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Foram encontradas 150 questões.

302035 Ano: 2010
Disciplina: Informática
Banca: FDRH
Orgão: PC-RS
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Considere as afirmações a seguir sobre a formatação de células e planilhas no BrOffice Calc.
I – Na guia Números, da caixa de diálogo Formatar células, é possível modificar a categoria e o formato do item em uma célula.
II – Na guia Efeitos de fonte, da caixa de diálogo Formatar células, é possível modificar a orientação do texto e a cor da fonte do item em uma célula.
III – Acessando-se o menu Editar, opção Planilha, e clicando-se em Renomear, é possível modificar o nome de uma planilha.
Quais estão corretas?
 

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301316 Ano: 2010
Disciplina: Geografia
Banca: FDRH
Orgão: PC-RS
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Com relação à organização territorial brasileira, apontam-se distintos momentos relevantes e suas decorrências.
Considere as afirmações abaixo a respeito desses momentos.
I - O primeiro momento, da colonização até a Segunda Guerra Mundial, caracterizou-se por uma economia fragmentada, constituindo ilhas de povoamento.
II - O segundo momento, a partir da Segunda Guerra Mundial até os anos 70, caracterizou-se por uma economia cuja dinâmica ainda estava sustentada no setor primário, embora a industrialização fosse presente.
III - O terceiro momento, dos anos 70 até hoje, caracterizou-se pela supremacia da informação e dos serviços resultantes do processo de globalização.
IV - Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília apresentaram, ao longo do tempo, uma condição de centralidade que se reduziu em razão de as tomadas de decisão no mundo globalizado, muitas vezes, estarem fora de suas competências territoriais, reduzindo as margens de escolha.
Quais estão corretas?
 

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301259 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FDRH
Orgão: PC-RS
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
O Português em Debate
Jerônimo Teixeira e Daniela Macedo
Será a língua portuguesa tão complexa a ponto de enredar aqueles que se propõem a dominá-la? Diante do fiasco de alguns homens públicos, profissionais em oratória, as pessoas comuns têm alguma esperança de expressar-se com maior clareza e eficiência? As respostas a essas duas perguntas são, pela ordem, não e sim. Para quem está empenhado em aperfeiçoar o manejo do idioma – e não será necessário lembrar que seu domínio, na fala ou na escrita, é crucial para o desenvolvimento profissional –, as oportunidades e as ferramentas são cada vez mais numerosas. Livrarias, bibliotecas e dicionários estão acessíveis pela internet, e a oferta de instrumentos auxiliares vem crescendo em volume e qualidade.
Mal amparado por escolas que se evadem a qualquer menção à análise sintática, o brasileiro nem sempre sabe onde buscar régua e compasso para disciplinar a língua que fala. O português é uma entidade dinâmica, continuamente alterada e enriquecida por novas gírias, expressões, palavras importadas, mas essa fluidez não faz dela um território sem leis. As gramáticas devem cumprir o papel do esclarecimento do que é correto ou não na escrita, a exemplo da obra de Evanildo Bechara. A fala, porém, admite muitas construções que seriam aberrantes na página impressa. "Vou no médico" é a forma mais comum, em conversas informais, ainda que o correto seja "vou ao médico". O que é preciso é achar o equilíbrio, mesmo nas diferenças de registro: um adolescente não pode empregar com os avós os mesmos termos que utiliza nas baladas com sua turma.
No Brasil, a gramática da língua oral foi alvo de um estudo pioneiro em 1969, quando o linguista Nelson Rosso, da Universidade Federal da Bahia, desenvolveu o projeto Norma Urbana Culta (Nurc). O trabalho, feito em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador e Recife, resultou em 1500 horas de gravações de discursos formais, entrevistas e diálogos envolvendo profissionais graduados de diversas áreas. As transcrições servem, ainda hoje, como base de estudo para teses e artigos. Recentemente, o linguista Ataliba de Castilho, um dos coordenadores do Nurc, lançou uma obra de fôlego, baseada nesse material de análise. Sua Nova Gramática do Português Brasileiro apresenta um recurso inovador em relação aos similares tradicionais: a análise sintática é feita sobre frases presentes no cotidiano do leitor. Essa aproximação com a realidade estimula a observação dos recursos da língua no dia a dia – nas conversas, nas novelas, nos noticiários. Ou seja, seu livro é uma ferramenta excelente não apenas para aprender a língua, mas também sobre ela.
Nas últimas décadas, por força da urbanização, o fosso que separava a fala culta da "popular" tem se estreitado. Em meados do século passado, por exemplo, "a gente" não era aceito como um equivalente de "nós". Hoje, é uma forma perfeitamente apropriada. "Nós" ganhou certo ar formal. "De terno e gravata, a reunião é conosco. De bermuda e chinelo, pode falar com a gente mesmo", brinca o professor de português Sérgio Nogueira. "A gente fomos", é claro, continua sendo o que sempre foi: um solecismo.
É saudável manter distância de modismos linguísticos, que logo viram vícios, como o do chamado "gerundismo". Não é que "vou estar enviando" seja errado do ponto de vista gramatical. Mas o transbordamento de verbos ofende a frase, que diria a mesma coisa com um "enviarei" ou "vou enviar".
O "gerundismo" pegou porque alguns creem que essa é uma forma sofisticada de falar. Outros, com o mesmo propósito, recorrem ao bacharelismo, confundindo afetação com riqueza vocabular. Dizer mais com menos é o ideal. E "falar difícil" é andar na contramão do bom-senso. No século XVII, o padre Antônio Vieira (que hoje, é verdade, soa rebuscado) já pregava a simplicidade: "O estilo há de ser muito fácil e muito natural", recomendava ele no Sermão da Sexagésima.
E se chega a uma recomendação que todo cidadão vem ouvindo desde que se sentou pela primeira vez nos bancos da escola: ler é indispensável para quem quer se expressar bem. E ler inclui de Machado de Assis e Graciliano Ramos até um blog decente na internet (mas atenção: é preciso ler de tudo – não uma coisa ou outra). Ler mostra as infinitas possibilidades de expressão da língua, enriquece o vocabulário (e o bom vocabulário é o melhor amigo da precisão), ensina o leitor a organizar seu pensamento e ainda oferece a ele algo de valor inestimável: conteúdo. Ter coisas interessantes e pertinentes a dizer é o primeiro passo para falar ou escrever bem.
(Texto adaptado da Revista Veja, 11 de agosto de 2010.)
Considere as afirmações abaixo sobre a acentuação de palavras do texto.
I – As formas verbais Será e dominá-la recebem acento pela mesma razão.
II – É a mesma a regra que rege a acentuação em eficiência, régua, gírias e áreas.
III – Os termos análise, avós e distância formariam outras palavras da Língua Portuguesa caso se lhes retirasse o sinal gráfico de acentuação.
IV – Se as palavras português, difícil e indispensável fossem passadas para o plural continuariam a receber acento gráfico.
V – Os vocábulos linguísticos, vícios e recebem acento em razão da mesma regra.
Quais estão corretas?
 

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298296 Ano: 2010
Disciplina: Informática
Banca: FDRH
Orgão: PC-RS
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Considere a planilha abaixo elaborada no BrOffice Calc.
enunciado 298296-1
Se a fórmula= SOMA($A$1:C$1; $B2), que está na célula D1, for copiada para a célula E2, ela se transformará em:
 

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281444 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FDRH
Orgão: PC-RS
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
O poder do palavrão
Como insultar e praguejar em português, com a ajuda de um dicionário
Luís Antônio Giron
Qualquer dia é dia de palavrão. Ele é necessário e insubstituível, como disse o sociólogo Gilberto Freyre. Há quem reclame que as palavras de baixo calão invadiram a vida cotidiana de forma irresistível. Jamais se pronunciou tanto palavrão como nos dias de hoje, e com tanta volúpia, afirmam tanto os safados como os guardiões da língua e dos bons costumes. E, de fato, o palavrão (ou "palavrada", "palavra obscena" ou "palavra-cabeluda") intrometeu-se em todos os registros de fala e todo tipo de conversação. Por que o fascínio pelo "submundo", pelos "esgotos" da linguagem? Vou tentar responder ao questionamento, recorrendo primeiramente a um livro.
Em 1974, o folclorista pernambucano Mário Souto Maior (1920-2001) concluiu o seu Dicionário do Palavrão e Termos Afins, agora republicado num caprichado volume da Editora Leitura, de Belo Horizonte.
Após um trabalho de dez anos, Souto Maior levantou 3 mil palavrões, entre vocábulos, locuções e expressões idiomáticas. A obra sofreu censura do regime militar e só foi publicada cinco anos depois, com o início da abertura política brasileira. Segundo o autor, a obra então já se afigurava incompleta, em virtude da criação constante de novos palavrões. Ao vir a público, já se tratava de um título ultrapassado. O que dirá hoje. Mas isso não importa. O dicionário é o flagrante de um tempo, que continua a ter validade trinta anos depois. No entanto, o malfadado Dicionário tornou-se uma espécie de catecismo pornográfico que circulou de mão em mão dos adolescentes no fim dos anos 70.
Talvez tenha chegado o momento de entronizar (sem trocadilhos de segundo sentido) Souto Maior como um pioneiro da lexicografia realista. Como ele próprio disse, os falantes da língua criam palavrões diariamente. É tamanha a produtividade fescenina da população que a criação de palavrões muitas vezes supera a das próprias palavras. Para chegar a seu dicionário, o pesquisador enviou questionários por carta a 3.620 pessoas. Agora seria muito mais fácil — e é curioso que não tenham aparecido desde então obras do mesmo fôlego. O amor pela descoberta era maior quando as dificuldades eram maiores ...
Curiosamente, Souto Maior demonstrou que a língua portuguesa é mais pobre em palavrões que outros idiomas. Ela perde para os palavrões em alemão (9 mil) e em francês (9 mil). Em inglês, palavrões e afins são mais usados do que pelos falantes em português, basta ligar a televisão. É preciso dizer que, quando o Dicionário foi publicado, havia menos palavrões em circulação.
Mesmo assim, o autor concluiu, com base nas respostas a seu questionário: "criança de hoje ganha da de ontem quanto ao uso do palavrão; e o aumento dos meios de comunicação, como a televisão, foi o motivo mais apontado".
Outras conclusões do nosso "folclorista" (termo igualmente fora de moda) merecem comentários e relativizações: "O homem, o jovem e o pobre falam mais palavrão do que a mulher, o velho e o rico". Hoje talvez isso não valha mais. A gente ouve cada palavrão dito por mulheres e ricos ...
"Quase todos falam palavrão; quando não falam, pensam", afirma Souto Maior, não sem razão. "Um palavrão do Nordeste é uma palavra educada no Sul e vice-versa".
Acho difícil apontar o palavrão mais falado. A variedade parece infinita. Afinal, qualquer palavrão hoje não pode mais ser denominado de tabu. Uma exceção é a palavra escrita. Publicação que se preze ainda hoje evita palavrões. Na internet, via blogs e redes sociais, o palavrão virou palavra qualquer — já se banalizou, como se fosse possível dizer assim para um tipo de termo que nasceu da própria banalidade da vida. Antigamente, ele vinha cercado de interditos, o palavrão "dito na hora certa" ostentava certa aura. Foi assim que virou moda na década de 60. O vocábulo grosseiro foi elevado à condição de troféu da contracultura. No Brasil, a moda foi coibida pela censura do regime militar.
Não é necessário abusar dos palavrões, pois eles se desgastam e perdem o valor como qualquer outra palavra demasiadamente empregada. O palavrão veio para ficar, até porque veio antes de qualquer outro vocábulo.
E aqui respondo à pergunta que me fiz no primeiro parágrafo. Ele exerce fascínio por ser inevitável. O usuário da língua vive em um mundo precário e imperfeito, vive situações cotidianas em que as emanações dos corpos, a sujeira, os crimes e as tentações aparecem, mesmo que ele queira evitá-las. Ele sente desprezo, ele é tomado de preconceito, ele tem vontade de dizer palavras que talvez não pronuncie, mas pensa. O palavrão é senhor do nosso inconsciente.
Mesmo assim, apesar de seu carisma, até ele cai em desuso. É para esse aspecto que quero chamar a atenção. O Dicionário de Palavrões e Termos Afins está coalhado de deliciosas expressões que se tornaram arcaísmos. E o desuso as faz soar quase sublimes. No Nordeste se dizia antigamente "Amália chegou", quando uma mulher ficava menstruada., e "roer um couro" quando alguém sentia ciúmes. Os sinônimos para órgãos sexuais abundam no dicionário.
O palavrão é fascinante porque gira historicamente em torno do ato sexual. Pertence ao domínio púbico (sic). Examinado perto, o palavrão é igual a qualquer outro termo de uma determinada língua. Diria mais, é talvez o mais fiel e castiço dos vocábulos de um idioma, porque ele vem do fundo dos tempos. Não por outro motivo, um dos sinônimos para ele é o substantivo "palavra".
(Texto adaptado da revista Época, 13 de julho de 2010.)
Qual das alternativas abaixo apresenta a correta transformação de voz da frase No Brasil, a moda foi coibida pela censura do regime militar.?
 

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279742 Ano: 2010
Disciplina: Direito Penal
Banca: FDRH
Orgão: PC-RS
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Assinale a assertiva INCORRETA, considerando o concurso de agentes.
 

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278946 Ano: 2010
Disciplina: Informática
Banca: FDRH
Orgão: PC-RS
Provas:
Associe as colunas, relacionando as teclas de atalho do BrOffice Writer ao seu efeito:
( 1 ) Exclui o texto até o fim da palavra. ( ) Ctrl+2
( 2 ) Exclui o texto até o fim da frase. ( ) Ctrl+D
( 3 ) Alinha o texto à direita. ( ) Ctrl+Shift+P
( 4 ) Aplica sublinhado duplo ao texto. ( ) Ctrl+Y
( 5 ) Refaz a última ação. ( ) Ctrl+Del
( 6 ) Aplica sobrescrito ao texto.
( 7 ) Aplica subscrito ao texto.
( 8 ) Aplica o estilo de parágrafo Título 2.
( 9 ) Aplica o espaçamento entrelinhas duplo.
De cima para baixo, a ordem correta da numeração, na coluna da direita, é
 

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278928 Ano: 2010
Disciplina: Direito Processual Penal
Banca: FDRH
Orgão: PC-RS
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A representação será irretratável depois de
 

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278833 Ano: 2010
Disciplina: Informática
Banca: FDRH
Orgão: PC-RS
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Analise as afirmativas abaixo sobre formatação de caracteres no BrOffice Writer e assinale V para as verdadeiras e F para falsas.
( ) Para aplicar negrito a uma palavra do texto, pode-se selecioná-la e pressionar as teclas de atalho Ctrl+B.
( ) Para formatar todo um texto em maiúsculas, pode-se selecioná-lo, ir ao menu Formatar, escolher a opção Caractere e, na guia Posição, modificar o item Efeitos para maiúsculas.
( ) Para aplicar uma rotação de 90º em um texto, pode-se selecioná-lo, ir ao menu Formatar, escolher a opção Caractere e, na guia Efeitos de fonte, ativar 90 graus no item Rotação / dimensionamento.
( ) Para alterar a fonte, o tamanho e a cor de um texto, pode-se selecioná-lo, ir ao menu Formatar, escolher a opção Caractere e, na guia Fonte, realizar as modificações desejadas.
( ) Para sublinhar uma palavra do texto, pode-se selecioná-la e pressionar as teclas de atalho Ctrl+U.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
 

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278826 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FDRH
Orgão: PC-RS
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
O poder do palavrão
Como insultar e praguejar em português, com a ajuda de um dicionário
Luís Antônio Giron
Qualquer dia é dia de palavrão. Ele é necessário e insubstituível, como disse o sociólogo Gilberto Freyre. Há quem reclame que as palavras de baixo calão invadiram a vida cotidiana de forma irresistível. Jamais se pronunciou tanto palavrão como nos dias de hoje, e com tanta volúpia, afirmam tanto os safados como os guardiões da língua e dos bons costumes. E, de fato, o palavrão (ou "palavrada", "palavra obscena" ou "palavra-cabeluda") ______ todos os registros de fala e todo tipo de conversação. Por que o fascínio pelo "submundo", pelos "esgotos" da linguagem? Vou tentar responder ao questionamento, recorrendo primeiramente a um livro.
Em 1974, o folclorista pernambucano Mário Souto Maior (1920-2001) concluiu o seu Dicionário do Palavrão e Termos Afins, agora republicado num caprichado volume da Editora Leitura, de Belo Horizonte.
Após um trabalho de dez anos, Souto Maior levantou 3 mil palavrões, entre vocábulos, locuções e expressões idiomáticas. A obra ______ censura do regime militar e só foi publicada cinco anos depois, com o início da abertura política brasileira. Segundo o autor, a obra então já se afigurava incompleta, em virtude da criação constante de novos palavrões. Ao vir a público, já ______ um título ultrapassado. O que dirá hoje. Mas isso não importa. O dicionário é o flagrante de um tempo, que continua a ter validade trinta anos depois. No entanto, o malfadado Dicionário ______ uma espécie de catecismo pornográfico que circulou de mão em mão dos adolescentes no fim dos anos 70.
Talvez tenha chegado o momento de entronizar (sem trocadilhos de segundo sentido) Souto Maior como um pioneiro da lexicografia realista. Como ele próprio disse, os falantes da língua criam palavrões diariamente. É tamanha a produtividade fescenina da população que a criação de palavrões muitas vezes supera a das próprias palavras. Para chegar a seu dicionário, o pesquisador enviou questionários por carta a 3.620 pessoas. Agora seria muito mais fácil — e é curioso que não tenham aparecido desde então obras do mesmo fôlego. O amor pela descoberta era maior quando as dificuldades eram maiores ...
Curiosamente, Souto Maior demonstrou que a língua portuguesa é mais pobre em palavrões que outros idiomas. Ela perde para os palavrões em alemão (9 mil) e em francês (9 mil). Em inglês, palavrões e afins são mais usados do que pelos falantes em português, basta ligar a televisão. É preciso dizer que, quando o Dicionário foi publicado, havia menos palavrões em circulação.
Mesmo assim, o autor concluiu, com base nas respostas a seu questionário: "criança de hoje ganha da de ontem quanto ao uso do palavrão; e o aumento dos meios de comunicação, como a televisão, foi o motivo mais apontado".
Outras conclusões do nosso "folclorista" (termo igualmente fora de moda) merecem comentários e relativizações: "O homem, o jovem e o pobre falam mais palavrão do que a mulher, o velho e o rico". Hoje talvez isso não valha mais. A gente ouve cada palavrão dito por mulheres e ricos ...
"Quase todos falam palavrão; quando não falam, pensam", afirma Souto Maior, não sem razão. "Um palavrão do Nordeste é uma palavra educada no Sul e vice-versa".
Acho difícil apontar o palavrão mais falado. A variedade parece infinita. Afinal, qualquer palavrão hoje não pode mais ser ______ tabu. Uma exceção é a palavra escrita. Publicação que se preze ainda hoje evita palavrões. Na internet, via blogs e redes sociais, o palavrão virou palavra qualquer — já se banalizou, como se fosse possível dizer assim para um tipo de termo que nasceu da própria banalidade da vida. Antigamente, ele vinha cercado de interditos, o palavrão "dito na hora certa" ________ certa aura. Foi assim que virou moda na década de 60. O vocábulo grosseiro foi elevado à condição de troféu da contracultura. No Brasil, a moda foi coibida pela censura do regime militar.
Não é necessário abusar dos palavrões, pois eles se desgastam e perdem o valor como qualquer outra palavra demasiadamente empregada. O palavrão veio para ficar, até porque veio antes de qualquer outro vocábulo.
E aqui respondo à pergunta que me fiz no primeiro parágrafo. Ele exerce fascínio por ser inevitável. O usuário da língua vive em um mundo precário e imperfeito, vive situações cotidianas em que as emanações dos corpos, a sujeira, os crimes e as tentações aparecem, mesmo que ele queira evitá-las. Ele sente desprezo, ele é tomado de preconceito, ele tem vontade de dizer palavras que talvez não pronuncie, mas pensa. O palavrão é senhor do nosso inconsciente.
Mesmo assim, apesar de seu carisma, até ele cai em desuso. É para esse aspecto que quero chamar a atenção. O Dicionário de Palavrões e Termos Afins está coalhado de deliciosas expressões que se tornaram arcaísmos. E o desuso as faz soar quase sublimes. No Nordeste se dizia antigamente "Amália chegou", quando uma mulher ficava menstruada., e "roer um couro" quando alguém sentia ciúmes. Os sinônimos para órgãos sexuais abundam no dicionário.
O palavrão é fascinante porque gira historicamente em torno do ato sexual. Pertence ao domínio púbico (sic). Examinado perto, o palavrão é igual a qualquer outro termo de uma determinada língua. Diria mais, é talvez o mais fiel e castiço dos vocábulos de um idioma, porque ele vem do fundo dos tempos. Não por outro motivo, um dos sinônimos para ele é o substantivo "palavra".
(Texto adaptado da revista Época, 13 de julho de 2010.)
Considerando as normas de regência, assinale a alternativa que completa adequadamente as lacunas com traço contínuo do texto, na ordem em que ocorrem.
 

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