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Foram encontradas 588 questões.

2563472 Ano: 2018
Disciplina: Pedagogia
Banca: URI
Orgão: Pref. Santo Ângelo-RS
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A abordagem do ensino por competências provoca os professores a:

I. Considerarem os conhecimentos como recursos a serem mobilizados.

II. Negociarem e conduzirem projetos com seus alunos.

III. Dirigirem-se para uma maior compartimentação disciplinar.

IV. IV-. Praticarem uma avaliação formadora em situação de trabalho.

Em relação às afirmativas acima, está(ão) incorreta(s):

 

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2563471 Ano: 2018
Disciplina: Pedagogia
Banca: URI
Orgão: Pref. Santo Ângelo-RS
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A teoria de Piaget considera o desenvolvimento cognitivo como um processo de equilibrações sucessivas, estruturado em etapas, fases, estágios ou períodos do desenvolvimento da inteligência infantil denominados: sensório-motor, pré-operatório, operacional concreto e operacional formal. Nesse sentido, numere as descrições abaixo, conforme a legenda:

1- Sensório-motor

2- Pré-operatório

3- Operacional concreto

4- Operacional formal

( ) Estágio do pensamento egocêntrico: a criança tem uma visão da realidade que parte do seu próprio eu. É também chamado de fase dos “porquês”.

( ) Estágio decisivo para o curso da evolução psíquica: representa a conquista, através da percepção e dos movimentos, de todo o universo prático que cerca a criança.

( ) Estágio marcado pela capacidade de pensamento abstrato: a criança consegue abstrair soluções lógicas e conclusões hipotéticas para os problemas. Pode também ser chamado de “idade da razão”.

( ) Estágio em que surgem as noções de permanência de substância, de peso e de volume, bem como as noções de tempo, de velocidade e de espaço. As ações já interiorizadas são realizadas no plano mental e denominam-se, agora “operações mentais”.

A ordem correta da numeração é:

 

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2563470 Ano: 2018
Disciplina: Pedagogia
Banca: URI
Orgão: Pref. Santo Ângelo-RS
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Segundo Zabala (2008), o Método de projetos de Kilpatrick, os Projetos de trabalho globais, os Centros de interesse de Decroly e o Método do estudo do meio são considerados:

 

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2563469 Ano: 2018
Disciplina: Pedagogia
Banca: URI
Orgão: Pref. Santo Ângelo-RS
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Conforme Zabala (2008), modificar muitos dos costumes e das rotinas herdadas de um ensino de caráter seletivo significa optar por um modelo de educação:

 

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2563468 Ano: 2018
Disciplina: Pedagogia
Banca: URI
Orgão: Pref. Santo Ângelo-RS
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O é um processo de racionalização, organização e coordenação da docente, articulando a atividade e a problemática do contexto . (Libâneo, 1995).

Assinale a alternativa cujas expressões completam corretamente as lacunas da proposição acima:

 

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2563467 Ano: 2018
Disciplina: Pedagogia
Banca: URI
Orgão: Pref. Santo Ângelo-RS
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Segundo Libâneo (1995), o processo didático se desenvolve mediante a ação recíproca dos componentes fundamentais do ensino, que são:

I. Os objetivos da educação e da instrução.

II. Os conteúdos.

III. O ensino.

IV. A aprendizagem.

V. Os métodos

VI. As formas e os meios de organização das condições da situação didática.

VII. VII – A avaliação.

Em relação aos itens acima, estão corretos:

 

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2563466 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: URI
Orgão: Pref. Santo Ângelo-RS
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A escola das incertezas e o mundo do trabalho
Viviane Mosé

Um dos grandes ganhos da contemporaneidade foi uma revolução no modo como julgamos as coisas. Se antes o parâmetro era a verdade, hoje a regra é saber lidar com a instabilidade, com as incertezas. Se nos orgulhávamos de nossos princípios inquebrantáveis, hoje nos vemos, cada vez mais, enredados em perspectivas que cada vez se multiplicam, em novas portas que se abrem. Vivemos, nas últimas duas décadas, uma desintegração dos valores: ninguém mais sabe o que é certo, bom, amigo, masculino, feminino, criança, futuro, corpo, presente, saúde etc. Tudo é sempre provisório, as interpretações multiplicam-se, como camadas. Vivemos uma mudança de meios, uma enxurrada de informações, o mundo vive um processo de instabilidade e incerteza econômica, social, climática, e o modelo educacional vigente nas escolas públicas e privadas, fundado em verdades, em saberes acumulados, sem espaço para a invenção e para a dúvida, não foi preparado para isso. Os altos índices de evasão escolar, o baixo rendimento dos alunos, o desinteresse e a falta de estímulo que atingem a quase todos, o aumento da violência no espaço escolar manifestam a exatidão de estruturas muito antigas e a necessidade de reconstrução. Sem perspectivas diante dos inúmeros desafios do mundo atual, a escola já não satisfaz ninguém: nem alunos, nem professores, nem gestores, nem as cidades, nem o mercado.

A atual escola, a escola das incertezas, nasce especialmente da instabilidade do trabalho e da desvalorização da formação profissional, dadas as inovações tecnológicas que criam sempre novas demandas. Mas ela resulta também de um quadro de instabilidades: climática, econômica, tecnológica, de valores, de meios, de sentidos etc. Especialmente no campo da formação profissional, diz Rui Canário, passamos de uma relação de estabilidade para uma relação de incertezas. Havia previsibilidade quando o que era oferecido na formação profissional se adequava ao mercado de trabalho. Essa estabilidade, que de modo absoluto nunca existiu, deu lugar a uma relação de incertezas. Hoje as mudanças tecnológicas inserem inovações que exigem sempre novos saberes, novas habilidades. O que faz com que durante a vida seja preciso mudar algumas vezes de qualificação e construir novas competências. Além de o imenso volume de conteúdos e conhecimentos disponíveis causar a rápida e inevitável desvalorização dos antigos conteúdos adquiridos e tornar rapidamente obsoleta uma formação universitária, por exemplo. [...]

A escola precisa entender, enfim, que todo conhecimento, toda afirmação, está sujeita a mudanças, que todo saber é provisório. Essa instabilidade no domínio do conhecimento, que antes era marcado por um conjunto de verdades, nos estimula a uma mudança nas relações de poder na escola: se todo saber é provisório, professores e alunos, juntos, devem se dedicar à produção de conhecimento, em vez da relação hierarquizada, na qual o professor detém um corpo de saberes que devem ser transmitidos aos alunos.

Assim como o saber do aluno passa a ser considerado, nessas novas relações a exigência com relação ao conteúdo acumulado do professor também é reduzida: o professor não é aquele que sabe tudo, mas aquele que se interessa por tudo, que se dispõe a conhecer junto com os alunos. Não mais uma escola que ensina – hoje sabemos que ninguém aprende o que de algum modo já não sabia, intuía, percebia -, mas uma escola que aprende e se dedica a criar sempre novas situações de aprendizagem.

A escola e os desafios contemporâneos – Civilização Brasileira – Rio de Janeiro 2014

Considere o seguinte fragmento do texto e analise os itens a seguir:

“...o professor não é aquele que sabe tudo, mas aquele que se interessa por tudo, que se dispõe a conhecer junto com os alunos”.

I. Usando a desinência de plural na palavra professor, somente os verbos deverão ser alterados a fim de atender à concordância.

II. As ações predicadas pelos verbos saber, interessar-se e dispor-se referem-se ao professor, representado no contexto das orações pelo pronome aquele, o qual atua como sujeito.

III. A única palavra acentuada recebe acento em atenção à regra que acentua as oxítonas terminadas em e, como a palavra você.

IV. O que, nas três situações de uso, é pronome relativo.

V. Sintaticamente, o termo por tudo completa o sentido do verbo interessar-se, assim como o termo tudo completa o sentido do verbo saber.

Estão certos:

 

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2563465 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: URI
Orgão: Pref. Santo Ângelo-RS
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A escola das incertezas e o mundo do trabalho
Viviane Mosé

Um dos grandes ganhos da contemporaneidade foi uma revolução no modo como julgamos as coisas. Se antes o parâmetro era a verdade, hoje a regra é saber lidar com a instabilidade, com as incertezas. Se nos orgulhávamos de nossos princípios inquebrantáveis, hoje nos vemos, cada vez mais, enredados em perspectivas que cada vez se multiplicam, em novas portas que se abrem. Vivemos, nas últimas duas décadas, uma desintegração dos valores: ninguém mais sabe o que é certo, bom, amigo, masculino, feminino, criança, futuro, corpo, presente, saúde etc. Tudo é sempre provisório, as interpretações multiplicam-se, como camadas. Vivemos uma mudança de meios, uma enxurrada de informações, o mundo vive um processo de instabilidade e incerteza econômica, social, climática, e o modelo educacional vigente nas escolas públicas e privadas, fundado em verdades, em saberes acumulados, sem espaço para a invenção e para a dúvida, não foi preparado para isso. Os altos índices de evasão escolar, o baixo rendimento dos alunos, o desinteresse e a falta de estímulo que atingem a quase todos, o aumento da violência no espaço escolar manifestam a exatidão de estruturas muito antigas e a necessidade de reconstrução. Sem perspectivas diante dos inúmeros desafios do mundo atual, a escola já não satisfaz ninguém: nem alunos, nem professores, nem gestores, nem as cidades, nem o mercado.

A atual escola, a escola das incertezas, nasce especialmente da instabilidade do trabalho e da desvalorização da formação profissional, dadas as inovações tecnológicas que criam sempre novas demandas. Mas ela resulta também de um quadro de instabilidades: climática, econômica, tecnológica, de valores, de meios, de sentidos etc. Especialmente no campo da formação profissional, diz Rui Canário, passamos de uma relação de estabilidade para uma relação de incertezas. Havia previsibilidade quando o que era oferecido na formação profissional se adequava ao mercado de trabalho. Essa estabilidade, que de modo absoluto nunca existiu, deu lugar a uma relação de incertezas. Hoje as mudanças tecnológicas inserem inovações que exigem sempre novos saberes, novas habilidades. O que faz com que durante a vida seja preciso mudar algumas vezes de qualificação e construir novas competências. Além de o imenso volume de conteúdos e conhecimentos disponíveis causar a rápida e inevitável desvalorização dos antigos conteúdos adquiridos e tornar rapidamente obsoleta uma formação universitária, por exemplo. [...]

A escola precisa entender, enfim, que todo conhecimento, toda afirmação, está sujeita a mudanças, que todo saber é provisório. Essa instabilidade no domínio do conhecimento, que antes era marcado por um conjunto de verdades, nos estimula a uma mudança nas relações de poder na escola: se todo saber é provisório, professores e alunos, juntos, devem se dedicar à produção de conhecimento, em vez da relação hierarquizada, na qual o professor detém um corpo de saberes que devem ser transmitidos aos alunos.

Assim como o saber do aluno passa a ser considerado, nessas novas relações a exigência com relação ao conteúdo acumulado do professor também é reduzida: o professor não é aquele que sabe tudo, mas aquele que se interessa por tudo, que se dispõe a conhecer junto com os alunos. Não mais uma escola que ensina – hoje sabemos que ninguém aprende o que de algum modo já não sabia, intuía, percebia -, mas uma escola que aprende e se dedica a criar sempre novas situações de aprendizagem.

A escola e os desafios contemporâneos – Civilização Brasileira – Rio de Janeiro 2014

Atribua 100 pontos para cada item correto acerca do texto e 50 pontos para cada item incorreto. Após, assinale a alternativa que contém a soma correspondente a todos os pontos.

( ) Em: “... todo saber é provisório”, a palavra destacada está substantivada, isto é, não está atuando como verbo, mas ocupando o lugar de um nome, neste caso o substantivo.

( ) A palavra obsoleta, conforme o contexto em que está inserida, tem o sentido de perene.

( ) Nas palavras inquebrantáveis, instabilidade, incerteza, invenção e índices o elemento destacado é, nas cinco palavras, um prefixo de valor negativo.

( ) As duas primeiras vírgulas do segundo parágrafo separam uma expressão que, no contexto do período, é sintaticamente um aposto da “atual escola”.

( ) Os dois pontos usados no segundo parágrafo introduzem a explicação de Rui Canário sobre o quadro de instabilidades que caracteriza a atual escola.

( ) As conjunções se, mas e Assim como expressam, respectivamente: condição, adversidade e conclusão.

 

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2563464 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: URI
Orgão: Pref. Santo Ângelo-RS
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A escola das incertezas e o mundo do trabalho
Viviane Mosé

Um dos grandes ganhos da contemporaneidade foi uma revolução no modo como julgamos as coisas. Se antes o parâmetro era a verdade, hoje a regra é saber lidar com a instabilidade, com as incertezas. Se nos orgulhávamos de nossos princípios inquebrantáveis, hoje nos vemos, cada vez mais, enredados em perspectivas que cada vez se multiplicam, em novas portas que se abrem. Vivemos, nas últimas duas décadas, uma desintegração dos valores: ninguém mais sabe o que é certo, bom, amigo, masculino, feminino, criança, futuro, corpo, presente, saúde etc. Tudo é sempre provisório, as interpretações multiplicam-se, como camadas. Vivemos uma mudança de meios, uma enxurrada de informações, o mundo vive um processo de instabilidade e incerteza econômica, social, climática, e o modelo educacional vigente nas escolas públicas e privadas, fundado em verdades, em saberes acumulados, sem espaço para a invenção e para a dúvida, não foi preparado para isso. Os altos índices de evasão escolar, o baixo rendimento dos alunos, o desinteresse e a falta de estímulo que atingem a quase todos, o aumento da violência no espaço escolar manifestam a exatidão de estruturas muito antigas e a necessidade de reconstrução. Sem perspectivas diante dos inúmeros desafios do mundo atual, a escola já não satisfaz ninguém: nem alunos, nem professores, nem gestores, nem as cidades, nem o mercado.

A atual escola, a escola das incertezas, nasce especialmente da instabilidade do trabalho e da desvalorização da formação profissional, dadas as inovações tecnológicas que criam sempre novas demandas. Mas ela resulta também de um quadro de instabilidades: climática, econômica, tecnológica, de valores, de meios, de sentidos etc. Especialmente no campo da formação profissional, diz Rui Canário, passamos de uma relação de estabilidade para uma relação de incertezas. Havia previsibilidade quando o que era oferecido na formação profissional se adequava ao mercado de trabalho. Essa estabilidade, que de modo absoluto nunca existiu, deu lugar a uma relação de incertezas. Hoje as mudanças tecnológicas inserem inovações que exigem sempre novos saberes, novas habilidades. O que faz com que durante a vida seja preciso mudar algumas vezes de qualificação e construir novas competências. Além de o imenso volume de conteúdos e conhecimentos disponíveis causar a rápida e inevitável desvalorização dos antigos conteúdos adquiridos e tornar rapidamente obsoleta uma formação universitária, por exemplo. [...]

A escola precisa entender, enfim, que todo conhecimento, toda afirmação, está sujeita a mudanças, que todo saber é provisório. Essa instabilidade no domínio do conhecimento, que antes era marcado por um conjunto de verdades, nos estimula a uma mudança nas relações de poder na escola: se todo saber é provisório, professores e alunos, juntos, devem se dedicar à produção de conhecimento, em vez da relação hierarquizada, na qual o professor detém um corpo de saberes que devem ser transmitidos aos alunos.

Assim como o saber do aluno passa a ser considerado, nessas novas relações a exigência com relação ao conteúdo acumulado do professor também é reduzida: o professor não é aquele que sabe tudo, mas aquele que se interessa por tudo, que se dispõe a conhecer junto com os alunos. Não mais uma escola que ensina – hoje sabemos que ninguém aprende o que de algum modo já não sabia, intuía, percebia -, mas uma escola que aprende e se dedica a criar sempre novas situações de aprendizagem.

A escola e os desafios contemporâneos – Civilização Brasileira – Rio de Janeiro 2014

Use as letras C e E para identificar se os itens abaixo sobre o texto estão certos ou errados. Após, marque a alternativa que contém a sequência correta das letras, de cima para baixo.

( ) A revolução no modo como julgamos as coisas e saber lidar com a instabilidade e com as incertezas são características positivas da contemporaneidade.

( ) As mudanças advindas da tecnologia requerem novos saberes e novas habilidades, as quais, por sua vez, acabam levando à construção de novas competências e novas qualificações.

( ) A autora deixa claro que nas relações entre professores e alunos deve ser priorizada a hierarquia dos saberes, com professores competentes e responsáveis, comprometidos com a transmissão de conhecimento aos alunos.

( ) Considerando as abordagens e explicações no texto sobre a escola das incertezas, pode-se dizer que o texto pertence à tipologia descritiva.

( ) No texto predomina a linguagem referencial e o sentido denotativo das palavras.

 

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2563463 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: URI
Orgão: Pref. Santo Ângelo-RS
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A escola das incertezas e o mundo do trabalho
Viviane Mosé

Um dos grandes ganhos da contemporaneidade foi uma revolução no modo como julgamos as coisas. Se antes o parâmetro era a verdade, hoje a regra é saber lidar com a instabilidade, com as incertezas. Se nos orgulhávamos de nossos princípios inquebrantáveis, hoje nos vemos, cada vez mais, enredados em perspectivas que cada vez se multiplicam, em novas portas que se abrem. Vivemos, nas últimas duas décadas, uma desintegração dos valores: ninguém mais sabe o que é certo, bom, amigo, masculino, feminino, criança, futuro, corpo, presente, saúde etc. Tudo é sempre provisório, as interpretações multiplicam-se, como camadas. Vivemos uma mudança de meios, uma enxurrada de informações, o mundo vive um processo de instabilidade e incerteza econômica, social, climática, e o modelo educacional vigente nas escolas públicas e privadas, fundado em verdades, em saberes acumulados, sem espaço para a invenção e para a dúvida, não foi preparado para isso. Os altos índices de evasão escolar, o baixo rendimento dos alunos, o desinteresse e a falta de estímulo que atingem a quase todos, o aumento da violência no espaço escolar manifestam a exatidão de estruturas muito antigas e a necessidade de reconstrução. Sem perspectivas diante dos inúmeros desafios do mundo atual, a escola já não satisfaz ninguém: nem alunos, nem professores, nem gestores, nem as cidades, nem o mercado.

A atual escola, a escola das incertezas, nasce especialmente da instabilidade do trabalho e da desvalorização da formação profissional, dadas as inovações tecnológicas que criam sempre novas demandas. Mas ela resulta também de um quadro de instabilidades: climática, econômica, tecnológica, de valores, de meios, de sentidos etc. Especialmente no campo da formação profissional, diz Rui Canário, passamos de uma relação de estabilidade para uma relação de incertezas. Havia previsibilidade quando o que era oferecido na formação profissional se adequava ao mercado de trabalho. Essa estabilidade, que de modo absoluto nunca existiu, deu lugar a uma relação de incertezas. Hoje as mudanças tecnológicas inserem inovações que exigem sempre novos saberes, novas habilidades. O que faz com que durante a vida seja preciso mudar algumas vezes de qualificação e construir novas competências. Além de o imenso volume de conteúdos e conhecimentos disponíveis causar a rápida e inevitável desvalorização dos antigos conteúdos adquiridos e tornar rapidamente obsoleta uma formação universitária, por exemplo. [...]

A escola precisa entender, enfim, que todo conhecimento, toda afirmação, está sujeita a mudanças, que todo saber é provisório. Essa instabilidade no domínio do conhecimento, que antes era marcado por um conjunto de verdades, nos estimula a uma mudança nas relações de poder na escola: se todo saber é provisório, professores e alunos, juntos, devem se dedicar à produção de conhecimento, em vez da relação hierarquizada, na qual o professor detém um corpo de saberes que devem ser transmitidos aos alunos.

Assim como o saber do aluno passa a ser considerado, nessas novas relações a exigência com relação ao conteúdo acumulado do professor também é reduzida: o professor não é aquele que sabe tudo, mas aquele que se interessa por tudo, que se dispõe a conhecer junto com os alunos. Não mais uma escola que ensina – hoje sabemos que ninguém aprende o que de algum modo já não sabia, intuía, percebia -, mas uma escola que aprende e se dedica a criar sempre novas situações de aprendizagem.

A escola e os desafios contemporâneos – Civilização Brasileira – Rio de Janeiro 2014

Considere as afirmações a seguir acerca das ideias abordadas no texto:

I. No início do texto, a afirmação “se antes o parâmetro era a verdade” deixa claro que uma das principais características da atual sociedade é o jogo da mentira, da intriga, da corrupção. Tal fato pôde se comprovar no período eleitoral de 2018, quando as redes sociais foram marcadas por inúmeras notícias fakes sobre os candidatos à Presidência da República.

II. Desintegração de valores, provisoriedade das coisas e enxurrada de informações são fatores, entre outros, que se contrapõem ao modelo educacional vigente, calculado em verdades e em saberes acumulados.

III. As mudanças a que todo conhecimento e toda afirmação estão sujeitos e a provisoriedade do saber, citados no terceiro parágrafo, comprovam a afirmação contida no final do primeiro parágrafo de que “a escola já não satisfaz ninguém....”, o que resulta em altos índices de evasão escolar e baixo rendimento dos alunos.

De acordo com o texto:

 

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