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Dia Mundial de Alfabetização reforça a importância da temática em meio as consequências da pandemia
No dia 08 de setembro, comemora-se o Dia Mundial da Alfabetização. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em 1966.
Essa celebração foi instituída com o objetivo de que assuntos e questões ligados à alfabetização fossem discutidos no mundo todo, promovendo o amplo debate sobre a importância da alfabetização, principalmente em países que ainda possuem índice de analfabetismo considerável.
A alfabetização de crianças e adultos podem mudar de maneira significativa os rumos de um país, uma vez que, quanto maior o acesso do indivíduo a tudo o que a leitura oferece, seja por via cultural, lazer ou até mesmo pela própria educação, maiores são as chances de conquistar melhores oportunidades no mercado de trabalho e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida e acesso a novos caminhos.
Assim sendo, esta data tem uma relevância muito grande, já que não só conscientiza sobre a importância de saber ler e escrever, como também discute e propõe alternativas possíveis para que a alfabetização seja acessível à todos.
Analfabetismo em números
Os esforços para erradicar o analfabetismo no mundo tem sido constantes. De acordo com dados divulgados pela Unesco, em 2019, apesar dos progressos feitos ao longo dos anos, cerca de 773 milhões de adultos em todo o mundo ainda não dominam as competências básicas em escrita e leitura.
No Brasil, as taxas de analfabetismo têm diminuído nos últimos anos, mas ainda estão longe de serem ideais. O país ainda tem 11 milhões de analfabetos, segundo dados de 2019 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na faixa entre 15 anos ou mais, a taxa de analfabetismo passou de 7,3% (2016) para 6,6% (2019). Segundo o levantamento, o analfabetismo no Brasil está diretamente ligado à idade. Isso quer dizer que quanto mais velho o grupo populacional, maior a proporção de analfabetos.
A importância da alfabetização: mais que ler e escrever
A etapa mais importante do desenvolvimento infantil se inicia na primeira infância. Nesta fase, a aprendizagem acontece inicialmente por meio das brincadeiras, musicalidade, artes e tantas outras atividades que despertam a curiosidade das crianças.
A alfabetização é definida como o processo de aprendizagem onde se desenvolve a habilidade de ler e escrever de maneira adequada e a utilizá-la como um código de comunicação com o meio.
A professora e pesquisadora da pós-graduação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) Silvia Colello comenta sobre o processo de alfabetização, a sua importância e os desafios neste período de pandemia. A especialista é autora de seis livros, incluindo, Alfabetização: O quê, Por quê e Como (2021) e A escola que (não) ensina a escrever (2004).
Qual o significado deste Dia Mundial da Alfabetização?
A data foi criada para que seja um marco no processo de alfabetização. Ela [a alfabetização] é importante em três sentidos:
Pessoal – A língua escrita é constitutiva do indivíduo. Aquele que tem o recurso de ler e escrever, adquire, consequentemente, uma série de estratégias e modos de comportamento. Sabe buscar uma informação ou transmitir uma ideia.
Pedagógico – A data nos faz refletir sobre a qualidade de ensino. No mundo de hoje, não vale mais a pena somente aprender a ler e escrever no sentido restrito de dominar a ortografia. É preciso qualificá-lo para promover a emancipação da pessoa.
Político – Não há democracia se não existir uma sociedade letrada, indivíduos que possam transitar nas práticas de língua escrita do seu mundo.
Há uma idade indicada para iniciar a alfabetização da criança?
Desde que nasce, a criança já tem contato com situações nas quais o letramento está presente, seja pelo contato com a literatura infantil, seja pelas brincadeiras cantadas, trabalho com rimas e a consciência de palavras está bastante presente.
Os desafios aos educadores são vários, pois cada criança é um sujeito único, um ser singular, que participa de práticas de letramento diferenciadas, de acordo com o seu repertório cultural, adquirido na família e no ambiente social em que vive.
Emília Ferreiro, pesquisadora argentina, diz que a criança não pede autorização para aprender. Ela [a criança] é um ser curioso e se apropria das práticas do seu mundo. Um exemplo: uma mãe que conta histórias para seu filho. Este, irá se apropriando da ideia de gênero, ou seja, um conto de fadas é diferente de uma notícia de jornal, ou de uma receita de cozinha, e a maneira como são escritas, são diferentes da maneira com que a gente fala. Este aprendizado é a chave para poder se alfabetizar.
A criança que convive com as práticas de leitura e escrita desde muito cedo, quando chega a escola, manifesta o desejo de aprender a ler e escrever e este aprendizado, consequentemente, acontece de forma rápida e natural. Já aquelas que convivem em ambientes menos letrados e não têm contato com gibis e livros em casa, acabam por levar mais tempo neste processo de aprendizagem ou, às vezes, não conseguem aprender a ler e escrever.
Como incentivar este processo de forma natural?
O ideal é termos políticas públicas de distribuição, não só de livros, gibis e materiais escritos, mas também no sentido de promoção do acesso aos bens culturais (cinema, teatro, exposição), estímulo às campanhas de orientação aos pais de incentivo à leitura infantil e disponibilização de bibliotecas acessíveis às crianças e suas famílias.
Países como Espanha e Estados Unidos desenvolveram programas de distribuição de livros, de orientação aos pais, como incentivo às práticas de leitura e escrita, possibilitando um desempenho melhor destas crianças, num processo de alfabetização futuro.
Uma dica aos pais é que estimulem as crianças à uma experiência cotidiana de leitura, promovendo acesso a livros coloridos e histórias contadas de forma que incentivem a criatividade e a imaginação.
Como a interrupção no ensino e, posteriormente, a mudança no modelo de Educação, ambas circunstâncias causadas pela pandemia, podem impactar no ensino das crianças?
O contexto da pandemia tende a acentuar não somente as desigualdades econômicas e sociais, mas também as desigualdades educacionais. É preciso considerar que a questão não é somente a oferta de aulas não presenciais, mas o acesso dos estudantes aos meios tecnológicos.
Neste momento que é o ingresso no ensino fundamental, as crianças vivem quase que um rito de passagem, são contagiadas pela magia e as experiências da escrita.
[...]
Em relação às etapas de ensino mais prejudicadas, poderíamos destacar o 1º ano do ensino fundamental e o 3º ano do ensino médio, as duas pontas. Nestas etapas, o acompanhamento docente faz-se amplamente necessário para que os estudantes aprendam e se desenvolvam.
No caso do ensino médio, o maior risco e preocupação que este contexto apresenta é em relação à evasão e fracasso escolar. Com a falta de acesso aos meios tecnológicos, pouco acompanhamento familiar e dificuldade em acessar a escola, as crianças são impulsionadas a um processo de exclusão escolar.
(Disponível em: <https://www.fadc.org.br/noticias/dia-mundial-da-alfabetizacao> Acesso em: 23 de jun. de 2022 – com adaptações).
Quanto à importância da alfabetização nas diferentes esferas de atuação do sujeito alfabetizado, é correto somente o que se enuncia em qual item?
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Dia Mundial de Alfabetização reforça a importância da temática em meio as consequências da pandemia
No dia 08 de setembro, comemora-se o Dia Mundial da Alfabetização. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em 1966.
Essa celebração foi instituída com o objetivo de que assuntos e questões ligados à alfabetização fossem discutidos no mundo todo, promovendo o amplo debate sobre a importância da alfabetização, principalmente em países que ainda possuem índice de analfabetismo considerável.
A alfabetização de crianças e adultos podem mudar de maneira significativa os rumos de um país, uma vez que, quanto maior o acesso do indivíduo a tudo o que a leitura oferece, seja por via cultural, lazer ou até mesmo pela própria educação, maiores são as chances de conquistar melhores oportunidades no mercado de trabalho e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida e acesso a novos caminhos.
Assim sendo, esta data tem uma relevância muito grande, já que não só conscientiza sobre a importância de saber ler e escrever, como também discute e propõe alternativas possíveis para que a alfabetização seja acessível à todos.
Analfabetismo em números
Os esforços para erradicar o analfabetismo no mundo tem sido constantes. De acordo com dados divulgados pela Unesco, em 2019, apesar dos progressos feitos ao longo dos anos, cerca de 773 milhões de adultos em todo o mundo ainda não dominam as competências básicas em escrita e leitura.
No Brasil, as taxas de analfabetismo têm diminuído nos últimos anos, mas ainda estão longe de serem ideais. O país ainda tem 11 milhões de analfabetos, segundo dados de 2019 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na faixa entre 15 anos ou mais, a taxa de analfabetismo passou de 7,3% (2016) para 6,6% (2019). Segundo o levantamento, o analfabetismo no Brasil está diretamente ligado à idade. Isso quer dizer que quanto mais velho o grupo populacional, maior a proporção de analfabetos.
A importância da alfabetização: mais que ler e escrever
A etapa mais importante do desenvolvimento infantil se inicia na primeira infância. Nesta fase, a aprendizagem acontece inicialmente por meio das brincadeiras, musicalidade, artes e tantas outras atividades que despertam a curiosidade das crianças.
A alfabetização é definida como o processo de aprendizagem onde se desenvolve a habilidade de ler e escrever de maneira adequada e a utilizá-la como um código de comunicação com o meio.
A professora e pesquisadora da pós-graduação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) Silvia Colello comenta sobre o processo de alfabetização, a sua importância e os desafios neste período de pandemia. A especialista é autora de seis livros, incluindo, Alfabetização: O quê, Por quê e Como (2021) e A escola que (não) ensina a escrever (2004).
Qual o significado deste Dia Mundial da Alfabetização?
A data foi criada para que seja um marco no processo de alfabetização. Ela [a alfabetização] é importante em três sentidos:
Pessoal – A língua escrita é constitutiva do indivíduo. Aquele que tem o recurso de ler e escrever, adquire, consequentemente, uma série de estratégias e modos de comportamento. Sabe buscar uma informação ou transmitir uma ideia.
Pedagógico – A data nos faz refletir sobre a qualidade de ensino. No mundo de hoje, não vale mais a pena somente aprender a ler e escrever no sentido restrito de dominar a ortografia. É preciso qualificá-lo para promover a emancipação da pessoa.
Político – Não há democracia se não existir uma sociedade letrada, indivíduos que possam transitar nas práticas de língua escrita do seu mundo.
Há uma idade indicada para iniciar a alfabetização da criança?
Desde que nasce, a criança já tem contato com situações nas quais o letramento está presente, seja pelo contato com a literatura infantil, seja pelas brincadeiras cantadas, trabalho com rimas e a consciência de palavras está bastante presente.
Os desafios aos educadores são vários, pois cada criança é um sujeito único, um ser singular, que participa de práticas de letramento diferenciadas, de acordo com o seu repertório cultural, adquirido na família e no ambiente social em que vive.
Emília Ferreiro, pesquisadora argentina, diz que a criança não pede autorização para aprender. Ela [a criança] é um ser curioso e se apropria das práticas do seu mundo. Um exemplo: uma mãe que conta histórias para seu filho. Este, irá se apropriando da ideia de gênero, ou seja, um conto de fadas é diferente de uma notícia de jornal, ou de uma receita de cozinha, e a maneira como são escritas, são diferentes da maneira com que a gente fala. Este aprendizado é a chave para poder se alfabetizar.
A criança que convive com as práticas de leitura e escrita desde muito cedo, quando chega a escola, manifesta o desejo de aprender a ler e escrever e este aprendizado, consequentemente, acontece de forma rápida e natural. Já aquelas que convivem em ambientes menos letrados e não têm contato com gibis e livros em casa, acabam por levar mais tempo neste processo de aprendizagem ou, às vezes, não conseguem aprender a ler e escrever.
Como incentivar este processo de forma natural?
O ideal é termos políticas públicas de distribuição, não só de livros, gibis e materiais escritos, mas também no sentido de promoção do acesso aos bens culturais (cinema, teatro, exposição), estímulo às campanhas de orientação aos pais de incentivo à leitura infantil e disponibilização de bibliotecas acessíveis às crianças e suas famílias.
Países como Espanha e Estados Unidos desenvolveram programas de distribuição de livros, de orientação aos pais, como incentivo às práticas de leitura e escrita, possibilitando um desempenho melhor destas crianças, num processo de alfabetização futuro.
Uma dica aos pais é que estimulem as crianças à uma experiência cotidiana de leitura, promovendo acesso a livros coloridos e histórias contadas de forma que incentivem a criatividade e a imaginação.
Como a interrupção no ensino e, posteriormente, a mudança no modelo de Educação, ambas circunstâncias causadas pela pandemia, podem impactar no ensino das crianças?
O contexto da pandemia tende a acentuar não somente as desigualdades econômicas e sociais, mas também as desigualdades educacionais. É preciso considerar que a questão não é somente a oferta de aulas não presenciais, mas o acesso dos estudantes aos meios tecnológicos.
Neste momento que é o ingresso no ensino fundamental, as crianças vivem quase que um rito de passagem, são contagiadas pela magia e as experiências da escrita.
[...]
Em relação às etapas de ensino mais prejudicadas, poderíamos destacar o 1º ano do ensino fundamental e o 3º ano do ensino médio, as duas pontas. Nestas etapas, o acompanhamento docente faz-se amplamente necessário para que os estudantes aprendam e se desenvolvam.
No caso do ensino médio, o maior risco e preocupação que este contexto apresenta é em relação à evasão e fracasso escolar. Com a falta de acesso aos meios tecnológicos, pouco acompanhamento familiar e dificuldade em acessar a escola, as crianças são impulsionadas a um processo de exclusão escolar.
(Disponível em: <https://www.fadc.org.br/noticias/dia-mundial-da-alfabetizacao> Acesso em: 23 de jun. de 2022 – com adaptações).
Acerca dos propósitos, gerais ou específicos, é correto afirmar que o texto:
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Dia Mundial de Alfabetização reforça a importância da temática em meio as consequências da pandemia
No dia 08 de setembro, comemora-se o Dia Mundial da Alfabetização. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em 1966.
Essa celebração foi instituída com o objetivo de que assuntos e questões ligados à alfabetização fossem discutidos no mundo todo, promovendo o amplo debate sobre a importância da alfabetização, principalmente em países que ainda possuem índice de analfabetismo considerável.
A alfabetização de crianças e adultos podem mudar de maneira significativa os rumos de um país, uma vez que, quanto maior o acesso do indivíduo a tudo o que a leitura oferece, seja por via cultural, lazer ou até mesmo pela própria educação, maiores são as chances de conquistar melhores oportunidades no mercado de trabalho e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida e acesso a novos caminhos.
Assim sendo, esta data tem uma relevância muito grande, já que não só conscientiza sobre a importância de saber ler e escrever, como também discute e propõe alternativas possíveis para que a alfabetização seja acessível à todos.
Analfabetismo em números
Os esforços para erradicar o analfabetismo no mundo tem sido constantes. De acordo com dados divulgados pela Unesco, em 2019, apesar dos progressos feitos ao longo dos anos, cerca de 773 milhões de adultos em todo o mundo ainda não dominam as competências básicas em escrita e leitura.
No Brasil, as taxas de analfabetismo têm diminuído nos últimos anos, mas ainda estão longe de serem ideais. O país ainda tem 11 milhões de analfabetos, segundo dados de 2019 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na faixa entre 15 anos ou mais, a taxa de analfabetismo passou de 7,3% (2016) para 6,6% (2019). Segundo o levantamento, o analfabetismo no Brasil está diretamente ligado à idade. Isso quer dizer que quanto mais velho o grupo populacional, maior a proporção de analfabetos.
A importância da alfabetização: mais que ler e escrever
A etapa mais importante do desenvolvimento infantil se inicia na primeira infância. Nesta fase, a aprendizagem acontece inicialmente por meio das brincadeiras, musicalidade, artes e tantas outras atividades que despertam a curiosidade das crianças.
A alfabetização é definida como o processo de aprendizagem onde se desenvolve a habilidade de ler e escrever de maneira adequada e a utilizá-la como um código de comunicação com o meio.
A professora e pesquisadora da pós-graduação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) Silvia Colello comenta sobre o processo de alfabetização, a sua importância e os desafios neste período de pandemia. A especialista é autora de seis livros, incluindo, Alfabetização: O quê, Por quê e Como (2021) e A escola que (não) ensina a escrever (2004).
Qual o significado deste Dia Mundial da Alfabetização?
A data foi criada para que seja um marco no processo de alfabetização. Ela [a alfabetização] é importante em três sentidos:
Pessoal – A língua escrita é constitutiva do indivíduo. Aquele que tem o recurso de ler e escrever, adquire, consequentemente, uma série de estratégias e modos de comportamento. Sabe buscar uma informação ou transmitir uma ideia.
Pedagógico – A data nos faz refletir sobre a qualidade de ensino. No mundo de hoje, não vale mais a pena somente aprender a ler e escrever no sentido restrito de dominar a ortografia. É preciso qualificá-lo para promover a emancipação da pessoa.
Político – Não há democracia se não existir uma sociedade letrada, indivíduos que possam transitar nas práticas de língua escrita do seu mundo.
Há uma idade indicada para iniciar a alfabetização da criança?
Desde que nasce, a criança já tem contato com situações nas quais o letramento está presente, seja pelo contato com a literatura infantil, seja pelas brincadeiras cantadas, trabalho com rimas e a consciência de palavras está bastante presente.
Os desafios aos educadores são vários, pois cada criança é um sujeito único, um ser singular, que participa de práticas de letramento diferenciadas, de acordo com o seu repertório cultural, adquirido na família e no ambiente social em que vive.
Emília Ferreiro, pesquisadora argentina, diz que a criança não pede autorização para aprender. Ela [a criança] é um ser curioso e se apropria das práticas do seu mundo. Um exemplo: uma mãe que conta histórias para seu filho. Este, irá se apropriando da ideia de gênero, ou seja, um conto de fadas é diferente de uma notícia de jornal, ou de uma receita de cozinha, e a maneira como são escritas, são diferentes da maneira com que a gente fala. Este aprendizado é a chave para poder se alfabetizar.
A criança que convive com as práticas de leitura e escrita desde muito cedo, quando chega a escola, manifesta o desejo de aprender a ler e escrever e este aprendizado, consequentemente, acontece de forma rápida e natural. Já aquelas que convivem em ambientes menos letrados e não têm contato com gibis e livros em casa, acabam por levar mais tempo neste processo de aprendizagem ou, às vezes, não conseguem aprender a ler e escrever.
Como incentivar este processo de forma natural?
O ideal é termos políticas públicas de distribuição, não só de livros, gibis e materiais escritos, mas também no sentido de promoção do acesso aos bens culturais (cinema, teatro, exposição), estímulo às campanhas de orientação aos pais de incentivo à leitura infantil e disponibilização de bibliotecas acessíveis às crianças e suas famílias.
Países como Espanha e Estados Unidos desenvolveram programas de distribuição de livros, de orientação aos pais, como incentivo às práticas de leitura e escrita, possibilitando um desempenho melhor destas crianças, num processo de alfabetização futuro.
Uma dica aos pais é que estimulem as crianças à uma experiência cotidiana de leitura, promovendo acesso a livros coloridos e histórias contadas de forma que incentivem a criatividade e a imaginação.
Como a interrupção no ensino e, posteriormente, a mudança no modelo de Educação, ambas circunstâncias causadas pela pandemia, podem impactar no ensino das crianças?
O contexto da pandemia tende a acentuar não somente as desigualdades econômicas e sociais, mas também as desigualdades educacionais. É preciso considerar que a questão não é somente a oferta de aulas não presenciais, mas o acesso dos estudantes aos meios tecnológicos.
Neste momento que é o ingresso no ensino fundamental, as crianças vivem quase que um rito de passagem, são contagiadas pela magia e as experiências da escrita.
[...]
Em relação às etapas de ensino mais prejudicadas, poderíamos destacar o 1º ano do ensino fundamental e o 3º ano do ensino médio, as duas pontas. Nestas etapas, o acompanhamento docente faz-se amplamente necessário para que os estudantes aprendam e se desenvolvam.
No caso do ensino médio, o maior risco e preocupação que este contexto apresenta é em relação à evasão e fracasso escolar. Com a falta de acesso aos meios tecnológicos, pouco acompanhamento familiar e dificuldade em acessar a escola, as crianças são impulsionadas a um processo de exclusão escolar.
(Disponível em: <https://www.fadc.org.br/noticias/dia-mundial-da-alfabetizacao> Acesso em: 23 de jun. de 2022 – com adaptações).
Conforme as ideias apresentadas no texto, é correto afirmar que:
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A avaliação na Educação Infantil é sempre uma discussão difícil e envolve, além de concepções distintas, considerar a singularidade de toda criança. Assim, “a avaliação deve servir basicamente para intervir, modificar e melhorar a nossa prática, a evolução e a aprendizagem dos alunos” (BASSEDAS; HUGUET; SOLÉ, 1999, p. 174). Segundo Neves, Oliveira e Santos (2017), para além das discordâncias sobre os instrumentos de acompanhamento individual, o que se espera, portanto, é uma avaliação que contemple:
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Segundo Lúcia Helena Sasseron (SD), a escola deve ser vista, integralmente, como um espaço de interações, todas as suas salas e espaços, seja o pátio, a sala de aula, a biblioteca ou a quadra de esportes. Aponte a alternativa que traz abordagens didáticas que representam maneiras consistentes para esse trabalho interativo no espaço da sala de aula.
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A qualidade do professor assume centralidade do debate sobre política educacional, quando os estudos mostram que este é um dos mais importantes preditores do desempenho acadêmico dos estudantes. No Brasil, a exigência de ensino superior na formação dos professores, desde a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (BRASIL, 1996), levou a um aumento significativo da escolaridade dos professores do Ensino Fundamental; no entanto, o desempenho dos alunos de Ensino Básico não aumentou no mesmo período no país (LOUZANO et al., 2010). Assinale a alternativa que aponta dois coerentes fatores de análise que nos ajudariam a melhor compreender por que esta relação - maior escolaridade docente/maior desempenho aluno - não se estabeleceu em nosso país.
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As relações que perpassam o contexto escolar, especialmente as estabelecidas entre professor e aluno, exercem forte influência no processo de ensino e aprendizagem. De acordo com formulações de Ausubel (1980), duas condições necessárias para que a aprendizagem escolar seja significativa são:
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Ao discorrer sobre o processo de ensino na escola, José Carlos Libâneo defende que existem dois níveis de aprendizagem humana. São eles: nível reflexo e nível cognitivo. Sobre isso, leia os itens abaixo e assinale a opção correta.
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Disciplina: Direito da Criança e do Adolescente
Banca: IMPARH
Orgão: Pref. Fortaleza-CE
A Lei Federal nº 8.069/1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), incluindo alterações processadas, determina que criança ou adolescente adotado tem direito de conhecer sua origem biológica, bem como de obter acesso irrestrito ao processo no qual a medida foi aplicada e seus eventuais incidentes:
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Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: IMPARH
Orgão: Pref. Fortaleza-CE
Relacione a coluna da direita com a da esquerda, considerando as incumbências de cada ente federativo estabelecidas na Lei nº 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional).
| 1 União 2 Estados 3 Municípios | (__) Assegurar o Ensino Fundamental e oferecer, com prioridade, o Ensino Médio a todos que o demandarem, respeitado o disposto no Art. 38, da Lei nº 9.394/96. (__) Coletar, analisar e disseminar informações sobre a educação. (__) Oferecer a Educação Infantil em creches e pré-escolas, e, com prioridade, o Ensino Fundamental, permitida a atuação em outros níveis de ensino somente quando estiverem atendidas plenamente as necessidades de sua área de competência e com recursos acima dos percentuais mínimos vinculados pela Constituição Federal à manutenção e ao desenvolvimento do ensino. (__) Autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar, respectivamente, os cursos das instituições de educação superior e os estabelecimentos do seu sistema de ensino. (__) Exercer ação redistributiva em relação às suas escolas. |
Marque a opção que contém a sequência correta, de cima para baixo.
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