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A palavra TRAGÉDIA é acentuada pela mesma
regra de acentuação da palavra:
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Gosta de ver tragédia? Pode ser curiosidade e prazer pelo sofrimento alheio...
Muitos creditam o interesse humano por tragédias à televisão ou às redes sociais, onde acidentes, crimes e
outras desgraças acabam sendo temas de programas ou viralizando. Mas saiba que esse não é um fenômeno tão
recente assim. Pelo contrário, é observado desde a Antiguidade, quando por entre os séculos 4 a.C e 6 a.C os gregos
tiveram a ideia de inventar o teatro. A partir daí, a tragédia como entretenimento conquistou as multidões e se
espalhou mundo afora.
"A tragédia como arte explora o sofrimento humano e busca extrair da plateia todo tipo de emoção e
surpresa, além de fazê-la se identificar com personagens e vivências", diz Luiz Scocca, psiquiatra pelo HC-FMUSP
(Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e APA (Associação Americana de
Psiquiatria). Segundo ele, muita gente gosta porque tem curiosidade, mexe com os sentimentos.
Para além da ficção, tragédias reais também podem ser interessantes porque ajudam o ser humano a refletir
sobre perigos e questionamentos que o acompanham há milênios, a respeito da morte, do sentido da vida, do bem
e do mal. Mas excessiva e recorrente essa "atração" pode viciar, ou revelar que há algo mais sério por trás e que
merece investigação, como algum transtorno ou obsessão, mas é raro.
Consumir tragédia também pode ocorrer em resposta a um sofrimento pessoal, como quando se termina
um namoro, morre alguém querido, ou se enfrenta uma decepção. Quando estamos para baixo temos a tendência
natural de querer ver coisas tristes, para chorar e se sentir aliviado, ou então refletir por comparação que a vida
não está tão ruim assim e melhorar o astral.
"A pessoa está em busca de produzir mudanças afetivas internas, de se conectar consigo, da mesma forma
quando assiste a uma comédia ou um romance. São estímulos extremamente ativadores de emoções, assim como
ir ao teatro, meditar, fazer exercícios", diz Henrique Bottura, psiquiatra e diretor clínico do Instituto de Psiquiatria
Paulista, em São Paulo.
A maioria dos seres humanos também gosta de sofrer e torcer em companhia, mesmo que virtualmente. Ao
se projetar em alguma tragédia que não necessariamente tenha a ver com o que se vive, a pessoa se sente
compreendida. Essa é uma maneira de também aprender alguma lição com aquela situação, sobre como lidar com
dificuldades e se superar.
Gostar de filmes e séries sobre guerras, assassinatos, meteoros apocalípticos ou naufrágios, como o do
Titanic, porém, não se compara a uma cada vez mais observada atitude de passar por acidentes reais e registrá-los
com o celular.
Uma coisa é estar no local para acionar o Samu, informar, conscientizar e garantir a proteção de quem possa
passar por ali, outra é usar a tragédia para se autopromover, sobretudo nas redes sociais. "É uma necessidade
muito grande de se autoafirmar, se exibir, chamar a atenção. 'Já que não olham para mim, vão ver o que eu vi e se
impressionar', pensa quem faz esse tipo de coisa e pode ter a ver com insegurança", informa Marina Vasconcellos,
psicóloga perita em psicodrama e terapeuta familiar pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
Embora nessa atitude possa haver também um fundo de curiosidade, a impressão que passa nunca é das
melhores e ainda revela uma falta de sensibilidade e de empatia com o próximo. Pode soar perverso, mas da mesma
forma que existem pessoas que torcem para os vilões da ficção e mesmo assim possuem uma boa conduta social,
há aquelas que também sentem um certo contentamento ou fetiche mórbido ao presenciar o sofrimento alheio.
Procurar e gostar de conteúdos e acontecimentos trágicos que não se relacionam com a própria existência
não configura nenhum tipo de problema psiquiátrico. Entretanto, como já mencionado no início, excessos
provocam e estão relacionados a desequilíbrios. Então, faz mal quando esse negativismo passa a dominar o tempo
todo as atenções e impede a pessoa de levar uma vida normal, ter ambições, aprender, falar sobre outros assuntos
e ser leve.
Como consequência, ela pode acabar saindo da realidade ou apresentar sintomas depressivos, ansiedade,
pânico. Isso porque focar demais no que é ruim libera cortisol, hormônio do estresse e prejudicial à saúde em
excesso. Às vezes, pode ser até uma fase, algo que perdura até a curiosidade sobre o assunto se esgotar, mas do
contrário, quando não diminui e até piora, a ponto dos outros se queixarem, inspirar ações que ofereçam danos ou
afetar as relações, é preciso intervir e tratar.
Na dúvida, é sempre melhor procurar a orientação de um psiquiatra/psicólogo e fazer uma avaliação,
ressalta Yuri Busin, psicólogo, doutor em neurociência e diretor do Casme (Centro de Atenção à Saúde Mental-Equilíbrio), em São Paulo.
(Texto de Marcelo Testoni para a Coluna VivaBem, da Uol. https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/03/02/gosta-de-ver-tragediapode-ser-curiosidade-e-prazer-pelo-sofrimento-alheio.html).
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Gosta de ver tragédia? Pode ser curiosidade e prazer pelo sofrimento alheio...
Muitos creditam o interesse humano por tragédias à televisão ou às redes sociais, onde acidentes, crimes e
outras desgraças acabam sendo temas de programas ou viralizando. Mas saiba que esse não é um fenômeno tão
recente assim. Pelo contrário, é observado desde a Antiguidade, quando por entre os séculos 4 a.C e 6 a.C os gregos
tiveram a ideia de inventar o teatro. A partir daí, a tragédia como entretenimento conquistou as multidões e se
espalhou mundo afora.
"A tragédia como arte explora o sofrimento humano e busca extrair da plateia todo tipo de emoção e
surpresa, além de fazê-la se identificar com personagens e vivências", diz Luiz Scocca, psiquiatra pelo HC-FMUSP
(Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e APA (Associação Americana de
Psiquiatria). Segundo ele, muita gente gosta porque tem curiosidade, mexe com os sentimentos.
Para além da ficção, tragédias reais também podem ser interessantes porque ajudam o ser humano a refletir
sobre perigos e questionamentos que o acompanham há milênios, a respeito da morte, do sentido da vida, do bem
e do mal. Mas excessiva e recorrente essa "atração" pode viciar, ou revelar que há algo mais sério por trás e que
merece investigação, como algum transtorno ou obsessão, mas é raro.
Consumir tragédia também pode ocorrer em resposta a um sofrimento pessoal, como quando se termina
um namoro, morre alguém querido, ou se enfrenta uma decepção. Quando estamos para baixo temos a tendência
natural de querer ver coisas tristes, para chorar e se sentir aliviado, ou então refletir por comparação que a vida
não está tão ruim assim e melhorar o astral.
"A pessoa está em busca de produzir mudanças afetivas internas, de se conectar consigo, da mesma forma
quando assiste a uma comédia ou um romance. São estímulos extremamente ativadores de emoções, assim como
ir ao teatro, meditar, fazer exercícios", diz Henrique Bottura, psiquiatra e diretor clínico do Instituto de Psiquiatria
Paulista, em São Paulo.
A maioria dos seres humanos também gosta de sofrer e torcer em companhia, mesmo que virtualmente. Ao
se projetar em alguma tragédia que não necessariamente tenha a ver com o que se vive, a pessoa se sente
compreendida. Essa é uma maneira de também aprender alguma lição com aquela situação, sobre como lidar com
dificuldades e se superar.
Gostar de filmes e séries sobre guerras, assassinatos, meteoros apocalípticos ou naufrágios, como o do
Titanic, porém, não se compara a uma cada vez mais observada atitude de passar por acidentes reais e registrá-los
com o celular.
Uma coisa é estar no local para acionar o Samu, informar, conscientizar e garantir a proteção de quem possa
passar por ali, outra é usar a tragédia para se autopromover, sobretudo nas redes sociais. "É uma necessidade
muito grande de se autoafirmar, se exibir, chamar a atenção. 'Já que não olham para mim, vão ver o que eu vi e se
impressionar', pensa quem faz esse tipo de coisa e pode ter a ver com insegurança", informa Marina Vasconcellos,
psicóloga perita em psicodrama e terapeuta familiar pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
Embora nessa atitude possa haver também um fundo de curiosidade, a impressão que passa nunca é das
melhores e ainda revela uma falta de sensibilidade e de empatia com o próximo. Pode soar perverso, mas da mesma
forma que existem pessoas que torcem para os vilões da ficção e mesmo assim possuem uma boa conduta social,
há aquelas que também sentem um certo contentamento ou fetiche mórbido ao presenciar o sofrimento alheio.
Procurar e gostar de conteúdos e acontecimentos trágicos que não se relacionam com a própria existência
não configura nenhum tipo de problema psiquiátrico. Entretanto, como já mencionado no início, excessos
provocam e estão relacionados a desequilíbrios. Então, faz mal quando esse negativismo passa a dominar o tempo
todo as atenções e impede a pessoa de levar uma vida normal, ter ambições, aprender, falar sobre outros assuntos
e ser leve.
Como consequência, ela pode acabar saindo da realidade ou apresentar sintomas depressivos, ansiedade,
pânico. Isso porque focar demais no que é ruim libera cortisol, hormônio do estresse e prejudicial à saúde em
excesso. Às vezes, pode ser até uma fase, algo que perdura até a curiosidade sobre o assunto se esgotar, mas do
contrário, quando não diminui e até piora, a ponto dos outros se queixarem, inspirar ações que ofereçam danos ou
afetar as relações, é preciso intervir e tratar.
Na dúvida, é sempre melhor procurar a orientação de um psiquiatra/psicólogo e fazer uma avaliação,
ressalta Yuri Busin, psicólogo, doutor em neurociência e diretor do Casme (Centro de Atenção à Saúde Mental-Equilíbrio), em São Paulo.
(Texto de Marcelo Testoni para a Coluna VivaBem, da Uol. https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/03/02/gosta-de-ver-tragediapode-ser-curiosidade-e-prazer-pelo-sofrimento-alheio.html).
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Gosta de ver tragédia? Pode ser curiosidade e prazer pelo sofrimento alheio...
Muitos creditam o interesse humano por tragédias à televisão ou às redes sociais, onde acidentes, crimes e
outras desgraças acabam sendo temas de programas ou viralizando. Mas saiba que esse não é um fenômeno tão
recente assim. Pelo contrário, é observado desde a Antiguidade, quando por entre os séculos 4 a.C e 6 a.C os gregos
tiveram a ideia de inventar o teatro. A partir daí, a tragédia como entretenimento conquistou as multidões e se
espalhou mundo afora.
"A tragédia como arte explora o sofrimento humano e busca extrair da plateia todo tipo de emoção e
surpresa, além de fazê-la se identificar com personagens e vivências", diz Luiz Scocca, psiquiatra pelo HC-FMUSP
(Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e APA (Associação Americana de
Psiquiatria). Segundo ele, muita gente gosta porque tem curiosidade, mexe com os sentimentos.
Para além da ficção, tragédias reais também podem ser interessantes porque ajudam o ser humano a refletir
sobre perigos e questionamentos que o acompanham há milênios, a respeito da morte, do sentido da vida, do bem
e do mal. Mas excessiva e recorrente essa "atração" pode viciar, ou revelar que há algo mais sério por trás e que
merece investigação, como algum transtorno ou obsessão, mas é raro.
Consumir tragédia também pode ocorrer em resposta a um sofrimento pessoal, como quando se termina
um namoro, morre alguém querido, ou se enfrenta uma decepção. Quando estamos para baixo temos a tendência
natural de querer ver coisas tristes, para chorar e se sentir aliviado, ou então refletir por comparação que a vida
não está tão ruim assim e melhorar o astral.
"A pessoa está em busca de produzir mudanças afetivas internas, de se conectar consigo, da mesma forma
quando assiste a uma comédia ou um romance. São estímulos extremamente ativadores de emoções, assim como
ir ao teatro, meditar, fazer exercícios", diz Henrique Bottura, psiquiatra e diretor clínico do Instituto de Psiquiatria
Paulista, em São Paulo.
A maioria dos seres humanos também gosta de sofrer e torcer em companhia, mesmo que virtualmente. Ao
se projetar em alguma tragédia que não necessariamente tenha a ver com o que se vive, a pessoa se sente
compreendida. Essa é uma maneira de também aprender alguma lição com aquela situação, sobre como lidar com
dificuldades e se superar.
Gostar de filmes e séries sobre guerras, assassinatos, meteoros apocalípticos ou naufrágios, como o do
Titanic, porém, não se compara a uma cada vez mais observada atitude de passar por acidentes reais e registrá-los
com o celular.
Uma coisa é estar no local para acionar o Samu, informar, conscientizar e garantir a proteção de quem possa
passar por ali, outra é usar a tragédia para se autopromover, sobretudo nas redes sociais. "É uma necessidade
muito grande de se autoafirmar, se exibir, chamar a atenção. 'Já que não olham para mim, vão ver o que eu vi e se
impressionar', pensa quem faz esse tipo de coisa e pode ter a ver com insegurança", informa Marina Vasconcellos,
psicóloga perita em psicodrama e terapeuta familiar pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
Embora nessa atitude possa haver também um fundo de curiosidade, a impressão que passa nunca é das
melhores e ainda revela uma falta de sensibilidade e de empatia com o próximo. Pode soar perverso, mas da mesma
forma que existem pessoas que torcem para os vilões da ficção e mesmo assim possuem uma boa conduta social,
há aquelas que também sentem um certo contentamento ou fetiche mórbido ao presenciar o sofrimento alheio.
Procurar e gostar de conteúdos e acontecimentos trágicos que não se relacionam com a própria existência
não configura nenhum tipo de problema psiquiátrico. Entretanto, como já mencionado no início, excessos
provocam e estão relacionados a desequilíbrios. Então, faz mal quando esse negativismo passa a dominar o tempo
todo as atenções e impede a pessoa de levar uma vida normal, ter ambições, aprender, falar sobre outros assuntos
e ser leve.
Como consequência, ela pode acabar saindo da realidade ou apresentar sintomas depressivos, ansiedade,
pânico. Isso porque focar demais no que é ruim libera cortisol, hormônio do estresse e prejudicial à saúde em
excesso. Às vezes, pode ser até uma fase, algo que perdura até a curiosidade sobre o assunto se esgotar, mas do
contrário, quando não diminui e até piora, a ponto dos outros se queixarem, inspirar ações que ofereçam danos ou
afetar as relações, é preciso intervir e tratar.
Na dúvida, é sempre melhor procurar a orientação de um psiquiatra/psicólogo e fazer uma avaliação,
ressalta Yuri Busin, psicólogo, doutor em neurociência e diretor do Casme (Centro de Atenção à Saúde Mental-Equilíbrio), em São Paulo.
(Texto de Marcelo Testoni para a Coluna VivaBem, da Uol. https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/03/02/gosta-de-ver-tragediapode-ser-curiosidade-e-prazer-pelo-sofrimento-alheio.html).
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Muitos creditam o interesse humano por tragédias à televisão ou às redes sociais, onde acidentes, crimes e
outras desgraças acabam sendo temas de programas ou viralizando. Mas saiba que esse não é um fenômeno tão
recente assim. Pelo contrário, é observado desde a Antiguidade, quando por entre os séculos 4 a.C e 6 a.C os gregos
tiveram a ideia de inventar o teatro. A partir daí, a tragédia como entretenimento conquistou as multidões e se
espalhou mundo afora.
"A tragédia como arte explora o sofrimento humano e busca extrair da plateia todo tipo de emoção e
surpresa, além de fazê-la se identificar com personagens e vivências", diz Luiz Scocca, psiquiatra pelo HC-FMUSP
(Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e APA (Associação Americana de
Psiquiatria). Segundo ele, muita gente gosta porque tem curiosidade, mexe com os sentimentos.
Para além da ficção, tragédias reais também podem ser interessantes porque ajudam o ser humano a refletir
sobre perigos e questionamentos que o acompanham há milênios, a respeito da morte, do sentido da vida, do bem
e do mal. Mas excessiva e recorrente essa "atração" pode viciar, ou revelar que há algo mais sério por trás e que
merece investigação, como algum transtorno ou obsessão, mas é raro.
Consumir tragédia também pode ocorrer em resposta a um sofrimento pessoal, como quando se termina
um namoro, morre alguém querido, ou se enfrenta uma decepção. Quando estamos para baixo temos a tendência
natural de querer ver coisas tristes, para chorar e se sentir aliviado, ou então refletir por comparação que a vida
não está tão ruim assim e melhorar o astral.
"A pessoa está em busca de produzir mudanças afetivas internas, de se conectar consigo, da mesma forma
quando assiste a uma comédia ou um romance. São estímulos extremamente ativadores de emoções, assim como
ir ao teatro, meditar, fazer exercícios", diz Henrique Bottura, psiquiatra e diretor clínico do Instituto de Psiquiatria
Paulista, em São Paulo.
A maioria dos seres humanos também gosta de sofrer e torcer em companhia, mesmo que virtualmente. Ao
se projetar em alguma tragédia que não necessariamente tenha a ver com o que se vive, a pessoa se sente
compreendida. Essa é uma maneira de também aprender alguma lição com aquela situação, sobre como lidar com
dificuldades e se superar.
Gostar de filmes e séries sobre guerras, assassinatos, meteoros apocalípticos ou naufrágios, como o do
Titanic, porém, não se compara a uma cada vez mais observada atitude de passar por acidentes reais e registrá-los
com o celular.
Uma coisa é estar no local para acionar o Samu, informar, conscientizar e garantir a proteção de quem possa
passar por ali, outra é usar a tragédia para se autopromover, sobretudo nas redes sociais. "É uma necessidade
muito grande de se autoafirmar, se exibir, chamar a atenção. 'Já que não olham para mim, vão ver o que eu vi e se
impressionar', pensa quem faz esse tipo de coisa e pode ter a ver com insegurança", informa Marina Vasconcellos,
psicóloga perita em psicodrama e terapeuta familiar pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
Embora nessa atitude possa haver também um fundo de curiosidade, a impressão que passa nunca é das
melhores e ainda revela uma falta de sensibilidade e de empatia com o próximo. Pode soar perverso, mas da mesma
forma que existem pessoas que torcem para os vilões da ficção e mesmo assim possuem uma boa conduta social,
há aquelas que também sentem um certo contentamento ou fetiche mórbido ao presenciar o sofrimento alheio.
Procurar e gostar de conteúdos e acontecimentos trágicos que não se relacionam com a própria existência
não configura nenhum tipo de problema psiquiátrico. Entretanto, como já mencionado no início, excessos
provocam e estão relacionados a desequilíbrios. Então, faz mal quando esse negativismo passa a dominar o tempo
todo as atenções e impede a pessoa de levar uma vida normal, ter ambições, aprender, falar sobre outros assuntos
e ser leve.
Como consequência, ela pode acabar saindo da realidade ou apresentar sintomas depressivos, ansiedade,
pânico. Isso porque focar demais no que é ruim libera cortisol, hormônio do estresse e prejudicial à saúde em
excesso. Às vezes, pode ser até uma fase, algo que perdura até a curiosidade sobre o assunto se esgotar, mas do
contrário, quando não diminui e até piora, a ponto dos outros se queixarem, inspirar ações que ofereçam danos ou
afetar as relações, é preciso intervir e tratar.
Na dúvida, é sempre melhor procurar a orientação de um psiquiatra/psicólogo e fazer uma avaliação,
ressalta Yuri Busin, psicólogo, doutor em neurociência e diretor do Casme (Centro de Atenção à Saúde Mental-Equilíbrio), em São Paulo.
(Texto de Marcelo Testoni para a Coluna VivaBem, da Uol. https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/03/02/gosta-de-ver-tragediapode-ser-curiosidade-e-prazer-pelo-sofrimento-alheio.html).
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Muitos creditam o interesse humano por tragédias à televisão ou às redes sociais, onde acidentes, crimes e
outras desgraças acabam sendo temas de programas ou viralizando. Mas saiba que esse não é um fenômeno tão
recente assim. Pelo contrário, é observado desde a Antiguidade, quando por entre os séculos 4 a.C e 6 a.C os gregos
tiveram a ideia de inventar o teatro. A partir daí, a tragédia como entretenimento conquistou as multidões e se
espalhou mundo afora.
"A tragédia como arte explora o sofrimento humano e busca extrair da plateia todo tipo de emoção e
surpresa, além de fazê-la se identificar com personagens e vivências", diz Luiz Scocca, psiquiatra pelo HC-FMUSP
(Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e APA (Associação Americana de
Psiquiatria). Segundo ele, muita gente gosta porque tem curiosidade, mexe com os sentimentos.
Para além da ficção, tragédias reais também podem ser interessantes porque ajudam o ser humano a refletir
sobre perigos e questionamentos que o acompanham há milênios, a respeito da morte, do sentido da vida, do bem
e do mal. Mas excessiva e recorrente essa "atração" pode viciar, ou revelar que há algo mais sério por trás e que
merece investigação, como algum transtorno ou obsessão, mas é raro.
Consumir tragédia também pode ocorrer em resposta a um sofrimento pessoal, como quando se termina
um namoro, morre alguém querido, ou se enfrenta uma decepção. Quando estamos para baixo temos a tendência
natural de querer ver coisas tristes, para chorar e se sentir aliviado, ou então refletir por comparação que a vida
não está tão ruim assim e melhorar o astral.
"A pessoa está em busca de produzir mudanças afetivas internas, de se conectar consigo, da mesma forma
quando assiste a uma comédia ou um romance. São estímulos extremamente ativadores de emoções, assim como
ir ao teatro, meditar, fazer exercícios", diz Henrique Bottura, psiquiatra e diretor clínico do Instituto de Psiquiatria
Paulista, em São Paulo.
A maioria dos seres humanos também gosta de sofrer e torcer em companhia, mesmo que virtualmente. Ao
se projetar em alguma tragédia que não necessariamente tenha a ver com o que se vive, a pessoa se sente
compreendida. Essa é uma maneira de também aprender alguma lição com aquela situação, sobre como lidar com
dificuldades e se superar.
Gostar de filmes e séries sobre guerras, assassinatos, meteoros apocalípticos ou naufrágios, como o do
Titanic, porém, não se compara a uma cada vez mais observada atitude de passar por acidentes reais e registrá-los
com o celular.
Uma coisa é estar no local para acionar o Samu, informar, conscientizar e garantir a proteção de quem possa
passar por ali, outra é usar a tragédia para se autopromover, sobretudo nas redes sociais. "É uma necessidade
muito grande de se autoafirmar, se exibir, chamar a atenção. 'Já que não olham para mim, vão ver o que eu vi e se
impressionar', pensa quem faz esse tipo de coisa e pode ter a ver com insegurança", informa Marina Vasconcellos,
psicóloga perita em psicodrama e terapeuta familiar pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
Embora nessa atitude possa haver também um fundo de curiosidade, a impressão que passa nunca é das
melhores e ainda revela uma falta de sensibilidade e de empatia com o próximo. Pode soar perverso, mas da mesma
forma que existem pessoas que torcem para os vilões da ficção e mesmo assim possuem uma boa conduta social,
há aquelas que também sentem um certo contentamento ou fetiche mórbido ao presenciar o sofrimento alheio.
Procurar e gostar de conteúdos e acontecimentos trágicos que não se relacionam com a própria existência
não configura nenhum tipo de problema psiquiátrico. Entretanto, como já mencionado no início, excessos
provocam e estão relacionados a desequilíbrios. Então, faz mal quando esse negativismo passa a dominar o tempo
todo as atenções e impede a pessoa de levar uma vida normal, ter ambições, aprender, falar sobre outros assuntos
e ser leve.
Como consequência, ela pode acabar saindo da realidade ou apresentar sintomas depressivos, ansiedade,
pânico. Isso porque focar demais no que é ruim libera cortisol, hormônio do estresse e prejudicial à saúde em
excesso. Às vezes, pode ser até uma fase, algo que perdura até a curiosidade sobre o assunto se esgotar, mas do
contrário, quando não diminui e até piora, a ponto dos outros se queixarem, inspirar ações que ofereçam danos ou
afetar as relações, é preciso intervir e tratar.
Na dúvida, é sempre melhor procurar a orientação de um psiquiatra/psicólogo e fazer uma avaliação,
ressalta Yuri Busin, psicólogo, doutor em neurociência e diretor do Casme (Centro de Atenção à Saúde Mental-Equilíbrio), em São Paulo.
(Texto de Marcelo Testoni para a Coluna VivaBem, da Uol. https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/03/02/gosta-de-ver-tragediapode-ser-curiosidade-e-prazer-pelo-sofrimento-alheio.html).
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Questão presente nas seguintes provas
2910666
Ano: 2023
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: LJ Assessoria
Orgão: Pref. Dom Eliseu-PA
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: LJ Assessoria
Orgão: Pref. Dom Eliseu-PA
Provas:
Assinale a assertiva que representa de forma
correta o valor que precisará ser aplicado a juros
simples por 35 meses a uma taxa de 1% ao mês,
para que uma pessoa possa resgatar um
montante de R$ 5.940,00, após o período de
aplicação.
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Questão presente nas seguintes provas
2910665
Ano: 2023
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: LJ Assessoria
Orgão: Pref. Dom Eliseu-PA
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: LJ Assessoria
Orgão: Pref. Dom Eliseu-PA
Provas:
Uma aplicação financeira foi realizada pelo
cliente A, em um banco X. Nessa aplicação
realizada à juros compostos, o cliente A investiu
R$ 10.200,00, durante 20 meses, com o intuito de
resgatar um juros de exatamente R$ 5.256,64
após os 20 meses de aplicação. Assinale a
assertiva que representa de forma correta, a taxa
de aplicação que o banco X forneceu para o cliente
A alcançar suas expectativas financeiras.
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3137092
Ano: 2023
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: LJ Assessoria
Orgão: Pref. Dom Eliseu-PA
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: LJ Assessoria
Orgão: Pref. Dom Eliseu-PA
Provas:
No âmbito dos atos administrativos, qual é a
diferença entre ato vinculado e ato
discricionário?
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A toxoplasmose é uma zoonose de distribuição
mundial, responsável por quadros variados,
desde infecção assintomática até manifestações
sistêmicas graves. O Agente etiológico dessa
enfermidade parasitária é o protozoário
Toxoplasma gondii que tem como predileção os
gatos domésticos como seu hospedeiro definitivo.
Com relação a Toxoplasmose é correto afirmar
que:
( ) Diversos mamíferos podem servir como hospedeiros intermediários do parasita ocasionando diversos problemas nas criações de suínos e pequenos ruminantes, nas quais causa prejuízos pelos abortos, infertilidade, além de diminuir a produção dos animais infectados pela via congênita.
( ) A grande prevalência de humanos soropositivos é devido a ingestão de cistos contendo a forma taquizoíto do parasita em carnes contaminadas
( ) Oocisto é a forma de resistência que possui uma parede dupla bastante resistente às condições do meio ambiente. São produzidos nas células intestinais dos felinos não imunes e são eliminados ainda imaturos junto com as fezes. Após a esporulação no meio ambiente, cada oocisto contém 4 esporocistos com 2 esporozoítos no interior de cada.
( ) Entre os principais meios de controle e profilaxia da Toxoplasmose estão: realizar testes sorológicos em mulheres grávidas (3 a 8 meses) e imunossuprimidos, incinerar fezes de gatos e ter cuidados com as caixas de areias, evitar carne malcozida, crua (carneiro e porco), inativar cistos localizados nas carnes pelo calor (65º C) ou congelamento (0 º C)., lavar frutas e verduras, proteger alimentos contra insetos.
( ) Uma mulher grávida contaminada com toxoplasmose pode passar as formas de traquizoítos para o feto, podendo apresentar aborto, o mesmo é observado nos gatos.
( ) O papel do gato no ciclo de transmissão da doença está ligado como a única fonte de contaminação para o meio ambiente, pois é no seu organismo que ocorre a reprodução assexuada do protozoário.
A sequência correta das alternativas são:
( ) Diversos mamíferos podem servir como hospedeiros intermediários do parasita ocasionando diversos problemas nas criações de suínos e pequenos ruminantes, nas quais causa prejuízos pelos abortos, infertilidade, além de diminuir a produção dos animais infectados pela via congênita.
( ) A grande prevalência de humanos soropositivos é devido a ingestão de cistos contendo a forma taquizoíto do parasita em carnes contaminadas
( ) Oocisto é a forma de resistência que possui uma parede dupla bastante resistente às condições do meio ambiente. São produzidos nas células intestinais dos felinos não imunes e são eliminados ainda imaturos junto com as fezes. Após a esporulação no meio ambiente, cada oocisto contém 4 esporocistos com 2 esporozoítos no interior de cada.
( ) Entre os principais meios de controle e profilaxia da Toxoplasmose estão: realizar testes sorológicos em mulheres grávidas (3 a 8 meses) e imunossuprimidos, incinerar fezes de gatos e ter cuidados com as caixas de areias, evitar carne malcozida, crua (carneiro e porco), inativar cistos localizados nas carnes pelo calor (65º C) ou congelamento (0 º C)., lavar frutas e verduras, proteger alimentos contra insetos.
( ) Uma mulher grávida contaminada com toxoplasmose pode passar as formas de traquizoítos para o feto, podendo apresentar aborto, o mesmo é observado nos gatos.
( ) O papel do gato no ciclo de transmissão da doença está ligado como a única fonte de contaminação para o meio ambiente, pois é no seu organismo que ocorre a reprodução assexuada do protozoário.
A sequência correta das alternativas são:
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