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Foram encontradas 30 questões.

4158771 Ano: 2025
Disciplina: Matemática
Banca: Nosso Rumo
Orgão: Pref. Suzano-SP
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O valor numérico da expressão 2ab² - 3ab + 4b - 110 quando a = 5 e b = 6, é:

 

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4158770 Ano: 2025
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: Nosso Rumo
Orgão: Pref. Suzano-SP
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Henrique ficou em primeiro lugar em uma competição que tinha como prêmio R$ 3.350,00 em dinheiro, mais um cupom de R$ 800,00 para gastar em produtos. Ele decidiu guardar o dinheiro para poder participar de outra competição que acontecerá em 10 meses. Se Henrique guardar o valor em uma poupança que rende 0,25% ao mês a juros simples, ao final desse período, resgatará:

 

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4158769 Ano: 2025
Disciplina: Matemática
Banca: Nosso Rumo
Orgão: Pref. Suzano-SP
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O Pé-de-Meia é um programa do Governo Federal criado em 2024 para combater a evasão escolar no ensino médio, estimulando a permanência e conclusão na etapa escolar por meio de um auxílio financeiro.

 

Os alunos elegíveis recebem:

 

• R$ 200,00 pagos pela matrícula no início do ano letivo.

 

• 9 parcelas de R$ 200,00 ao longo do ano.

 

• R$ 1.000,00 de bônus pela aprovação no final do ano letivo.

 

• R$ 200,00 pela realização do Enem no último ano do ensino médio.

 

Um aluno que participar do programa nos 3 anos do ensino médio, ao final, pode receber até:

 

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4158768 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Nosso Rumo
Orgão: Pref. Suzano-SP
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O pretérito imperfeito do subjuntivo pode ser empregado em orações que exprimem fatos hipotéticos, irreais, como na seguinte alternativa:

 

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4158767 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Nosso Rumo
Orgão: Pref. Suzano-SP
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Assinale a alternativa correta em relação à colocação pronominal, de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.

 

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4158766 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Nosso Rumo
Orgão: Pref. Suzano-SP
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Leia o texto abaixo para responder a questão seguinte.

Noiva de Pojuca

Quando Caubi veio de Pojuca, trazia na cabeça a decisão de casar com Lucineia. Só não trouxe Lucineia consigo porque ele não é de avançar sinal. Primeiro, vencer no Rio de Janeiro. Depois, chamar a noiva e, unidos sacramentalmente, serem felizes para sempre.

Vencer no Rio, para quem sai do Recôncavo Baiano, onde o petróleo distribui riqueza global, mas que não chega para os pobres, até que é simples. Emprego de porteiro em edifício da Zona Norte constitui vitória digna de ser contada em carta aos que ficaram e não ousam. A fraternidade dos porteiros baianos, igual à dos cearenses ou paraibanos, não precisa de estatuto para funcionar: logo lhe arranjou o cargo que dá direito à uniforme, cadeira à porta, leitura descansada de jornal à tarde, além do mais gratificante de todos os direitos: o de “assistir”, radinho de pilha ao ouvido, aos gols do Flamengo no Maraca.

Mas há vitória e vitória. Caubi verificou que o ordenado não dava para chamar Lucineia e casar. Ou antes, daria, a longo prazo. A solução era economizar cigarro, cafezinho, batida, jornal, até pilha de radinho. E dar duro na lavagem de carros, pela madrugada.

Enquanto isso, mulheres passavam diante dele, acenando-lhe com casamentos à mão. Rapaz empregado, boa-pinta, que morena o recusaria? Mesmo sem ser de papel passado. Ele, entretanto, resistia. Mulher carioca exige coisas demais, desde geladeira a TV em cores, é um tal de cabeleireiro, de festas, de não sei o quê, de dia e de noite, que pega mal, e acaba, Deus sabe lá como acaba. Caubi passava a mão na testa, alisava-a, determinado: “Comigo não, Serapião”.

Com setecentos cruzeiros na Caixa Econômica, achou que era hora de agir. Alugou um quarto em Queimados, por quarenta mensais, para o lar, e mandou à noiva o dinheiro da passagem de ônibus. Viesse em companhia de seu Severino, amigo da família e homem de respeito, que mora na Ilha do Governador e estava de passeio em Pojuca: seria padrinho do casório.

Lucineia chegou com todos os pertences de uma noiva que se preza. Para conhecer o Rio, antes de se instalar em casa de Padim Severino, passou três dias de favor no apartamento de um casal amigo de Caubi, no edifício em que este trabalha. Foram três dias de esplendor, de ver vitrina e letreiro luminoso, de andar a pé e conhecer todas as praças da Tijuca. O noivo arranjou folgas esparsas, para mostrar-lhe o que é a cidade grande, nos limites do bairro.

Na hora de ir para Governador, os táxis cobravam tanto que Caubi apelou para o motorista do dr. Norberto, baiano também e boa-praça. O rapaz topou levar a moça e seus badulaques no carro do patrão, que que tem? à base de camaradagem.

Levou. Mas não entregou. A meio caminho, a caminhonete que vinha na contramão forçou-o a atirar contra o barranco o fusca do doutor. O estrago não foi grande, mas o conserto da lataria ficava exatamente em setecentos e cinquenta cruzeiros, e como o Caubi ia deixar o amigo pagar a despesa, além do vexame de ter de explicar ao dr. Norberto?

— Eu pago o prejuízo, taqui setecentas pratas, o resto dou no mês que vem, amigo velho.

Lucineia, que voltou de ônibus e machucada para o edifício, deixando no asfalto metade de seus trecos, empregou-se de copeira em casa do dr. Norberto. O quarto em Queimados foi desalugado, e o casamento adiado para quando Caubi juntar, não setecentos, mas mil e quatrocentos cruzeiros, a julgar pela taxa de inflação. Desistir de casar com moça de Pojuca ele não desiste, nem que seja preciso, para tão longo amor, passar mais longa vida lavando carros de madrugada. Mas um temor começa a roê-lo, qual bicho em goiaba: se Lucineia, com o tempo, virar moça carioca, que exige tudo, e o casamento acabar, Deus sabe lá, daquele jeito?

Andrade, Carlos Drummond de, 1902-1987. 70 historinhas.1ª ed. — São Paulo: Companhia das Letras, 2016. Adaptado.

Assinale a alternativa cujas vírgulas presentes no trecho retirado do texto são empregadas para separar palavras com a mesma função sintática, conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa.

 

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4158765 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Nosso Rumo
Orgão: Pref. Suzano-SP
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Leia o texto abaixo para responder a questão seguinte.

 

Noiva de Pojuca

 

Quando Caubi veio de Pojuca, trazia na cabeça a decisão de casar com Lucineia. Só não trouxe Lucineia consigo porque ele não é de avançar sinal. Primeiro, vencer no Rio de Janeiro. Depois, chamar a noiva e, unidos sacramentalmente, serem felizes para sempre.

 

Vencer no Rio, para quem sai do Recôncavo Baiano, onde o petróleo distribui riqueza global, mas que não chega para os pobres, até que é simples. Emprego de porteiro em edifício da Zona Norte constitui vitória digna de ser contada em carta aos que ficaram e não ousam. A fraternidade dos porteiros baianos, igual à dos cearenses ou paraibanos, não precisa de estatuto para funcionar: logo lhe arranjou o cargo que dá direito à uniforme, cadeira à porta, leitura descansada de jornal à tarde, além do mais gratificante de todos os direitos: o de “assistir”, radinho de pilha ao ouvido, aos gols do Flamengo no Maraca.

 

Mas há vitória e vitória. Caubi verificou que o ordenado não dava para chamar Lucineia e casar. Ou antes, daria, a longo prazo. A solução era economizar cigarro, cafezinho, batida, jornal, até pilha de radinho. E dar duro na lavagem de carros, pela madrugada.

 

Enquanto isso, mulheres passavam diante dele, acenando-lhe com casamentos à mão. Rapaz empregado, boa-pinta, que morena o recusaria? Mesmo sem ser de papel passado. Ele, entretanto, resistia. Mulher carioca exige coisas demais, desde geladeira a TV em cores, é um tal de cabeleireiro, de festas, de não sei o quê, de dia e de noite, que pega mal, e acaba, Deus sabe lá como acaba. Caubi passava a mão na testa, alisava-a, determinado: “Comigo não, Serapião”.

 

Com setecentos cruzeiros na Caixa Econômica, achou que era hora de agir. Alugou um quarto em Queimados, por quarenta mensais, para o lar, e mandou à noiva o dinheiro da passagem de ônibus. Viesse em companhia de seu Severino, amigo da família e homem de respeito, que mora na Ilha do Governador e estava de passeio em Pojuca: seria padrinho do casório.

 

Lucineia chegou com todos os pertences de uma noiva que se preza. Para conhecer o Rio, antes de se instalar em casa de Padim Severino, passou três dias de favor no apartamento de um casal amigo de Caubi, no edifício em que este trabalha. Foram três dias de esplendor, de ver vitrina e letreiro luminoso, de andar a pé e conhecer todas as praças da Tijuca. O noivo arranjou folgas esparsas, para mostrar-lhe o que é a cidade grande, nos limites do bairro.

 

Na hora de ir para Governador, os táxis cobravam tanto que Caubi apelou para o motorista do dr. Norberto, baiano também e boa-praça. O rapaz topou levar a moça e seus badulaques no carro do patrão, que que tem? à base de camaradagem.

 

Levou. Mas não entregou. A meio caminho, a caminhonete que vinha na contramão forçou-o a atirar contra o barranco o fusca do doutor. O estrago não foi grande, mas o conserto da lataria ficava exatamente em setecentos e cinquenta cruzeiros, e como o Caubi ia deixar o amigo pagar a despesa, além do vexame de ter de explicar ao dr. Norberto?

 

— Eu pago o prejuízo, taqui setecentas pratas, o resto dou no mês que vem, amigo velho.

 

Lucineia, que voltou de ônibus e machucada para o edifício, deixando no asfalto metade de seus trecos, empregou-se de copeira em casa do dr. Norberto. O quarto em Queimados foi desalugado, e o casamento adiado para quando Caubi juntar, não setecentos, mas mil e quatrocentos cruzeiros, a julgar pela taxa de inflação. Desistir de casar com moça de Pojuca ele não desiste, nem que seja preciso, para tão longo amor, passar mais longa vida lavando carros de madrugada. Mas um temor começa a roê-lo, qual bicho em goiaba: se Lucineia, com o tempo, virar moça carioca, que exige tudo, e o casamento acabar, Deus sabe lá, daquele jeito?

 

Andrade, Carlos Drummond de, 1902-1987. 70 historinhas.1ª ed. — São Paulo: Companhia das Letras, 2016. Adaptado.

 

Analise o trecho abaixo, retirado do texto. “Mas um temor começa a roê-lo, qual bicho em goiaba (…)” Assinale a alternativa que apresenta as figuras de linguagem presentes no trecho acima, respectivamente.

 

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4158764 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Nosso Rumo
Orgão: Pref. Suzano-SP
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Leia o texto abaixo para responder a questão seguinte.

 

Noiva de Pojuca

 

Quando Caubi veio de Pojuca, trazia na cabeça a decisão de casar com Lucineia. Só não trouxe Lucineia consigo porque ele não é de avançar sinal. Primeiro, vencer no Rio de Janeiro. Depois, chamar a noiva e, unidos sacramentalmente, serem felizes para sempre.

 

Vencer no Rio, para quem sai do Recôncavo Baiano, onde o petróleo distribui riqueza global, mas que não chega para os pobres, até que é simples. Emprego de porteiro em edifício da Zona Norte constitui vitória digna de ser contada em carta aos que ficaram e não ousam. A fraternidade dos porteiros baianos, igual à dos cearenses ou paraibanos, não precisa de estatuto para funcionar: logo lhe arranjou o cargo que dá direito à uniforme, cadeira à porta, leitura descansada de jornal à tarde, além do mais gratificante de todos os direitos: o de “assistir”, radinho de pilha ao ouvido, aos gols do Flamengo no Maraca.

 

Mas há vitória e vitória. Caubi verificou que o ordenado não dava para chamar Lucineia e casar. Ou antes, daria, a longo prazo. A solução era economizar cigarro, cafezinho, batida, jornal, até pilha de radinho. E dar duro na lavagem de carros, pela madrugada.

 

Enquanto isso, mulheres passavam diante dele, acenando-lhe com casamentos à mão. Rapaz empregado, boa-pinta, que morena o recusaria? Mesmo sem ser de papel passado. Ele, entretanto, resistia. Mulher carioca exige coisas demais, desde geladeira a TV em cores, é um tal de cabeleireiro, de festas, de não sei o quê, de dia e de noite, que pega mal, e acaba, Deus sabe lá como acaba. Caubi passava a mão na testa, alisava-a, determinado: “Comigo não, Serapião”.

 

Com setecentos cruzeiros na Caixa Econômica, achou que era hora de agir. Alugou um quarto em Queimados, por quarenta mensais, para o lar, e mandou à noiva o dinheiro da passagem de ônibus. Viesse em companhia de seu Severino, amigo da família e homem de respeito, que mora na Ilha do Governador e estava de passeio em Pojuca: seria padrinho do casório.

 

Lucineia chegou com todos os pertences de uma noiva que se preza. Para conhecer o Rio, antes de se instalar em casa de Padim Severino, passou três dias de favor no apartamento de um casal amigo de Caubi, no edifício em que este trabalha. Foram três dias de esplendor, de ver vitrina e letreiro luminoso, de andar a pé e conhecer todas as praças da Tijuca. O noivo arranjou folgas esparsas, para mostrar-lhe o que é a cidade grande, nos limites do bairro.

 

Na hora de ir para Governador, os táxis cobravam tanto que Caubi apelou para o motorista do dr. Norberto, baiano também e boa-praça. O rapaz topou levar a moça e seus badulaques no carro do patrão, que que tem? à base de camaradagem.

 

Levou. Mas não entregou. A meio caminho, a caminhonete que vinha na contramão forçou-o a atirar contra o barranco o fusca do doutor. O estrago não foi grande, mas o conserto da lataria ficava exatamente em setecentos e cinquenta cruzeiros, e como o Caubi ia deixar o amigo pagar a despesa, além do vexame de ter de explicar ao dr. Norberto?

 

— Eu pago o prejuízo, taqui setecentas pratas, o resto dou no mês que vem, amigo velho.

 

Lucineia, que voltou de ônibus e machucada para o edifício, deixando no asfalto metade de seus trecos, empregou-se de copeira em casa do dr. Norberto. O quarto em Queimados foi desalugado, e o casamento adiado para quando Caubi juntar, não setecentos, mas mil e quatrocentos cruzeiros, a julgar pela taxa de inflação. Desistir de casar com moça de Pojuca ele não desiste, nem que seja preciso, para tão longo amor, passar mais longa vida lavando carros de madrugada. Mas um temor começa a roê-lo, qual bicho em goiaba: se Lucineia, com o tempo, virar moça carioca, que exige tudo, e o casamento acabar, Deus sabe lá, daquele jeito?

 

Andrade, Carlos Drummond de, 1902-1987. 70 historinhas.1ª ed. — São Paulo: Companhia das Letras, 2016. Adaptado.

 

Assinale a alternativa cujo trecho retirado do texto apresenta uso INCORRETO da crase, conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa.

 

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4158763 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Nosso Rumo
Orgão: Pref. Suzano-SP
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Leia o texto abaixo para responder a questão seguinte.

 

Noiva de Pojuca

 

Quando Caubi veio de Pojuca, trazia na cabeça a decisão de casar com Lucineia. Só não trouxe Lucineia consigo porque ele não é de avançar sinal. Primeiro, vencer no Rio de Janeiro. Depois, chamar a noiva e, unidos sacramentalmente, serem felizes para sempre.

 

Vencer no Rio, para quem sai do Recôncavo Baiano, onde o petróleo distribui riqueza global, mas que não chega para os pobres, até que é simples. Emprego de porteiro em edifício da Zona Norte constitui vitória digna de ser contada em carta aos que ficaram e não ousam. A fraternidade dos porteiros baianos, igual à dos cearenses ou paraibanos, não precisa de estatuto para funcionar: logo lhe arranjou o cargo que dá direito à uniforme, cadeira à porta, leitura descansada de jornal à tarde, além do mais gratificante de todos os direitos: o de “assistir”, radinho de pilha ao ouvido, aos gols do Flamengo no Maraca.

 

Mas há vitória e vitória. Caubi verificou que o ordenado não dava para chamar Lucineia e casar. Ou antes, daria, a longo prazo. A solução era economizar cigarro, cafezinho, batida, jornal, até pilha de radinho. E dar duro na lavagem de carros, pela madrugada.

 

Enquanto isso, mulheres passavam diante dele, acenando-lhe com casamentos à mão. Rapaz empregado, boa-pinta, que morena o recusaria? Mesmo sem ser de papel passado. Ele, entretanto, resistia. Mulher carioca exige coisas demais, desde geladeira a TV em cores, é um tal de cabeleireiro, de festas, de não sei o quê, de dia e de noite, que pega mal, e acaba, Deus sabe lá como acaba. Caubi passava a mão na testa, alisava-a, determinado: “Comigo não, Serapião”.

 

Com setecentos cruzeiros na Caixa Econômica, achou que era hora de agir. Alugou um quarto em Queimados, por quarenta mensais, para o lar, e mandou à noiva o dinheiro da passagem de ônibus. Viesse em companhia de seu Severino, amigo da família e homem de respeito, que mora na Ilha do Governador e estava de passeio em Pojuca: seria padrinho do casório.

 

Lucineia chegou com todos os pertences de uma noiva que se preza. Para conhecer o Rio, antes de se instalar em casa de Padim Severino, passou três dias de favor no apartamento de um casal amigo de Caubi, no edifício em que este trabalha. Foram três dias de esplendor, de ver vitrina e letreiro luminoso, de andar a pé e conhecer todas as praças da Tijuca. O noivo arranjou folgas esparsas, para mostrar-lhe o que é a cidade grande, nos limites do bairro.

 

Na hora de ir para Governador, os táxis cobravam tanto que Caubi apelou para o motorista do dr. Norberto, baiano também e boa-praça. O rapaz topou levar a moça e seus badulaques no carro do patrão, que que tem? à base de camaradagem.

 

Levou. Mas não entregou. A meio caminho, a caminhonete que vinha na contramão forçou-o a atirar contra o barranco o fusca do doutor. O estrago não foi grande, mas o conserto da lataria ficava exatamente em setecentos e cinquenta cruzeiros, e como o Caubi ia deixar o amigo pagar a despesa, além do vexame de ter de explicar ao dr. Norberto?

 

— Eu pago o prejuízo, taqui setecentas pratas, o resto dou no mês que vem, amigo velho.

 

Lucineia, que voltou de ônibus e machucada para o edifício, deixando no asfalto metade de seus trecos, empregou-se de copeira em casa do dr. Norberto. O quarto em Queimados foi desalugado, e o casamento adiado para quando Caubi juntar, não setecentos, mas mil e quatrocentos cruzeiros, a julgar pela taxa de inflação. Desistir de casar com moça de Pojuca ele não desiste, nem que seja preciso, para tão longo amor, passar mais longa vida lavando carros de madrugada. Mas um temor começa a roê-lo, qual bicho em goiaba: se Lucineia, com o tempo, virar moça carioca, que exige tudo, e o casamento acabar, Deus sabe lá, daquele jeito?

 

Andrade, Carlos Drummond de, 1902-1987. 70 historinhas.1ª ed. — São Paulo: Companhia das Letras, 2016. Adaptado.

 

Com base na leitura do texto, assinale a alternativa correta.

 

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4158792 Ano: 2025
Disciplina: Direito Tributário
Banca: Nosso Rumo
Orgão: Pref. Suzano-SP
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As fontes do Direito Tributário são de onde emanam as normas que regerão este ramo do direito como um todo. Podem ser divididas em fontes primárias e secundárias. São fontes primárias, entre outros(as):

Questão Anulada

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