Foram encontradas 160 questões.
Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.
O equívoco do IMC
1 Cada vez vejo mais médicos que consideram a
2 obesidade uma doença. Em saúde pública, é preciso
3 cuidado com generalizações desse tipo.
4 O critério mais aceito para definir obesidade se
5 baseia no IMC, calculado dividindo-se o peso pela altura
6 ao quadrado. Como consideramos obesas as pessoas
7 com IMC igual ou superior a 30, essa faixa inclui um
8 grupo muito heterogêneo, que vai dos que têm
9 obesidade grau 1 (IMC entre 30 e 35) até aqueles com
10 obesidade grave (IMC acima de 40), alguns dos quais
11 podem pesar 200 quilos.
12 Se rotularmos como doentes todos os que caem
13 nessa faixa tão diversificada, teremos cerca de 20% dos
14 brasileiros e 40% dos norte-americanos, por exemplo. A
15 continuar nesse ritmo, ser considerado saudável ficará
16 restrito a uma minoria.
17 Acho um equivoco usar o IMC como critério único
18 para separar pessoas com saúde daquelas enfermas,
19 Primeiro, porque, entre outras limitações, o IMC não
20 leva em conta sequer fatores anatômicos como a
21 estrutura osteomuscular. Quem tem ossos largos,
22 braços e pernas grossas tende a ter IMCs mais
23 elevados do que os longilíneos. Parâmetros como
24 circunferência abdominal são cada vez mais valorizados
25 pelos especialistas, para avaliar o risco cardiovascular.
26 Segundo, porque O IMC não reflete a atividade
27 física. Magros sedentários têm expectativa de vida mais
28 baixa do que aqueles com sobrepeso que fazem
29 exercícios com regularidade. Com frequência encontro
30 nas maratonas corredores corpulentos que poderiam
31 ser chamados de gordos. Faz sentido dizer que são
32 doentes mulheres e homens capazes de correr 42 km?
33 Você, leitor, dirá que a obesidade traz com ela
34 hipertensão arterial, diabetes, derrames, ataques
35 cardíacos e outros agravos. É verdade, a incidência
36 desses e de outros males é mais alta em obesos. Mas
37 estaria justificado classificar a obesidade como uma
38 patologia médica no caso dos que não apresentam
39 nenhuma dessas complicações?
40 Claro, a obesidade é uma condição ou fator de risco
41 para essas doenças, mas não devemos nos referir a ela
42 — e a outros fatores que aumentam riscos de adoecer
43 — como se fossem estados mórbidos, quando na
44 realidade não o são.
Autor: Drauzio Varella - GZH (Adaptado)
No periodo Você, leitor, dirá que a obesidade traz com ela hipertensão arterial (/.33-34), as palavras sublinhadas exercem, respectivamente, nas suas orações, as funções de:
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.
O equívoco do IMC
1 Cada vez vejo mais médicos que consideram a
2 obesidade uma doença. Em saúde pública, é preciso
3 cuidado com generalizações desse tipo.
4 O critério mais aceito para definir obesidade se
5 baseia no IMC, calculado dividindo-se o peso pela altura
6 ao quadrado. Como consideramos obesas as pessoas
7 com IMC igual ou superior a 30, essa faixa inclui um
8 grupo muito heterogêneo, que vai dos que têm
9 obesidade grau 1 (IMC entre 30 e 35) até aqueles com
10 obesidade grave (IMC acima de 40), alguns dos quais
11 podem pesar 200 quilos.
12 Se rotularmos como doentes todos os que caem
13 nessa faixa tão diversificada, teremos cerca de 20% dos
14 brasileiros e 40% dos norte-americanos, por exemplo. A
15 continuar nesse ritmo, ser considerado saudável ficará
16 restrito a uma minoria.
17 Acho um equivoco usar o IMC como critério único
18 para separar pessoas com saúde daquelas enfermas,
19 Primeiro, porque, entre outras limitações, o IMC não
20 leva em conta sequer fatores anatômicos como a
21 estrutura osteomuscular. Quem tem ossos largos,
22 braços e pernas grossas tende a ter IMCs mais
23 elevados do que os longilíneos. Parâmetros como
24 circunferência abdominal são cada vez mais valorizados
25 pelos especialistas, para avaliar o risco cardiovascular.
26 Segundo, porque O IMC não reflete a atividade
27 física. Magros sedentários têm expectativa de vida mais
28 baixa do que aqueles com sobrepeso que fazem
29 exercícios com regularidade. Com frequência encontro
30 nas maratonas corredores corpulentos que poderiam
31 ser chamados de gordos. Faz sentido dizer que são
32 doentes mulheres e homens capazes de correr 42 km?
33 Você, leitor, dirá que a obesidade traz com ela
34 hipertensão arterial, diabetes, derrames, ataques
35 cardíacos e outros agravos. É verdade, a incidência
36 desses e de outros males é mais alta em obesos. Mas
37 estaria justificado classificar a obesidade como uma
38 patologia médica no caso dos que não apresentam
39 nenhuma dessas complicações?
40 Claro, a obesidade é uma condição ou fator de risco
41 para essas doenças, mas não devemos nos referir a ela
42 — e a outros fatores que aumentam riscos de adoecer
43 — como se fossem estados mórbidos, quando na
44 realidade não o são.
Autor: Drauzio Varella - GZH (Adaptado)
No desenvolvimento do texto, o autor reconhece que a obesidade pode amplificar a probabilidade de determinadas enfermidades. À luz dessa consideração, analise as assertivas a seguir:
I. A obesidade guarda correlação estatisticamente significativa com a incidência de doenças crônicas não transmissíveis.
Il. Todo indivíduo clinicamente classificado como obeso desenvolve, invariavelmente, quadros patológicos de alta gravidade, o que justifica a consagração universal da obesidade como uma entidade nosológica autônoma.
IIl. O autor problematiza a classificação da obesidade como doença, sobretudo nos cenários em que não se evidenciam comorbidades clínicas nem comprometimentos funcionais mensuráveis.
Das assertivas, pode-se afirmar que:
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.
O equívoco do IMC
1 Cada vez vejo mais médicos que consideram a
2 obesidade uma doença. Em saúde pública, é preciso
3 cuidado com generalizações desse tipo.
4 O critério mais aceito para definir obesidade se
5 baseia no IMC, calculado dividindo-se o peso pela altura
6 ao quadrado. Como consideramos obesas as pessoas
7 com IMC igual ou superior a 30, essa faixa inclui um
8 grupo muito heterogêneo, que vai dos que têm
9 obesidade grau 1 (IMC entre 30 e 35) até aqueles com
10 obesidade grave (IMC acima de 40), alguns dos quais
11 podem pesar 200 quilos.
12 Se rotularmos como doentes todos os que caem
13 nessa faixa tão diversificada, teremos cerca de 20% dos
14 brasileiros e 40% dos norte-americanos, por exemplo. A
15 continuar nesse ritmo, ser considerado saudável ficará
16 restrito a uma minoria.
17 Acho um equivoco usar o IMC como critério único
18 para separar pessoas com saúde daquelas enfermas,
19 Primeiro, porque, entre outras limitações, o IMC não
20 leva em conta sequer fatores anatômicos como a
21 estrutura osteomuscular. Quem tem ossos largos,
22 braços e pernas grossas tende a ter IMCs mais
23 elevados do que os longilíneos. Parâmetros como
24 circunferência abdominal são cada vez mais valorizados
25 pelos especialistas, para avaliar o risco cardiovascular.
26 Segundo, porque O IMC não reflete a atividade
27 física. Magros sedentários têm expectativa de vida mais
28 baixa do que aqueles com sobrepeso que fazem
29 exercícios com regularidade. Com frequência encontro
30 nas maratonas corredores corpulentos que poderiam
31 ser chamados de gordos. Faz sentido dizer que são
32 doentes mulheres e homens capazes de correr 42 km?
33 Você, leitor, dirá que a obesidade traz com ela
34 hipertensão arterial, diabetes, derrames, ataques
35 cardíacos e outros agravos. É verdade, a incidência
36 desses e de outros males é mais alta em obesos. Mas
37 estaria justificado classificar a obesidade como uma
38 patologia médica no caso dos que não apresentam
39 nenhuma dessas complicações?
40 Claro, a obesidade é uma condição ou fator de risco
41 para essas doenças, mas não devemos nos referir a ela
42 — e a outros fatores que aumentam riscos de adoecer
43 — como se fossem estados mórbidos, quando na
44 realidade não o são.
Autor: Drauzio Varella - GZH (Adaptado)
Em norte-americanos (/.14) há o uso correto do hifen, pois adjetivos pátrios compostos que começam com os elementos “norte”, "sul", "leste" e “oeste” devem manter o hifen. Nesse contexto, assinale a alternativa em que o uso do hífen também está CORRETO.
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.
Nós, Baby Boomers da pré-história, preferimos os finais felizes
1 Era uma amiga nossa, da época do colégio.
2 Morava em um apartamento pequeno, mas era dela.
3 Quitado. Hoje os jovens não consideram a posse um
4 benefício, mas quem nasceu nos anos 1960 sabe que
S ter um imóvel para chamar de seu era o objetivo de
6 uma vida - que nossa amiga só atingiu aos 50 anos.
7 Foi isso, o espanto quando ela um dia nos chamou em
8 Sua CaSa para anunciar que iria morar com o homem
9 que havia conhecido no Tinder. Colocaria seu
10 apartamento à venda.
11 Foi um rebuliço. Tá louca? Você não pode vender
12 o único lugar que tem para voltar! Bom, aí começou
13 uma conversa difícil sobre a nossa falta de otimismo
14 em seu namoro. Estávamos apenas sendo
15 previdentes, mas ela se defendeu: tudo ia muito bem
16 com o casal, não eram crianças, já haviam passado
17 por Casamentos anteriores e ela não seria tola de dar
18 Um passo desses se não estivesse absolutamente
19 confiante.
20 Deveríamos ter dado os parabéns e saído de
21 fininho, envergonhadas pelo nosso ceticismo, mas
22 Continuamos bem sentadas onde estávamos e
23 insistimos para ela não vender, e sim alugar o
24 apartamento, e que fosse cuidadosa com o contrato,
25 deveria incluir uma cláusula que facilitasse sua
26 recuperação em caso de emergência. Emergência
27 que neo haverá', disse ela. Era comovente.
28 Resultado: não houve, mesmo, necessidade
29 nenhuma de voltar para o seu apartamento. Ela e o
30 marido continuam tão apaixonados como estavam 13
31 anos atrás, quando iniciaram um romance de dar
32 inveja em amigas agourentas. O casamento segue
33 firme e forte, e eles trabalham duro, mesmo já em
34 idade de se aposentar, o que seria motivo para ela
35 querer torcer nosso pescoço, pois se tivesse vendido
36 o apartamento naquela época, teria capital para
37 investir em um negócio próprio e talvez estivesse
38 vivendo hoje com mais folga no orçamento
39 No entanto, ela alugou o apartamento, como
40 sugerimos. Somos cinco melhores amigas, e nossas
41 vozes, juntas, fazem diferença na vida uma da outra.
42 Pois bem: depois de muitos anos sendo ocupado por
43 locatários diversos, o apartamento acaba de voltar às
44 suas mãos. Não, nossa amiga não se separou quem
45 separou foi sua filha mais nova, que lá instalou suas
46 roupas e os planos incertos para o futuro.
47 O apartamento continua pequeno, e agora quem
48 o visita são as amigas da jovem inquilina, todas na
49 faixa dos 30, que defendem, com razão, que é preciso
50 desapegar de bens materiais, que desta vida nada se
51 leva, que ninguém pode adivinhar o dia de amanhã,
52 que investir em experiências é mais enriquecedor do
53 que se matar trabalhando para ser dono de um imóvel,
54 e eu tenho muita simpatia por essa linha de
55 pensamento, talvez pensasse assim se pertencesse à
56 Geração Z e tivesse nascido em 1997.
57 Porém, nós, Baby Boomers da pré-história,
58 preferimos os Finais felizes
Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado)
Acerca das classes gramaticais de palavras e expressões do texto, analise as partes que seguem:
(1º parte): Em Porém, nós, Baby Boomers da pré-história, preferimos os finais felizes (I.57-58), o verbo preferimos está no presente do indicativo e o vocábulo Porém é classificado como conjunção.
(2º parte): Em Hoje os jovens não consideram a posse um benefício (I.3-4), a palavra Hoje é classificada como advérbio de tempo, enquanto a palavra não consiste em uma preposição.
(3º parte): Em quem o visita são as amigas da jovem inquilina (I.47-48), a palavra o é classificada como artigo definido, assim como as.
Das partes, pode-se afirmar que:
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.
Onde foi parar o tempo?
1 ___O tempo parece estar passando mais rápido a
2 cada ano. Não sei se é só impressão minha, mas
3 ultimamente o Natal chega quase junto com o Carnaval,
4 que logo dá lugar ao Dia das Mães e, num piscar de
5 olhos, já estamos comprando panetone novamente. O
6 Halloween mal se estabelece e, no fim, o verdadeiro
7 susto é reparar que já estamos rodeados de enfeites
8 natalinos outra vez. E a Páscoa? Antes mesmo do ano
9 engatar, os ovos de chocolate já tomam conta das
10 prateleiras. Mas já?! Quando, como e por que o tempo
11 passou tão rápido sem que nos déssemos conta?
12 ___Sorte das crianças, que parecem imunes a essa
13 aceleração. Dia desses, ouvi um garoto reclamando da
14 pouca duração das férias escolares: dois meses para
15 descansar contra um ano inteiro de aulas. Aos olhos
16 dele, deveria haver mais equilíbrio - e talvez ele tenha
17 razão... Quem pode culpá-lo? Para as crianças, o tempo
18 parece se estender e por vezes parece se arrastar como
19 alguém preso no trânsito de sexta-feira à tarde; lá para
20 nós, adultos, ele se resume a semanas que deslizam
21 sem que percebamos.
22 ___A ciência tem uma explicação lógica para isso, o
23 que evita pensarmos que estamos delirando (pelo
24 menos não completamente). O cérebro humano se
25 acostuma com a rotina e, à medida que repetimos
26 atividades, a percepção do tempo em si é encurtada.
27 Fazemos as mesmas coisas, tomamos os mesmos
28 caminhos, não desafiamos o cérebro para o novo. Em
29 contrapartida, quando somos pequenos, cada
30 experiência e inédita, e essa novidade expande nossa
31 sensação de duração dos dias. Estamos o tempo todo
32 aprendendo. Na vida adulta, a previsibilidade do
33 cotidiano faz com que os anos passem sem que nos
34 detenhamos nos detalhes. Um efeito colateral da
35 modernidade ou uma pegadinha do universo? Difícil
36 dizer.
37 ___Talvez seja esse o grande desafio: encontrar
38 maneiras de escapar da monotonia e perceber o tempo
39 com mais atenção. Tentar enganar o tempo da mesma
40 forma como ele nos engana. Como para tudo, há
4l sempre uma perspectiva diferente a qual podemos nos
42 debruçar se deixarmos de viver apenas sob o domínio
43 de Chronos - o tempo dos prazos e compromissos
44 podemos abrir espaço para Kairós, o tempo que se
45 mede pela qualidade, não pela quantidade. E talvez se,a
46 nesse instante, entre um respiro e outro, que o tempo
47 desacelere- ou, quem sabe, finalmente passe no ritmo
48 certo. Nem que seja só para nos contrariar.
Autor: Pedro Guerra - GZH (adaplado)
Com base nas regras do sistema ortográfico vigente, analise as partes que seguem sobre vocábulos extraidos do texto: (1ª parte): Difícil e inédita são acentuadas por serem paroxitonas terminadas em L e A, respectivamente; (2ª parte): trânsito e cérebro recebem acento gráfico por serem proparoxitonas, cuja acentuação é obrigatória segundo a norma padrão; (3ª parte): só é acentuado por ser monossilabo tônico terminado em O, e alguém é acentuado por ser uma oxitona terminada em EM.
Das partes, pode-se afirmar que:
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.
Nós, Baby Boomers da pré-história, preferimos os finais felizes
1 Era uma amiga nossa, da época do colégio.
2 Morava em um apartamento pequeno, mas era dela.
3 Quitado. Hoje os jovens não consideram a posse um
4 benefício, mas quem nasceu nos anos 1960 sabe que
S ter um imóvel para chamar de seu era o objetivo de
6 uma vida - que nossa amiga só atingiu aos 50 anos.
7 Foi isso, o espanto quando ela um dia nos chamou em
8 Sua CaSa para anunciar que iria morar com o homem
9 que havia conhecido no Tinder. Colocaria seu
10 apartamento à venda.
11 Foi um rebuliço. Tá louca? Você não pode vender
12 o único lugar que tem para voltar! Bom, aí começou
13 uma conversa difícil sobre a nossa falta de otimismo
14 em seu namoro. Estávamos apenas sendo
15 previdentes, mas ela se defendeu: tudo ia muito bem
16 com o casal, não eram crianças, já haviam passado
17 por Casamentos anteriores e ela não seria tola de dar
18 Um passo desses se não estivesse absolutamente
19 confiante.
20 Deveríamos ter dado os parabéns e saído de
21 fininho, envergonhadas pelo nosso ceticismo, mas
22 Continuamos bem sentadas onde estávamos e
23 insistimos para ela não vender, e sim alugar o
24 apartamento, e que fosse cuidadosa com o contrato,
25 deveria incluir uma cláusula que facilitasse sua
26 recuperação em caso de emergência. Emergência
27 que neo haverá', disse ela. Era comovente.
28 Resultado: não houve, mesmo, necessidade
29 nenhuma de voltar para o seu apartamento. Ela e o
30 marido continuam tão apaixonados como estavam 13
31 anos atrás, quando iniciaram um romance de dar
32 inveja em amigas agourentas. O casamento segue
33 firme e forte, e eles trabalham duro, mesmo já em
34 idade de se aposentar, o que seria motivo para ela
35 querer torcer nosso pescoço, pois se tivesse vendido
36 o apartamento naquela época, teria capital para
37 investir em um negócio próprio e talvez estivesse
38 vivendo hoje com mais folga no orçamento
39 No entanto, ela alugou o apartamento, como
40 sugerimos. Somos cinco melhores amigas, e nossas
41 vozes, juntas, fazem diferença na vida uma da outra.
42 Pois bem: depois de muitos anos sendo ocupado por
43 locatários diversos, o apartamento acaba de voltar às
44 suas mãos. Não, nossa amiga não se separou quem
45 separou foi sua filha mais nova, que lá instalou suas
46 roupas e os planos incertos para o futuro.
47 O apartamento continua pequeno, e agora quem
48 o visita são as amigas da jovem inquilina, todas na
49 faixa dos 30, que defendem, com razão, que é preciso
50 desapegar de bens materiais, que desta vida nada se
51 leva, que ninguém pode adivinhar o dia de amanhã,
52 que investir em experiências é mais enriquecedor do
53 que se matar trabalhando para ser dono de um imóvel,
54 e eu tenho muita simpatia por essa linha de
55 pensamento, talvez pensasse assim se pertencesse à
56 Geração Z e tivesse nascido em 1997.
57 Porém, nós, Baby Boomers da pré-história,
58 preferimos os Finais felizes
Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado)
Em Estávamos apenas sendo previdentes (l. 14-15), o sujeito do verbo Estávamos é classificado como ______, assim como em ______.
Preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas:
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.
Onde foi parar o tempo?
1 ___O tempo parece estar passando mais rápido a
2 cada ano. Não sei se é só impressão minha, mas
3 ultimamente o Natal chega quase junto com o Carnaval,
4 que logo dá lugar ao Dia das Mães e, num piscar de
5 olhos, já estamos comprando panetone novamente. O
6 Halloween mal se estabelece e, no fim, o verdadeiro
7 susto é reparar que já estamos rodeados de enfeites
8 natalinos outra vez. E a Páscoa? Antes mesmo do ano
9 engatar, os ovos de chocolate já tomam conta das
10 prateleiras. Mas já?! Quando, como e por que o tempo
11 passou tão rápido sem que nos déssemos conta?
12 ___Sorte das crianças, que parecem imunes a essa
13 aceleração. Dia desses, ouvi um garoto reclamando da
14 pouca duração das férias escolares: dois meses para
15 descansar contra um ano inteiro de aulas. Aos olhos
16 dele, deveria haver mais equilíbrio - e talvez ele tenha
17 razão... Quem pode culpá-lo? Para as crianças, o tempo
18 parece se estender e por vezes parece se arrastar como
19 alguém preso no trânsito de sexta-feira à tarde; lá para
20 nós, adultos, ele se resume a semanas que deslizam
21 sem que percebamos.
22 ___A ciência tem uma explicação lógica para isso, o
23 que evita pensarmos que estamos delirando (pelo
24 menos não completamente). O cérebro humano se
25 acostuma com a rotina e, à medida que repetimos
26 atividades, a percepção do tempo em si é encurtada.
27 Fazemos as mesmas coisas, tomamos os mesmos
28 caminhos, não desafiamos o cérebro para o novo. Em
29 contrapartida, quando somos pequenos, cada
30 experiência e inédita, e essa novidade expande nossa
31 sensação de duração dos dias. Estamos o tempo todo
32 aprendendo. Na vida adulta, a previsibilidade do
33 cotidiano faz com que os anos passem sem que nos
34 detenhamos nos detalhes. Um efeito colateral da
35 modernidade ou uma pegadinha do universo? Difícil
36 dizer.
37 ___Talvez seja esse o grande desafio: encontrar
38 maneiras de escapar da monotonia e perceber o tempo
39 com mais atenção. Tentar enganar o tempo da mesma
40 forma como ele nos engana. Como para tudo, há
4l sempre uma perspectiva diferente a qual podemos nos
42 debruçar se deixarmos de viver apenas sob o domínio
43 de Chronos - o tempo dos prazos e compromissos
44 podemos abrir espaço para Kairós, o tempo que se
45 mede pela qualidade, não pela quantidade. E talvez se,a
46 nesse instante, entre um respiro e outro, que o tempo
47 desacelere- ou, quem sabe, finalmente passe no ritmo
48 certo. Nem que seja só para nos contrariar.
Autor: Pedro Guerra - GZH (adaplado)
Analise a oração retirada do texto: O Halloween mal se estabelece e, no fim, o verdadeiro susto é reparar que já estamos rodeados de enfeites natalinos outra vez. (/.5-8). Com base nos princípios da estrutura frasal do português e nas operações sintáticas possíveis, assinale a alternativa que contém uma modificação que viola a aceitabilidade linguística.
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.
Nós, Baby Boomers da pré-história, preferimos os finais felizes
1 Era uma amiga nossa, da época do colégio.
2 Morava em um apartamento pequeno, mas era dela.
3 Quitado. Hoje os jovens não consideram a posse um
4 benefício, mas quem nasceu nos anos 1960 sabe que
S ter um imóvel para chamar de seu era o objetivo de
6 uma vida - que nossa amiga só atingiu aos 50 anos.
7 Foi isso, o espanto quando ela um dia nos chamou em
8 Sua CaSa para anunciar que iria morar com o homem
9 que havia conhecido no Tinder. Colocaria seu
10 apartamento à venda.
11 Foi um rebuliço. Tá louca? Você não pode vender
12 o único lugar que tem para voltar! Bom, aí começou
13 uma conversa difícil sobre a nossa falta de otimismo
14 em seu namoro. Estávamos apenas sendo
15 previdentes, mas ela se defendeu: tudo ia muito bem
16 com o casal, não eram crianças, já haviam passado
17 por Casamentos anteriores e ela não seria tola de dar
18 Um passo desses se não estivesse absolutamente
19 confiante.
20 Deveríamos ter dado os parabéns e saído de
21 fininho, envergonhadas pelo nosso ceticismo, mas
22 Continuamos bem sentadas onde estávamos e
23 insistimos para ela não vender, e sim alugar o
24 apartamento, e que fosse cuidadosa com o contrato,
25 deveria incluir uma cláusula que facilitasse sua
26 recuperação em caso de emergência. Emergência
27 que neo haverá', disse ela. Era comovente.
28 Resultado: não houve, mesmo, necessidade
29 nenhuma de voltar para o seu apartamento. Ela e o
30 marido continuam tão apaixonados como estavam 13
31 anos atrás, quando iniciaram um romance de dar
32 inveja em amigas agourentas. O casamento segue
33 firme e forte, e eles trabalham duro, mesmo já em
34 idade de se aposentar, o que seria motivo para ela
35 querer torcer nosso pescoço, pois se tivesse vendido
36 o apartamento naquela época, teria capital para
37 investir em um negócio próprio e talvez estivesse
38 vivendo hoje com mais folga no orçamento
39 No entanto, ela alugou o apartamento, como
40 sugerimos. Somos cinco melhores amigas, e nossas
41 vozes, juntas, fazem diferença na vida uma da outra.
42 Pois bem: depois de muitos anos sendo ocupado por
43 locatários diversos, o apartamento acaba de voltar às
44 suas mãos. Não, nossa amiga não se separou quem
45 separou foi sua filha mais nova, que lá instalou suas
46 roupas e os planos incertos para o futuro.
47 O apartamento continua pequeno, e agora quem
48 o visita são as amigas da jovem inquilina, todas na
49 faixa dos 30, que defendem, com razão, que é preciso
50 desapegar de bens materiais, que desta vida nada se
51 leva, que ninguém pode adivinhar o dia de amanhã,
52 que investir em experiências é mais enriquecedor do
53 que se matar trabalhando para ser dono de um imóvel,
54 e eu tenho muita simpatia por essa linha de
55 pensamento, talvez pensasse assim se pertencesse à
56 Geração Z e tivesse nascido em 1997.
57 Porém, nós, Baby Boomers da pré-história,
58 preferimos os Finais felizes
Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado)
No trecho Foi um rebuliço. Tá louca? Você não pode vender o único lugar que tem para voltar!” (l. 11-12), o termo rebuliço, à luz do contexto, pode ser interpretado como:
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.
Nós, Baby Boomers da pré-história, preferimos os finais felizes
1 Era uma amiga nossa, da época do colégio.
2 Morava em um apartamento pequeno, mas era dela.
3 Quitado. Hoje os jovens não consideram a posse um
4 benefício, mas quem nasceu nos anos 1960 sabe que
S ter um imóvel para chamar de seu era o objetivo de
6 uma vida - que nossa amiga só atingiu aos 50 anos.
7 Foi isso, o espanto quando ela um dia nos chamou em
8 Sua CaSa para anunciar que iria morar com o homem
9 que havia conhecido no Tinder. Colocaria seu
10 apartamento à venda.
11 Foi um rebuliço. Tá louca? Você não pode vender
12 o único lugar que tem para voltar! Bom, aí começou
13 uma conversa difícil sobre a nossa falta de otimismo
14 em seu namoro. Estávamos apenas sendo
15 previdentes, mas ela se defendeu: tudo ia muito bem
16 com o casal, não eram crianças, já haviam passado
17 por Casamentos anteriores e ela não seria tola de dar
18 Um passo desses se não estivesse absolutamente
19 confiante.
20 Deveríamos ter dado os parabéns e saído de
21 fininho, envergonhadas pelo nosso ceticismo, mas
22 Continuamos bem sentadas onde estávamos e
23 insistimos para ela não vender, e sim alugar o
24 apartamento, e que fosse cuidadosa com o contrato,
25 deveria incluir uma cláusula que facilitasse sua
26 recuperação em caso de emergência. Emergência
27 que neo haverá', disse ela. Era comovente.
28 Resultado: não houve, mesmo, necessidade
29 nenhuma de voltar para o seu apartamento. Ela e o
30 marido continuam tão apaixonados como estavam 13
31 anos atrás, quando iniciaram um romance de dar
32 inveja em amigas agourentas. O casamento segue
33 firme e forte, e eles trabalham duro, mesmo já em
34 idade de se aposentar, o que seria motivo para ela
35 querer torcer nosso pescoço, pois se tivesse vendido
36 o apartamento naquela época, teria capital para
37 investir em um negócio próprio e talvez estivesse
38 vivendo hoje com mais folga no orçamento
39 No entanto, ela alugou o apartamento, como
40 sugerimos. Somos cinco melhores amigas, e nossas
41 vozes, juntas, fazem diferença na vida uma da outra.
42 Pois bem: depois de muitos anos sendo ocupado por
43 locatários diversos, o apartamento acaba de voltar às
44 suas mãos. Não, nossa amiga não se separou quem
45 separou foi sua filha mais nova, que lá instalou suas
46 roupas e os planos incertos para o futuro.
47 O apartamento continua pequeno, e agora quem
48 o visita são as amigas da jovem inquilina, todas na
49 faixa dos 30, que defendem, com razão, que é preciso
50 desapegar de bens materiais, que desta vida nada se
51 leva, que ninguém pode adivinhar o dia de amanhã,
52 que investir em experiências é mais enriquecedor do
53 que se matar trabalhando para ser dono de um imóvel,
54 e eu tenho muita simpatia por essa linha de
55 pensamento, talvez pensasse assim se pertencesse à
56 Geração Z e tivesse nascido em 1997.
57 Porém, nós, Baby Boomers da pré-história,
58 preferimos os Finais felizes
Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado)
O título do texto alude ao fato de que a geração da narradora “prefere os finais felizes”, o que denota uma cosmovisão ancorada em valores como estabilidade, proteção e previsibilidade. Considerando o desfecho narrativo, infere-se que o “final feliz” a que a narradora faz referência consiste em:
I. A decisão da amiga de alienar o imóvel e investir os recursos na constituição de um empreendimento próprio, alcançando, assim, autonomia financeira e ausência de arrependimentos.
Il. A preservação do bem imóvel por parte da amiga, circunstância que lhe permitiu proporcionar respaldo material à filha, validando, portanto, a preocupação da geração Baby Boomer com garantias concretas.
III. A aceitação da amiga em atender às ponderações das demais, priorizando sua autodeterminação e demonstrando que a liberdade decisória malogra sobre critérios de segurança patrimonial.
Das assertivas, NÃO se pode afirmar que:
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.
Nós, Baby Boomers da pré-história, preferimos os finais felizes
1 Era uma amiga nossa, da época do colégio.
2 Morava em um apartamento pequeno, mas era dela.
3 Quitado. Hoje os jovens não consideram a posse um
4 benefício, mas quem nasceu nos anos 1960 sabe que
S ter um imóvel para chamar de seu era o objetivo de
6 uma vida - que nossa amiga só atingiu aos 50 anos.
7 Foi isso, o espanto quando ela um dia nos chamou em
8 Sua CaSa para anunciar que iria morar com o homem
9 que havia conhecido no Tinder. Colocaria seu
10 apartamento à venda.
11 Foi um rebuliço. Tá louca? Você não pode vender
12 o único lugar que tem para voltar! Bom, aí começou
13 uma conversa difícil sobre a nossa falta de otimismo
14 em seu namoro. Estávamos apenas sendo
15 previdentes, mas ela se defendeu: tudo ia muito bem
16 com o casal, não eram crianças, já haviam passado
17 por Casamentos anteriores e ela não seria tola de dar
18 Um passo desses se não estivesse absolutamente
19 confiante.
20 Deveríamos ter dado os parabéns e saído de
21 fininho, envergonhadas pelo nosso ceticismo, mas
22 Continuamos bem sentadas onde estávamos e
23 insistimos para ela não vender, e sim alugar o
24 apartamento, e que fosse cuidadosa com o contrato,
25 deveria incluir uma cláusula que facilitasse sua
26 recuperação em caso de emergência. Emergência
27 que neo haverá', disse ela. Era comovente.
28 Resultado: não houve, mesmo, necessidade
29 nenhuma de voltar para o seu apartamento. Ela e o
30 marido continuam tão apaixonados como estavam 13
31 anos atrás, quando iniciaram um romance de dar
32 inveja em amigas agourentas. O casamento segue
33 firme e forte, e eles trabalham duro, mesmo já em
34 idade de se aposentar, o que seria motivo para ela
35 querer torcer nosso pescoço, pois se tivesse vendido
36 o apartamento naquela época, teria capital para
37 investir em um negócio próprio e talvez estivesse
38 vivendo hoje com mais folga no orçamento
39 No entanto, ela alugou o apartamento, como
40 sugerimos. Somos cinco melhores amigas, e nossas
41 vozes, juntas, fazem diferença na vida uma da outra.
42 Pois bem: depois de muitos anos sendo ocupado por
43 locatários diversos, o apartamento acaba de voltar às
44 suas mãos. Não, nossa amiga não se separou quem
45 separou foi sua filha mais nova, que lá instalou suas
46 roupas e os planos incertos para o futuro.
47 O apartamento continua pequeno, e agora quem
48 o visita são as amigas da jovem inquilina, todas na
49 faixa dos 30, que defendem, com razão, que é preciso
50 desapegar de bens materiais, que desta vida nada se
51 leva, que ninguém pode adivinhar o dia de amanhã,
52 que investir em experiências é mais enriquecedor do
53 que se matar trabalhando para ser dono de um imóvel,
54 e eu tenho muita simpatia por essa linha de
55 pensamento, talvez pensasse assim se pertencesse à
56 Geração Z e tivesse nascido em 1997.
57 Porém, nós, Baby Boomers da pré-história,
58 preferimos os Finais felizes
Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado)
No que se refere à classificação sintática e gramatical de termos da oração, em O apartamento continua pequeno (l. 47), a palavra pequeno é:
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