Foram encontradas 40 questões.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
A torre de Babel
Carlos Heitor Cony
O grande público ignora, mas está em discussão – aliás, continua em discussão – o acordo ortográfico entre Brasil, Portugal e demais países que falam e escrevem oportuguês, designados eruditamente como “lusófonos”. Uma velha questão que motivou diversos acordos – e nenhum deles foi realmente respeitado.
Tanto na academia brasileira como na congênere portuguesa, sempre houve comissões mais ou menos permanentes em busca da unificação ortográfica – que, a bem da verdade, é quase completa, com exceção de pequeno número de palavras sobre as quais não existe consenso. Exemplo: dificilmente o Brasil aceitará escrever “facto” em vez de “fato”, duas palavras que, em Portugal, têm sentidos diferentes.
Em linhas gerais, os especialistas lusitanos obedecem ao critério histórico das palavras: “Súbdito” em lugar de “súdito”, em respeito ao prefixo “sub”, que indica submissão. E por aí vai.
Problema maior será obter consenso com os povos africanos que falam português. Alguns deles não abrem mão das origens, que nascem dos diversos dialetos espalhados pelo imenso território da África. É o caso da letra “K”, muito usada em todos eles. Não vejo a possibilidade de adotarmos aqui no Brasil a grafia de “kiabo” no lugar de “quiabo”, ou “muleke” no lugar de “moleque”.
Pessoalmente, me abstenho dos debates lá na Academia. Não sou especialista e aproveito a erudição alheia. Considero que língua, linguagem, fonética e ortografia são como a famosa “La donna è mobile” *, cantada na ária de Verdi.
Não adianta regredir aos tempos anteriores à construção da Torre de Babel, quando, segundo o relato bíblico, os homens começaram a falar cada qual à sua maneira e a torre do consenso humano jamais chegaria ao céu.
Folha de S. Paulo, 03 de maio 2008, 1º caderno, página 2.
* La donna è mobile: canção da ária Rigoletto, de Verdi, cujo refrão traduz-se como “A mulher é móvel (volúvel)/Qual pluma ao vento/Muda de acento/E de pensamento.”
Considerando as informações e as inferências decorrentes da leitura integral do texto, assinale a alternativa que contém um comentário correto:
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Leia o texto a seguir para responder á questão.
Jeitos de amar
Martha Medeiros
No livro Prosa reunida, de Adélia Prado, encontrei uma frase singela e verdadeira ao extremo. Um personagem põe-se a lembrar da mãe, que era danada de braba, porém esmerava-se na hora de fazer dois molhos de cachinhos no cabelo da filha para que ela fosse bonita pra escola. Meu Deus, quanto jeito que tem de ter amor.
É comovente porque é algo que a gente esquece: milhões de pequenos gestos são maneiras de amar. Beijos e abraços às vezes são provas mais de desejo que de amor, exigem retribuição física, são facilidades do corpo. Mas há diversos outros amores podendo ser demonstrados com toques mais sutis.
Mexer no cabelo, pentear os cabelos, tal como aquela mãe e aquela filha, tal como namorados fazem, tal como tanta gente faz: cafunés. Uma amiga tingindo o cabelo da outra, cortando franjas, puxando rabos de cavalo, rindo soltas. Quanto jeito que há de amar. Flores colhidas na calçada, flores compradas, flores feitas de papel, desenhadas, entregues em datas nada especiais: Lembrei de você. É esse o único e melhor motivo para crisântemos, margaridas, violetinhas. Quanto jeito que há de amar.
Um telefonema pra saber da saúde, uma oferta de carona, um elogio, um livro emprestado, uma carta respondida, repartir o que se tem, cuidados para não magoar, dizer a verdade quando ela é salutar, e mentir, sim, com carinho, se for para evitar feridas e dores desnecessárias. Quanto jeito que há de amar.
MEDEIROS, Martha. Montanha Russa. Porto Alegre: L&PM Editores, 2003.
Considerando o aspecto da regência verbal, analise os comentários sobre os excertos a seguir: “é algo que a gente esquece” e “Lembrei de você.”.
I. Nos dois casos, as regências verbais estão corretamente empregadas, do ponto de vista da gramática normativa.
II. Para estar adequado ao padrão culto da linguagem escrita, o primeiro excerto deveria ser modificado para “é algo que não nos esquecemos”.
III. Para estar adequado ao padrão culto da linguagem escrita, o segundo excerto deveria ser modificado para “Lembrei você.” ou “Lembrei-me de você.”.
IV. Para estar adequado ao padrão culto da linguagem escrita, o primeiro excerto deveria ser modificado para “é algo de que não nos esquecemos” ou “é algo que não esquecemos”.
Assinale a alternativa que apresenta o(s) comentário( s) correto(s):
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A locução conjuntiva “desde que” pode expressar idéia de tempo ou de condição, conforme vemos a seguir:
Desde que ela partiu, minha vida mudou. (idéia de tempo)
Desde que ela parta, minha vida mudará. (idéia de condição)
Desde que ela parta, minha vida mudará. (idéia de condição)
Relacione os exemplos a seguir com a idéia transmitida pela locução “desde que”, marcando (A) para idéia de Tempo e (B.) para idéia de Condição:
(I) A tristeza é senhora
Desde que o samba é samba é assim
A lágrima clara sobre a pele escura
A noite, a chuva que cai lá fora
Desde que o samba é samba é assim
A lágrima clara sobre a pele escura
A noite, a chuva que cai lá fora
(Trecho de “Desde que o samba é samba”, de Caetano Veloso)
(II) Desde que te vi
Tudo é diferente para mim
Porque seu coração
Vive dentro de mim
Tudo é diferente para mim
Porque seu coração
Vive dentro de mim
(Trecho de “Desde que te vi”, da Banda Floribella.)
(III) O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que municípios podem contratar funcionários terceirizados desde que leis locais regulamentem a questão na respectiva cidade.
(Trecho extraído do site Direito do Estado, de 4/11/2007)
(IV) Usuários de novas tecnologias de comunicação – RSS, blogs, message boards e podcasting – não são avessos à publicidade, diz estudo da Bluestreak. Aceitam consumir propaganda em troca de conteúdo, desde que a informação passada pela publicidade seja relevante, de alta qualidade e não excessiva.
(Extraído do blog Blue Bus, de 17/11/06)
(V) Deputado defende união de teles, desde que não comprometa a concorrência.
Assinale a alternativa que apresenta a correlação correta:
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
A torre de Babel
Carlos Heitor Cony
O grande público ignora, mas está em discussão – aliás, continua em discussão – o acordo ortográfico entre Brasil, Portugal e demais países que falam e escrevem oportuguês, designados eruditamente como “lusófonos”. Uma velha questão que motivou diversos acordos – e nenhum deles foi realmente respeitado.
Tanto na academia brasileira como na congênere portuguesa, sempre houve comissões mais ou menos permanentes em busca da unificação ortográfica – que, a bem da verdade, é quase completa, com exceção de pequeno número de palavras sobre as quais não existe consenso. Exemplo: dificilmente o Brasil aceitará escrever “facto” em vez de “fato”, duas palavras que, em Portugal, têm sentidos diferentes.
Em linhas gerais, os especialistas lusitanos obedecem ao critério histórico das palavras: “Súbdito” em lugar de “súdito”, em respeito ao prefixo “sub”, que indica submissão. E por aí vai.
Problema maior será obter consenso com os povos africanos que falam português. Alguns deles não abrem mão das origens, que nascem dos diversos dialetos espalhados pelo imenso território da África. É o caso da letra “K”, muito usada em todos eles. Não vejo a possibilidade de adotarmos aqui no Brasil a grafia de “kiabo” no lugar de “quiabo”, ou “muleke” no lugar de “moleque”.
Pessoalmente, me abstenho dos debates lá na Academia. Não sou especialista e aproveito a erudição alheia. Considero que língua, linguagem, fonética e ortografia são como a famosa “La donna è mobile” *, cantada na ária de Verdi.
Não adianta regredir aos tempos anteriores à construção da Torre de Babel, quando, segundo o relato bíblico, os homens começaram a falar cada qual à sua maneira e a torre do consenso humano jamais chegaria ao céu.
Folha de S. Paulo, 03 de maio 2008, 1º caderno, página 2.
* La donna è mobile: canção da ária Rigoletto, de Verdi, cujo refrão traduz-se como “A mulher é móvel (volúvel)/Qual pluma ao vento/Muda de acento/E de pensamento.”
É correto afirmar que, no texto “A Torre de Babel”, de Carlos Heitor Cony, há predomínio de duas funções da linguagem. Assinale a alternativa que contém essas funções:
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Assinale a alternativa que especifica corretamente, no conjunto, os principais problemas que contribuem para o insucesso escolar:
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INSTRUÇÃO: O texto a seguir servirá de base para a questão.
A ordem das palavras
Uma história japonesa mostra dois monges que viviam no mesmo mosteiro e que gostavam de fumar.
Esse desejo, ao qual sucumbiam com muita frequência, os transformava em alvos de repreensões e condenações.
Certo dia eles foram convocados à presença do mestre, um depois do outro, separadamente. O primeiro disse ao mestre:
– Posso meditar enquanto fumo?
O mestre teve um acesso de fúria, respondeu que não e dispensou o discípulo da forma mais rude.
Um pouco mais tarde, o monge encontrou o outro monge fumando tranqüilamente. Espantado, ele lhe perguntou:
– Você não foi falar com o mestre?
– Sim, estive com ele.
– E ele não o proibiu de fumar?
– Não.
– Mas como é possível? O que você perguntou a ele?
– Perguntei simplesmente: posso fumar enquanto medito?
– Sim, estive com ele.
– E ele não o proibiu de fumar?
– Não.
– Mas como é possível? O que você perguntou a ele?
– Perguntei simplesmente: posso fumar enquanto medito?
O Círculo dos Mentirosos – Contos Filosóficos do Mundo Inteiro – Jean-Claude Carrière. São Paulo: Códex, p. 304
Levando-se em conta as informações e as idéias do texto, assinale a alternativa que contém um comentário correto a respeito dele:
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O professor
PARA SER GRANDE, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim como em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim como em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
Ricardo Reis
O professor – eis o grande agente do processo educacional. A alma de qualquer instituição de ensino é o professor. Por mais que se invista na equipagem das escolas, em laboratórios, bibliotecas, anfiteatros, quadras esportivas, piscinas, campos de futebol – sem negar a importância de todo esse material –, tudo isso não se configura mais do que aspectos materiais se comparados ao papel e à importância do professor.
Há quem afirme que o computador irá substituir o professor, que nesta era, em que a informação chega de muitas maneiras, o professor perdeu sua importância. O computador nunca substituirá o professor. Por mais evoluída que seja a máquina, por mais que a robótica profetize evoluções fantásticas, há um dado que não pode ser desconsiderado. A máquina reflete e não é capaz de dar afeto, de passar emoção, de vibrar com a conquista de cada aluno. Isso é um privilégio humano.
Pode-se ter todos os poemas, romances ou dados no computador, como há nos livros, nas bibliotecas; pode até haver a possibilidade de buscar informações pela Internet, cruzar dados num toque de teclas, mas falta a emoção humana, o olhar atento do professor, sua gesticulação, a fala, a interrupção do aluno, a construção coletiva do conhecimento, a interação com a dificuldade ou facilidade da aprendizagem.
Os temores de que a máquina possa vir a substituir o professor só atingem aqueles que não têm verdadeiramente a vocação do magistério, os que são meros informadores desprovidos de emoção. Professor é muito mais do que isso. Professor tem luz própria e caminha com pés próprios. Não é possível que ele pregue a autonomia sem ser autônomo; que fale de liberdade sem experimentar a conquista da independência que é o saber; que ele queira que seu aluno seja feliz sem demonstrar afeto. E para que possa transmitir afeto é preciso que sinta afeto, que viva o afeto. Ninguém dá o que não tem. O copo transborda quando está cheio; o mestre tem de transbordar afeto, cumplicidade, participação no sucesso, na conquista de seu educando, o mestre tem de ser o referencial, o líder, o interventor seguro, capaz de auxiliar o aluno em seus sonhos, seus projetos.
A formação é um fator fundamental para o professor. Não apenas a graduação universitária ou a pós-graduação, mas a formação continuada, ampla, as atualizações e os aperfeiçoamentos. Não basta que um professor de matemática conheça profundamente a matéria, ele precisa entender de psicologia, pedagogia, linguagem, sexualidade, infância, adolescência, sonho, afeto, vida. Não basta que o professor de geografia conheça bem sua área e consiga dialogar com áreas afins como história; ele precisa entender de ética, política, amor, projetos, família. Não se pode compartimentar o conhecimento e contentar-se com bons especialistas em cada uma das áreas.
Para que um professor desempenhe com maestria a aula na matéria de sua especialidade, ele precisa conhecer as demais matérias, os temas transversais que devem perpassar todas elas e, acima de tudo, conhecer o aluno. Tudo o que diz respeito ao aluno deve ser de interesse do professor. Ninguém ama o que não conhece, e o aluno precisa ser amado! E o professor é capaz de fazer isso.
(CHALITA, Gabriel. Educação: a solução está no afeto. São Paulo: Editora Gente, 2001, pp. 163-165)
Observe o trecho a seguir, retirado do texto:
Há quem afirme que o computador irá substituir o professor, que nesta era, em que a informação chega de muitas maneiras, o professor perdeu sua importância. O computador nunca substituirá o professor.
Assinale a alternativa em que a reescrita deste trecho NÃO está de acordo com a norma culta:
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No artigo “O fantasma se diverte”, publicado na revista “Língua Portuguesa”, número 21, da Editora Segmento, o jornalista Josué Machado, autor de “Manual da falta de estilo”, escreveu:
O jornal anunciou em manchete de página da seção internacional: “Ditador turcomeno morre e abre debate por reservas de gás”. Subtítulo: Turcomenistão tem a 5ª maior reserva de combustível; Niyazov, que proibiu até circo, impôs culto à personalidade.
Considerando todas as informações do enunciado da questão e do texto em destaque, assinale a alternativa INCORRETA:
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Leia o texto a seguir para responder á questão.
Jeitos de amar
Martha Medeiros
No livro Prosa reunida, de Adélia Prado, encontrei uma frase singela e verdadeira ao extremo. Um personagem põe-se a lembrar da mãe, que era danada de braba, porém esmerava-se na hora de fazer dois molhos de cachinhos no cabelo da filha para que ela fosse bonita pra escola. Meu Deus, quanto jeito que tem de ter amor.
É comovente porque é algo que a gente esquece: milhões de pequenos gestos são maneiras de amar. Beijos e abraços às vezes são provas mais de desejo que de amor, exigem retribuição física, são facilidades do corpo. Mas há diversos outros amores podendo ser demonstrados com toques mais sutis.
Mexer no cabelo, pentear os cabelos, tal como aquela mãe e aquela filha, tal como namorados fazem, tal como tanta gente faz: cafunés. Uma amiga tingindo o cabelo da outra, cortando franjas, puxando rabos de cavalo, rindo soltas. Quanto jeito que há de amar. Flores colhidas na calçada, flores compradas, flores feitas de papel, desenhadas, entregues em datas nada especiais: Lembrei de você. É esse o único e melhor motivo para crisântemos, margaridas, violetinhas. Quanto jeito que há de amar.
Um telefonema pra saber da saúde, uma oferta de carona, um elogio, um livro emprestado, uma carta respondida, repartir o que se tem, cuidados para não magoar, dizer a verdade quando ela é salutar, e mentir, sim, com carinho, se for para evitar feridas e dores desnecessárias. Quanto jeito que há de amar.
MEDEIROS, Martha. Montanha Russa. Porto Alegre: L&PM Editores, 2003.
Releia o período abaixo, analisando seus aspectos sintáticos:
Um personagem põe-se a lembrar da mãe, que era danada de braba, porém esmerava-se na hora de fazer dois molhos de cachinhos no cabelo da filha para que ela fosse bonita pra escola.
Marque (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas e assinale a alternativa que traz a sequência correta, de cima para baixo:
( ) É um período composto por coordenação e subordinação.
( ) A oração “que era danada de braba” possui valor adjetivo.
( ) A conjunção “porém” pode, sem nenhum prejuízo para o significado do período, ser substituída por “portanto”.
( ) Em “para que ela fosse bonita pra escola”, ‘para que’ expressa idéia de causa.
( ) A oração “que era danada de braba” possui valor adjetivo.
( ) A conjunção “porém” pode, sem nenhum prejuízo para o significado do período, ser substituída por “portanto”.
( ) Em “para que ela fosse bonita pra escola”, ‘para que’ expressa idéia de causa.
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
A torre de Babel
Carlos Heitor Cony
O grande público ignora, mas está em discussão – aliás, continua em discussão – o acordo ortográfico entre Brasil, Portugal e demais países que falam e escrevem oportuguês, designados eruditamente como “lusófonos”. Uma velha questão que motivou diversos acordos – e nenhum deles foi realmente respeitado.
Tanto na academia brasileira como na congênere portuguesa, sempre houve comissões mais ou menos permanentes em busca da unificação ortográfica – que, a bem da verdade, é quase completa, com exceção de pequeno número de palavras sobre as quais não existe consenso. Exemplo: dificilmente o Brasil aceitará escrever “facto” em vez de “fato”, duas palavras que, em Portugal, têm sentidos diferentes.
Em linhas gerais, os especialistas lusitanos obedecem ao critério histórico das palavras: “Súbdito” em lugar de “súdito”, em respeito ao prefixo “sub”, que indica submissão. E por aí vai.
Problema maior será obter consenso com os povos africanos que falam português. Alguns deles não abrem mão das origens, que nascem dos diversos dialetos espalhados pelo imenso território da África. É o caso da letra “K”, muito usada em todos eles. Não vejo a possibilidade de adotarmos aqui no Brasil a grafia de “kiabo” no lugar de “quiabo”, ou “muleke” no lugar de “moleque”.
Pessoalmente, me abstenho dos debates lá na Academia. Não sou especialista e aproveito a erudição alheia. Considero que língua, linguagem, fonética e ortografia são como a famosa “La donna è mobile” *, cantada na ária de Verdi.
Não adianta regredir aos tempos anteriores à construção da Torre de Babel, quando, segundo o relato bíblico, os homens começaram a falar cada qual à sua maneira e a torre do consenso humano jamais chegaria ao céu.
Folha de S. Paulo, 03 de maio 2008, 1º caderno, página 2.
* La donna è mobile: canção da ária Rigoletto, de Verdi, cujo refrão traduz-se como “A mulher é móvel (volúvel)/Qual pluma ao vento/Muda de acento/E de pensamento.”
Leia os textos 1 e 2, a seguir, extraídos do documento oficial que regulamenta o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em 16 de dezembro de 1990, relacionando-os com o texto “A torre de Babel”:
Texto 1
1º) O c, com valor de oclusiva velar, das seqüências interiores cc (segundo c com valor de sibilante.), cç e ct, e o p das sequências interiores pc (c com valor de sibilante.), pç e pt, ora se conservam, ora se eliminam.
Assim: (...)
• Conservam-se ou eliminam-se, facultativamente, quando se proferem numa pronúncia culta, quer geral, quer restritamente, ou então quando oscilam entre a prolação e o emudecimento: aspecto e aspeto, cacto e cato, caracteres e carateres, dicção e dição; facto e fato, sector e setor, ceptro e cetro, concepção e conceção, corrupto e corruto, recepção e receção.
2º) Conservam-se ou eliminam-se, facultativamente, quando se proferem numa pronúncia culta, quer geral, quer restritamente, ou então quando oscilam entre a prolação e o emudecimento: o b da seqüência bd, em súbdito; o b da sequência bt, em subtil e seus derivados; o g da sequência gd, em amígdala, (...); o m da seqüência mn, em amnistia, indemne, omnímodo, omnisciente, etc.; o t da sequência tm, em aritmética e aritmético.
Texto 2
3º) As letras k, w e y usam-se nos seguintes casos especiais:
a.) Em antropónimos/antropônimos originários de outras línguas e seus derivados: Franklin, frankliniano; Kant, kantiano; Darwin, darwinismo: Wagner, wagneriano, Byron, byroniano; Taylor, taylorista;
b.) Em topónimos/topônimos originários de outras línguas e seus derivados: Kwanza; Kuwait, kuwaitiano; Malawi, malawiano.
Relacionando a normatização apresentada no documento ao conteúdo do texto “A torre de Babel”, assinale a alternativa correta:
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