Foram encontradas 160 questões.
Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.
Onde foi parar o tempo?
1 ___O tempo parece estar passando mais rápido a
2 cada ano. Não sei se é só impressão minha, mas
3 ultimamente o Natal chega quase junto com o Carnaval,
4 que logo dá lugar ao Dia das Mães e, num piscar de
5 olhos, já estamos comprando panetone novamente. O
6 Halloween mal se estabelece e, no fim, o verdadeiro
7 susto é reparar que já estamos rodeados de enfeites
8 natalinos outra vez. E a Páscoa? Antes mesmo do ano
9 engatar, os ovos de chocolate já tomam conta das
10 prateleiras. Mas já?! Quando, como e por que o tempo
11 passou tão rápido sem que nos déssemos conta?
12 ___Sorte das crianças, que parecem imunes a essa
13 aceleração. Dia desses, ouvi um garoto reclamando da
14 pouca duração das férias escolares: dois meses para
15 descansar contra um ano inteiro de aulas. Aos olhos
16 dele, deveria haver mais equilíbrio - e talvez ele tenha
17 razão... Quem pode culpá-lo? Para as crianças, o tempo
18 parece se estender e por vezes parece se arrastar como
19 alguém preso no trânsito de sexta-feira à tarde; lá para
20 nós, adultos, ele se resume a semanas que deslizam
21 sem que percebamos.
22 ___A ciência tem uma explicação lógica para isso, o
23 que evita pensarmos que estamos delirando (pelo
24 menos não completamente). O cérebro humano se
25 acostuma com a rotina e, à medida que repetimos
26 atividades, a percepção do tempo em si é encurtada.
27 Fazemos as mesmas coisas, tomamos os mesmos
28 caminhos, não desafiamos o cérebro para o novo. Em
29 contrapartida, quando somos pequenos, cada
30 experiência e inédita, e essa novidade expande nossa
31 sensação de duração dos dias. Estamos o tempo todo
32 aprendendo. Na vida adulta, a previsibilidade do
33 cotidiano faz com que os anos passem sem que nos
34 detenhamos nos detalhes. Um efeito colateral da
35 modernidade ou uma pegadinha do universo? Difícil
36 dizer.
37 ___Talvez seja esse o grande desafio: encontrar
38 maneiras de escapar da monotonia e perceber o tempo
39 com mais atenção. Tentar enganar o tempo da mesma
40 forma como ele nos engana. Como para tudo, há
4l sempre uma perspectiva diferente a qual podemos nos
42 debruçar se deixarmos de viver apenas sob o domínio
43 de Chronos - o tempo dos prazos e compromissos
44 podemos abrir espaço para Kairós, o tempo que se
45 mede pela qualidade, não pela quantidade. E talvez se,a
46 nesse instante, entre um respiro e outro, que o tempo
47 desacelere- ou, quem sabe, finalmente passe no ritmo
48 certo. Nem que seja só para nos contrariar.
Autor: Pedro Guerra - GZH (adaplado)
No trecho Tentar enganar o tempo da mesma forma como ele nos engana (/.39-40), a escolha lexical do verbo enganar, em duplicidade, exemplifica um dos recursos semânticos mais relevantes do texto. Considerando esse uso e o campo semântico de outras expressões presentes no texto, analise as assertivas e julgue V, para as Verdadeiras, e F, para as Falsas:
( ) A duplicação do verbo enganar (/.39) evidencia um recurso de reciprocidade metafórica, no qual o tempo é personificado e tratado como agente ativo de confusão e manipulação da percepção humana.
( ) O emprego de termos como pegadinha do universo (/.35) e desacelere (/.47) contribui para a construção de uma rede semântica de resistência, em que o tempo, embora abstrato, é tratado como adversário a ser driblado.
( ) A oposição entre Chronos (/.43) e Kairós (/.44) é sustentada por uma dicotomia semântica entre tempo quantitativo e tempo qualitativo, sendo esta última associada a um campo semântico de sensibilidade, pausa e contemplação.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de baixo para cima, os parênteses?
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.
Nós, Baby Boomers da pré-história, preferimos os finais felizes
1 Era uma amiga nossa, da época do colégio.
2 Morava em um apartamento pequeno, mas era dela.
3 Quitado. Hoje os jovens não consideram a posse um
4 benefício, mas quem nasceu nos anos 1960 sabe que
S ter um imóvel para chamar de seu era o objetivo de
6 uma vida - que nossa amiga só atingiu aos 50 anos.
7 Foi isso, o espanto quando ela um dia nos chamou em
8 Sua CaSa para anunciar que iria morar com o homem
9 que havia conhecido no Tinder. Colocaria seu
10 apartamento à venda.
11 Foi um rebuliço. Tá louca? Você não pode vender
12 o único lugar que tem para voltar! Bom, aí começou
13 uma conversa difícil sobre a nossa falta de otimismo
14 em seu namoro. Estávamos apenas sendo
15 previdentes, mas ela se defendeu: tudo ia muito bem
16 com o casal, não eram crianças, já haviam passado
17 por Casamentos anteriores e ela não seria tola de dar
18 Um passo desses se não estivesse absolutamente
19 confiante.
20 Deveríamos ter dado os parabéns e saído de
21 fininho, envergonhadas pelo nosso ceticismo, mas
22 Continuamos bem sentadas onde estávamos e
23 insistimos para ela não vender, e sim alugar o
24 apartamento, e que fosse cuidadosa com o contrato,
25 deveria incluir uma cláusula que facilitasse sua
26 recuperação em caso de emergência. Emergência
27 que neo haverá', disse ela. Era comovente.
28 Resultado: não houve, mesmo, necessidade
29 nenhuma de voltar para o seu apartamento. Ela e o
30 marido continuam tão apaixonados como estavam 13
31 anos atrás, quando iniciaram um romance de dar
32 inveja em amigas agourentas. O casamento segue
33 firme e forte, e eles trabalham duro, mesmo já em
34 idade de se aposentar, o que seria motivo para ela
35 querer torcer nosso pescoço, pois se tivesse vendido
36 o apartamento naquela época, teria capital para
37 investir em um negócio próprio e talvez estivesse
38 vivendo hoje com mais folga no orçamento
39 No entanto, ela alugou o apartamento, como
40 sugerimos. Somos cinco melhores amigas, e nossas
41 vozes, juntas, fazem diferença na vida uma da outra.
42 Pois bem: depois de muitos anos sendo ocupado por
43 locatários diversos, o apartamento acaba de voltar às
44 suas mãos. Não, nossa amiga não se separou quem
45 separou foi sua filha mais nova, que lá instalou suas
46 roupas e os planos incertos para o futuro.
47 O apartamento continua pequeno, e agora quem
48 o visita são as amigas da jovem inquilina, todas na
49 faixa dos 30, que defendem, com razão, que é preciso
50 desapegar de bens materiais, que desta vida nada se
51 leva, que ninguém pode adivinhar o dia de amanhã,
52 que investir em experiências é mais enriquecedor do
53 que se matar trabalhando para ser dono de um imóvel,
54 e eu tenho muita simpatia por essa linha de
55 pensamento, talvez pensasse assim se pertencesse à
56 Geração Z e tivesse nascido em 1997.
57 Porém, nós, Baby Boomers da pré-história,
58 preferimos os Finais felizes
Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado)
O texto apresenta uma forte relação de amizade entre a narradora e suas quatro melhores amigas, mostrando como suas opiniões influenciam as decisões umas das outras. Nesse sentido, analise as seguintes assertivas:
I. As amigas da narradora empenharam-se em demover sua colega da intenção de alienar o apartamento, uma vez que não depositavam confiança na durabilidade do novo vínculo amoroso estabelecido por ela.
Il. A opção por locar o referido imóvel, em detrimento de sua venda, revelou-se providencial, pois culminou em benefício inesperado à filha da proprietária.
IIl. O círculo de amigas manifestou arrependimento por ter intervido na decisão da colega, reconhecendo retrospectivamente que a venda poderia ter implicado maior proveito econômico.
Das assertivas, NÃO se pode afirmar que:
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.
Nós, Baby Boomers da pré-história, preferimos os finais felizes
1 Era uma amiga nossa, da época do colégio.
2 Morava em um apartamento pequeno, mas era dela.
3 Quitado. Hoje os jovens não consideram a posse um
4 benefício, mas quem nasceu nos anos 1960 sabe que
S ter um imóvel para chamar de seu era o objetivo de
6 uma vida - que nossa amiga só atingiu aos 50 anos.
7 Foi isso, o espanto quando ela um dia nos chamou em
8 Sua CaSa para anunciar que iria morar com o homem
9 que havia conhecido no Tinder. Colocaria seu
10 apartamento à venda.
11 Foi um rebuliço. Tá louca? Você não pode vender
12 o único lugar que tem para voltar! Bom, aí começou
13 uma conversa difícil sobre a nossa falta de otimismo
14 em seu namoro. Estávamos apenas sendo
15 previdentes, mas ela se defendeu: tudo ia muito bem
16 com o casal, não eram crianças, já haviam passado
17 por Casamentos anteriores e ela não seria tola de dar
18 Um passo desses se não estivesse absolutamente
19 confiante.
20 Deveríamos ter dado os parabéns e saído de
21 fininho, envergonhadas pelo nosso ceticismo, mas
22 Continuamos bem sentadas onde estávamos e
23 insistimos para ela não vender, e sim alugar o
24 apartamento, e que fosse cuidadosa com o contrato,
25 deveria incluir uma cláusula que facilitasse sua
26 recuperação em caso de emergência. Emergência
27 que neo haverá', disse ela. Era comovente.
28 Resultado: não houve, mesmo, necessidade
29 nenhuma de voltar para o seu apartamento. Ela e o
30 marido continuam tão apaixonados como estavam 13
31 anos atrás, quando iniciaram um romance de dar
32 inveja em amigas agourentas. O casamento segue
33 firme e forte, e eles trabalham duro, mesmo já em
34 idade de se aposentar, o que seria motivo para ela
35 querer torcer nosso pescoço, pois se tivesse vendido
36 o apartamento naquela época, teria capital para
37 investir em um negócio próprio e talvez estivesse
38 vivendo hoje com mais folga no orçamento
39 No entanto, ela alugou o apartamento, como
40 sugerimos. Somos cinco melhores amigas, e nossas
41 vozes, juntas, fazem diferença na vida uma da outra.
42 Pois bem: depois de muitos anos sendo ocupado por
43 locatários diversos, o apartamento acaba de voltar às
44 suas mãos. Não, nossa amiga não se separou quem
45 separou foi sua filha mais nova, que lá instalou suas
46 roupas e os planos incertos para o futuro.
47 O apartamento continua pequeno, e agora quem
48 o visita são as amigas da jovem inquilina, todas na
49 faixa dos 30, que defendem, com razão, que é preciso
50 desapegar de bens materiais, que desta vida nada se
51 leva, que ninguém pode adivinhar o dia de amanhã,
52 que investir em experiências é mais enriquecedor do
53 que se matar trabalhando para ser dono de um imóvel,
54 e eu tenho muita simpatia por essa linha de
55 pensamento, talvez pensasse assim se pertencesse à
56 Geração Z e tivesse nascido em 1997.
57 Porém, nós, Baby Boomers da pré-história,
58 preferimos os Finais felizes
Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado)
O texto evidencia um antagonismo geracional quanto à valoração atribuída à posse de bens patrimoniais. À luz dessa divergência de perspectivas, analise as assertivas e julgue V, para as verdadeiras, e F, para as falsas:
() Os indivíduos pertencentes à Geração Z percebem a aquisição de um imóvel como condição sine qua non para a estabilidade financeira, contrapondo-se à geração da narradora, cuja ênfase recai sobre vivências subjetivas e autonomia existencial,
() A interlocutora da narradora, ao alienar seu apartamento, revela afinidade com os pressupostos da Geração Z, notadamente no que tange à primazia conferida às experiências em detrimento da acumulação material.
() As companheiras da narradora, vinculadas à geração dos Baby Boomers, evidenciam uma postura de cunho conservador, ao recomendarem a preservação do imóvel como salvaguarda de segurança futura.
() A narradora, integrante da Geração Z, endossa a decisão da amiga de se desfazer do apartamento, com base na convicção de que a posse de bens materiais não constitui requisito imprescindível à realização pessoal.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de baixo para cima, os parênteses acima?
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.
Onde foi parar o tempo?
1 ___O tempo parece estar passando mais rápido a
2 cada ano. Não sei se é só impressão minha, mas
3 ultimamente o Natal chega quase junto com o Carnaval,
4 que logo dá lugar ao Dia das Mães e, num piscar de
5 olhos, já estamos comprando panetone novamente. O
6 Halloween mal se estabelece e, no fim, o verdadeiro
7 susto é reparar que já estamos rodeados de enfeites
8 natalinos outra vez. E a Páscoa? Antes mesmo do ano
9 engatar, os ovos de chocolate já tomam conta das
10 prateleiras. Mas já?! Quando, como e por que o tempo
11 passou tão rápido sem que nos déssemos conta?
12 ___Sorte das crianças, que parecem imunes a essa
13 aceleração. Dia desses, ouvi um garoto reclamando da
14 pouca duração das férias escolares: dois meses para
15 descansar contra um ano inteiro de aulas. Aos olhos
16 dele, deveria haver mais equilíbrio - e talvez ele tenha
17 razão... Quem pode culpá-lo? Para as crianças, o tempo
18 parece se estender e por vezes parece se arrastar como
19 alguém preso no trânsito de sexta-feira à tarde; lá para
20 nós, adultos, ele se resume a semanas que deslizam
21 sem que percebamos.
22 ___A ciência tem uma explicação lógica para isso, o
23 que evita pensarmos que estamos delirando (pelo
24 menos não completamente). O cérebro humano se
25 acostuma com a rotina e, à medida que repetimos
26 atividades, a percepção do tempo em si é encurtada.
27 Fazemos as mesmas coisas, tomamos os mesmos
28 caminhos, não desafiamos o cérebro para o novo. Em
29 contrapartida, quando somos pequenos, cada
30 experiência e inédita, e essa novidade expande nossa
31 sensação de duração dos dias. Estamos o tempo todo
32 aprendendo. Na vida adulta, a previsibilidade do
33 cotidiano faz com que os anos passem sem que nos
34 detenhamos nos detalhes. Um efeito colateral da
35 modernidade ou uma pegadinha do universo? Difícil
36 dizer.
37 ___Talvez seja esse o grande desafio: encontrar
38 maneiras de escapar da monotonia e perceber o tempo
39 com mais atenção. Tentar enganar o tempo da mesma
40 forma como ele nos engana. Como para tudo, há
4l sempre uma perspectiva diferente a qual podemos nos
42 debruçar se deixarmos de viver apenas sob o domínio
43 de Chronos - o tempo dos prazos e compromissos
44 podemos abrir espaço para Kairós, o tempo que se
45 mede pela qualidade, não pela quantidade. E talvez se,a
46 nesse instante, entre um respiro e outro, que o tempo
47 desacelere- ou, quem sabe, finalmente passe no ritmo
48 certo. Nem que seja só para nos contrariar.
Autor: Pedro Guerra - GZH (adaplado)
Quanto ao emprego e flexão de tempos e modos verbais, assinale a alternativa CORRETA acerca dos verbos destacados.
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.
Onde foi parar o tempo?
1 ___O tempo parece estar passando mais rápido a
2 cada ano. Não sei se é só impressão minha, mas
3 ultimamente o Natal chega quase junto com o Carnaval,
4 que logo dá lugar ao Dia das Mães e, num piscar de
5 olhos, já estamos comprando panetone novamente. O
6 Halloween mal se estabelece e, no fim, o verdadeiro
7 susto é reparar que já estamos rodeados de enfeites
8 natalinos outra vez. E a Páscoa? Antes mesmo do ano
9 engatar, os ovos de chocolate já tomam conta das
10 prateleiras. Mas já?! Quando, como e por que o tempo
11 passou tão rápido sem que nos déssemos conta?
12 ___Sorte das crianças, que parecem imunes a essa
13 aceleração. Dia desses, ouvi um garoto reclamando da
14 pouca duração das férias escolares: dois meses para
15 descansar contra um ano inteiro de aulas. Aos olhos
16 dele, deveria haver mais equilíbrio - e talvez ele tenha
17 razão... Quem pode culpá-lo? Para as crianças, o tempo
18 parece se estender e por vezes parece se arrastar como
19 alguém preso no trânsito de sexta-feira à tarde; lá para
20 nós, adultos, ele se resume a semanas que deslizam
21 sem que percebamos.
22 ___A ciência tem uma explicação lógica para isso, o
23 que evita pensarmos que estamos delirando (pelo
24 menos não completamente). O cérebro humano se
25 acostuma com a rotina e, à medida que repetimos
26 atividades, a percepção do tempo em si é encurtada.
27 Fazemos as mesmas coisas, tomamos os mesmos
28 caminhos, não desafiamos o cérebro para o novo. Em
29 contrapartida, quando somos pequenos, cada
30 experiência e inédita, e essa novidade expande nossa
31 sensação de duração dos dias. Estamos o tempo todo
32 aprendendo. Na vida adulta, a previsibilidade do
33 cotidiano faz com que os anos passem sem que nos
34 detenhamos nos detalhes. Um efeito colateral da
35 modernidade ou uma pegadinha do universo? Difícil
36 dizer.
37 ___Talvez seja esse o grande desafio: encontrar
38 maneiras de escapar da monotonia e perceber o tempo
39 com mais atenção. Tentar enganar o tempo da mesma
40 forma como ele nos engana. Como para tudo, há
4l sempre uma perspectiva diferente a qual podemos nos
42 debruçar se deixarmos de viver apenas sob o domínio
43 de Chronos - o tempo dos prazos e compromissos
44 podemos abrir espaço para Kairós, o tempo que se
45 mede pela qualidade, não pela quantidade. E talvez se,a
46 nesse instante, entre um respiro e outro, que o tempo
47 desacelere- ou, quem sabe, finalmente passe no ritmo
48 certo. Nem que seja só para nos contrariar.
Autor: Pedro Guerra - GZH (adaplado)
Ao final do texto, o autor menciona os conceitos de Chronos e Kairós como formas distintas de vivenciar o tempo. Com base nesse recurso e no desenvolvimento argumentativo do texto, é possível afirmar que:
I O autor propõe substituir totalmente a lógica de Chronos pela vivência de Kairós, como forma de negação da realidade moderna.
Il. A menção a Chronos e Kairós serve como metáfora religiosa, sugerindo que apenas a fé é capaz de transformar a experiência do tempo.
III. A oposição entre Chronos e Kairós ilustra a dualidade entre o tempo cronológico e o tempo qualitativo, valorizando uma vivência mais consciente e sensível do presente.
IV. A referência a Chronos e Kairós contradiz os argumentos anteriores e reforça que não há formas eficazes de lidar com a aceleração do tempo.
Das assertivas, pode-se afirmar que:
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.
Onde foi parar o tempo?
1 ___O tempo parece estar passando mais rápido a
2 cada ano. Não sei se é só impressão minha, mas
3 ultimamente o Natal chega quase junto com o Carnaval,
4 que logo dá lugar ao Dia das Mães e, num piscar de
5 olhos, já estamos comprando panetone novamente. O
6 Halloween mal se estabelece e, no fim, o verdadeiro
7 susto é reparar que já estamos rodeados de enfeites
8 natalinos outra vez. E a Páscoa? Antes mesmo do ano
9 engatar, os ovos de chocolate já tomam conta das
10 prateleiras. Mas já?! Quando, como e por que o tempo
11 passou tão rápido sem que nos déssemos conta?
12 ___Sorte das crianças, que parecem imunes a essa
13 aceleração. Dia desses, ouvi um garoto reclamando da
14 pouca duração das férias escolares: dois meses para
15 descansar contra um ano inteiro de aulas. Aos olhos
16 dele, deveria haver mais equilíbrio - e talvez ele tenha
17 razão... Quem pode culpá-lo? Para as crianças, o tempo
18 parece se estender e por vezes parece se arrastar como
19 alguém preso no trânsito de sexta-feira à tarde; lá para
20 nós, adultos, ele se resume a semanas que deslizam
21 sem que percebamos.
22 ___A ciência tem uma explicação lógica para isso, o
23 que evita pensarmos que estamos delirando (pelo
24 menos não completamente). O cérebro humano se
25 acostuma com a rotina e, à medida que repetimos
26 atividades, a percepção do tempo em si é encurtada.
27 Fazemos as mesmas coisas, tomamos os mesmos
28 caminhos, não desafiamos o cérebro para o novo. Em
29 contrapartida, quando somos pequenos, cada
30 experiência e inédita, e essa novidade expande nossa
31 sensação de duração dos dias. Estamos o tempo todo
32 aprendendo. Na vida adulta, a previsibilidade do
33 cotidiano faz com que os anos passem sem que nos
34 detenhamos nos detalhes. Um efeito colateral da
35 modernidade ou uma pegadinha do universo? Difícil
36 dizer.
37 ___Talvez seja esse o grande desafio: encontrar
38 maneiras de escapar da monotonia e perceber o tempo
39 com mais atenção. Tentar enganar o tempo da mesma
40 forma como ele nos engana. Como para tudo, há
4l sempre uma perspectiva diferente a qual podemos nos
42 debruçar se deixarmos de viver apenas sob o domínio
43 de Chronos - o tempo dos prazos e compromissos
44 podemos abrir espaço para Kairós, o tempo que se
45 mede pela qualidade, não pela quantidade. E talvez se,a
46 nesse instante, entre um respiro e outro, que o tempo
47 desacelere- ou, quem sabe, finalmente passe no ritmo
48 certo. Nem que seja só para nos contrariar.
Autor: Pedro Guerra - GZH (adaplado)
Ao longo do texto, o autor explora a percepção subjetiva da passagem do tempo, contrastando diferentes fases da vida. Considerando os argumentos apresentados e a linguagem empregada, infere-se que o autor:
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.
Onde foi parar o tempo?
1 ___O tempo parece estar passando mais rápido a
2 cada ano. Não sei se é só impressão minha, mas
3 ultimamente o Natal chega quase junto com o Carnaval,
4 que logo dá lugar ao Dia das Mães e, num piscar de
5 olhos, já estamos comprando panetone novamente. O
6 Halloween mal se estabelece e, no fim, o verdadeiro
7 susto é reparar que já estamos rodeados de enfeites
8 natalinos outra vez. E a Páscoa? Antes mesmo do ano
9 engatar, os ovos de chocolate já tomam conta das
10 prateleiras. Mas já?! Quando, como e por que o tempo
11 passou tão rápido sem que nos déssemos conta?
12 ___Sorte das crianças, que parecem imunes a essa
13 aceleração. Dia desses, ouvi um garoto reclamando da
14 pouca duração das férias escolares: dois meses para
15 descansar contra um ano inteiro de aulas. Aos olhos
16 dele, deveria haver mais equilíbrio - e talvez ele tenha
17 razão... Quem pode culpá-lo? Para as crianças, o tempo
18 parece se estender e por vezes parece se arrastar como
19 alguém preso no trânsito de sexta-feira à tarde; lá para
20 nós, adultos, ele se resume a semanas que deslizam
21 sem que percebamos.
22 ___A ciência tem uma explicação lógica para isso, o
23 que evita pensarmos que estamos delirando (pelo
24 menos não completamente). O cérebro humano se
25 acostuma com a rotina e, à medida que repetimos
26 atividades, a percepção do tempo em si é encurtada.
27 Fazemos as mesmas coisas, tomamos os mesmos
28 caminhos, não desafiamos o cérebro para o novo. Em
29 contrapartida, quando somos pequenos, cada
30 experiência e inédita, e essa novidade expande nossa
31 sensação de duração dos dias. Estamos o tempo todo
32 aprendendo. Na vida adulta, a previsibilidade do
33 cotidiano faz com que os anos passem sem que nos
34 detenhamos nos detalhes. Um efeito colateral da
35 modernidade ou uma pegadinha do universo? Difícil
36 dizer.
37 ___Talvez seja esse o grande desafio: encontrar
38 maneiras de escapar da monotonia e perceber o tempo
39 com mais atenção. Tentar enganar o tempo da mesma
40 forma como ele nos engana. Como para tudo, há
4l sempre uma perspectiva diferente a qual podemos nos
42 debruçar se deixarmos de viver apenas sob o domínio
43 de Chronos - o tempo dos prazos e compromissos
44 podemos abrir espaço para Kairós, o tempo que se
45 mede pela qualidade, não pela quantidade. E talvez se,a
46 nesse instante, entre um respiro e outro, que o tempo
47 desacelere- ou, quem sabe, finalmente passe no ritmo
48 certo. Nem que seja só para nos contrariar.
Autor: Pedro Guerra - GZH (adaplado)
Sobre o trecho Antes mesmo do ano engatar, os ovos de chocolate já tomam conta das prateleiras (/. 8- 10), assinale a alternativa em que a classificação morfológica do termo destacado está INCORRETA.
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Caxias do Sul-RS
Algumas são as ações a serem abrangidas pelo Programa de Inovação para a Modernização da Administração Pública (Programa GOV.LAB), de acordo com o Decreto Municipal n.º 22.247/2022, como:
Implementar prestação de serviços públicos digitais por meio de tecnologias de amplo acesso pela população de baixa renda ou residente em áreas isoladas, em substituição ao atendimento presencial.
Acerca da ação acima, pode-se afirmar que ela está:
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.
O equívoco do IMC
1 Cada vez vejo mais médicos que consideram a
2 obesidade uma doença. Em saúde pública, é preciso
3 cuidado com generalizações desse tipo.
4 O critério mais aceito para definir obesidade se
5 baseia no IMC, calculado dividindo-se o peso pela altura
6 ao quadrado. Como consideramos obesas as pessoas
7 com IMC igual ou superior a 30, essa faixa inclui um
8 grupo muito heterogêneo, que vai dos que têm
9 obesidade grau 1 (IMC entre 30 e 35) até aqueles com
10 obesidade grave (IMC acima de 40), alguns dos quais
11 podem pesar 200 quilos.
12 Se rotularmos como doentes todos os que caem
13 nessa faixa tão diversificada, teremos cerca de 20% dos
14 brasileiros e 40% dos norte-americanos, por exemplo. A
15 continuar nesse ritmo, ser considerado saudável ficará
16 restrito a uma minoria.
17 Acho um equivoco usar o IMC como critério único
18 para separar pessoas com saúde daquelas enfermas,
19 Primeiro, porque, entre outras limitações, o IMC não
20 leva em conta sequer fatores anatômicos como a
21 estrutura osteomuscular. Quem tem ossos largos,
22 braços e pernas grossas tende a ter IMCs mais
23 elevados do que os longilíneos. Parâmetros como
24 circunferência abdominal são cada vez mais valorizados
25 pelos especialistas, para avaliar o risco cardiovascular.
26 Segundo, porque O IMC não reflete a atividade
27 física. Magros sedentários têm expectativa de vida mais
28 baixa do que aqueles com sobrepeso que fazem
29 exercícios com regularidade. Com frequência encontro
30 nas maratonas corredores corpulentos que poderiam
31 ser chamados de gordos. Faz sentido dizer que são
32 doentes mulheres e homens capazes de correr 42 km?
33 Você, leitor, dirá que a obesidade traz com ela
34 hipertensão arterial, diabetes, derrames, ataques
35 cardíacos e outros agravos. É verdade, a incidência
36 desses e de outros males é mais alta em obesos. Mas
37 estaria justificado classificar a obesidade como uma
38 patologia médica no caso dos que não apresentam
39 nenhuma dessas complicações?
40 Claro, a obesidade é uma condição ou fator de risco
41 para essas doenças, mas não devemos nos referir a ela
42 — e a outros fatores que aumentam riscos de adoecer
43 — como se fossem estados mórbidos, quando na
44 realidade não o são.
Autor: Drauzio Varella - GZH (Adaptado)
O autor problematiza a adoção do Índice de Massa Corporal (IMC) como parâmetro absoluto para a classificação do estado de saúde de um individuo. Considerando a crítica central formulada no texto, analise as partes que seguem:
(1º parte): O IMC revela-se destituído de robustez epistemológica e, à luz das limitações conceituais que o fragilizam, deve ser prontamente desqualificado como ferramenta confiável para fins de avaliação clínica criteriosa.
(2º parte): A crítica mais substancial dirigida ao IMC reside em sua incapacidade de incorporar variáveis determinantes como a composição corporal individual e o nível de exigência metabólica decorrente da prática de atividade física, circunstância que o torna susceptível a induzir a classificações diagnósticas equivocadas, muitas vezes estigmatizando indivíduos | metabolicamente saudáveis como clinicamente comprometidos.
(3º parte): A rejeição ao IMC, por vezes, se ancora na equivocada suposição de que quadros de obesidade são ontologicamente compatíveis com um estado de saúde plena, o que implicaria, sob tal perspectiva, a desnecessidade de monitoramento clínico especializado.
Das partes, NÃO se pode afirmar que:
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Considere que um usuário decidiu utilizar o navegador Mozilla Firefox (em português) no computador. A partir disso, considerando a navegação, analise as assertivas a seguir.
I. Para abrir uma nova aba, deve-se clicar no sinal de mais (+) à esquerda da última aba. O cursor de teclado é posicionado na barra de endereços, assim pode-se logo começar a digitar uma busca ou um endereço de site (URL).
Il. Para fechar várias abas ao mesmo tempo, deve-se manter pressionada a tecla Alt enquanto clica em cada aba para selecionar as abas que se deseja fechar. Depois deve-se clicar da mesma forma em qualquer uma dessas abas e escolher Fechar abas para fechar as abas selecionadas.
Ill. Se foram abertas mais abas do que cabe na barra de abas, aparecem botões de rolagem de abas em cada extremidade. Ao clicar neles, a barra de abas desliza para a esquerda ou direita.
A partir da análise das assertivas acima, pode-se afirmar que está(ão) CORRETA(S):
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