Claudio de Moura. Veja-21 de outubro 2015)
Assinale a alternativa em que o articulista optou pela norma informal ao empregar o elemento de coesão:
Questão Anulada e Desatualizada

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A Grande Heresia do Simples

Em seu livro Tristes Trópicos, Lévi-Strauss descreve os seus colegas brasileiros: "Qualquer que fosse o campo do saber, só a teoria mais recente merecia ser considerada. ( ... ) Nunca liam as obras originais e mostravam um entusiasmo permanente pelos novos pratos. ( ... ) Partilhar uma teoria conhecida era o mesmo que usar um vestido pela segunda vez, corria-se o risco de um vexame".

Cultivamos essa paixão pelas navegações intergalácticas e pelo modismo. Assim, acaba tudo muito complicado, inclusive na educação. Ouso arrostar a cultura nacional. Cometo a Grande Heresia do Simples: tento demonstrar que a educação brasileira precisa de um "feijão com arroz" benfeito, nada mirabolante, nada nos espaços siderais. Vejamos a receita que deu certo alhures.

A escola precisa de metas. E que sejam poucas, claras, estáveis e compartilhadas. Se cada um rema para o seu lado, o barco fica à deriva.

A escola tem a cara do diretor, o principal responsável pela criação de um ambiente estimulante e produtivo. Daí o extremo cuidado na sua escolha. Eleição por professores não será pior que indicação política? E, uma vez escolhido, o diretor precisa de autonomia, de par com cobrança firme do que for combinado.

Boa gestão é essencial. Nem empresas, nem paróquias, nem escolas se administram sem dominar os princípios e técnicas apropriados. Ademais, as secretarias não devem atrapalhar, criando burocracias infinitas.

O professor tem de dominar o assunto que vai ensinar e saber como dar aula. Infelizmente, as faculdades de educação acham isso irrelevante.

Prêmios e penalidades. De alguma forma, o bom desempenho do professor deve ser recompensado. E, se falhar, que venham os puxões de orelha. Por que a atividade mais crítica para o futuro do país é uma das poucas em que prevalece a impunidade.

Ensinou a teoria ou o princípio? Então, que sejam aplicados em problemas práticos e realistas. Diz a ciência cognitiva que sem aplicar não se aprende.

Nova idéia? Então mostre sua conexão com alguma coisa que o aluno já sabe. Isso se chama "contextualizar". Pelo menos, que não se ensine nada sem mostrar para que serve. Se o professor não sabe, como pode suceder na matemática, é melhor não ensinar. É preciso ensinar menos, para os alunos aprenderem mais. O tsunami curricular impede que se aprenda o que quer que seja. Ouve-se falar de tudo, mas não se domina nada. E como só gostamos do que entendemos, no ritmo vertiginoso em que disparam os assuntos, não é possível gostar e, portanto, aprender o que quer que seja.

Valores e cidadania se aprendem na escola, tanto quanto a matéria ensinada. Só que não no currículo ou em sermões, mas na forma pela qual a escola funciona. Escola tolerante e justa ensina essas virtudes. Aprende-se pelo exemplo da própria escola e dos professores. Tão simples quanto isso. Com bagunça na aula não se aprende. Foi o que disseram os próprios alunos, em uma pesquisa do Instituto Positivo (confirmada por outros estudos). A escola precisa enfrentar com firmeza a assombração da indisciplina.

Sem avaliação, a escola faz voo cego. Nossos sistemas de avaliação são excelentes. Mas ainda são pouco usados, seja pelos professores, pela escola ou pelas secretarias. É pena.

A tecnologia pode ajudar, não há boas razões para desdenhá-Ia. Mostra o Pisa: na mão dos alunos, produz bons resultados. Mas não é uma ferramenta para alavancar mudanças. Escola travada não vai mudar com computadores, tablets ou smartphones. Pior, dentro da escola, escoam-se décadas e ela continua um elefante branco, incapaz de promover avanços na qualidade. E aos pais cabe vigiar. Conforme o caso, apoiando ou cobrando.

O currículo é ler com fluência, entender o lido, escrever corretamente, usar regra de três, calcular áreas, volumes e um juro simples, ler gráficos e tabelas ... Só depois de dominado isso podemos ir para as guerras púnicas, derivadas e integrais, reis da França, afluentes do Amazonas e a infinidade de bichinhos do livro de biologia.

Onde está a complicação? Fazer bem o "feijão com arroz" seria uma revolução no nosso ensino. Mas, para muitos, o simples é a Grande Heresia.

(Fonte: CASTRO, Claudio de Moura. Veja-21 de outubro 2015)

Em: "Só depois de dominado isso", a partícula só, presente no excerto, tem função adverbial, logo, invariável. Acrescentando "só· nas estruturas seguintes, ela variaria em:

Questão Anulada e Desatualizada

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