Foram encontradas 202 questões.
O que é um periférico de entrada?
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A extensão .exe indica um arquivo de qual tipo?
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Fabiano emprestou R$ 1.000,00 ao seu primo, que devolveu o valor após 3 meses, acrescido
de juros simples de 1% ao mês.
Em seguida, Fabiano aplicou o montante total recebido em uma conta de investimento que rende juros simples de 2% ao mês por um período de 9 meses.
Assim, qual foi o montante final acumulado por Fabiano ao término dessa aplicação?
Em seguida, Fabiano aplicou o montante total recebido em uma conta de investimento que rende juros simples de 2% ao mês por um período de 9 meses.
Assim, qual foi o montante final acumulado por Fabiano ao término dessa aplicação?
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Uma gráfica consegue imprimir 500 livros em 5 dias, utilizando 10 impressoras. Quantos
livros essa gráfica conseguirá imprimir em 6 dias, utilizando 12 impressoras, considerando
o mesmo ritmo de trabalho?
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Considere os conjuntos a seguir.
A = {2, 5, 8, 9, 11, 12}
B = {2, 5, 8, 11, 14, 16, 17}
C = {2, 5, 6, 9, 11, 13, 15, 19}
O conjunto
(A ∪ B) - (B ∩ C)
possui quantos elementos?
A = {2, 5, 8, 9, 11, 12}
B = {2, 5, 8, 11, 14, 16, 17}
C = {2, 5, 6, 9, 11, 13, 15, 19}
O conjunto
(A ∪ B) - (B ∩ C)
possui quantos elementos?
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Uma urna contém 30 bolas idênticas, ou seja, todas têm o mesmo tamanho, forma e
material, diferenciando-se apenas pelos números de 1 a 30 que estão escritos nelas. Uma
dessas bolas é sorteada ao acaso. Qual é a probabilidade de o número sorteado ser um
múltiplo de 6 ou um divisor de 30?
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Conte com o app da Uber nas avaliações com estrelas
-
Como funcionam as avaliações
Após cada viagem, usuário e motorista parceiro têm a oportunidade de avaliar um ao outro, com 1 a 5 estrelas, com base na experiência da viagem. As avaliações são anônimas. Você não verá as avaliações individuais conectadas a uma viagem ou pessoa específica.
Sua avaliação de motorista parceiro é uma média das últimas 500 avaliações dos seus passageiros.
(...)
Como avaliar e receber avaliações
-
Depois de cada viagem, o app oferece a você (motorista) e ao usuário a oportunidade de fazer uma avaliação.
Se você (motorista) ou o usuário escolher menos que 5 estrelas, o app pode pedir comentários sobre essa avaliação.
O usuário também têm a opção de escolher entre um conjunto de elogios que se aplicam a você ou à sua viagem.
O app adiciona a avaliação recebida a uma média que é mostrada aos seus passageiros antes e durante a viagem. A média que aparece no app leva em consideração as últimas 500 avaliações que você recebeu.
Roger é motorista de aplicativo e possui uma nota média baseada nas avaliações dos usuários, que variam de 1 a 5 estrelas. No dia 10, sua nota média era de 4,85, considerando um total de 300 corridas avaliadas desde que começou a trabalhar no aplicativo.
No dia 11, Roger realizou 20 corridas adicionais e recebeu as seguintes avaliações:
- 2 corridas com 3 estrelas;
- 6 corridas com 4 estrelas;
- 12 corridas com 5 estrelas.
Considere que todas as avaliações foram contabilizadas pelo aplicativo e nenhuma foi descartada.
Pergunta:
Qual será a nova nota média de Roger após incluir essas avaliações? Arredonde o resultado final para duas casas decimais, seguindo a regra de arredondamento usual.
Conte com o app da Uber nas avaliações com estrelas
-
Como funcionam as avaliações
Após cada viagem, usuário e motorista parceiro têm a oportunidade de avaliar um ao outro, com 1 a 5 estrelas, com base na experiência da viagem. As avaliações são anônimas. Você não verá as avaliações individuais conectadas a uma viagem ou pessoa específica.
Sua avaliação de motorista parceiro é uma média das últimas 500 avaliações dos seus passageiros.
(...)
Como avaliar e receber avaliações
-
Depois de cada viagem, o app oferece a você (motorista) e ao usuário a oportunidade de fazer uma avaliação.
Se você (motorista) ou o usuário escolher menos que 5 estrelas, o app pode pedir comentários sobre essa avaliação.
O usuário também têm a opção de escolher entre um conjunto de elogios que se aplicam a você ou à sua viagem.
O app adiciona a avaliação recebida a uma média que é mostrada aos seus passageiros antes e durante a viagem. A média que aparece no app leva em consideração as últimas 500 avaliações que você recebeu.
Roger é motorista de aplicativo e possui uma nota média baseada nas avaliações dos usuários, que variam de 1 a 5 estrelas. No dia 10, sua nota média era de 4,85, considerando um total de 300 corridas avaliadas desde que começou a trabalhar no aplicativo.
No dia 11, Roger realizou 20 corridas adicionais e recebeu as seguintes avaliações:
- 2 corridas com 3 estrelas;
- 6 corridas com 4 estrelas;
- 12 corridas com 5 estrelas.
Considere que todas as avaliações foram contabilizadas pelo aplicativo e nenhuma foi descartada.
Pergunta:
Qual será a nova nota média de Roger após incluir essas avaliações? Arredonde o resultado final para duas casas decimais, seguindo a regra de arredondamento usual.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Eloquência singular
Fernando Sabino
Mal iniciara seu discurso, o deputado embatucou:
— Senhor Presidente: eu não sou daqueles que...
O verbo ia para o singular ou para o plural? Tudo indicava o plural. No entanto, podia
perfeitamente ser o singular:
— Não sou daqueles que...
Não sou daqueles que recusam... No plural soava melhor. Mas era preciso precaver-se
contra essas armadilhas da linguagem — que recusa? — ele que tão facilmente caía nelas, e
era logo massacrado com um aparte. Não sou daqueles que... Resolveu ganhar tempo:
— ...embora perfeitamente cônscio das minhas altas responsabilidades como representante
do povo nesta Casa, não sou...
Daqueles que recusa, evidentemente. Como é que podia ter pensado em plural? Era um
desses casos que os gramáticos registram nas suas questiúnculas de português: ia para o
singular, não tinha dúvida. Idiotismo de linguagem, devia ser.
— ...daqueles que, em momentos de extrema gravidade, como este que o Brasil atravessa...
Safara-se porque nem se lembrava do verbo que pretendia usar:
— Não sou daqueles que...
Daqueles que o quê? Qualquer coisa, contanto que atravessasse de uma vez essa traiçoeira pinguela gramatical em que sua oratória lamentavelmente se havia metido de saída. Mas a
concordância? Qualquer verbo servia, desde que conjugado corretamente, no singular. Ou
no plural:
— Não sou daqueles que, dizia eu — e é bom que se repita sempre, senhor Presidente, para
que possamos ser dignos da confiança em nós depositada...
Intercalava orações e mais orações, voltando sempre ao ponto de partida, incapaz de se
definir por esta ou aquela concordância. Ambas com aparência castiça. Ambas legítimas.
Ambas gramaticalmente lídimas, segundo o vernáculo:
— Neste momento tão grave para os destinos da nossa nacionalidade.
Ambas legítimas? Não, não podia ser. Sabia bem que a expressão "daqueles que" era coisa
já estudada e decidida por tudo quanto é gramaticoide por aí, qualquer um sabia que levava
sempre o verbo ao plural:
— ...não sou daqueles que, conforme afirmava...
Ou ao singular? Há exceções, e aquela bem podia ser uma delas. Daqueles que. Não sou UM
daqueles que. Um que recusa, daqueles que recusam. Ah! o verbo era recusar:
— Senhor Presidente. Meus nobres colegas.
A concordância que fosse para o diabo. Intercalou mais uma oração e foi em frente com
bravura, disposto a tudo, afirmando não ser daqueles que...
— Como?
Acolheu a interrupção com um suspiro de alívio:
— Não ouvi bem o aparte do nobre deputado.
Silêncio. Ninguém dera aparte nenhum.
— Vossa Excelência, por obséquio, queira falar mais alto, que não ouvi bem — e apontava,
agoniado, um dos deputados mais próximos.
— Eu? Mas eu não disse nada...
— Terei o maior prazer em responder ao aparte do nobre colega. Qualquer aparte.
O silêncio continuava. Interessados, os demais deputados se agrupavam em torno do
orador, aguardando o desfecho daquela agonia, que agora já era, como no verso de Bilac, a
agonia do heroi e a agonia da tarde.
— Que é que você acha? — cochichou um.
— Acho que vai para o singular.
— Pois eu não: para o plural, é lógico.
O orador seguia na sua luta:
— Como afirmava no começo de meu discurso, senhor Presidente...
Tirou o lenço do bolso e enxugou o suor da testa. Vontade de aproveitar-se do gesto e pedir
ajuda ao próprio Presidente da mesa: por favor, apura aí pra mim, como é que é, me tira
desta...
— Quero comunicar ao nobre orador que o seu tempo se acha esgotado.
— Apenas algumas palavras, senhor Presidente, para terminar o meu discurso: e antes de
terminar, quero deixar bem claro que, a esta altura de minha existência, depois de mais de
vinte anos de vida pública...
E entrava por novos desvios:
— Muito embora... sabendo perfeitamente... os imperativos de minha consciência cívica...
senhor Presidente... e o declaro peremptoriamente... não sou daqueles que...
O Presidente voltou a adverti-lo que seu tempo se esgotara. Não havia mais por que fugir:
— Senhor Presidente, meus nobres colegas!
Resolveu arrematar de qualquer maneira. Encheu o peito e desfechou:
— Em suma: não sou daqueles. Tenho dito.
Houve um suspiro de alívio em todo o plenário, as palmas romperam. Muito bem! Muito
bem! O orador foi vivamente cumprimentado.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Eloquência singular
Fernando Sabino
Mal iniciara seu discurso, o deputado embatucou:
— Senhor Presidente: eu não sou daqueles que...
O verbo ia para o singular ou para o plural? Tudo indicava o plural. No entanto, podia
perfeitamente ser o singular:
— Não sou daqueles que...
Não sou daqueles que recusam... No plural soava melhor. Mas era preciso precaver-se
contra essas armadilhas da linguagem — que recusa? — ele que tão facilmente caía nelas, e
era logo massacrado com um aparte. Não sou daqueles que... Resolveu ganhar tempo:
— ...embora perfeitamente cônscio das minhas altas responsabilidades como representante
do povo nesta Casa, não sou...
Daqueles que recusa, evidentemente. Como é que podia ter pensado em plural? Era um
desses casos que os gramáticos registram nas suas questiúnculas de português: ia para o
singular, não tinha dúvida. Idiotismo de linguagem, devia ser.
— ...daqueles que, em momentos de extrema gravidade, como este que o Brasil atravessa...
Safara-se porque nem se lembrava do verbo que pretendia usar:
— Não sou daqueles que...
Daqueles que o quê? Qualquer coisa, contanto que atravessasse de uma vez essa traiçoeira pinguela gramatical em que sua oratória lamentavelmente se havia metido de saída. Mas a
concordância? Qualquer verbo servia, desde que conjugado corretamente, no singular. Ou
no plural:
— Não sou daqueles que, dizia eu — e é bom que se repita sempre, senhor Presidente, para
que possamos ser dignos da confiança em nós depositada...
Intercalava orações e mais orações, voltando sempre ao ponto de partida, incapaz de se
definir por esta ou aquela concordância. Ambas com aparência castiça. Ambas legítimas.
Ambas gramaticalmente lídimas, segundo o vernáculo:
— Neste momento tão grave para os destinos da nossa nacionalidade.
Ambas legítimas? Não, não podia ser. Sabia bem que a expressão "daqueles que" era coisa
já estudada e decidida por tudo quanto é gramaticoide por aí, qualquer um sabia que levava
sempre o verbo ao plural:
— ...não sou daqueles que, conforme afirmava...
Ou ao singular? Há exceções, e aquela bem podia ser uma delas. Daqueles que. Não sou UM
daqueles que. Um que recusa, daqueles que recusam. Ah! o verbo era recusar:
— Senhor Presidente. Meus nobres colegas.
A concordância que fosse para o diabo. Intercalou mais uma oração e foi em frente com
bravura, disposto a tudo, afirmando não ser daqueles que...
— Como?
Acolheu a interrupção com um suspiro de alívio:
— Não ouvi bem o aparte do nobre deputado.
Silêncio. Ninguém dera aparte nenhum.
— Vossa Excelência, por obséquio, queira falar mais alto, que não ouvi bem — e apontava,
agoniado, um dos deputados mais próximos.
— Eu? Mas eu não disse nada...
— Terei o maior prazer em responder ao aparte do nobre colega. Qualquer aparte.
O silêncio continuava. Interessados, os demais deputados se agrupavam em torno do
orador, aguardando o desfecho daquela agonia, que agora já era, como no verso de Bilac, a
agonia do heroi e a agonia da tarde.
— Que é que você acha? — cochichou um.
— Acho que vai para o singular.
— Pois eu não: para o plural, é lógico.
O orador seguia na sua luta:
— Como afirmava no começo de meu discurso, senhor Presidente...
Tirou o lenço do bolso e enxugou o suor da testa. Vontade de aproveitar-se do gesto e pedir
ajuda ao próprio Presidente da mesa: por favor, apura aí pra mim, como é que é, me tira
desta...
— Quero comunicar ao nobre orador que o seu tempo se acha esgotado.
— Apenas algumas palavras, senhor Presidente, para terminar o meu discurso: e antes de
terminar, quero deixar bem claro que, a esta altura de minha existência, depois de mais de
vinte anos de vida pública...
E entrava por novos desvios:
— Muito embora... sabendo perfeitamente... os imperativos de minha consciência cívica...
senhor Presidente... e o declaro peremptoriamente... não sou daqueles que...
O Presidente voltou a adverti-lo que seu tempo se esgotara. Não havia mais por que fugir:
— Senhor Presidente, meus nobres colegas!
Resolveu arrematar de qualquer maneira. Encheu o peito e desfechou:
— Em suma: não sou daqueles. Tenho dito.
Houve um suspiro de alívio em todo o plenário, as palmas romperam. Muito bem! Muito
bem! O orador foi vivamente cumprimentado.
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Questão presente nas seguintes provas
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Eloquência singular
Fernando Sabino
Mal iniciara seu discurso, o deputado embatucou:
— Senhor Presidente: eu não sou daqueles que...
O verbo ia para o singular ou para o plural? Tudo indicava o plural. No entanto, podia
perfeitamente ser o singular:
— Não sou daqueles que...
Não sou daqueles que recusam... No plural soava melhor. Mas era preciso precaver-se
contra essas armadilhas da linguagem — que recusa? — ele que tão facilmente caía nelas, e
era logo massacrado com um aparte. Não sou daqueles que... Resolveu ganhar tempo:
— ...embora perfeitamente cônscio das minhas altas responsabilidades como representante
do povo nesta Casa, não sou...
Daqueles que recusa, evidentemente. Como é que podia ter pensado em plural? Era um
desses casos que os gramáticos registram nas suas questiúnculas de português: ia para o
singular, não tinha dúvida. Idiotismo de linguagem, devia ser.
— ...daqueles que, em momentos de extrema gravidade, como este que o Brasil atravessa...
Safara-se porque nem se lembrava do verbo que pretendia usar:
— Não sou daqueles que...
Daqueles que o quê? Qualquer coisa, contanto que atravessasse de uma vez essa traiçoeira pinguela gramatical em que sua oratória lamentavelmente se havia metido de saída. Mas a
concordância? Qualquer verbo servia, desde que conjugado corretamente, no singular. Ou
no plural:
— Não sou daqueles que, dizia eu — e é bom que se repita sempre, senhor Presidente, para
que possamos ser dignos da confiança em nós depositada...
Intercalava orações e mais orações, voltando sempre ao ponto de partida, incapaz de se
definir por esta ou aquela concordância. Ambas com aparência castiça. Ambas legítimas.
Ambas gramaticalmente lídimas, segundo o vernáculo:
— Neste momento tão grave para os destinos da nossa nacionalidade.
Ambas legítimas? Não, não podia ser. Sabia bem que a expressão "daqueles que" era coisa
já estudada e decidida por tudo quanto é gramaticoide por aí, qualquer um sabia que levava
sempre o verbo ao plural:
— ...não sou daqueles que, conforme afirmava...
Ou ao singular? Há exceções, e aquela bem podia ser uma delas. Daqueles que. Não sou UM
daqueles que. Um que recusa, daqueles que recusam. Ah! o verbo era recusar:
— Senhor Presidente. Meus nobres colegas.
A concordância que fosse para o diabo. Intercalou mais uma oração e foi em frente com
bravura, disposto a tudo, afirmando não ser daqueles que...
— Como?
Acolheu a interrupção com um suspiro de alívio:
— Não ouvi bem o aparte do nobre deputado.
Silêncio. Ninguém dera aparte nenhum.
— Vossa Excelência, por obséquio, queira falar mais alto, que não ouvi bem — e apontava,
agoniado, um dos deputados mais próximos.
— Eu? Mas eu não disse nada...
— Terei o maior prazer em responder ao aparte do nobre colega. Qualquer aparte.
O silêncio continuava. Interessados, os demais deputados se agrupavam em torno do
orador, aguardando o desfecho daquela agonia, que agora já era, como no verso de Bilac, a
agonia do heroi e a agonia da tarde.
— Que é que você acha? — cochichou um.
— Acho que vai para o singular.
— Pois eu não: para o plural, é lógico.
O orador seguia na sua luta:
— Como afirmava no começo de meu discurso, senhor Presidente...
Tirou o lenço do bolso e enxugou o suor da testa. Vontade de aproveitar-se do gesto e pedir
ajuda ao próprio Presidente da mesa: por favor, apura aí pra mim, como é que é, me tira
desta...
— Quero comunicar ao nobre orador que o seu tempo se acha esgotado.
— Apenas algumas palavras, senhor Presidente, para terminar o meu discurso: e antes de
terminar, quero deixar bem claro que, a esta altura de minha existência, depois de mais de
vinte anos de vida pública...
E entrava por novos desvios:
— Muito embora... sabendo perfeitamente... os imperativos de minha consciência cívica...
senhor Presidente... e o declaro peremptoriamente... não sou daqueles que...
O Presidente voltou a adverti-lo que seu tempo se esgotara. Não havia mais por que fugir:
— Senhor Presidente, meus nobres colegas!
Resolveu arrematar de qualquer maneira. Encheu o peito e desfechou:
— Em suma: não sou daqueles. Tenho dito.
Houve um suspiro de alívio em todo o plenário, as palmas romperam. Muito bem! Muito
bem! O orador foi vivamente cumprimentado.
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