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Foram encontradas 40 questões.

2378434 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CEC
Orgão: Pref. Araucária-PR
Leia o texto a seguir para responder à questão
Riqueza da língua
Jerônimo Teixeira
Engavetado desde sua assinatura, em 1990, voltou a assombrar o acordo ortográfico que visa a unificar a escritado português nos países que o adotam como língua oficial. (...) Essa discussão tem implicações profundas de ordem técnica e comercial, além de provocar ainda mais ansiedade nos milhões de brasileiros mergulhados em dúvidas no seu empenho diário para falar e escrever bem. Dominar a norma culta de um idioma é plataforma mínima de sucesso para profissionais de todas as áreas. Engenheiros, médicos, economistas, contabilistas e administradores que falam de acordo com o português culto e escrevem de acordo com o português padrão têm mais chance de chegar ao topo do que profissionais tão qualificados quanto eles, mas sem o mesmo domínio da palavra.
Nas grandes corporações, os testes de admissão concedem à competência linguística dos candidatos, muitas vezes, o mesmo peso dado à aptidão para trabalhar em grupo ou ao conhecimento de matemática. Diversas pesquisas estabelecem correlações entre tamanho de vocabulário e habilidade de comunicação, de um lado, e ascensão profissional e ganhos salariais, de outro.
Revista Veja, 12 de setembro de 2007. p. 88-96 (adaptado).
Analise o uso do verbo “visar” neste período e assinale a alternativa que contém um comentário INCORRETO a respeito do uso desse verbo:
“Engavetado desde sua assinatura, em 1990, voltou a assombrar o acordo ortográfico que visa a unificar a escrita do
português nos países que o adotam como língua oficial.”
 

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2378404 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CEC
Orgão: Pref. Araucária-PR
Há algumas palavras da língua, pertencentes à esfera semântica das relações, que atuam na junção de elementos da frase. É o caso das preposições, que podem estabelecer relações de sentido com os elementos por elas conectados. Um exemplo é o que acontece com a preposição em, que pode estabelecer uma idéia de lugar em “estar em casa” ou de modo em “estar em apuros”.
Analise a relação de sentido que o uso dessa preposição estabelece em cada uma das frases a seguir:
I. Todos lutam por melhores condições de vida.
II. Vá por aí que você chega lá.
III. Muitos, com medo, não conseguem dizer o que pensam.
IV. Adoeceu por semanas.
V. Gosto muito das músicas de Tom Jobim.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é:
 

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2378351 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CEC
Orgão: Pref. Araucária-PR
Leia o texto a seguir para responder à questão
Riqueza da língua
Jerônimo Teixeira
Engavetado desde sua assinatura, em 1990, voltou a assombrar o acordo ortográfico que visa a unificar a escritado português nos países que o adotam como língua oficial. (...) Essa discussão tem implicações profundas de ordem técnica e comercial, além de provocar ainda mais ansiedade nos milhões de brasileiros mergulhados em dúvidas no seu empenho diário para falar e escrever bem. Dominar a norma culta de um idioma é plataforma mínima de sucesso para profissionais de todas as áreas. Engenheiros, médicos, economistas, contabilistas e administradores que falam de acordo com o português culto e escrevem de acordo com o português padrão têm mais chance de chegar ao topo do que profissionais tão qualificados quanto eles, mas sem o mesmo domínio da palavra.
Nas grandes corporações, os testes de admissão concedem à competência linguística dos candidatos, muitas vezes, o mesmo peso dado à aptidão para trabalhar em grupo ou ao conhecimento de matemática. Diversas pesquisas estabelecem correlações entre tamanho de vocabulário e habilidade de comunicação, de um lado, e ascensão profissional e ganhos salariais, de outro.
Revista Veja, 12 de setembro de 2007. p. 88-96 (adaptado).
Assinale a alternativa em que a reescrita do trecho mantém exatamente o sentido original:
 

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Considere a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB nº 9.394/96) e marque verdadeiro (V) ou falso (F) para as afirmações a seguir:
( ) Conforme o disposto no seu regimento e nas normas do respectivo sistema de ensino, o controle de frequência dos estudantes fica a cargo da escola, sem exigência de frequência mínima, visto que o processo de aprendizagem é individual e deve privilegiar a qualidade e não a quantidade de interações escolares.
( ) Um dos critérios para a verificação do rendimento escolar será tomar a avaliação classificatória, somativa e contínua do desempenho do aluno como instrumento, privilegiando os aspectos qualitativos em detrimento aos quantitativos e os resultados das provas finais em detrimento aos resultados ao longo do período.
( ) Para o ensino de línguas estrangeiras, artes ou outros componentes curriculares, poderão ser organizadas classes ou turmas com alunos de séries distintas, com níveis equivalentes de adiantamento da matéria.
( ) A educação básica tem por finalidades desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores.
( ) Os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional comum e uma parte diversificada a ser complementada pela legislação obrigatória emitida anualmente pelo Conselho Nacional de Educação, visto que os conteúdos a serem trabalhados no ano letivo são definidos por esse Conselho.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta:
 

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“A história da estrutura e da organização do ensino no Brasil reflete as condições socioeconômicas do País, mas revela, sobretudo, o panorama político de determinados períodos históricos.”
(LIBÂNEO; OLIVEIRA; TOSCHI, 2003, p. 130)
Considerando o compromisso social da escola pública, analise as afirmações a seguir:
I. A gênese da educação brasileira ocorreu com a vinda dos jesuítas, que instauraram no ideário educacional os princípios da doutrina religiosa católica, a educação diferenciada pelos sexos e a responsabilidade da família com a educação.
II. A Revolução de 1930 representou a consolidação do capitalismo industrial no Brasil e foi determinante para o conseqüente aparecimento de novas exigências educacionais. Nos dez primeiros anos que se seguiram, houve um desenvolvimento do ensino jamais registrado no País.
III. No período ditatorial de Getúlio Vargas, houve uma descentralização na organização da educação, pois diferentes segmentos da sociedade contribuíram democraticamente para a institucionalização do sistema nacional de educação pública. Nesse período, nasceu a primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, denominada de “Manifesto dos Pioneiros”.
IV. Nos anos de reabertura democrática do País, entre os anos finais de 1970 e início de 1980, o Estado brasileiro reconheceu o sucesso da política educacional, sobretudo a profissionalizante, que se estende até os dias de hoje com a profissionalização compulsória no ensino médio.
V. Atualmente, a escola pública atinge todas as metas propostas no Plano Nacional de Educação (aprovado em 2001 para findar em 2010), sobretudo a redução das desigualdades sociais e regionais no tocante ao acesso à escola pública e à permanência, com sucesso, nela; bem como a elevação global do nível de escolaridade da população.
Assinale a alternativa correta:
 

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2378208 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CEC
Orgão: Pref. Araucária-PR
Leia o texto a seguir para responder à questão.
A torre de Babel
Carlos Heitor Cony
O grande público ignora, mas está em discussão – aliás, continua em discussão – o acordo ortográfico entre Brasil, Portugal e demais países que falam e escrevem oportuguês, designados eruditamente como “lusófonos”. Uma velha questão que motivou diversos acordos – e nenhum deles foi realmente respeitado.
Tanto na academia brasileira como na congênere portuguesa, sempre houve comissões mais ou menos permanentes em busca da unificação ortográfica – que, a bem da verdade, é quase completa, com exceção de pequeno número de palavras sobre as quais não existe consenso. Exemplo: dificilmente o Brasil aceitará escrever “facto” em vez de “fato”, duas palavras que, em Portugal, têm sentidos diferentes.
Em linhas gerais, os especialistas lusitanos obedecem ao critério histórico das palavras: “Súbdito” em lugar de “súdito”, em respeito ao prefixo “sub”, que indica submissão. E por aí vai.
Problema maior será obter consenso com os povos africanos que falam português. Alguns deles não abrem mão das origens, que nascem dos diversos dialetos espalhados pelo imenso território da África. É o caso da letra “K”, muito usada em todos eles. Não vejo a possibilidade de adotarmos aqui no Brasil a grafia de “kiabo” no lugar de “quiabo”, ou “muleke” no lugar de “moleque”.
Pessoalmente, me abstenho dos debates lá na Academia. Não sou especialista e aproveito a erudição alheia. Considero que língua, linguagem, fonética e ortografia são como a famosa “La donna è mobile” *, cantada na ária de Verdi.
Não adianta regredir aos tempos anteriores à construção da Torre de Babel, quando, segundo o relato bíblico, os homens começaram a falar cada qual à sua maneira e a torre do consenso humano jamais chegaria ao céu.
Folha de S. Paulo, 03 de maio 2008, 1º caderno, página 2.
* La donna è mobile: canção da ária Rigoletto, de Verdi, cujo refrão traduz-se como “A mulher é móvel (volúvel)/Qual pluma ao vento/Muda de acento/E de pensamento.”
Leia e compare os períodos a seguir; depois, analise as afirmações referentes a eles.
1. “Problema maior será obter consenso com os povos africanos que falam português.”
2. Problema maior será obter consenso com os povos africanos, que falam português.
3. “Alguns deles não abrem mão das origens, que nascem dos diversos dialetos espalhados pelo imenso território da África.”
4. Alguns deles não abrem mão das origens que nascem dos diversos dialetos espalhados pelo imenso território da África.
I. Em 1, é correto entender: nem todos os povos africanos falam português.
II. Em 2, a presença da vírgula antecedendo o pronome relativo é opcional, pois, com ou sem a vírgula, o sentido é o mesmo.
III. Em 3, é correto entender: os povos africanos que falam português não abrem mão das origens, e todas essas origens nascem dos diversos dialetos espalhados pelo imenso território da África.
IV. Em 4, é correto entender: os povos africanos que falam português não abrem mão das origens que nascem dos diversos dialetos espalhados pelo imenso território da África.
Assinale a alternativa que apresenta as afirmações corretas:
 

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A Deliberação nº 16/99 do Conselho Estadual de Educação dispõe sobre normas para elaboração dos Regimentos Escolares de Educação Básica no Estado.
Pelo fato de esse documento expressar a organização da forma jurídica e político-pedagógica da unidade escolar, é correto afirmar que a elaboração do regimento escolar é atribuição específica:
 

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As noções de causa, comparação e conformidade são três dos sentidos que a conjunção “como” pode assumir, conforme o seu uso.
Veja os exemplos a seguir:
Como Maria estava muito faminta, comeu bastante. (Ou seja, como = porque, criando uma relação de causa.)
Fez tudo como Maria lhe ensinou. (Ou seja, como = conforme, criando a idéia de conformidade.)
Não fez a lição como Maria. (Ou seja, como Maria = como Maria fez/faz, criando uma relação de comparação.) Conforme os sentidos da palavra “como”, exemplificados acima, marque, nos exemplos a seguir, (1) para causa, (2) para conformidade e (3) para comparação.
( ) “Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci, Mas depois, como era de costume, obedeci.”
(Trecho de “Olhos nos olhos”, de Chico Buarque de Holanda.)
( ) “Ó pedaço de mim, ó metade amputada de mim Leva o que há de ti, que a saudade dói latejada É assim como uma fisgada no membro que já perdi.”
(Trecho de “Pedaço de mim”, de Chico Buarque de Holanda.)
( ) “Seis da tarde, como era de se esperar Ela pega e me espera no portão.”
(Trecho de “Cotidiano”, de Chico Buarque de Holanda.)
( ) “Apaixonadamente como Peri, virá que eu vi Tranqüilo e infalível como Bruce Lee, virá que eu vi.”
(Trecho de “Um índio”, de Caetano Veloso)
( ) Como ficou acordado até muito tarde, adormeceu durante a prova.
Assinale a alternativa que apresenta, de cima para baixo, a sequência correta:
 

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2378139 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CEC
Orgão: Pref. Araucária-PR
Leia o texto a seguir para responder á questão.
Jeitos de amar
Martha Medeiros
No livro Prosa reunida, de Adélia Prado, encontrei uma frase singela e verdadeira ao extremo. Um personagem põe-se a lembrar da mãe, que era danada de braba, porém esmerava-se na hora de fazer dois molhos de cachinhos no cabelo da filha para que ela fosse bonita pra escola. Meu Deus, quanto jeito que tem de ter amor.
É comovente porque é algo que a gente esquece: milhões de pequenos gestos são maneiras de amar. Beijos e abraços às vezes são provas mais de desejo que de amor, exigem retribuição física, são facilidades do corpo. Mas há diversos outros amores podendo ser demonstrados com toques mais sutis.
Mexer no cabelo, pentear os cabelos, tal como aquela mãe e aquela filha, tal como namorados fazem, tal como tanta gente faz: cafunés. Uma amiga tingindo o cabelo da outra, cortando franjas, puxando rabos de cavalo, rindo soltas. Quanto jeito que há de amar. Flores colhidas na calçada, flores compradas, flores feitas de papel, desenhadas, entregues em datas nada especiais: Lembrei de você. É esse o único e melhor motivo para crisântemos, margaridas, violetinhas. Quanto jeito que há de amar.
Um telefonema pra saber da saúde, uma oferta de carona, um elogio, um livro emprestado, uma carta respondida, repartir o que se tem, cuidados para não magoar, dizer a verdade quando ela é salutar, e mentir, sim, com carinho, se for para evitar feridas e dores desnecessárias. Quanto jeito que há de amar.
MEDEIROS, Martha. Montanha Russa. Porto Alegre: L&PM Editores, 2003.
O texto “Jeitos de amar” apresenta passagens em que se privilegia o uso coloquial da língua. Assinale a alternativa que NÃO exemplifica essa afirmação:
 

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O professor
PARA SER GRANDE, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim como em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
Ricardo Reis
O professor eis o grande agente do processo educacional. A alma de qualquer instituição de ensino é o professor. Por mais que se invista na equipagem das escolas, em laboratórios, bibliotecas, anfiteatros, quadras esportivas, piscinas, campos de futebol – sem negar a importância de todo esse material –, tudo isso não se configura mais do que aspectos materiais se comparados ao papel e à importância do professor.
Há quem afirme que o computador irá substituir o professor, que nesta era, em que a informação chega de muitas maneiras, o professor perdeu sua importância. O computador nunca substituirá o professor. Por mais evoluída que seja a máquina, por mais que a robótica profetize evoluções fantásticas, há um dado que não pode ser desconsiderado. A máquina reflete e não é capaz de dar afeto, de passar emoção, de vibrar com a conquista de cada aluno. Isso é um privilégio humano.
Pode-se ter todos os poemas, romances ou dados no computador, como há nos livros, nas bibliotecas; pode até haver a possibilidade de buscar informações pela Internet, cruzar dados num toque de teclas, mas falta a emoção humana, o olhar atento do professor, sua gesticulação, a fala, a interrupção do aluno, a construção coletiva do conhecimento, a interação com a dificuldade ou facilidade da aprendizagem.
Os temores de que a máquina possa vir a substituir o professor só atingem aqueles que não têm verdadeiramente a vocação do magistério, os que são meros informadores desprovidos de emoção. Professor é muito mais do que isso. Professor tem luz própria e caminha com pés próprios. Não é possível que ele pregue a autonomia sem ser autônomo; que fale de liberdade sem experimentar a conquista da independência que é o saber; que ele queira que seu aluno seja feliz sem demonstrar afeto. E para que possa transmitir afeto é preciso que sinta afeto, que viva o afeto. Ninguém dá o que não tem. O copo transborda quando está cheio; o mestre tem de transbordar afeto, cumplicidade, participação no sucesso, na conquista de seu educando, o mestre tem de ser o referencial, o líder, o interventor seguro, capaz de auxiliar o aluno em seus sonhos, seus projetos.
A formação é um fator fundamental para o professor. Não apenas a graduação universitária ou a pós-graduação, mas a formação continuada, ampla, as atualizações e os aperfeiçoamentos. Não basta que um professor de matemática conheça profundamente a matéria, ele precisa entender de psicologia, pedagogia, linguagem, sexualidade, infância, adolescência, sonho, afeto, vida. Não basta que o professor de geografia conheça bem sua área e consiga dialogar com áreas afins como história; ele precisa entender de ética, política, amor, projetos, família. Não se pode compartimentar o conhecimento e contentar-se com bons especialistas em cada uma das áreas.
Para que um professor desempenhe com maestria a aula na matéria de sua especialidade, ele precisa conhecer as demais matérias, os temas transversais que devem perpassar todas elas e, acima de tudo, conhecer o aluno. Tudo o que diz respeito ao aluno deve ser de interesse do professor. Ninguém ama o que não conhece, e o aluno precisa ser amado! E o professor é capaz de fazer isso.
(CHALITA, Gabriel. Educação: a solução está no afeto. São Paulo: Editora Gente, 2001, pp. 163-165)
Assinale a alternativa que contém um comentário que está coerente com as informações e idéias do texto:
 

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