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Respondida
Assinale a alternativa correta. Em A globalização da natureza
e a natureza da globalização , Carlos Walter Porto-Gonçalves
afirma ser possível observar “um modelo de ação humana” que,
forjado na Europa Ocidental e expandido mundialmente, vem
colocando em risco o planeta inteiro, ainda que distribua de modo
desigual seus benefícios e prejuízos. No âmbito dessa discussão,
qual é esse modelo de ação humana identificado pelo autor?
Respondida
Considerando a discussão realizada por Georges Benko, na
obra Economia, Espaço e Globalização na aurora do século XXI ,
especialmente em relação ao chamado “meio local”, assinale a
alternativa correta.
A
O conceito de local e de global, em economia espacial,
pode ser chamado regional ou inter-regional. Não é
apenas uma oposição entre o objeto de estudo, mas uma
oposição de lugares distintos. O “meio local” (região ou
“país”) é caracterizado por uma “personalidade regional”
[...], possui características físicas e humanas, instituições
e uma atmosfera. Na base dessa personalidade, uma
região acha-se em relação mais ou menos benéfica com
outras regiões.
B
O conceito de local e de global, em economia espacial,
pode ser chamado regional ou global. Não é apenas uma
oposição entre o objeto de estudo, mas uma oposição de
métodos. O “meio local” (região ou “país”) é
caracterizado por uma “personalidade cultural” [...],
possui características físicas e humanas, instituições e
uma atmosfera. Na base dessa personalidade, uma região
acha-se em relação mais ou menos benéfica com outros
ecossistemas.
C
O conceito de local e de global, em economia espacial,
pode ser chamado regional ou internacional. Não é
apenas uma oposição entre o objeto de estudo, mas uma
oposição de sistemas econômicos. O “meio local” (região
ou “país”) é caracterizado por uma “personalidade
cultural” [...], possui características físicas e humanas,
instituições e uma atmosfera. Na base dessa
personalidade, uma região acha-se em relação mais ou
menos opositiva com outras regiões.
D
O conceito de local e de global, em economia espacial,
pode ser chamado regional ou global. Não é apenas uma
oposição entre o objeto de estudo, mas uma oposição de
modelos de ocupação do espaço. O “meio local” (região
ou “país”) é caracterizado por uma “personalidade
regional” [...], possui características físicas e humanas,
instituições e uma atmosfera. Na base dessa
personalidade, uma região acha-se em relação mais ou
menos opositiva com outras regiões.
E
O conceito de local e de global, em economia espacial,
pode ser chamado regional ou internacional. Não é
apenas uma oposição entre o objeto de estudo, mas uma
oposição de métodos. O “meio local” (região ou “país”)
é caracterizado por uma “personalidade regional” [...],
possui características físicas e humanas, instituições e
uma atmosfera. Na base dessa personalidade, uma região
acha-se em relação mais ou menos benéfica com outras
regiões.
Respondida
Conforme Peter Dicken, os processos globalizantes se refletem
em e são influenciados por diversas geografias, e não por uma
única geografia global: uma ‘inter-relação local e global mútua,
interagindo de todas as formas’. Neste sentido, é possível
identificar várias tendências, refletindo combinações distintas de
expansão geográfica e integração ou interconexão funcional.
Assinale a alternativa que expressa de maneira correta as
características destes processos, conforme enunciado por Peter
Dicken.
A
processos localizantes: atividades econômicas
geograficamente concentradas com vários níveis de
integração disfuncional; processos internacionalizantes:
expansão geográfica complexa de atividades econômicas
através das fronteiras nacionais, com baixos níveis de
integração funcional; processos globalizantes: ampla
expansão geográfica e alto nível de integração
disfuncional; processos regionalizantes: a operação de
processos ‘globalizantes’ em uma escala mais
geograficamente ilimitada (mas supranacional), variando
desde a União Europeia, altamente integrada e em
expansão, até acordos econômicos regionais muito
maiores.
B
processos localizantes: atividades econômicas
geograficamente concentradas com vários níveis de
integração disfuncional; processos internacionalizantes:
expansão geográfica complexa de atividades econômicas
através das fronteiras nacionais, com baixos níveis de
integração funcional; processos globalizantes: ampla
expansão geográfica e alto nível de integração funcional;
processos regionalizantes: a operação de processos
‘globalizantes’ em uma escala mais geograficamente
ilimitada (mas supranacional), variando desde a União
Europeia, altamente integrada e em expansão, até
acordos econômicos regionais muito menores.
C
processos localizantes: atividades econômicas
geograficamente concentradas com vários níveis de
integração funcional; processos internacionalizantes:
expansão geográfica simples de atividades econômicas
através das fronteiras nacionais, com baixos níveis de
integração funcional; processos globalizantes: restrita
expansão geográfica e alto nível de integração funcional;
processos regionalizantes: a operação de processos
‘globalizantes’ em uma escala mais geograficamente
limitada (mas supranacional), variando desde a União
Europeia, altamente integrada e em expansão, até
acordos econômicos regionais muito maiores.
D
processos localizantes: atividades econômicas
geograficamente concentradas com vários níveis de
integração funcional; processos internacionalizantes:
expansão geográfica simples de atividades econômicas
através das fronteiras nacionais, com altos níveis de
integração funcional; processos globalizantes: ampla
expansão geográfica e alto nível de integração funcional;
processos regionalizantes: a operação de processos
‘globalizantes’ em uma escala mais geograficamente
ilimitada (mas supranacional), variando desde a União
Europeia, altamente integrada e em expansão, até
acordos econômicos regionais muito menores.
E
processos localizantes: atividades econômicas
geograficamente concentradas com vários níveis de
integração funcional; processos internacionalizantes:
expansão geográfica simples de atividades econômicas
através das fronteiras nacionais, com baixos níveis de
integração funcional; processos globalizantes: ampla
expansão geográfica e alto nível de integração funcional;
processos regionalizantes: a operação de processos
‘globalizantes’ em uma escala mais geograficamente
limitada (mas supranacional), variando desde a União Europeia, altamente integrada e em expansão, até
acordos econômicos regionais muito menores.
Respondida
Considerando a discussão realizada por Milton Santos, em
Pobreza Urbana , acerca das relações entre planejamento e
pobreza, assinale a alternativa correta.
A
A própria ideia de planejamento contribuiu para acelerar
a pesquisa das causas reais da pobreza, porque, durante
os primeiros vinte anos que se seguiram à Segunda
Guerra Mundial, o planejamento foi introduzido no
Terceiro Mundo como instrumento de apreensão das
realidades locais.
B
A própria ideia de planejamento contribuiu para atrasar a
pesquisa das causas reais da pobreza, porque, durante os
primeiros vinte anos que se seguiram à Segunda Guerra
Mundial, o planejamento foi introduzido no Terceiro
Mundo como uma espécie de cavalo de Troia.
C
A própria ideia de planejamento contribuiu para retardar
a pesquisa das causas aparentes da pobreza, porque,
durante os primeiros vinte anos que se seguiram à
Segunda Guerra Mundial, o planejamento foi introduzido
no Terceiro Mundo como uma estratégia de neutralidade
técnica.
D
A própria ideia de planejamento contribuiu para atrasar a
pesquisa das causas reais da pobreza, mas o sentido do
crescimento era claro, razão pela qual o planejamento
pôde racionalizar a organização e a utilização de recursos
segundo as realidades locais ao passo que centralizara
sua ação no emprego de instrumentos de apreensão.
E
A própria ideia de planejamento contribuiu para orientar
a pesquisa das causas reais da pobreza, visto que as
explicações estavam metodologicamente depuradas,
razão pela qual o planejamento pôde racionalizar a
organização e a utilização de recursos segundo as
realidades locais ao passo que centralizara sua ação no
emprego de instrumentos de apreensão.
Respondida
Considerando a discussão desenvolvida por Milton Santos, em
Pobreza Urbana , acerca da definição de pobreza, assinale a
alternativa correta.
A
A definição de pobreza deve considerar a pesquisa
estatística, para situar o homem na sociedade global à
qual pertence, porquanto a pobreza é uma categoria
econômica, acima de tudo, ligada a um problema
individual e social.
B
A definição de pobreza deve ir além dessa pesquisa
estatística para situar o homem na sociedade global à
qual pertence, porquanto a pobreza não é apenas uma
categoria geográfica, mas também uma categoria cultural
acima de tudo. Estamos lidando com um problema social.
C
A definição de pobreza deve ir além dessa pesquisa
estatística para situar o homem na sociedade global à
qual pertence, porquanto a pobreza não é apenas uma
categoria política, mas também uma categoria econômica
acima de tudo. Estamos lidando com um problema social
e estatístico.
D
A definição de pobreza deve ir além dessa pesquisa
estatística para situar o homem na sociedade global à
qual pertence, porquanto a pobreza não é apenas uma
categoria econômica, mas também uma categoria política
acima de tudo. Estamos lidando com um problema social.
E
A definição de pobreza deve ir além dessa pesquisa
estatística para situar o homem na sociedade global à
qual pertence, porquanto a pobreza é uma categoria
econômica e política em sentido equivalente. Estamos
lidando, sobretudo, com um problema metodológico.
Respondida
Considerando a análise de David Harvey sobre a relação entre
acumulação capitalista, capital fixo e produção de estruturas
espaciais, é correto afirmar que:
A
O surgimento de estruturas espaciais próprias do
capitalismo elimina as contradições da acumulação,
porque torna móveis e reversíveis os recursos de
transporte, as instalações fabris e os demais meios de
produção e consumo.
B
A paisagem geográfica produzida pelo capital fixo e
mobilizado constitui apenas a expressão material do
êxito pretérito da acumulação, sem atuar como obstáculo
à expansão posterior do capital.
C
O esforço para superar barreiras espaciais e “anular o
espaço pelo tempo” produz estruturas espaciais que, ao
mesmo tempo, servem à acumulação e podem converter-se em barreiras à acumulação adicional.
D
O investimento em meios de transporte e comunicação
reduz a composição orgânica do capital social e, por isso,
contraria a tendência à baixa da margem de lucro no
capitalismo; ao mesmo tempo, potencializa a inserção de
novos mercados.
E
Na abordagem marxista da localização, a paisagem
criada pelo capitalismo é tratada como configuração
ideal de equilíbrio harmonioso, razão pela qual as crises
do capital fixo aparecem como fenômenos externos ao
espaço geográfico.
Respondida
Considerando a análise de Neil Smith sobre as escalas
espaciais do capital, assinale a alternativa correta.
A
A escala urbana e a escala global representam,
respectivamente, a perfeita expressão geográfica da
tendência contraditória para a diferenciação e para a
igualização, enquanto a escala da nação-Estado é produto
dessa mesma contradição.
B
A escala urbana expressa a igualização das condições de
produção, ao passo que a escala global exprime a
diferenciação local do capital, sendo a nação-Estado uma
realidade exterior ao processo de acumulação.
C
A escala urbana e a escala global representam,
respectivamente, a perfeita expressão geográfica da
tendência convergente estabelecida entre diferenciação e
igualização, enquanto a escala da nação-Estado é produto
dessa mesma contradição.
D
A escala urbana expressa a igualização das condições de
produção, ao passo que a escala global exprime a
diferenciação local do capital, não sendo a nação-Estado
uma realidade exterior ao processo de acumulação.
E
A escala urbana expressa a igualização das condições de
circulação do capital, ao passo que a escala global
exprime a diferenciação local da produção, não sendo a
nação-Estado uma realidade exterior ao processo de
acumulação.
Respondida
Considerando a análise de Wanderley Messias da Costa sobre
a retração do MERCOSUL ao longo do tempo, assinale a
alternativa que indica as duas frentes principais em que, segundo
o autor, o bloco sofreu graves reveses.
A
A primeira consistiu na paralisação da infraestrutura
física coordenada pela IISA/COSIPLEN; a segunda, na
substituição formal do MERCOSUL pela Aliança do
Pacífico como principal arranjo regional sul-americano;
ademais, no retrocesso da trajetória de alargamento do
espaço geoeconômico regional do bloco
B
A primeira consistiu na redução da presença americana
no comércio sul-americano; a segunda, na perda da
prioridade conferida pelos governos nacionais à
UNASUL, que passou a absorver as funções comerciais
antes desempenhadas pelo MERCOSUL; ademais, no
retrocesso da trajetória de alargamento do espaço
geoeconômico regional do bloco
C
A primeira consistiu na queda do fluxo de comércio
intrabloco, especialmente entre Brasil e Argentina; a
segunda, no retrocesso da trajetória de alargamento do
espaço geoeconômico regional do bloco, afetada pela
crise econômica, por acordos bilaterais extrarregionais,
pelo impacto da Aliança do Pacífico e por impasses
envolvendo Venezuela e Bolívia.
D
A primeira consistiu no enfraquecimento das interações
fronteiriças locais; a segunda, na substituição dos
Acordos de Complementação Econômica por tratados
militares de defesa coletiva no âmbito da ALADI;
ademais, no retrocesso da trajetória de alargamento do
espaço geoeconômico regional do bloco.
E
A primeira consistiu na retração do comércio intrabloco
em razão exclusiva da queda das exportações industriais
brasileiras; a segunda, na incorporação definitiva da
Venezuela e da Bolívia, que ampliou o espaço regional
do bloco, mas agravou suas assimetrias internas;
ademais, no retrocesso da trajetória de alargamento do
espaço geoeconômico regional do bloco.
Respondida
Considerando a classificação territorial mobilizada por
Wanderley Messias da Costa para examinar a integração sul - americana na escala continental, assinale a alternativa que
reproduz corretamente essa distinção e a lógica predominante dos
projetos de interconexão no compartimento Setentrional.
A
O compartimento Setentrional coincide, em grande parte,
com a bacia do Prata, o litoral sudeste e sul-oriental do
Atlântico, a Patagônia e a Terra do Fogo; nele,
predominam projetos ferroviários de modernização de
redes já densamente consolidadas; nele, predominam
corredores, eixos ou rotas rodoviárias de longa distância
voltadas a articular partes da hinterlândia ao Pacífico ou
ao Caribe.
B
O compartimento Setentrional é formado, em sua maior
parte, pela bacia Amazônica, além do litoral noroeste do
Pacífico, da secção noroeste da Cordilheira dos Andes,
do Planalto das Guianas e do Centro-Oeste e Nordeste do
Brasil; nele, predominam corredores, eixos ou rotas
rodoviárias de longa distância voltadas a articular partes
da hinterlândia ao Pacífico ou ao Caribe.
C
O compartimento Meridional corresponde, sobretudo, à
bacia Amazônica e ao Planalto das Guianas; por isso,
nele predominam projetos rodoviários inspirados na
Geopolítica Tradicional, orientados à ocupação territorial
e à conexão com o Caribe; nele, predominam corredores,
eixos ou rotas rodoviárias de longa distância voltadas a
articular partes da hinterlândia ao Pacífico ou ao Caribe.
D
O compartimento Setentrional compreende a bacia do
Prata, a secção sudoeste da Cordilheira dos Andes e o
litoral sul-ocidental do Pacífico; por essa razão, sua
lógica principal de integração é multimodal, baseada em
ferrovias e hidrovias historicamente consolidadas.
E
O compartimento Meridional é composto pelo litoral
noroeste do Pacífico, pela secção noroeste dos Andes e
pelo Planalto das Guianas; nele, a integração física é
descrita como prioritariamente rodoviária, articulando
Manaus, Caracas, Georgetown e a Guiana Francesa.
Respondida
Considerando a crítica formulada por Doreen Massey, em Pelo
espaço , às “pressuposições subjacentes compartilhadas” presentes
em certos debates sobre lugar e espaço, assinale a alternativa que
reproduz corretamente o conjunto de qualificações que a autora
explicita.
A
Lugar como fechado, coerente, integrado, autêntico,
como “lar”, um refúgio seguro; espaço como, de algum
modo, originalmente regionalizado, como sempre-já
dividido em partes iguais.
B
Lugar como vivido, cotidiano, significativo e
politicamente denso; espaço como exterioridade abstrata,
sem enraizamento e sem espessura social; espaço como,
de algum modo, originalmente regionalizado, como
sempre-já dividido em partes iguais.
C
Lugar como aberto, relacional, contingente e múltiplo;
espaço como esfera da simultaneidade, da diferença e da
copresença de trajetórias; espaço como, de algum modo,
originalmente regionalizado, como sempre-já integro em
partes iguais.
D
Lugar como escala do concreto e da experiência; espaço
como escala do abstrato e da totalidade, ambos
concebidos como níveis analíticos reciprocamente
complementares; espaço como, de algum modo,
originalmente regionalizado, como sempre-já integro em
partes iguais.
E
Lugar como singular, mas internamente heterogêneo;
espaço como superfície historicamente produzida,
descontínua e atravessada por disputas de poder; espaço
como, de algum modo, originalmente regionalizado,
como sempre-já integro em partes iguais.