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Respondida
Em História do Egito Antigo , Nicolas Grimal distingue três
cosmogonias egípcias. Assinale a alternativa que as identifica
corretamente.
Respondida
Assinale a alternativa correta. No livro Antigo Oriente , no
capítulo “Difusão e crises da primeira urbanização”, Mario
Liverani analisa a Mesopotâmia e sustenta que a urbanização
inicial não pode ser explicada apenas pelo aumento populacional
ou pelo crescimento físico dos assentamentos. Nesse contexto, é
correto afirmar que a cidade mesopotâmica se estruturou a partir
da articulação entre:
A
ampliação do povoamento rural, autonomia crescente das
unidades domésticas, dispersão das atividades artesanais
e prevalência de mecanismos locais de troca, compondo
uma organização urbana pouco hierarquizada e apenas
secundariamente vinculada às funções cultuais.
B
a intensificação da produção agrícola, a concentração do
excedente e a coordenação de atividades especializadas
por centros templários compuseram um processo de urbanização em que funções econômicas, administrativas e
cultuais se articulavam de forma estreita.
C
consolidação do comércio de longa distância, retração da
base agrária regional, separação entre administração e
culto e enfraquecimento dos centros redistributivos,
compondo uma organização urbana essencialmente mercantil e marcada pela baixa intervenção institucional.
D
expansão militar contínua, subordinação das práticas
produtivas às guerras de conquista, redução do papel administrativo do templo e autonomização precoce do poder palaciano, compondo uma organização urbana prioritariamente bélica e acessoriamente econômica.
E
crescimento espontâneo dos assentamentos, especialização artesanal desvinculada do controle central, redistribuição restrita ao âmbito familiar e dissociação entre práticas religiosas e gestão material do excedente, compondo uma organização urbana fragmentada e institucionalmente instável.
Respondida
Assinale a alternativa correta. Em A experiência africana , no
capítulo “Éden”, Roland Oliver, ao discutir o processo de
humanização na Pré-história, rejeita a localização do “berço da
humanidade” em ambientes africanos tomados de forma
indiferenciada e o situa em uma configuração ecológica mais
específica. Nesse contexto, é correto afirmar que o autor localiza
o berço da humanidade:
A
nas zonas áridas e semiáridas do Saara setentrional e de
seus oásis, onde a escassez de recursos e a necessidade
de deslocamentos longos teriam imposto, já no início do
processo, a especialização técnica que singularizou a espécie humana.
B
na floresta equatorial contínua da África centro-ocidental, especialmente na bacia do Congo, onde a estabilidade
climática, a densidade vegetal e a abundância permanente de recursos teriam proporcionado o ambiente originário da diferenciação humana.
C
no vale inferior do Nilo e em sua faixa deltaica mediterrânica, onde a combinação entre cheias regulares, fertilidade aluvial e concentração demográfica precoce teria
produzido, desde o início, as condições decisivas para o
aparecimento da humanidade.
D
nas pastagens altas da África oriental e central, especialmente na região dos planaltos e do Great Rift Valley ,
onde a variedade ecológica, a presença de lagos e a alternância entre escarpas e planícies favoreceram formas sucessivas de adaptação humana.
E
nos litorais atlânticos da África ocidental, onde a exploração combinada de pesca, coleta marinha e circulação
costeira teria constituído o núcleo mais antigo e contínuo
de formação das primeiras comunidades humanas.
Respondida
Assinale a alternativa correta. Em As primeiras civilizações ,
no capítulo “História natural, história social”, Jaime Pinsky,
apoiando-se em formulação atribuída a Gordon Childe, sustenta
que, na história humana, determinados elementos passam a ocupar
o lugar que, no plano biológico, corresponde a disposições
herdadas. Nesse contexto, é correto afirmar que:
A
Na história humana, roupas, ferramentas, armas e tradições tomam o lugar de pelos, garras, presas e instintos,
na busca de alimentos e abrigo; por isso, a diferença entre
história natural e história social não é apenas quantitativa, mas também qualitativa, estabelecendo um momento de ruptura entre a história construída pela natureza
e aquela em que os seres humanos, além de pacientes, são
também agentes.
B
Na história humana, roupas, ferramentas, armas e tradições ampliam capacidades já inscritas biologicamente;
por isso, a diferença entre história natural e história social
é sobretudo quantitativa, uma vez que os seres humanos
continuam a agir prioritariamente segundo instintos aperfeiçoados pela cultura, estabelecendo um momento de
disruptura entre a história construída pela natureza e
aquela em que os seres humanos, além de pacientes, são
também agentes.
C
Na história humana, roupas, ferramentas, armas e tradições substituem parcialmente os mecanismos biológicos
de adaptação; por isso, a passagem da história natural à
história social não constitui ruptura, mas continuidade
evolutiva, já que a natureza permanece como fator plenamente determinante da ação humana.
D
Na história humana, roupas, ferramentas, armas e tradições representam estágios mais complexos de uma
mesma lógica natural; por isso, a história social deve ser
compreendida como prolongamento direto da história
natural, sem distinção qualitativa entre ambas, estabelecendo um momento de ruptura entre a história construída
pela natureza e aquela em que os seres humanos, além de
agentes, são também pacientes.
E
Na história humana, roupas, ferramentas, armas e tradições expressam o aperfeiçoamento progressivo da civilização; por isso, a passagem da história natural à história
social deve ser entendida como progresso necessário,
pelo qual toda transformação histórica corresponde a um
avanço civilizatório.
Respondida
Assinale a alternativa correta. Em Jörn Rüsen: teoria,
historiografia, didática, no texto “Sobre alguns fundamentos
teóricos da didática da história”, Jörn Rüsen afirma que a teoria da
história trata dos princípios básicos do pensamento histórico que
sustentam a História como ciência e explicita cinco critérios de
sentido claramente distintos entre si. Nesse contexto, os cinco
critérios de sentido referidos por Jörn Rüsen são:
Respondida
Assinale a alternativa correta. Em História oral e
multidisciplinaridade (obra organizada por Marieta de Moraes),
no texto “A função epistemológica e ideológica da História Oral
no discurso da História Contemporânea” de Michel Trebitsch, o
autor discute o que seria uma espécie de “genealogia mítica” em
parte presentificada na História Oral, afirma que ela (a história
oral), se baseia em três reivindicações complementares. Nesse
contexto de discussão e conforme Michel Trebitsch, é correto
afirmar que tais reivindicações são:
A
contra a história oficial, a anterioridade milenar; contra a
história erudita, uma história “vista de baixo”; contra a
ficção da objetividade, uma ciência interdisciplinar.
B
contra a história positivista, a anterioridade documental;
contra a história oficial, uma história “vista do alto”; contra a ficção da objetividade, uma ciência disciplinar.
C
contra a história antiga, a anterioridade milenar; contra a
história acadêmica, uma história “vista de baixo”; contra
a ficção da neutralidade, uma ciência aplicada.
D
contra a história oficial, a anterioridade milenar; contra a
história antiga, uma história “vista de baixo”; contra a
ficção da objetividade, uma ciência militante.
E
contra a história antiga, a anterioridade milenar; contra a
história oficial, uma história “vista de baixo”; contra a
ficção da objetividade, uma ciência engajada.
Respondida
Assinale a alternativa correta. Em Ensino de História:
fundamentos e métodos , Circe Maria Fernandes Bittencourt, ao
expor diferentes concepções de disciplina escolar, apresenta a
ideia de disciplina como “transposição didática” e, em seguida, a
concepção de disciplina escolar como entidade específica. No
âmbito dessa exposição, é correto afirmar que:
A
na concepção de disciplina escolar como “transposição
didática”, a disciplina escolar é entendida como dependente do conhecimento erudito ou científico; para chegar
à escola e vulgarizar-se, esse conhecimento necessita da
didática, encarregada de realizar a “transposição”, criando instrumentos metodológicos para transportar o conhecimento científico para a escola da forma mais adequada possível.
B
na concepção de disciplina escolar como “transposição
didática”, a escola é concebida como espaço autônomo
de produção de saberes próprios, com finalidades específicas e independentes das ciências de referência, razão
pela qual a didática deixa de exercer função mediadora
entre conhecimento científico e conhecimento escolar;
servindo a finalidade de organizar os processos de ensino
e a relação com o saber.
C
na concepção de disciplina escolar como entidade específica, a disciplina se limita à vulgarização dos saberes
acadêmicos, sendo a cultura escolar apenas o meio pelo
qual se adaptam, em escala inferior, conteúdos e métodos
definidos no exterior da escola.
D
na concepção de disciplina escolar como entidade específica, a escola é entendida como instância de reprodução
dos saberes universitários, sem participar da constituição
de finalidades próprias, de conteúdos particulares ou de
métodos específicos vinculados à cultura escolar. A didática, neste sentido, serviria a finalidades próprias e circunscritas ao universo escolar.
E
tanto na concepção de disciplina escolar como “transposição didática” quanto na concepção de disciplina escolar
como entidade específica, a escola é definida como espaço de intermediação, cuja função principal consiste em
simplificar o saber erudito para ajustá-lo às limitações
cognitivas dos alunos. A didática, neste sentido, serviria
a finalidades próprias e circunscritas ao universo escolar.
Respondida
Assinale a alternativa correta. Em Erosão e conservação dos
solos: conceitos, temas e aplicações , Antonio José Teixeira
Guerra, ao tratar do capítulo “O início do processo erosivo”,
descreve uma sequência evolutiva do escoamento superficial que
conduz à formação de ravinas. No âmbito dessa exposição, é
correto afirmar que tal sequência se desenvolve na seguinte
ordem:
Respondida
Assinale a alternativa correta. Em Formação do Espaço
Agrário Brasileiro , Ruy Moreira relaciona a Lei das Sesmarias à
montagem do modo de organização do espaço agrário brasileiro,
entendendo-a como mediação jurídico-política fundamental da
estrutura fundiária colonial. Nesse contexto, é correto afirmar que:
A
a Lei das Sesmarias regula juridicamente a repartição da
propriedade fundiária, mas estabelece que o acesso à
terra deve ser proporcional ao trabalho familiar livre e à
capacidade produtiva imediata do pequeno lavrador, de
modo a limitar a grande unidade fundiária, conter o
monopólio da terra e disseminar a pequena propriedade
no agrário colonial.
B
a Lei das Sesmarias regula juridicamente a repartição da
propriedade fundiária, estabelecendo que o acesso à terra
deve ser proporcional ao número de pessoas escravizadas
e à capacidade de renda sobre ela, de modo a favorecer a
grande unidade fundiária, legar o monopólio da terra ao
grande proprietário e estruturar a organização espacial do
agrário colonial.
C
a Lei das Sesmarias regula juridicamente a repartição da
propriedade fundiária, definindo que o acesso à terra
deve ser proporcional ao número de pessoas
escravizadas, mas não à capacidade de renda sobre ela,
de modo a favorecer a ocupação descontínua do
território, sem consolidar nem grande unidade fundiária
nem monopólio da terra.
D
a Lei das Sesmarias regula juridicamente a repartição da
propriedade fundiária, subordinando o acesso à terra à
capacidade de renda sobre ela, mas não ao número de
pessoas escravizadas, de modo a organizar o espaço
agrário colonial a partir da média propriedade mercantil
e da policultura de abastecimento interno.
E
a Lei das Sesmarias regula juridicamente a repartição da
propriedade fundiária, porém orienta o acesso à terra
segundo critérios de povoamento e defesa do território,
dissociando a posse fundiária das pessoas escravizadas e
impedindo que a organização espacial colonial se
estruturasse sob a forma do monopólio da terra.
Respondida
Assinale a alternativa correta. Em População e geografia ,
Amélia Luisa Damiani, ao retomar Marx para discutir a questão
populacional, desloca a análise da superpopulação do plano
natural para o plano histórico-social, vinculando-a ao
desenvolvimento da produção capitalista. Nesse contexto, é
correto afirmar que:
A
a superpopulação é relativa e está ligada diretamente ao
crescimento absoluto da população, mesmo que, os
termos históricos do desenvolvimento da produção
social, como se desenvolve e se reproduz o capital, se
presentifiquem; por isso, o número de trabalhadores
ocupados diminui com o progresso da produção, mas em
proporção decrescente em relação à escala da produção.
B
a superpopulação é relativa e está ligada diretamente ao
crescimento absoluto da população, mesmo que, os
termos históricos do desenvolvimento da produção
social, como se desenvolve e se reproduz o capital, se
presentifiquem; por isso, o número de trabalhadores
ocupados aumenta com o progresso da produção, mas em
proporção crescente em relação à escala da produção.
C
a superpopulação é relativa e está ligada diretamente ao
crescimento absoluto da população, mesmo que, os
termos históricos do desenvolvimento da produção
social, como se desenvolve e se reproduz o capital, se
presentifiquem; por isso, o número de trabalhadores
ocupados diminui com o progresso da produção, mas em
proporção crescente em relação à escala da produção.
D
a superpopulação é relativa e não está ligada diretamente
ao crescimento absoluto da população, mas aos termos
históricos do desenvolvimento da produção social, como
se desenvolve e se reproduz o capital; por isso, o número
de trabalhadores ocupados aumenta com o progresso da
produção, mas em proporção decrescente em relação à
escala da produção.
E
a superpopulação é relativa e não está ligada diretamente
ao crescimento absoluto da população, mas aos termos
históricos do desenvolvimento da produção social, como
se desenvolve e se reproduz o capital; por isso, o número
de trabalhadores ocupados diminui com o progresso da
produção, mas em proporção decrescente em relação à
escala da produção.