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Foram encontradas 100 questões.

1295902 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA

BRIGA DE RUA.

Estava voltando da minha caminhada habitual, de manhã. Foi então que vi um carro imbicado na entrada da garagem de um edifício, com todas as portas abertas, e, antes que eu achasse estranho, comecei a ouvir gritos. Ao lado do carro, uma moça segurava um menino no colo, um garoto de uns quatro anos, que chorava muito. Chorava de medo e susto: sua mãe berrava com seu pai. Um pai igualmente descontrolado que a impedia de entrar no prédio com a criança. O que havia acontecido? Não sei, não os conheço, não imagino o que - motivou esse barraco, só sei que fiquei em choque diante da cena: uma mulher no auge da sua fúria, histérica, ordenando que aquele homem desaparecesse, que sumisse, e ele chorando e ao mesmo tempo segurando-a pelo braço, até que ela se desvencilhou e deu um tapão na cara dele, e outro, e a criança apavorada, e eu parada a poucos metros de distância, sem saber se acudia, se fugia, sem um celular para chamar alguém - vá que ele esteja armado? Aquilo poderia terminarem tragédia.

Com a ingenuidade que me é característica, cheguei a pedir, parem com isso, conversem depois, olhem as crianças, e foi então que me dei conta de que elas estavam mesmo no plural, havia outra criança presa a uma cadeirinha dentro do carro, uma menina de não mais que dois anos, que chorava era aquele homem desfigurado, impedindo a passagem dela também. A essa altura outros transeuntes pararam, circundamos o casal, mas todos 'sem ação, imobilizados pelo ditado "em briga de marido e mulher não se mete a colher", mas não se mete mesmo? Uma senhora tentou tirar o menino do colo da mãe para que ele não recebesse um safanão sem querer, mas o menino, lógico, não quis sair de onde estava, a despeito de todos os riscos que nem sabia que estava correndo, e o que mais me impressionava nem o menino que chorava diante de uma cena que jamais irá esquecer, mas a mulher, a mulher que não chorava, e sim berrava "NÃO TOCA EM MIMI"(A), berrava "SAI DA MINHA FRENTE!"(B), berrava e batia naquele homem que era duas vezes o seu tamanho, berrava de uma maneira surtada, assustadora, com uma voz que nem parecia vir dela, mas da fera que a habitava, berrava com uma raiva e um tormento que não podia ser maior. Ela havia chegado ao seu limite. Dali em diante, ela iria matá-lo, se matá-lo fosse possível.

Foi então que entendi como acontecem esses crimes passionais que ocorrem longe dos nossos olhos, entre quatro paredes: por algum motivo, um homem ou uma mulher. ou ambos tomam-se irracionais. Não se escutam, não conversam, não preservam os filhos, não percebem o entorno, viram dois selvagens, até que um deles escape ou morra.

Ela escapou(D). Um rapaz interveio, segurou o homem, e ela entrou no prédio com as duas crianças. Perdida a batalha, ele ficou socando o chão, fora de si. Tudo isso numa das avenidas mais movimentadas da cidade, às 11 horas da manhã. Voltei para casa arrasada(C). Tenho o estômago fraco para a estupidez e para a brutalidade, descontroles emocionais me parecem terrivelmente ameaçadores. Nunca saberei quem era a real vítima da história, quem estava com a razão, e não estranharia se hoje os encontrasse de mãos dadas, com as pazes feitas, que isso é mais comum do que se pensa. Mas a violência do ato existiu, e foi testemunhada por duas crianças.

Na verdade, por três crianças. O mundo adulto, ali, me fechava as portas.

(MEDEIROS, Martha. O Meu Melhor. 2012, p. 173/174/175)

Assinale a alternativa em que o excerto contém um verbo intransitivo e um predicativo do sujeito:

 

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1263959 Ano: 2019
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
" Setembro começa com quase mil focos de queimadas na Amazônia, segundo o lnpe.". (Disponível em: https://g 1.globo.com/natureza/noticia/2019/09/02/balanco-clasqueimadas- na-amazonia-em-setembro-segundo-o-inpe.ghtml .
Acesso em: 02 set.2019). Marque a única alternativa errada sobre a reportagem:
 

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1235057 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA

Chore e lute, filha.

Dentre as tantas lições que recebi e recebo de minha mãe, considero duas primordiais: chore sempre que quiser chorar, filha. Lute mesmo quando não quiser lutar, filha.

Sou filha de uma virginiana de origem germânica, regras rígidas, poucas palavras. Mas não houve uma única vez em que ela tenha me mandado engolir o choro, como tanto se ouve por aí. Pelo contrário, ela dizia, com sua escassa e preciosa doçura: "O choro é o xixi do coração, filha(D). Tem que deixar que ele saia". Aprendi a obedecer (porque não lhe obedecer segue sendo o erro mais certo de todos) e choro invariavelmente, abandonando constrangimentos e preocupação com olhares de terceiros.

Sobre a luta, ela nunca verbalizou. Preferiu, nesse caso, ser apenas um exemplo permanente. Por vezes, soltava frases duras como "Segure isso pelo chifre", "Mostre para o cavalo quem é o cavaleiro aqui", "Segure as rédeas da sua vida ou ela vai para onde quiser", "Mantenha só na sua mão a chave da sua felicidade", ou ainda "Deus nunca nos dá um fardo mais pesado do que podemos aguentar". As frases ficaram como marcas, mas, no fundo, sempre bastou observá-la, no presente e no passado corajoso.

Sua luta nunca foi barulhenta. Olhares. Gestos. Frases curtas em tom de voz sereno e firme. Longas cartas manuscritas(A). Venho, há anos, aprendendo nesse treinamento inconsciente a duelar sem armas, a gritar sem som, a intimidar com os olhos e a romper sem cortes.

Nunca a vi abandonar ideais, relativizar princípios ou tolerar afrontas. Sempre a vi lutar pelo que acredita e, sobretudo, por aqueles em quem acredita. Sempre a vi continuar acreditando(C), embora com os olhos um pouco inchados, de quem chorou por meia dúzia de minutos atrás da necessária porta do banheiro (porque filhos podem chorar no seu colo, mas ela, mãe germânica, chora sozinha).

Um dia ela me disse, em tom de confidência, que me achava muito corajosa. Eu quis, com todas as minhas forças, acreditar nesse elogio com o qual nunca nem ousaria sonhar. Ainda não acredito(B). Ainda me julgo borboleta, cheia de cores, leve, superficial e frágil. Ainda me tornarei como ela: árvore, raiz, tronco, verde e vida.

Por enquanto, em tempos estranhos, em campo minado, em terreno incerto, em pedras falsas e em total incerteza na vida, sigo no choro sincero, sigo na luta honesta. Sigo por mim, por ela, por tantos. Porque, como dizem por aí, luto só me serve se for verbo. E assim seguimos caminhando.

(MANUS, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. p. 67/68.).

Assinale alternativa com linguagem conotativa:

 

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873238 Ano: 2019
Disciplina: Saúde Pública
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
O art. 10 da Lei n.0 11.350/2006 estabelece que "A administração pública somente poderá rescindir unilateralmente o contrato do Agente Comunitário de Saúde ou do Agente de Combate às Endemias, de acordo com o regime jurídico de trabalho adotado, na ocorrência de uma das seguintes hipóteses:"
I- prática de falta leve, dentre as enumeradas no art. 482 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT;
lI- acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas;
IlI- necessidade de redução de quadro de pessoal, por excesso de despesa, nos termos da Lei nº 9.801, de 14 de junho de 1999;
IV- insuficiência de desempenho, apurada em procedimento no qual se assegurem pelo menos um recurso hierárquico dotado de efeito suspensivo, que será apreciado em trinta dias, e o prévio conhecimento dos padrões mínimos exigidos para a continuidade da relação de emprego, obrigatoriamente estabelecidos de acordo com as peculiaridades das atividades exercidas.
Apenas estão corretas as afirmações previstas nos itens:
 

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793475 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA

BRIGA DE RUA.

Estava voltando da minha caminhada habitual, de manhã. Foi então que vi um carro imbicado na entrada da garagem de um edifício, com todas as portas abertas, e, antes que eu achasse estranho, comecei a ouvir gritos. Ao lado do carro, uma moça segurava um menino no colo, um garoto de uns quatro anos, que chorava muito. Chorava de medo e susto: sua mãe berrava com seu pai. Um pai igualmente descontrolado que a impedia de entrar no prédio com a criança. O que havia acontecido? Não sei, não os conheço, não imagino o que - motivou esse barraco, só sei que fiquei em choque diante da cena: uma mulher no auge da sua fúria, histérica, ordenando que aquele homem desaparecesse, que sumisse, e ele chorando e ao mesmo tempo segurando-a pelo braço, até que ela se desvencilhou e deu um tapão na cara dele, e outro, e a criança apavorada, e eu parada a poucos metros de distância, sem saber se acudia, se fugia, sem um celular para chamar alguém - vá que ele esteja armado? Aquilo poderia terminarem tragédia.

Com a ingenuidade que me é característica, cheguei a pedir, parem com isso, conversem depois, olhem as crianças, e foi então que me dei conta de que elas estavam mesmo no plural, havia outra criança presa a uma cadeirinha dentro do carro, uma menina de não mais que dois anos, que chorava era aquele homem desfigurado, impedindo a passagem dela também. A essa altura outros transeuntes pararam, circundamos o casal, mas todos 'sem ação, imobilizados pelo ditado "em briga de marido e mulher não se mete a colher", mas não se mete mesmo? Uma senhora tentou tirar o menino do colo da mãe para que ele não recebesse um safanão sem querer, mas o menino, lógico, não quis sair de onde estava, a despeito de todos os riscos que nem sabia que estava correndo, e o que mais me impressionava nem o menino que chorava diante de uma cena que jamais irá esquecer, mas a mulher, a mulher que não chorava, e sim berrava "NÃO TOCA EM MIMI", berrava "SAI DA MINHA FRENTE!", berrava e batia naquele homem que era duas vezes o seu tamanho, berrava de uma maneira surtada, assustadora, com uma voz que nem parecia vir dela, mas da fera que a habitava, berrava com uma raiva e um tormento que não podia ser maior. Ela havia chegado ao seu limite. Dali em diante, ela iria matá-lo, se matá-lo fosse possível.

Foi então que entendi como acontecem esses crimes passionais que ocorrem longe dos nossos olhos, entre quatro paredes: por algum motivo, um homem ou uma mulher. ou ambos tomam-se irracionais. Não se escutam, não conversam, não preservam os filhos, não percebem o entorno, viram dois selvagens, até que um deles escape ou morra.

Ela escapou. Um rapaz interveio, segurou o homem, e ela entrou no prédio com as duas crianças. Perdida a batalha, ele ficou socando o chão, fora de si. Tudo isso numa das avenidas mais movimentadas da cidade, às 11 horas da manhã. Voltei para casa arrasada. Tenho o estômago fraco para a estupidez e para a brutalidade, descontroles emocionais me parecem terrivelmente ameaçadores. Nunca saberei quem era a real vítima da história, quem estava com a razão, e não estranharia se hoje os encontrasse de mãos dadas, com as pazes feitas, que isso é mais comum do que se pensa. Mas a violência do ato existiu, e foi testemunhada por duas crianças.

Na verdade, por três crianças. O mundo adulto, ali, me fechava as portas.

(MEDEIROS, Martha. O Meu Melhor. 2012, p. 173/174/175)

"Mas a violência do ato existiu, e foi testemunhada por duas crianças.". Sobre a estrutura, é incorreto afirmar:

 

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756967 Ano: 2019
Disciplina: Saúde Pública
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
Utilize as orientações previstas nas "Ações de Controle da Malária: Manual para Profissionais de Saúde na Atenção Básica" para responder a questão.
A respeito da descrição da doença e do seu Agente Etiológico, analise as afirmações seguintes e marque a alternativa correta:
I- Amalária é também conhecida como febre intermitente.
lI- Os parasitas da malária são da família plasmodidae, gênero Plasmodium.
IlI- É uma doença infecciosa e se caracteriza por acessos intermitentes de febre, calafrios, cefaléia e sudorese.
 

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754864 Ano: 2019
Disciplina: Saúde Pública
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
Estão incluídas ainda no campo de atuação do Sistema Único de Saúde (SUS) a execução de ações de vigilância epidemiológica, conforme preceitua o art. 6° da Lei n.º 8.080, de 19 de setembro de 1990. Sobre o assunto, analise as afirmações seguintes e marque a alternativa correta:
I- Entende-se por vigilância epidemiológica um conjunto de ações que proporcionam o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos.
lI - As ações e serviços públicos de saúde e os serviços privados contratados ou conveniados que integram o Sistema Unico de Saúde (SUS), são desenvolvidos de acordo com as diretrizes previstas no art. 198 da Constituição Federal, obedecendo ainda aos seguintes princípios, dentre ele o da utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades, a alocação de recursos e a orientação programática.
III - A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios exercerão, em seu âmbito administrativo, as seguintes atribuições, dentre elas: para atendimento de necessidades coletivas, urgentes e transitórias, decorrentes de situações de perigo iminente, de calamidade pública ou de irrupção de epidemias, a autoridade competente da esfera administrativa correspondente poderá requisitar bens e serviços, tanto de pessoas naturais como de jurídicas, sendo-lhes assegurada justa indenização.
 

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754541 Ano: 2019
Disciplina: Matemática
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
Um reservatório com capacidade de 5.400 litros foi enchido totalmente por três torneiras (A, B e C) que despejaram: A: 5 l/s ; B: 3 l/s ; C: 2 l/s. Faça a divisão diretamente proporcional e calcule a quantidade de água que o tanque recebeu da torneira "B".
 

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712242 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
Chore e lute, filha.
Dentre as tantas lições que recebi e recebo de minha mãe, considero duas primordiais: chore sempre que quiser chorar, filha. Lute mesmo quando não quiser lutar, filha.
Sou filha de uma virginiana de origem germânica, regras rígidas, poucas palavras. Mas não houve uma única vez em que ela tenha me mandado engolir o choro, como tanto se ouve por aí. Pelo contrário, ela dizia, com sua escassa e preciosa doçura: "O choro é o xixi do coração, filha. Tem que deixar que ele saia". Aprendi a obedecer (porque não lhe obedecer segue sendo o erro mais certo de todos) e choro invariavelmente, abandonando constrangimentos e preocupação com olhares de terceiros.
Sobre a luta, ela nunca verbalizou. Preferiu, nesse caso, ser apenas um exemplo permanente. Por vezes, soltava frases duras como "Segure isso pelo chifre", "Mostre para o cavalo quem é o cavaleiro aqui", "Segure as rédeas da sua vida ou ela vai para onde quiser", "Mantenha só na sua mão a chave da sua felicidade", ou ainda "Deus nunca nos dá um fardo mais pesado do que podemos aguentar". As frases ficaram como marcas, mas, no fundo, sempre bastou observá-la, no presente e no passado corajoso.
Sua luta nunca foi barulhenta. Olhares. Gestos. Frases curtas em tom de voz sereno e firme. Longas cartas manuscritas. Venho, há anos, aprendendo nesse treinamento inconsciente a duelar sem armas, a gritar sem som, a intimidar com os olhos e a romper sem cortes.
Nunca a vi abandonar ideais, relativizar princípios ou tolerar afrontas. Sempre a vi lutar pelo que acredita e, sobretudo, por aqueles em quem acredita. Sempre a vi continuar acreditando, embora com os olhos um pouco inchados, de quem chorou por meia dúzia de minutos atrás da necessária porta do banheiro (porque filhos podem chorar no seu colo, mas ela, mãe germânica, chora sozinha).
Um dia ela me disse, em tom de confidência, que me achava muito corajosa. Eu quis, com todas as minhas forças, acreditar nesse elogio com o qual nunca nem ousaria sonhar. Ainda não acredito. Ainda me julgo borboleta, cheia de cores, leve, superficial e frágil. Ainda me tornarei como ela: árvore, raiz, tronco, verde e vida.
Por enquanto, em tempos estranhos, em campo minado, em terreno incerto, em pedras falsas e em total incerteza na vida, sigo no choro sincero, sigo na luta honesta. Sigo por mim, por ela, por tantos. Porque, como dizem por aí, luto só me serve se for verbo. E assim seguimos caminhando.
(MANUS, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. p. 67/68.).
A cronista cita que a mãe tem "origem germânica". O adjetivo pátrio denota descendência:
 

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706157 Ano: 2019
Disciplina: Matemática
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
Preciso dividir 18 Kg de um produto químico em partes diretamente proporcionais aos números 2, 3 e 4. Quantos quilos terá a menor parte?
 

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