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3764075 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Caxias do Sul-RS
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.

Onde foi parar o tempo?

1 ___O tempo parece estar passando mais rápido a

2 cada ano. Não sei se é só impressão minha, mas

3 ultimamente o Natal chega quase junto com o Carnaval,

4 que logo dá lugar ao Dia das Mães e, num piscar de

5 olhos, já estamos comprando panetone novamente. O

6 Halloween mal se estabelece e, no fim, o verdadeiro

7 susto é reparar que já estamos rodeados de enfeites

8 natalinos outra vez. E a Páscoa? Antes mesmo do ano

9 engatar, os ovos de chocolate já tomam conta das

10 prateleiras. Mas já?! Quando, como e por que o tempo

11 passou tão rápido sem que nos déssemos conta?

12 ___Sorte das crianças, que parecem imunes a essa

13 aceleração. Dia desses, ouvi um garoto reclamando da

14 pouca duração das férias escolares: dois meses para

15 descansar contra um ano inteiro de aulas. Aos olhos

16 dele, deveria haver mais equilíbrio - e talvez ele tenha

17 razão... Quem pode culpá-lo? Para as crianças, o tempo

18 parece se estender e por vezes parece se arrastar como

19 alguém preso no trânsito de sexta-feira à tarde; lá para

20 nós, adultos, ele se resume a semanas que deslizam

21 sem que percebamos.

22 ___A ciência tem uma explicação lógica para isso, o

23 que evita pensarmos que estamos delirando (pelo

24 menos não completamente). O cérebro humano se

25 acostuma com a rotina e, à medida que repetimos

26 atividades, a percepção do tempo em si é encurtada.

27 Fazemos as mesmas coisas, tomamos os mesmos

28 caminhos, não desafiamos o cérebro para o novo. Em

29 contrapartida, quando somos pequenos, cada

30 experiência e inédita, e essa novidade expande nossa

31 sensação de duração dos dias. Estamos o tempo todo

32 aprendendo. Na vida adulta, a previsibilidade do

33 cotidiano faz com que os anos passem sem que nos

34 detenhamos nos detalhes. Um efeito colateral da

35 modernidade ou uma pegadinha do universo? Difícil

36 dizer.

37 ___Talvez seja esse o grande desafio: encontrar

38 maneiras de escapar da monotonia e perceber o tempo

39 com mais atenção. Tentar enganar o tempo da mesma

40 forma como ele nos engana. Como para tudo, há

4l sempre uma perspectiva diferente a qual podemos nos

42 debruçar se deixarmos de viver apenas sob o domínio

43 de Chronos - o tempo dos prazos e compromissos

44 podemos abrir espaço para Kairós, o tempo que se

45 mede pela qualidade, não pela quantidade. E talvez se,a

46 nesse instante, entre um respiro e outro, que o tempo

47 desacelere- ou, quem sabe, finalmente passe no ritmo

48 certo. Nem que seja só para nos contrariar.

Autor: Pedro Guerra - GZH (adaplado)

No trecho Tentar enganar o tempo da mesma forma como ele nos engana (/.39-40), a escolha lexical do verbo enganar, em duplicidade, exemplifica um dos recursos semânticos mais relevantes do texto. Considerando esse uso e o campo semântico de outras expressões presentes no texto, analise as assertivas e julgue V, para as Verdadeiras, e F, para as Falsas:

( ) A duplicação do verbo enganar (/.39) evidencia um recurso de reciprocidade metafórica, no qual o tempo é personificado e tratado como agente ativo de confusão e manipulação da percepção humana.

( ) O emprego de termos como pegadinha do universo (/.35) e desacelere (/.47) contribui para a construção de uma rede semântica de resistência, em que o tempo, embora abstrato, é tratado como adversário a ser driblado.

( ) A oposição entre Chronos (/.43) e Kairós (/.44) é sustentada por uma dicotomia semântica entre tempo quantitativo e tempo qualitativo, sendo esta última associada a um campo semântico de sensibilidade, pausa e contemplação.

Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de baixo para cima, os parênteses?

 

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3764074 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Caxias do Sul-RS
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.

Nós, Baby Boomers da pré-história, preferimos os finais felizes

1 Era uma amiga nossa, da época do colégio.

2 Morava em um apartamento pequeno, mas era dela.

3 Quitado. Hoje os jovens não consideram a posse um

4 benefício, mas quem nasceu nos anos 1960 sabe que

S ter um imóvel para chamar de seu era o objetivo de

6 uma vida - que nossa amiga só atingiu aos 50 anos.

7 Foi isso, o espanto quando ela um dia nos chamou em

8 Sua CaSa para anunciar que iria morar com o homem

9 que havia conhecido no Tinder. Colocaria seu

10 apartamento à venda.

11 Foi um rebuliço. Tá louca? Você não pode vender

12 o único lugar que tem para voltar! Bom, aí começou

13 uma conversa difícil sobre a nossa falta de otimismo

14 em seu namoro. Estávamos apenas sendo

15 previdentes, mas ela se defendeu: tudo ia muito bem

16 com o casal, não eram crianças, já haviam passado

17 por Casamentos anteriores e ela não seria tola de dar

18 Um passo desses se não estivesse absolutamente

19 confiante.

20 Deveríamos ter dado os parabéns e saído de

21 fininho, envergonhadas pelo nosso ceticismo, mas

22 Continuamos bem sentadas onde estávamos e

23 insistimos para ela não vender, e sim alugar o

24 apartamento, e que fosse cuidadosa com o contrato,

25 deveria incluir uma cláusula que facilitasse sua

26 recuperação em caso de emergência. Emergência

27 que neo haverá', disse ela. Era comovente.

28 Resultado: não houve, mesmo, necessidade

29 nenhuma de voltar para o seu apartamento. Ela e o

30 marido continuam tão apaixonados como estavam 13

31 anos atrás, quando iniciaram um romance de dar

32 inveja em amigas agourentas. O casamento segue

33 firme e forte, e eles trabalham duro, mesmo já em

34 idade de se aposentar, o que seria motivo para ela

35 querer torcer nosso pescoço, pois se tivesse vendido

36 o apartamento naquela época, teria capital para

37 investir em um negócio próprio e talvez estivesse

38 vivendo hoje com mais folga no orçamento

39 No entanto, ela alugou o apartamento, como

40 sugerimos. Somos cinco melhores amigas, e nossas

41 vozes, juntas, fazem diferença na vida uma da outra.

42 Pois bem: depois de muitos anos sendo ocupado por

43 locatários diversos, o apartamento acaba de voltar às

44 suas mãos. Não, nossa amiga não se separou quem

45 separou foi sua filha mais nova, que lá instalou suas

46 roupas e os planos incertos para o futuro.

47 O apartamento continua pequeno, e agora quem

48 o visita são as amigas da jovem inquilina, todas na

49 faixa dos 30, que defendem, com razão, que é preciso

50 desapegar de bens materiais, que desta vida nada se

51 leva, que ninguém pode adivinhar o dia de amanhã,

52 que investir em experiências é mais enriquecedor do

53 que se matar trabalhando para ser dono de um imóvel,

54 e eu tenho muita simpatia por essa linha de

55 pensamento, talvez pensasse assim se pertencesse à

56 Geração Z e tivesse nascido em 1997.

57 Porém, nós, Baby Boomers da pré-história,

58 preferimos os Finais felizes

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado)

O texto apresenta uma forte relação de amizade entre a narradora e suas quatro melhores amigas, mostrando como suas opiniões influenciam as decisões umas das outras. Nesse sentido, analise as seguintes assertivas:

I. As amigas da narradora empenharam-se em demover sua colega da intenção de alienar o apartamento, uma vez que não depositavam confiança na durabilidade do novo vínculo amoroso estabelecido por ela.

Il. A opção por locar o referido imóvel, em detrimento de sua venda, revelou-se providencial, pois culminou em benefício inesperado à filha da proprietária.

IIl. O círculo de amigas manifestou arrependimento por ter intervido na decisão da colega, reconhecendo retrospectivamente que a venda poderia ter implicado maior proveito econômico.

Das assertivas, NÃO se pode afirmar que:

 

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3764073 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Caxias do Sul-RS
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.

Nós, Baby Boomers da pré-história, preferimos os finais felizes

1 Era uma amiga nossa, da época do colégio.

2 Morava em um apartamento pequeno, mas era dela.

3 Quitado. Hoje os jovens não consideram a posse um

4 benefício, mas quem nasceu nos anos 1960 sabe que

S ter um imóvel para chamar de seu era o objetivo de

6 uma vida - que nossa amiga só atingiu aos 50 anos.

7 Foi isso, o espanto quando ela um dia nos chamou em

8 Sua CaSa para anunciar que iria morar com o homem

9 que havia conhecido no Tinder. Colocaria seu

10 apartamento à venda.

11 Foi um rebuliço. Tá louca? Você não pode vender

12 o único lugar que tem para voltar! Bom, aí começou

13 uma conversa difícil sobre a nossa falta de otimismo

14 em seu namoro. Estávamos apenas sendo

15 previdentes, mas ela se defendeu: tudo ia muito bem

16 com o casal, não eram crianças, já haviam passado

17 por Casamentos anteriores e ela não seria tola de dar

18 Um passo desses se não estivesse absolutamente

19 confiante.

20 Deveríamos ter dado os parabéns e saído de

21 fininho, envergonhadas pelo nosso ceticismo, mas

22 Continuamos bem sentadas onde estávamos e

23 insistimos para ela não vender, e sim alugar o

24 apartamento, e que fosse cuidadosa com o contrato,

25 deveria incluir uma cláusula que facilitasse sua

26 recuperação em caso de emergência. Emergência

27 que neo haverá', disse ela. Era comovente.

28 Resultado: não houve, mesmo, necessidade

29 nenhuma de voltar para o seu apartamento. Ela e o

30 marido continuam tão apaixonados como estavam 13

31 anos atrás, quando iniciaram um romance de dar

32 inveja em amigas agourentas. O casamento segue

33 firme e forte, e eles trabalham duro, mesmo já em

34 idade de se aposentar, o que seria motivo para ela

35 querer torcer nosso pescoço, pois se tivesse vendido

36 o apartamento naquela época, teria capital para

37 investir em um negócio próprio e talvez estivesse

38 vivendo hoje com mais folga no orçamento

39 No entanto, ela alugou o apartamento, como

40 sugerimos. Somos cinco melhores amigas, e nossas

41 vozes, juntas, fazem diferença na vida uma da outra.

42 Pois bem: depois de muitos anos sendo ocupado por

43 locatários diversos, o apartamento acaba de voltar às

44 suas mãos. Não, nossa amiga não se separou quem

45 separou foi sua filha mais nova, que lá instalou suas

46 roupas e os planos incertos para o futuro.

47 O apartamento continua pequeno, e agora quem

48 o visita são as amigas da jovem inquilina, todas na

49 faixa dos 30, que defendem, com razão, que é preciso

50 desapegar de bens materiais, que desta vida nada se

51 leva, que ninguém pode adivinhar o dia de amanhã,

52 que investir em experiências é mais enriquecedor do

53 que se matar trabalhando para ser dono de um imóvel,

54 e eu tenho muita simpatia por essa linha de

55 pensamento, talvez pensasse assim se pertencesse à

56 Geração Z e tivesse nascido em 1997.

57 Porém, nós, Baby Boomers da pré-história,

58 preferimos os Finais felizes

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado)

O texto evidencia um antagonismo geracional quanto à valoração atribuída à posse de bens patrimoniais. À luz dessa divergência de perspectivas, analise as assertivas e julgue V, para as verdadeiras, e F, para as falsas:

() Os indivíduos pertencentes à Geração Z percebem a aquisição de um imóvel como condição sine qua non para a estabilidade financeira, contrapondo-se à geração da narradora, cuja ênfase recai sobre vivências subjetivas e autonomia existencial,

() A interlocutora da narradora, ao alienar seu apartamento, revela afinidade com os pressupostos da Geração Z, notadamente no que tange à primazia conferida às experiências em detrimento da acumulação material.

() As companheiras da narradora, vinculadas à geração dos Baby Boomers, evidenciam uma postura de cunho conservador, ao recomendarem a preservação do imóvel como salvaguarda de segurança futura.

() A narradora, integrante da Geração Z, endossa a decisão da amiga de se desfazer do apartamento, com base na convicção de que a posse de bens materiais não constitui requisito imprescindível à realização pessoal.

Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de baixo para cima, os parênteses acima?

 

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3764072 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Caxias do Sul-RS
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.

Onde foi parar o tempo?

1 ___O tempo parece estar passando mais rápido a

2 cada ano. Não sei se é só impressão minha, mas

3 ultimamente o Natal chega quase junto com o Carnaval,

4 que logo dá lugar ao Dia das Mães e, num piscar de

5 olhos, já estamos comprando panetone novamente. O

6 Halloween mal se estabelece e, no fim, o verdadeiro

7 susto é reparar que já estamos rodeados de enfeites

8 natalinos outra vez. E a Páscoa? Antes mesmo do ano

9 engatar, os ovos de chocolate já tomam conta das

10 prateleiras. Mas já?! Quando, como e por que o tempo

11 passou tão rápido sem que nos déssemos conta?

12 ___Sorte das crianças, que parecem imunes a essa

13 aceleração. Dia desses, ouvi um garoto reclamando da

14 pouca duração das férias escolares: dois meses para

15 descansar contra um ano inteiro de aulas. Aos olhos

16 dele, deveria haver mais equilíbrio - e talvez ele tenha

17 razão... Quem pode culpá-lo? Para as crianças, o tempo

18 parece se estender e por vezes parece se arrastar como

19 alguém preso no trânsito de sexta-feira à tarde; lá para

20 nós, adultos, ele se resume a semanas que deslizam

21 sem que percebamos.

22 ___A ciência tem uma explicação lógica para isso, o

23 que evita pensarmos que estamos delirando (pelo

24 menos não completamente). O cérebro humano se

25 acostuma com a rotina e, à medida que repetimos

26 atividades, a percepção do tempo em si é encurtada.

27 Fazemos as mesmas coisas, tomamos os mesmos

28 caminhos, não desafiamos o cérebro para o novo. Em

29 contrapartida, quando somos pequenos, cada

30 experiência e inédita, e essa novidade expande nossa

31 sensação de duração dos dias. Estamos o tempo todo

32 aprendendo. Na vida adulta, a previsibilidade do

33 cotidiano faz com que os anos passem sem que nos

34 detenhamos nos detalhes. Um efeito colateral da

35 modernidade ou uma pegadinha do universo? Difícil

36 dizer.

37 ___Talvez seja esse o grande desafio: encontrar

38 maneiras de escapar da monotonia e perceber o tempo

39 com mais atenção. Tentar enganar o tempo da mesma

40 forma como ele nos engana. Como para tudo, há

4l sempre uma perspectiva diferente a qual podemos nos

42 debruçar se deixarmos de viver apenas sob o domínio

43 de Chronos - o tempo dos prazos e compromissos

44 podemos abrir espaço para Kairós, o tempo que se

45 mede pela qualidade, não pela quantidade. E talvez se,a

46 nesse instante, entre um respiro e outro, que o tempo

47 desacelere- ou, quem sabe, finalmente passe no ritmo

48 certo. Nem que seja só para nos contrariar.

Autor: Pedro Guerra - GZH (adaplado)

Quanto ao emprego e flexão de tempos e modos verbais, assinale a alternativa CORRETA acerca dos verbos destacados.

 

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3764071 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Caxias do Sul-RS
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.

Onde foi parar o tempo?

1 ___O tempo parece estar passando mais rápido a

2 cada ano. Não sei se é só impressão minha, mas

3 ultimamente o Natal chega quase junto com o Carnaval,

4 que logo dá lugar ao Dia das Mães e, num piscar de

5 olhos, já estamos comprando panetone novamente. O

6 Halloween mal se estabelece e, no fim, o verdadeiro

7 susto é reparar que já estamos rodeados de enfeites

8 natalinos outra vez. E a Páscoa? Antes mesmo do ano

9 engatar, os ovos de chocolate já tomam conta das

10 prateleiras. Mas já?! Quando, como e por que o tempo

11 passou tão rápido sem que nos déssemos conta?

12 ___Sorte das crianças, que parecem imunes a essa

13 aceleração. Dia desses, ouvi um garoto reclamando da

14 pouca duração das férias escolares: dois meses para

15 descansar contra um ano inteiro de aulas. Aos olhos

16 dele, deveria haver mais equilíbrio - e talvez ele tenha

17 razão... Quem pode culpá-lo? Para as crianças, o tempo

18 parece se estender e por vezes parece se arrastar como

19 alguém preso no trânsito de sexta-feira à tarde; lá para

20 nós, adultos, ele se resume a semanas que deslizam

21 sem que percebamos.

22 ___A ciência tem uma explicação lógica para isso, o

23 que evita pensarmos que estamos delirando (pelo

24 menos não completamente). O cérebro humano se

25 acostuma com a rotina e, à medida que repetimos

26 atividades, a percepção do tempo em si é encurtada.

27 Fazemos as mesmas coisas, tomamos os mesmos

28 caminhos, não desafiamos o cérebro para o novo. Em

29 contrapartida, quando somos pequenos, cada

30 experiência e inédita, e essa novidade expande nossa

31 sensação de duração dos dias. Estamos o tempo todo

32 aprendendo. Na vida adulta, a previsibilidade do

33 cotidiano faz com que os anos passem sem que nos

34 detenhamos nos detalhes. Um efeito colateral da

35 modernidade ou uma pegadinha do universo? Difícil

36 dizer.

37 ___Talvez seja esse o grande desafio: encontrar

38 maneiras de escapar da monotonia e perceber o tempo

39 com mais atenção. Tentar enganar o tempo da mesma

40 forma como ele nos engana. Como para tudo, há

4l sempre uma perspectiva diferente a qual podemos nos

42 debruçar se deixarmos de viver apenas sob o domínio

43 de Chronos - o tempo dos prazos e compromissos

44 podemos abrir espaço para Kairós, o tempo que se

45 mede pela qualidade, não pela quantidade. E talvez se,a

46 nesse instante, entre um respiro e outro, que o tempo

47 desacelere- ou, quem sabe, finalmente passe no ritmo

48 certo. Nem que seja só para nos contrariar.

Autor: Pedro Guerra - GZH (adaplado)

Ao final do texto, o autor menciona os conceitos de Chronos e Kairós como formas distintas de vivenciar o tempo. Com base nesse recurso e no desenvolvimento argumentativo do texto, é possível afirmar que:

I O autor propõe substituir totalmente a lógica de Chronos pela vivência de Kairós, como forma de negação da realidade moderna.

Il. A menção a Chronos e Kairós serve como metáfora religiosa, sugerindo que apenas a fé é capaz de transformar a experiência do tempo.

III. A oposição entre Chronos e Kairós ilustra a dualidade entre o tempo cronológico e o tempo qualitativo, valorizando uma vivência mais consciente e sensível do presente.

IV. A referência a Chronos e Kairós contradiz os argumentos anteriores e reforça que não há formas eficazes de lidar com a aceleração do tempo.

Das assertivas, pode-se afirmar que:

 

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3764070 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.

Onde foi parar o tempo?

1 ___O tempo parece estar passando mais rápido a

2 cada ano. Não sei se é só impressão minha, mas

3 ultimamente o Natal chega quase junto com o Carnaval,

4 que logo dá lugar ao Dia das Mães e, num piscar de

5 olhos, já estamos comprando panetone novamente. O

6 Halloween mal se estabelece e, no fim, o verdadeiro

7 susto é reparar que já estamos rodeados de enfeites

8 natalinos outra vez. E a Páscoa? Antes mesmo do ano

9 engatar, os ovos de chocolate já tomam conta das

10 prateleiras. Mas já?! Quando, como e por que o tempo

11 passou tão rápido sem que nos déssemos conta?

12 ___Sorte das crianças, que parecem imunes a essa

13 aceleração. Dia desses, ouvi um garoto reclamando da

14 pouca duração das férias escolares: dois meses para

15 descansar contra um ano inteiro de aulas. Aos olhos

16 dele, deveria haver mais equilíbrio - e talvez ele tenha

17 razão... Quem pode culpá-lo? Para as crianças, o tempo

18 parece se estender e por vezes parece se arrastar como

19 alguém preso no trânsito de sexta-feira à tarde; lá para

20 nós, adultos, ele se resume a semanas que deslizam

21 sem que percebamos.

22 ___A ciência tem uma explicação lógica para isso, o

23 que evita pensarmos que estamos delirando (pelo

24 menos não completamente). O cérebro humano se

25 acostuma com a rotina e, à medida que repetimos

26 atividades, a percepção do tempo em si é encurtada.

27 Fazemos as mesmas coisas, tomamos os mesmos

28 caminhos, não desafiamos o cérebro para o novo. Em

29 contrapartida, quando somos pequenos, cada

30 experiência e inédita, e essa novidade expande nossa

31 sensação de duração dos dias. Estamos o tempo todo

32 aprendendo. Na vida adulta, a previsibilidade do

33 cotidiano faz com que os anos passem sem que nos

34 detenhamos nos detalhes. Um efeito colateral da

35 modernidade ou uma pegadinha do universo? Difícil

36 dizer.

37 ___Talvez seja esse o grande desafio: encontrar

38 maneiras de escapar da monotonia e perceber o tempo

39 com mais atenção. Tentar enganar o tempo da mesma

40 forma como ele nos engana. Como para tudo, há

4l sempre uma perspectiva diferente a qual podemos nos

42 debruçar se deixarmos de viver apenas sob o domínio

43 de Chronos - o tempo dos prazos e compromissos

44 podemos abrir espaço para Kairós, o tempo que se

45 mede pela qualidade, não pela quantidade. E talvez se,a

46 nesse instante, entre um respiro e outro, que o tempo

47 desacelere- ou, quem sabe, finalmente passe no ritmo

48 certo. Nem que seja só para nos contrariar.

Autor: Pedro Guerra - GZH (adaplado)

Ao longo do texto, o autor explora a percepção subjetiva da passagem do tempo, contrastando diferentes fases da vida. Considerando os argumentos apresentados e a linguagem empregada, infere-se que o autor:

 

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Questão presente nas seguintes provas
3764069 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Caxias do Sul-RS
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.

Onde foi parar o tempo?

1 ___O tempo parece estar passando mais rápido a

2 cada ano. Não sei se é só impressão minha, mas

3 ultimamente o Natal chega quase junto com o Carnaval,

4 que logo dá lugar ao Dia das Mães e, num piscar de

5 olhos, já estamos comprando panetone novamente. O

6 Halloween mal se estabelece e, no fim, o verdadeiro

7 susto é reparar que já estamos rodeados de enfeites

8 natalinos outra vez. E a Páscoa? Antes mesmo do ano

9 engatar, os ovos de chocolate já tomam conta das

10 prateleiras. Mas já?! Quando, como e por que o tempo

11 passou tão rápido sem que nos déssemos conta?

12 ___Sorte das crianças, que parecem imunes a essa

13 aceleração. Dia desses, ouvi um garoto reclamando da

14 pouca duração das férias escolares: dois meses para

15 descansar contra um ano inteiro de aulas. Aos olhos

16 dele, deveria haver mais equilíbrio - e talvez ele tenha

17 razão... Quem pode culpá-lo? Para as crianças, o tempo

18 parece se estender e por vezes parece se arrastar como

19 alguém preso no trânsito de sexta-feira à tarde; lá para

20 nós, adultos, ele se resume a semanas que deslizam

21 sem que percebamos.

22 ___A ciência tem uma explicação lógica para isso, o

23 que evita pensarmos que estamos delirando (pelo

24 menos não completamente). O cérebro humano se

25 acostuma com a rotina e, à medida que repetimos

26 atividades, a percepção do tempo em si é encurtada.

27 Fazemos as mesmas coisas, tomamos os mesmos

28 caminhos, não desafiamos o cérebro para o novo. Em

29 contrapartida, quando somos pequenos, cada

30 experiência e inédita, e essa novidade expande nossa

31 sensação de duração dos dias. Estamos o tempo todo

32 aprendendo. Na vida adulta, a previsibilidade do

33 cotidiano faz com que os anos passem sem que nos

34 detenhamos nos detalhes. Um efeito colateral da

35 modernidade ou uma pegadinha do universo? Difícil

36 dizer.

37 ___Talvez seja esse o grande desafio: encontrar

38 maneiras de escapar da monotonia e perceber o tempo

39 com mais atenção. Tentar enganar o tempo da mesma

40 forma como ele nos engana. Como para tudo, há

4l sempre uma perspectiva diferente a qual podemos nos

42 debruçar se deixarmos de viver apenas sob o domínio

43 de Chronos - o tempo dos prazos e compromissos

44 podemos abrir espaço para Kairós, o tempo que se

45 mede pela qualidade, não pela quantidade. E talvez se,a

46 nesse instante, entre um respiro e outro, que o tempo

47 desacelere- ou, quem sabe, finalmente passe no ritmo

48 certo. Nem que seja só para nos contrariar.

Autor: Pedro Guerra - GZH (adaplado)

Sobre o trecho Antes mesmo do ano engatar, os ovos de chocolate já tomam conta das prateleiras (/. 8- 10), assinale a alternativa em que a classificação morfológica do termo destacado está INCORRETA.

 

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3764068 Ano: 2025
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Legalle
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Algumas são as ações a serem abrangidas pelo Programa de Inovação para a Modernização da Administração Pública (Programa GOV.LAB), de acordo com o Decreto Municipal n.º 22.247/2022, como:

Implementar prestação de serviços públicos digitais por meio de tecnologias de amplo acesso pela população de baixa renda ou residente em áreas isoladas, em substituição ao atendimento presencial.

Acerca da ação acima, pode-se afirmar que ela está:

 

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Questão presente nas seguintes provas
3764105 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Caxias do Sul-RS
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.

O equívoco do IMC

1 Cada vez vejo mais médicos que consideram a

2 obesidade uma doença. Em saúde pública, é preciso

3 cuidado com generalizações desse tipo.

4 O critério mais aceito para definir obesidade se

5 baseia no IMC, calculado dividindo-se o peso pela altura

6 ao quadrado. Como consideramos obesas as pessoas

7 com IMC igual ou superior a 30, essa faixa inclui um

8 grupo muito heterogêneo, que vai dos que têm

9 obesidade grau 1 (IMC entre 30 e 35) até aqueles com

10 obesidade grave (IMC acima de 40), alguns dos quais

11 podem pesar 200 quilos.

12 Se rotularmos como doentes todos os que caem

13 nessa faixa tão diversificada, teremos cerca de 20% dos

14 brasileiros e 40% dos norte-americanos, por exemplo. A

15 continuar nesse ritmo, ser considerado saudável ficará

16 restrito a uma minoria.

17 Acho um equivoco usar o IMC como critério único

18 para separar pessoas com saúde daquelas enfermas,

19 Primeiro, porque, entre outras limitações, o IMC não

20 leva em conta sequer fatores anatômicos como a

21 estrutura osteomuscular. Quem tem ossos largos,

22 braços e pernas grossas tende a ter IMCs mais

23 elevados do que os longilíneos. Parâmetros como

24 circunferência abdominal são cada vez mais valorizados

25 pelos especialistas, para avaliar o risco cardiovascular.

26 Segundo, porque O IMC não reflete a atividade

27 física. Magros sedentários têm expectativa de vida mais

28 baixa do que aqueles com sobrepeso que fazem

29 exercícios com regularidade. Com frequência encontro

30 nas maratonas corredores corpulentos que poderiam

31 ser chamados de gordos. Faz sentido dizer que são

32 doentes mulheres e homens capazes de correr 42 km?

33 Você, leitor, dirá que a obesidade traz com ela

34 hipertensão arterial, diabetes, derrames, ataques

35 cardíacos e outros agravos. É verdade, a incidência

36 desses e de outros males é mais alta em obesos. Mas

37 estaria justificado classificar a obesidade como uma

38 patologia médica no caso dos que não apresentam

39 nenhuma dessas complicações?

40 Claro, a obesidade é uma condição ou fator de risco

41 para essas doenças, mas não devemos nos referir a ela

42 — e a outros fatores que aumentam riscos de adoecer

43 — como se fossem estados mórbidos, quando na

44 realidade não o são.

Autor: Drauzio Varella - GZH (Adaptado)

O autor problematiza a adoção do Índice de Massa Corporal (IMC) como parâmetro absoluto para a classificação do estado de saúde de um individuo. Considerando a crítica central formulada no texto, analise as partes que seguem:

(1º parte): O IMC revela-se destituído de robustez epistemológica e, à luz das limitações conceituais que o fragilizam, deve ser prontamente desqualificado como ferramenta confiável para fins de avaliação clínica criteriosa.


(2º parte): A crítica mais substancial dirigida ao IMC reside em sua incapacidade de incorporar variáveis determinantes como a composição corporal individual e o nível de exigência metabólica decorrente da prática de atividade física, circunstância que o torna susceptível a induzir a classificações diagnósticas equivocadas, muitas vezes estigmatizando indivíduos | metabolicamente saudáveis como clinicamente comprometidos.

(3º parte): A rejeição ao IMC, por vezes, se ancora na equivocada suposição de que quadros de obesidade são ontologicamente compatíveis com um estado de saúde plena, o que implicaria, sob tal perspectiva, a desnecessidade de monitoramento clínico especializado.

Das partes, NÃO se pode afirmar que:

Questão Anulada

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3764197 Ano: 2025
Disciplina: Informática
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Caxias do Sul-RS
Provas:

Considere que um usuário decidiu utilizar o navegador Mozilla Firefox (em português) no computador. A partir disso, considerando a navegação, analise as assertivas a seguir.

I. Para abrir uma nova aba, deve-se clicar no sinal de mais (+) à esquerda da última aba. O cursor de teclado é posicionado na barra de endereços, assim pode-se logo começar a digitar uma busca ou um endereço de site (URL).

Il. Para fechar várias abas ao mesmo tempo, deve-se manter pressionada a tecla Alt enquanto clica em cada aba para selecionar as abas que se deseja fechar. Depois deve-se clicar da mesma forma em qualquer uma dessas abas e escolher Fechar abas para fechar as abas selecionadas.

Ill. Se foram abertas mais abas do que cabe na barra de abas, aparecem botões de rolagem de abas em cada extremidade. Ao clicar neles, a barra de abas desliza para a esquerda ou direita.

A partir da análise das assertivas acima, pode-se afirmar que está(ão) CORRETA(S):

Questão Desatualizada

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