Magna Concursos

Foram encontradas 37 questões.

1892913 Ano: 2019
Disciplina: Medicina
Banca: Crescer
Orgão: Pref. Brejo Areia-MA
Provas:

Analise as afirmativas abaixo relacionadas ao Diabetes Mellitus, como Verdadeiras (V) ou Falsas (F):

( ) O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) corresponde a maior parte de todos os casos de Diabetes Mellitus. Possui etiologia complexa e multifatorial, envolvendo componentes genético e ambiental.

( ) Alguns medicamentos, como corticosteroides, podem aumentar os níveis de glicose no sangue e causar o estado hiperglicêmico hiperosmolar.

( ) Em pacientes com nefropatia estabelecida é importante monitorar função renal e potássio sérico e prescrever aumento da ingestão de proteínas.

A sequência correta corresponde a:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1892542 Ano: 2019
Disciplina: Saúde Pública
Banca: Crescer
Orgão: Pref. Brejo Areia-MA
Provas:

A participação da comunidade é um dos princípios do SUS, descritos na Lei 8080/90. É a garantia constitucional de que a população, através de suas entidades representativas, participará do processo de formulação das políticas de saúde e do controle da sua execução, em todos os níveis, desde o federal até o local. (Ministério da Saúde, 1990).

Sobre o assunto, e baseado na Lei 8142/90, é correto afirmar que:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1892541 Ano: 2019
Disciplina: Direito Sanitário
Banca: Crescer
Orgão: Pref. Brejo Areia-MA
Provas:

A Constituição Federal de 1988 inseriu o direito àsaúde no título destinado à ordem social, que temcomo objetivo o bem-estar e a justiça social. Com base nas disposições constitucionais sobre oSistema Único de Saúde (SUS), analise as afirmativasabaixo como sendo Verdadeiras (V) ou Falsas (F):

( ) O Sistema Único de Saúde será financiado com recursos do orçamento da seguridade social, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, além de outras fontes.

( ) É permitida a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às instituições privadas com fins lucrativos.

( ) Ao Sistema Único de Saúde compete, além de outras atribuições, nos termos da lei, participar do controle e fiscalização da produção, transporte, guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos

A sequência correta corresponde a:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1892540 Ano: 2019
Disciplina: Saúde Pública
Banca: Crescer
Orgão: Pref. Brejo Areia-MA
Provas:

O Sistema Único de Saúde (SUS) é uma novaformulação política e organizacional para oreordenamento dos serviços e ações de saúdeestabelecida pela Constituição de 1988. (Ministério daSaúde, 1990)

Conforme as disposições da Lei 8080/1990, emrelação ao Sistema Único de Saúde (SUS), é correto afirmar que:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1892514 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Crescer
Orgão: Pref. Brejo Areia-MA
Provas:

AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

TEXTO


  • O conhecimento científico é uma conquista relativamente recente da humanidade. A revolução científica do século
  • XVII marca a autonomia da ciência, a partir do momento que ela busca seu próprio método desligado da reflexão filosófica.
  • O exemplo clássico de procedimento científico das ciências experimentais nos mostra o seguinte: inicialmente há
  • um problema que desafia a inteligência humana, o cientista elabora uma hipótese e estabelece as condições para seu
  • controle, a fim de confirmá-la ou não, porém nem sempre a conclusão é imediata sendo necessário repetir as experiências
  • ou alterar inúmeras vezes às hipóteses.
  • A conclusão é então generalizada, ou seja, considerada válida não só para aquela situação, mas para outras
  • similares. Assim, a ciência, de acordo com o pensamento do senso comum, busca compreender a realidade de maneira
  • racional, descobrindo relações universais e necessárias entre os fenômenos, o que permite prever acontecimentos e,
  • consequentemente também agir sobre a natureza. Para tanto, a ciência utiliza métodos rigorosos e atinge um tipo de
  • conhecimento sistemático, preciso e objetivo.
  • Nos primórdios da civilização os gregos foram os primeiros a desenvolver um tipo de conhecimento racional mais
  • desligado do mito, porém, foi o pensamento laico, não religioso, que logo se tornou rigoroso e conceitual fazendo nascer a
  • filosofia no século VI a.C.
  • Nas colônias gregas da Jônia e Magna Grécia, surgiu os primeiros filósofos, e sua principal preocupação era a
  • cosmologia, ou estudo da natureza. Buscavam o princípio explicativo de todas as coisas (arché), cuja unidade resumiria a
  • extrema multiplicidade da natureza. As respostas eram as mais variadas, mas a teoria que permaneceu por mais tempo foi
  • a de Empédocles, para quem o mundo físico é constituído de quatro elementos: terra, água, ar e fogo.
  • Muitos desses filósofos, tais como Tales e Pitágoras no século VI a.C. e Euclides no século III a.C. ocupavam-se
  • com astronomia e geometria, mas, diferentemente dos egípcios e babilônios, desligavam-se de preocupações religiosas e
  • práticas, voltando-se para questões mais teóricas. [..].
  • O método científico inicialmente ocorre do seguinte modo: há um problema que desafia a inteligência; o cientista
  • elabora uma hipótese e estabelece as condições para seu controle, a fim de confirmá-la ou não. A conclusão é então
  • generalizada, ou seja, considerada válida não só para aquela situação, mas para outras similares. Além disso, quase nunca
  • se trata de um trabalho solitário do cientista, pois, hoje em dia, cada vez mais as pesquisas são objeto de atenção de grupos
  • especializados ligados, às universidades, as empresas ou ao Estado. De qualquer forma, a objetividade da ciência resulta
  • do julgamento feito pelos membros da comunidade científica que avaliam criticamente os procedimentos utilizados e as
  • conclusões, divulgadas em revistas especializadas e congressos.
  • Assim, dentro da visão do senso comum (isto é, um vasto conjunto de concepções geralmente aceita como
  • verdadeiras num determinado meio social. Repetidas irrefletidamente no cotidiano, algumas dessas noções escondem ideias
  • falsas, parciais ou preconceituosas. É uma falta de fundamentação, tratando-se de um conhecimento adquirido sem base
  • crítica, precisa, coerente e sistemática), a ciência busca compreender a realidade de maneira racional, descobrindo relações
  • universais e necessárias entre os fenômenos, o que permite prever os acontecimentos e, consequentemente, também agir
  • sobre a natureza. Para tanto, a ciência utiliza métodos rigorosos e atinge um tipo de conhecimento sistemático, preciso e
  • objetivo. Entretanto, apesar do rigor do método, não é conveniente pensar que a ciência é um conhecimento certo e
  • definitivo, pois ela avança em contínuo processo de investigação que supõe alterações à medida que surgem fatos novos,
  • ou quando são inventados novos instrumentos.
  • Por exemplo, nos séculos XVIII e XIX, as leis de Newton foram reformuladas por diversos matemáticos que
  • desenvolveram técnicas para aplicá-las de maneira mais precisa. No século XX, a teoria da relatividade de Einstein
  • desmentiu a concepção clássica que a luz se propaga em linha reta. Isso serve para mostrar o caráter provisório do
  • conhecimento científico sem, no entanto, desmerecer a seriedade e o rigor do método e dos resultados. Ou seja, as leis e as
  • teorias continuam sendo de fato hipóteses com diversos graus de confirmação e verifica a habilidade, podendo ser
  • aperfeiçoadas ou superadas.
  • A partir da explanação feita acima será que podemos afirmar que existe um método universal? Será que os métodos
  • universais devem ser considerados válidos para situações diversas? E tendo situações diferentes podemos qualificá-las
  • como universais? Como descrever relações universais através de métodos “individuais”? Será que esse tipo de método é
  • realmente válido universalmente? Será que podemos nomear o método como sendo universal?
  • Segundo Alan Chalmers, em sua obra A Fabricação da ciência, “a generalidade e o grau de aplicabilidade de leis
  • e teorias estão sujeitos a um constante aperfeiçoamento”. A partir dessa afirmação podemos concluir que o método
  • universal, na realidade, não é tão genérico assim, ou melhor, não é tão absoluto, pois está sujeito a uma substituição
  • constante. Para Chalmers, não existe nenhum método universal ou conjunto de padrão universal, entretanto, permanecem
  • modelos históricos ocasionais subentendidos nas atividades bem-sucedidas, porém, isso não significa que vale tudo na área
  • epistemológica.
  • A questão da substituição constante das teorias ficou bem explícita na sucinta explanação da história da ciência
  • realizada anteriormente, onde tivemos a clara mudança de uma teoria, método ou hipótese por outra mais coerente dentro
  • de sua época histórica e/ou científica.
  • Diante disso tudo que foi visto, do conhecimento científico e senso comum, podemos, pelo menos, fundamentar
  • que a ciência tem por objetivo estabelecer generalizações aplicáveis ao mundo, pois desde a época da revolução estamos
  • em posição de saber que essas generalizações científicas não podem ser estabelecidas a priori; temos que aceitar que a
  • exigência de certeza é mera utopia. Entretanto, a exigência de que nosso conhecimento esteja sempre sendo transformado,
  • aperfeiçoado e ampliado é pura realidade.
  • FONTE: https://www.coladaweb.com/filosofia/conhecimento-cientifico-e-senso-comum
  • A alternativa em que o trecho em negrito estabelece uma relação de dependência sintática com a ideia principal é

     

    Provas

    Questão presente nas seguintes provas
    1892513 Ano: 2019
    Disciplina: Português
    Banca: Crescer
    Orgão: Pref. Brejo Areia-MA
    Provas:

    AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

    TEXTO


  • O conhecimento científico é uma conquista relativamente recente da humanidade. A revolução científica do século
  • XVII marca a autonomia da ciência, a partir do momento que ela busca seu próprio método desligado da reflexão filosófica.
  • O exemplo clássico de procedimento científico das ciências experimentais nos mostra o seguinte: inicialmente há
  • um problema que desafia a inteligência humana, o cientista elabora uma hipótese e estabelece as condições para seu
  • controle, a fim de confirmá-la ou não, porém nem sempre a conclusão é imediata sendo necessário repetir as experiências
  • ou alterar inúmeras vezes às hipóteses.
  • A conclusão é então generalizada, ou seja, considerada válida não só para aquela situação, mas para outras
  • similares. Assim, a ciência, de acordo com o pensamento do senso comum, busca compreender a realidade de maneira
  • racional, descobrindo relações universais e necessárias entre os fenômenos, o que permite prever acontecimentos e,
  • consequentemente também agir sobre a natureza. Para tanto, a ciência utiliza métodos rigorosos e atinge um tipo de
  • conhecimento sistemático, preciso e objetivo.
  • Nos primórdios da civilização os gregos foram os primeiros a desenvolver um tipo de conhecimento racional mais
  • desligado do mito, porém, foi o pensamento laico, não religioso, que logo se tornou rigoroso e conceitual fazendo nascer a
  • filosofia no século VI a.C.
  • Nas colônias gregas da Jônia e Magna Grécia, surgiu os primeiros filósofos, e sua principal preocupação era a
  • cosmologia, ou estudo da natureza. Buscavam o princípio explicativo de todas as coisas (arché), cuja unidade resumiria a
  • extrema multiplicidade da natureza. As respostas eram as mais variadas, mas a teoria que permaneceu por mais tempo foi
  • a de Empédocles, para quem o mundo físico é constituído de quatro elementos: terra, água, ar e fogo.
  • Muitos desses filósofos, tais como Tales e Pitágoras no século VI a.C. e Euclides no século III a.C. ocupavam-se
  • com astronomia e geometria, mas, diferentemente dos egípcios e babilônios, desligavam-se de preocupações religiosas e
  • práticas, voltando-se para questões mais teóricas. [..].
  • O método científico inicialmente ocorre do seguinte modo: há um problema que desafia a inteligência; o cientista
  • elabora uma hipótese e estabelece as condições para seu controle, a fim de confirmá-la ou não. A conclusão é então
  • generalizada, ou seja, considerada válida não só para aquela situação, mas para outras similares. Além disso, quase nunca
  • se trata de um trabalho solitário do cientista, pois, hoje em dia, cada vez mais as pesquisas são objeto de atenção de grupos
  • especializados ligados, às universidades, as empresas ou ao Estado. De qualquer forma, a objetividade da ciência resulta
  • do julgamento feito pelos membros da comunidade científica que avaliam criticamente os procedimentos utilizados e as
  • conclusões, divulgadas em revistas especializadas e congressos.
  • Assim, dentro da visão do senso comum (isto é, um vasto conjunto de concepções geralmente aceita como
  • verdadeiras num determinado meio social. Repetidas irrefletidamente no cotidiano, algumas dessas noções escondem ideias
  • falsas, parciais ou preconceituosas. É uma falta de fundamentação, tratando-se de um conhecimento adquirido sem base
  • crítica, precisa, coerente e sistemática), a ciência busca compreender a realidade de maneira racional, descobrindo relações
  • universais e necessárias entre os fenômenos, o que permite prever os acontecimentos e, consequentemente, também agir
  • sobre a natureza. Para tanto, a ciência utiliza métodos rigorosos e atinge um tipo de conhecimento sistemático, preciso e
  • objetivo. Entretanto, apesar do rigor do método, não é conveniente pensar que a ciência é um conhecimento certo e
  • definitivo, pois ela avança em contínuo processo de investigação que supõe alterações à medida que surgem fatos novos,
  • ou quando são inventados novos instrumentos.
  • Por exemplo, nos séculos XVIII e XIX, as leis de Newton foram reformuladas por diversos matemáticos que
  • desenvolveram técnicas para aplicá-las de maneira mais precisa. No século XX, a teoria da relatividade de Einstein
  • desmentiu a concepção clássica que a luz se propaga em linha reta. Isso serve para mostrar o caráter provisório do
  • conhecimento científico sem, no entanto, desmerecer a seriedade e o rigor do método e dos resultados. Ou seja, as leis e as
  • teorias continuam sendo de fato hipóteses com diversos graus de confirmação e verifica a habilidade, podendo ser
  • aperfeiçoadas ou superadas.
  • A partir da explanação feita acima será que podemos afirmar que existe um método universal? Será que os métodos
  • universais devem ser considerados válidos para situações diversas? E tendo situações diferentes podemos qualificá-las
  • como universais? Como descrever relações universais através de métodos “individuais”? Será que esse tipo de método é
  • realmente válido universalmente? Será que podemos nomear o método como sendo universal?
  • Segundo Alan Chalmers, em sua obra A Fabricação da ciência, “a generalidade e o grau de aplicabilidade de leis
  • e teorias estão sujeitos a um constante aperfeiçoamento”. A partir dessa afirmação podemos concluir que o método
  • universal, na realidade, não é tão genérico assim, ou melhor, não é tão absoluto, pois está sujeito a uma substituição
  • constante. Para Chalmers, não existe nenhum método universal ou conjunto de padrão universal, entretanto, permanecem
  • modelos históricos ocasionais subentendidos nas atividades bem-sucedidas, porém, isso não significa que vale tudo na área
  • epistemológica.
  • A questão da substituição constante das teorias ficou bem explícita na sucinta explanação da história da ciência
  • realizada anteriormente, onde tivemos a clara mudança de uma teoria, método ou hipótese por outra mais coerente dentro
  • de sua época histórica e/ou científica.
  • Diante disso tudo que foi visto, do conhecimento científico e senso comum, podemos, pelo menos, fundamentar
  • que a ciência tem por objetivo estabelecer generalizações aplicáveis ao mundo, pois desde a época da revolução estamos
  • em posição de saber que essas generalizações científicas não podem ser estabelecidas a priori; temos que aceitar que a
  • exigência de certeza é mera utopia. Entretanto, a exigência de que nosso conhecimento esteja sempre sendo transformado,
  • aperfeiçoado e ampliado é pura realidade.
  • FONTE: https://www.coladaweb.com/filosofia/conhecimento-cientifico-e-senso-comum
  • Há correspondência modo-temporal entre a forma verbal simples “permaneceu” (L.17) e a composta em

     

    Provas

    Questão presente nas seguintes provas
    1892512 Ano: 2019
    Disciplina: Português
    Banca: Crescer
    Orgão: Pref. Brejo Areia-MA
    Provas:

    AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

    TEXTO


  • O conhecimento científico é uma conquista relativamente recente da humanidade. A revolução científica do século
  • XVII marca a autonomia da ciência, a partir do momento que ela busca seu próprio método desligado da reflexão filosófica.
  • O exemplo clássico de procedimento científico das ciências experimentais nos mostra o seguinte: inicialmente há
  • um problema que desafia a inteligência humana, o cientista elabora uma hipótese e estabelece as condições para seu
  • controle, a fim de confirmá-la ou não, porém nem sempre a conclusão é imediata sendo necessário repetir as experiências
  • ou alterar inúmeras vezes às hipóteses.
  • A conclusão é então generalizada, ou seja, considerada válida não só para aquela situação, mas para outras
  • similares. Assim, a ciência, de acordo com o pensamento do senso comum, busca compreender a realidade de maneira
  • racional, descobrindo relações universais e necessárias entre os fenômenos, o que permite prever acontecimentos e,
  • consequentemente também agir sobre a natureza. Para tanto, a ciência utiliza métodos rigorosos e atinge um tipo de
  • conhecimento sistemático, preciso e objetivo.
  • Nos primórdios da civilização os gregos foram os primeiros a desenvolver um tipo de conhecimento racional mais
  • desligado do mito, porém, foi o pensamento laico, não religioso, que logo se tornou rigoroso e conceitual fazendo nascer a
  • filosofia no século VI a.C.
  • Nas colônias gregas da Jônia e Magna Grécia, surgiu os primeiros filósofos, e sua principal preocupação era a
  • cosmologia, ou estudo da natureza. Buscavam o princípio explicativo de todas as coisas (arché), cuja unidade resumiria a
  • extrema multiplicidade da natureza. As respostas eram as mais variadas, mas a teoria que permaneceu por mais tempo foi
  • a de Empédocles, para quem o mundo físico é constituído de quatro elementos: terra, água, ar e fogo.
  • Muitos desses filósofos, tais como Tales e Pitágoras no século VI a.C. e Euclides no século III a.C. ocupavam-se
  • com astronomia e geometria, mas, diferentemente dos egípcios e babilônios, desligavam-se de preocupações religiosas e
  • práticas, voltando-se para questões mais teóricas. [..].
  • O método científico inicialmente ocorre do seguinte modo: há um problema que desafia a inteligência; o cientista
  • elabora uma hipótese e estabelece as condições para seu controle, a fim de confirmá-la ou não. A conclusão é então
  • generalizada, ou seja, considerada válida não só para aquela situação, mas para outras similares. Além disso, quase nunca
  • se trata de um trabalho solitário do cientista, pois, hoje em dia, cada vez mais as pesquisas são objeto de atenção de grupos
  • especializados ligados, às universidades, as empresas ou ao Estado. De qualquer forma, a objetividade da ciência resulta
  • do julgamento feito pelos membros da comunidade científica que avaliam criticamente os procedimentos utilizados e as
  • conclusões, divulgadas em revistas especializadas e congressos.
  • Assim, dentro da visão do senso comum (isto é, um vasto conjunto de concepções geralmente aceita como
  • verdadeiras num determinado meio social. Repetidas irrefletidamente no cotidiano, algumas dessas noções escondem ideias
  • falsas, parciais ou preconceituosas. É uma falta de fundamentação, tratando-se de um conhecimento adquirido sem base
  • crítica, precisa, coerente e sistemática), a ciência busca compreender a realidade de maneira racional, descobrindo relações
  • universais e necessárias entre os fenômenos, o que permite prever os acontecimentos e, consequentemente, também agir
  • sobre a natureza. Para tanto, a ciência utiliza métodos rigorosos e atinge um tipo de conhecimento sistemático, preciso e
  • objetivo. Entretanto, apesar do rigor do método, não é conveniente pensar que a ciência é um conhecimento certo e
  • definitivo, pois ela avança em contínuo processo de investigação que supõe alterações à medida que surgem fatos novos,
  • ou quando são inventados novos instrumentos.
  • Por exemplo, nos séculos XVIII e XIX, as leis de Newton foram reformuladas por diversos matemáticos que
  • desenvolveram técnicas para aplicá-las de maneira mais precisa. No século XX, a teoria da relatividade de Einstein
  • desmentiu a concepção clássica que a luz se propaga em linha reta. Isso serve para mostrar o caráter provisório do
  • conhecimento científico sem, no entanto, desmerecer a seriedade e o rigor do método e dos resultados. Ou seja, as leis e as
  • teorias continuam sendo de fato hipóteses com diversos graus de confirmação e verifica a habilidade, podendo ser
  • aperfeiçoadas ou superadas.
  • A partir da explanação feita acima será que podemos afirmar que existe um método universal? Será que os métodos
  • universais devem ser considerados válidos para situações diversas? E tendo situações diferentes podemos qualificá-las
  • como universais? Como descrever relações universais através de métodos “individuais”? Será que esse tipo de método é
  • realmente válido universalmente? Será que podemos nomear o método como sendo universal?
  • Segundo Alan Chalmers, em sua obra A Fabricação da ciência, “a generalidade e o grau de aplicabilidade de leis
  • e teorias estão sujeitos a um constante aperfeiçoamento”. A partir dessa afirmação podemos concluir que o método
  • universal, na realidade, não é tão genérico assim, ou melhor, não é tão absoluto, pois está sujeito a uma substituição
  • constante. Para Chalmers, não existe nenhum método universal ou conjunto de padrão universal, entretanto, permanecem
  • modelos históricos ocasionais subentendidos nas atividades bem-sucedidas, porém, isso não significa que vale tudo na área
  • epistemológica.
  • A questão da substituição constante das teorias ficou bem explícita na sucinta explanação da história da ciência
  • realizada anteriormente, onde tivemos a clara mudança de uma teoria, método ou hipótese por outra mais coerente dentro
  • de sua época histórica e/ou científica.
  • Diante disso tudo que foi visto, do conhecimento científico e senso comum, podemos, pelo menos, fundamentar
  • que a ciência tem por objetivo estabelecer generalizações aplicáveis ao mundo, pois desde a época da revolução estamos
  • em posição de saber que essas generalizações científicas não podem ser estabelecidas a priori; temos que aceitar que a
  • exigência de certeza é mera utopia. Entretanto, a exigência de que nosso conhecimento esteja sempre sendo transformado,
  • aperfeiçoado e ampliado é pura realidade.
  • FONTE: https://www.coladaweb.com/filosofia/conhecimento-cientifico-e-senso-comum
  • Tem função predicativa o termo

     

    Provas

    Questão presente nas seguintes provas
    1892511 Ano: 2019
    Disciplina: Português
    Banca: Crescer
    Orgão: Pref. Brejo Areia-MA
    Provas:

    AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

    TEXTO


  • O conhecimento científico é uma conquista relativamente recente da humanidade. A revolução científica do século
  • XVII marca a autonomia da ciência, a partir do momento que ela busca seu próprio método desligado da reflexão filosófica.
  • O exemplo clássico de procedimento científico das ciências experimentais nos mostra o seguinte: inicialmente há
  • um problema que desafia a inteligência humana, o cientista elabora uma hipótese e estabelece as condições para seu
  • controle, a fim de confirmá-la ou não, porém nem sempre a conclusão é imediata sendo necessário repetir as experiências
  • ou alterar inúmeras vezes às hipóteses.
  • A conclusão é então generalizada, ou seja, considerada válida não só para aquela situação, mas para outras
  • similares. Assim, a ciência, de acordo com o pensamento do senso comum, busca compreender a realidade de maneira
  • racional, descobrindo relações universais e necessárias entre os fenômenos, o que permite prever acontecimentos e,
  • consequentemente também agir sobre a natureza. Para tanto, a ciência utiliza métodos rigorosos e atinge um tipo de
  • conhecimento sistemático, preciso e objetivo.
  • Nos primórdios da civilização os gregos foram os primeiros a desenvolver um tipo de conhecimento racional mais
  • desligado do mito, porém, foi o pensamento laico, não religioso, que logo se tornou rigoroso e conceitual fazendo nascer a
  • filosofia no século VI a.C.
  • Nas colônias gregas da Jônia e Magna Grécia, surgiu os primeiros filósofos, e sua principal preocupação era a
  • cosmologia, ou estudo da natureza. Buscavam o princípio explicativo de todas as coisas (arché), cuja unidade resumiria a
  • extrema multiplicidade da natureza. As respostas eram as mais variadas, mas a teoria que permaneceu por mais tempo foi
  • a de Empédocles, para quem o mundo físico é constituído de quatro elementos: terra, água, ar e fogo.
  • Muitos desses filósofos, tais como Tales e Pitágoras no século VI a.C. e Euclides no século III a.C. ocupavam-se
  • com astronomia e geometria, mas, diferentemente dos egípcios e babilônios, desligavam-se de preocupações religiosas e
  • práticas, voltando-se para questões mais teóricas. [..].
  • O método científico inicialmente ocorre do seguinte modo: há um problema que desafia a inteligência; o cientista
  • elabora uma hipótese e estabelece as condições para seu controle, a fim de confirmá-la ou não. A conclusão é então
  • generalizada, ou seja, considerada válida não só para aquela situação, mas para outras similares. Além disso, quase nunca
  • se trata de um trabalho solitário do cientista, pois, hoje em dia, cada vez mais as pesquisas são objeto de atenção de grupos
  • especializados ligados, às universidades, as empresas ou ao Estado. De qualquer forma, a objetividade da ciência resulta
  • do julgamento feito pelos membros da comunidade científica que avaliam criticamente os procedimentos utilizados e as
  • conclusões, divulgadas em revistas especializadas e congressos.
  • Assim, dentro da visão do senso comum (isto é, um vasto conjunto de concepções geralmente aceita como
  • verdadeiras num determinado meio social. Repetidas irrefletidamente no cotidiano, algumas dessas noções escondem ideias
  • falsas, parciais ou preconceituosas. É uma falta de fundamentação, tratando-se de um conhecimento adquirido sem base
  • crítica, precisa, coerente e sistemática), a ciência busca compreender a realidade de maneira racional, descobrindo relações
  • universais e necessárias entre os fenômenos, o que permite prever os acontecimentos e, consequentemente, também agir
  • sobre a natureza. Para tanto, a ciência utiliza métodos rigorosos e atinge um tipo de conhecimento sistemático, preciso e
  • objetivo. Entretanto, apesar do rigor do método, não é conveniente pensar que a ciência é um conhecimento certo e
  • definitivo, pois ela avança em contínuo processo de investigação que supõe alterações à medida que surgem fatos novos,
  • ou quando são inventados novos instrumentos.
  • Por exemplo, nos séculos XVIII e XIX, as leis de Newton foram reformuladas por diversos matemáticos que
  • desenvolveram técnicas para aplicá-las de maneira mais precisa. No século XX, a teoria da relatividade de Einstein
  • desmentiu a concepção clássica que a luz se propaga em linha reta. Isso serve para mostrar o caráter provisório do
  • conhecimento científico sem, no entanto, desmerecer a seriedade e o rigor do método e dos resultados. Ou seja, as leis e as
  • teorias continuam sendo de fato hipóteses com diversos graus de confirmação e verifica a habilidade, podendo ser
  • aperfeiçoadas ou superadas.
  • A partir da explanação feita acima será que podemos afirmar que existe um método universal? Será que os métodos
  • universais devem ser considerados válidos para situações diversas? E tendo situações diferentes podemos qualificá-las
  • como universais? Como descrever relações universais através de métodos “individuais”? Será que esse tipo de método é
  • realmente válido universalmente? Será que podemos nomear o método como sendo universal?
  • Segundo Alan Chalmers, em sua obra A Fabricação da ciência, “a generalidade e o grau de aplicabilidade de leis
  • e teorias estão sujeitos a um constante aperfeiçoamento”. A partir dessa afirmação podemos concluir que o método
  • universal, na realidade, não é tão genérico assim, ou melhor, não é tão absoluto, pois está sujeito a uma substituição
  • constante. Para Chalmers, não existe nenhum método universal ou conjunto de padrão universal, entretanto, permanecem
  • modelos históricos ocasionais subentendidos nas atividades bem-sucedidas, porém, isso não significa que vale tudo na área
  • epistemológica.
  • A questão da substituição constante das teorias ficou bem explícita na sucinta explanação da história da ciência
  • realizada anteriormente, onde tivemos a clara mudança de uma teoria, método ou hipótese por outra mais coerente dentro
  • de sua época histórica e/ou científica.
  • Diante disso tudo que foi visto, do conhecimento científico e senso comum, podemos, pelo menos, fundamentar
  • que a ciência tem por objetivo estabelecer generalizações aplicáveis ao mundo, pois desde a época da revolução estamos
  • em posição de saber que essas generalizações científicas não podem ser estabelecidas a priori; temos que aceitar que a
  • exigência de certeza é mera utopia. Entretanto, a exigência de que nosso conhecimento esteja sempre sendo transformado,
  • aperfeiçoado e ampliado é pura realidade.
  • FONTE: https://www.coladaweb.com/filosofia/conhecimento-cientifico-e-senso-comum
  • Exerce o mesmo valor morfológico de “que”, em “temos que aceitar“ (L.59), o termo destacado na alternativa

     

    Provas

    Questão presente nas seguintes provas
    1892510 Ano: 2019
    Disciplina: Português
    Banca: Crescer
    Orgão: Pref. Brejo Areia-MA
    Provas:

    AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

    TEXTO


  • O conhecimento científico é uma conquista relativamente recente da humanidade. A revolução científica do século
  • XVII marca a autonomia da ciência, a partir do momento que ela busca seu próprio método desligado da reflexão filosófica.
  • O exemplo clássico de procedimento científico das ciências experimentais nos mostra o seguinte: inicialmente há
  • um problema que desafia a inteligência humana, o cientista elabora uma hipótese e estabelece as condições para seu
  • controle, a fim de confirmá-la ou não, porém nem sempre a conclusão é imediata sendo necessário repetir as experiências
  • ou alterar inúmeras vezes às hipóteses.
  • A conclusão é então generalizada, ou seja, considerada válida não só para aquela situação, mas para outras
  • similares. Assim, a ciência, de acordo com o pensamento do senso comum, busca compreender a realidade de maneira
  • racional, descobrindo relações universais e necessárias entre os fenômenos, o que permite prever acontecimentos e,
  • consequentemente também agir sobre a natureza. Para tanto, a ciência utiliza métodos rigorosos e atinge um tipo de
  • conhecimento sistemático, preciso e objetivo.
  • Nos primórdios da civilização os gregos foram os primeiros a desenvolver um tipo de conhecimento racional mais
  • desligado do mito, porém, foi o pensamento laico, não religioso, que logo se tornou rigoroso e conceitual fazendo nascer a
  • filosofia no século VI a.C.
  • Nas colônias gregas da Jônia e Magna Grécia, surgiu os primeiros filósofos, e sua principal preocupação era a
  • cosmologia, ou estudo da natureza. Buscavam o princípio explicativo de todas as coisas (arché), cuja unidade resumiria a
  • extrema multiplicidade da natureza. As respostas eram as mais variadas, mas a teoria que permaneceu por mais tempo foi
  • a de Empédocles, para quem o mundo físico é constituído de quatro elementos: terra, água, ar e fogo.
  • Muitos desses filósofos, tais como Tales e Pitágoras no século VI a.C. e Euclides no século III a.C. ocupavam-se
  • com astronomia e geometria, mas, diferentemente dos egípcios e babilônios, desligavam-se de preocupações religiosas e
  • práticas, voltando-se para questões mais teóricas. [..].
  • O método científico inicialmente ocorre do seguinte modo: há um problema que desafia a inteligência; o cientista
  • elabora uma hipótese e estabelece as condições para seu controle, a fim de confirmá-la ou não. A conclusão é então
  • generalizada, ou seja, considerada válida não só para aquela situação, mas para outras similares. Além disso, quase nunca
  • se trata de um trabalho solitário do cientista, pois, hoje em dia, cada vez mais as pesquisas são objeto de atenção de grupos
  • especializados ligados, às universidades, as empresas ou ao Estado. De qualquer forma, a objetividade da ciência resulta
  • do julgamento feito pelos membros da comunidade científica que avaliam criticamente os procedimentos utilizados e as
  • conclusões, divulgadas em revistas especializadas e congressos.
  • Assim, dentro da visão do senso comum (isto é, um vasto conjunto de concepções geralmente aceita como
  • verdadeiras num determinado meio social. Repetidas irrefletidamente no cotidiano, algumas dessas noções escondem ideias
  • falsas, parciais ou preconceituosas. É uma falta de fundamentação, tratando-se de um conhecimento adquirido sem base
  • crítica, precisa, coerente e sistemática), a ciência busca compreender a realidade de maneira racional, descobrindo relações
  • universais e necessárias entre os fenômenos, o que permite prever os acontecimentos e, consequentemente, também agir
  • sobre a natureza. Para tanto, a ciência utiliza métodos rigorosos e atinge um tipo de conhecimento sistemático, preciso e
  • objetivo. Entretanto, apesar do rigor do método, não é conveniente pensar que a ciência é um conhecimento certo e
  • definitivo, pois ela avança em contínuo processo de investigação que supõe alterações à medida que surgem fatos novos,
  • ou quando são inventados novos instrumentos.
  • Por exemplo, nos séculos XVIII e XIX, as leis de Newton foram reformuladas por diversos matemáticos que
  • desenvolveram técnicas para aplicá-las de maneira mais precisa. No século XX, a teoria da relatividade de Einstein
  • desmentiu a concepção clássica que a luz se propaga em linha reta. Isso serve para mostrar o caráter provisório do
  • conhecimento científico sem, no entanto, desmerecer a seriedade e o rigor do método e dos resultados. Ou seja, as leis e as
  • teorias continuam sendo de fato hipóteses com diversos graus de confirmação e verifica a habilidade, podendo ser
  • aperfeiçoadas ou superadas.
  • A partir da explanação feita acima será que podemos afirmar que existe um método universal? Será que os métodos
  • universais devem ser considerados válidos para situações diversas? E tendo situações diferentes podemos qualificá-las
  • como universais? Como descrever relações universais através de métodos “individuais”? Será que esse tipo de método é
  • realmente válido universalmente? Será que podemos nomear o método como sendo universal?
  • Segundo Alan Chalmers, em sua obra A Fabricação da ciência, “a generalidade e o grau de aplicabilidade de leis
  • e teorias estão sujeitos a um constante aperfeiçoamento”. A partir dessa afirmação podemos concluir que o método
  • universal, na realidade, não é tão genérico assim, ou melhor, não é tão absoluto, pois está sujeito a uma substituição
  • constante. Para Chalmers, não existe nenhum método universal ou conjunto de padrão universal, entretanto, permanecem
  • modelos históricos ocasionais subentendidos nas atividades bem-sucedidas, porém, isso não significa que vale tudo na área
  • epistemológica.
  • A questão da substituição constante das teorias ficou bem explícita na sucinta explanação da história da ciência
  • realizada anteriormente, onde tivemos a clara mudança de uma teoria, método ou hipótese por outra mais coerente dentro
  • de sua época histórica e/ou científica.
  • Diante disso tudo que foi visto, do conhecimento científico e senso comum, podemos, pelo menos, fundamentar
  • que a ciência tem por objetivo estabelecer generalizações aplicáveis ao mundo, pois desde a época da revolução estamos
  • em posição de saber que essas generalizações científicas não podem ser estabelecidas a priori; temos que aceitar que a
  • exigência de certeza é mera utopia. Entretanto, a exigência de que nosso conhecimento esteja sempre sendo transformado,
  • aperfeiçoado e ampliado é pura realidade.
  • FONTE: https://www.coladaweb.com/filosofia/conhecimento-cientifico-e-senso-comum
  • O termo transcrito à esquerda, cuja substituição, à direita, está coerente com o conteúdo do texto é

     

    Provas

    Questão presente nas seguintes provas
    1892509 Ano: 2019
    Disciplina: Português
    Banca: Crescer
    Orgão: Pref. Brejo Areia-MA
    Provas:

    AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

    TEXTO


  • O conhecimento científico é uma conquista relativamente recente da humanidade. A revolução científica do século
  • XVII marca a autonomia da ciência, a partir do momento que ela busca seu próprio método desligado da reflexão filosófica.
  • O exemplo clássico de procedimento científico das ciências experimentais nos mostra o seguinte: inicialmente há
  • um problema que desafia a inteligência humana, o cientista elabora uma hipótese e estabelece as condições para seu
  • controle, a fim de confirmá-la ou não, porém nem sempre a conclusão é imediata sendo necessário repetir as experiências
  • ou alterar inúmeras vezes às hipóteses.
  • A conclusão é então generalizada, ou seja, considerada válida não só para aquela situação, mas para outras
  • similares. Assim, a ciência, de acordo com o pensamento do senso comum, busca compreender a realidade de maneira
  • racional, descobrindo relações universais e necessárias entre os fenômenos, o que permite prever acontecimentos e,
  • consequentemente também agir sobre a natureza. Para tanto, a ciência utiliza métodos rigorosos e atinge um tipo de
  • conhecimento sistemático, preciso e objetivo.
  • Nos primórdios da civilização os gregos foram os primeiros a desenvolver um tipo de conhecimento racional mais
  • desligado do mito, porém, foi o pensamento laico, não religioso, que logo se tornou rigoroso e conceitual fazendo nascer a
  • filosofia no século VI a.C.
  • Nas colônias gregas da Jônia e Magna Grécia, surgiu os primeiros filósofos, e sua principal preocupação era a
  • cosmologia, ou estudo da natureza. Buscavam o princípio explicativo de todas as coisas (arché), cuja unidade resumiria a
  • extrema multiplicidade da natureza. As respostas eram as mais variadas, mas a teoria que permaneceu por mais tempo foi
  • a de Empédocles, para quem o mundo físico é constituído de quatro elementos: terra, água, ar e fogo.
  • Muitos desses filósofos, tais como Tales e Pitágoras no século VI a.C. e Euclides no século III a.C. ocupavam-se
  • com astronomia e geometria, mas, diferentemente dos egípcios e babilônios, desligavam-se de preocupações religiosas e
  • práticas, voltando-se para questões mais teóricas. [..].
  • O método científico inicialmente ocorre do seguinte modo: há um problema que desafia a inteligência; o cientista
  • elabora uma hipótese e estabelece as condições para seu controle, a fim de confirmá-la ou não. A conclusão é então
  • generalizada, ou seja, considerada válida não só para aquela situação, mas para outras similares. Além disso, quase nunca
  • se trata de um trabalho solitário do cientista, pois, hoje em dia, cada vez mais as pesquisas são objeto de atenção de grupos
  • especializados ligados, às universidades, as empresas ou ao Estado. De qualquer forma, a objetividade da ciência resulta
  • do julgamento feito pelos membros da comunidade científica que avaliam criticamente os procedimentos utilizados e as
  • conclusões, divulgadas em revistas especializadas e congressos.
  • Assim, dentro da visão do senso comum (isto é, um vasto conjunto de concepções geralmente aceita como
  • verdadeiras num determinado meio social. Repetidas irrefletidamente no cotidiano, algumas dessas noções escondem ideias
  • falsas, parciais ou preconceituosas. É uma falta de fundamentação, tratando-se de um conhecimento adquirido sem base
  • crítica, precisa, coerente e sistemática), a ciência busca compreender a realidade de maneira racional, descobrindo relações
  • universais e necessárias entre os fenômenos, o que permite prever os acontecimentos e, consequentemente, também agir
  • sobre a natureza. Para tanto, a ciência utiliza métodos rigorosos e atinge um tipo de conhecimento sistemático, preciso e
  • objetivo. Entretanto, apesar do rigor do método, não é conveniente pensar que a ciência é um conhecimento certo e
  • definitivo, pois ela avança em contínuo processo de investigação que supõe alterações à medida que surgem fatos novos,
  • ou quando são inventados novos instrumentos.
  • Por exemplo, nos séculos XVIII e XIX, as leis de Newton foram reformuladas por diversos matemáticos que
  • desenvolveram técnicas para aplicá-las de maneira mais precisa. No século XX, a teoria da relatividade de Einstein
  • desmentiu a concepção clássica que a luz se propaga em linha reta. Isso serve para mostrar o caráter provisório do
  • conhecimento científico sem, no entanto, desmerecer a seriedade e o rigor do método e dos resultados. Ou seja, as leis e as
  • teorias continuam sendo de fato hipóteses com diversos graus de confirmação e verifica a habilidade, podendo ser
  • aperfeiçoadas ou superadas.
  • A partir da explanação feita acima será que podemos afirmar que existe um método universal? Será que os métodos
  • universais devem ser considerados válidos para situações diversas? E tendo situações diferentes podemos qualificá-las
  • como universais? Como descrever relações universais através de métodos “individuais”? Será que esse tipo de método é
  • realmente válido universalmente? Será que podemos nomear o método como sendo universal?
  • Segundo Alan Chalmers, em sua obra A Fabricação da ciência, “a generalidade e o grau de aplicabilidade de leis
  • e teorias estão sujeitos a um constante aperfeiçoamento”. A partir dessa afirmação podemos concluir que o método
  • universal, na realidade, não é tão genérico assim, ou melhor, não é tão absoluto, pois está sujeito a uma substituição
  • constante. Para Chalmers, não existe nenhum método universal ou conjunto de padrão universal, entretanto, permanecem
  • modelos históricos ocasionais subentendidos nas atividades bem-sucedidas, porém, isso não significa que vale tudo na área
  • epistemológica.
  • A questão da substituição constante das teorias ficou bem explícita na sucinta explanação da história da ciência
  • realizada anteriormente, onde tivemos a clara mudança de uma teoria, método ou hipótese por outra mais coerente dentro
  • de sua época histórica e/ou científica.
  • Diante disso tudo que foi visto, do conhecimento científico e senso comum, podemos, pelo menos, fundamentar
  • que a ciência tem por objetivo estabelecer generalizações aplicáveis ao mundo, pois desde a época da revolução estamos
  • em posição de saber que essas generalizações científicas não podem ser estabelecidas a priori; temos que aceitar que a
  • exigência de certeza é mera utopia. Entretanto, a exigência de que nosso conhecimento esteja sempre sendo transformado,
  • aperfeiçoado e ampliado é pura realidade.
  • FONTE: https://www.coladaweb.com/filosofia/conhecimento-cientifico-e-senso-comum
  • A oração “à medida que surgem fatos novos” (L.36), em relação à declaração principal do período, exprime valor semântico de

     

    Provas

    Questão presente nas seguintes provas