Magna Concursos

Foram encontradas 60 questões.

563253 Ano: 2019
Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
Banca: IBADE
Orgão: JARU-PREVI
Provas:
A duração de uma PPA e as duas outras formas de planejamentos orçamentários que deverão ser elaboradas nesse mesmo período são, respectivamente:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
563252 Ano: 2019
Disciplina: Auditoria
Banca: IBADE
Orgão: JARU-PREVI
Provas:
(Ciclo operacional da auditoria interna)
1 - Programa de trabalho 2 - Monitoramento das recomendações 3 - Planejamento e levantamento do processo 4 - Execução 5 - Relatório de conclusão
Os itens acima enumerados de 1 a 5 estão em desordem quanto à sequência correta das etapas de auditoria; sendo assim, a alternativa que contém a ordem correta é:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
563251 Ano: 2019
Disciplina: Matemática
Banca: IBADE
Orgão: JARU-PREVI
Provas:
Três amigos montaram uma locadora de carros. Altamiro entrou com R$ 24.000,00, Valdir com R$ 35.000,00 e Claudio com R$ 16.000,00. Ao fim de seis meses obtiveram um lucro de R$ 15.000, que foi dividido entre os três em partes diretamente proporcionais ao capital que cada um empregou. O valor que coube a Valdir foi de:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
563250 Ano: 2019
Disciplina: Matemática
Banca: IBADE
Orgão: JARU-PREVI
Provas:
Três quilogramas de queijo prato mais três quilogramas de presunto custam 327 reais. Manuel comprou dois quilogramas deste mesmo queijo prato e quatro quilogramas deste mesmo presunto e gastou 346 reais. Manuel pagou por um quilograma de presunto:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
563249 Ano: 2019
Disciplina: Matemática
Banca: IBADE
Orgão: JARU-PREVI
Provas:
Uma quantidade de suplemento alimentar é utilizada por um grupo de 8 pessoas, durante 15 dias, e cada uma consome 300g por dia. Duas pessoas foram inseridas nesse grupo. Cada pessoa poderá consumir de suplemento alimentar, por 10 dias, a seguinte porção de gramas por dia:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
563247 Ano: 2019
Disciplina: Matemática
Banca: IBADE
Orgão: JARU-PREVI
Provas:
No lançamento de 2 dados honestos, a probabilidade de que a soma das faces superiores seja um número par maior que 6 é:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
563246 Ano: 2019
Disciplina: Matemática
Banca: IBADE
Orgão: JARU-PREVI
Provas:
O valor do último número da sequência {3/2; 3; 11/2; 5; __ } é:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
563242 Ano: 2019
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: IBADE
Orgão: JARU-PREVI
Provas:
O número mínimo necessário de pessoas num grupo para que se tenha a certeza de que 4 delas façam aniversário no mesmo mês é:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
563238 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: IBADE
Orgão: JARU-PREVI
Provas:

TEMPOS MODERNOS

Não tendo assistido à inauguração dos bonds elétricos, deixei de falar neles. Nem sequer entrei em algum, mais tarde, para receber as impressões da nova tração e contá-las. Daí o meu silêncio da outra semana. Anteontem, porém, indo pela Praia da Lapa, em um bond comum, encontrei um dos elétricos, que descia. Era o primeiro que estes meus olhos viam andar. (...)

De repente ouvi vozes estranhas, pareceu-me que eram burros que conversavam, inclinei-me (ia no banco da frente); eram eles mesmos. Como eu conheço um pouco a língua dos Houyhnhnms, pelo que dela conta o famoso Gulliver, não me foi difícil apanhar o diálogo. Bem sei que cavalo não é burro, mas reconheci que a língua era a mesma. O burro fala menos, decerto, é talvez o trapista daquela grande divisão animal, mas fala. Fiquei inclinado e escutei:

- Tens e não tens razão, respondia o da direita ao da esquerda.

O da esquerda:

- Desde que a tração elétrica se estenda a todos os bonds, estamos livres, parece claro.

- Claro parece, mas entre parecer e ser, a diferença é grande. (...) O bond elétrico apenas nos fará mudar de senhor.

- De que modo?

- Nós somos bens da companhia. Quando tudo andar por arames, não somos já precisos, vendem-nos. Passamos naturalmente às carroças.

- Pela burra de Balaão! exclamou o burro da esquerda. Nenhuma aposentadoria? Nenhum prêmio? Nenhum sinal de gratificação? Oh, mas onde está a justiça deste mundo?

- Passaremos às carroças – continuou o outro pacificamente – onde a nossa vida será um pouco melhor; não que nos falte pancada, mas o dono de um burro sabe mais o que ele lhe custou. Um dia, a velhice, a lazeira, qualquer cousa que nos torne incapaz restituir-nos-á a liberdade...

- Enfim!

- Ficaremos soltos na rua, por pouco tempo, arrancando alguma erva que aí deixem crescer para recreio da vista. Mas que valem duas dentadas de erva, que nem sempre é viçosa? Enfraqueceremos, a idade ou a lazeira ir-nos-á matando, até que, para usar esta metáfora humana – esticaremos a canela. Então teremos a liberdade de apodrecer. Ao fim de três dias, a vizinhança começa a notar que o burro cheira mal; conversação e queixumes. No quarto dia, um vizinho, mais atrevido, corre aos jornais, conta o fato e pede uma reclamação. No quinto dia sai a reclamação impressa. No sexto dia, aparece um agente, verifica a exatidão da notícia; no sétimo, chega uma carroça, puxada por outro burro, e leva o cadáver.

Seguiu-se uma pausa.

- Tu és lúgubre, disse o burro da esquerda, não conheces a língua da esperança.

- Pode ser, meu colega; mas a esperança é própria das espécies fracas, como o homem e o gafanhoto; o burro distingue-se pela fortaleza sem par. A nossa raça é essencialmente filosófica. Ao homem que anda sobre dois pés, e provavelmente a águia, que voa alto, cabe a ciência da astronomia. Nós nunca seremos astrônomos. Mas a filosofia é nossa. Todas as tentativas humanas a este respeito são perfeitas quimeras.

(Machado de Assis, Crônica de 16 de outubro de 1892)

Trapista: relativo à ordem religiosa da Trapa, ramo beneditino dos cistercienses, fundada em 1140.

“Pode ser, MEU COLEGA ...”
A expressão destacada tem a função sintática de:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
563237 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: IBADE
Orgão: JARU-PREVI
Provas:

TEMPOS MODERNOS

Não tendo assistido à inauguração dos bonds elétricos, deixei de falar neles. Nem sequer entrei em algum, mais tarde, para receber as impressões da nova tração e contá-las. Daí o meu silêncio da outra semana. Anteontem, porém, indo pela Praia da Lapa, em um bond comum, encontrei um dos elétricos, que descia. Era o primeiro que estes meus olhos viam andar. (...)

De repente ouvi vozes estranhas, pareceu-me que eram burros que conversavam, inclinei-me (ia no banco da frente); eram eles mesmos. Como eu conheço um pouco a língua dos Houyhnhnms, pelo que dela conta o famoso Gulliver, não me foi difícil apanhar o diálogo. Bem sei que cavalo não é burro, mas reconheci que a língua era a mesma. O burro fala menos, decerto, é talvez o trapista daquela grande divisão animal, mas fala. Fiquei inclinado e escutei:

- Tens e não tens razão, respondia o da direita ao da esquerda.

O da esquerda:

- Desde que a tração elétrica se estenda a todos os bonds, estamos livres, parece claro.

- Claro parece, mas entre parecer e ser, a diferença é grande. (...) O bond elétrico apenas nos fará mudar de senhor.

- De que modo?

- Nós somos bens da companhia. Quando tudo andar por arames, não somos já precisos, vendem-nos. Passamos naturalmente às carroças.

- Pela burra de Balaão! exclamou o burro da esquerda. Nenhuma aposentadoria? Nenhum prêmio? Nenhum sinal de gratificação? Oh, mas onde está a justiça deste mundo?

- Passaremos às carroças – continuou o outro pacificamente – onde a nossa vida será um pouco melhor; não que nos falte pancada, mas o dono de um burro sabe mais o que ele lhe custou. Um dia, a velhice, a lazeira, qualquer cousa que nos torne incapaz restituir-nos-á a liberdade...

- Enfim!

- Ficaremos soltos na rua, por pouco tempo, arrancando alguma erva que aí deixem crescer para recreio da vista. Mas que valem duas dentadas de erva, que nem sempre é viçosa? Enfraqueceremos, a idade ou a lazeira ir-nos-á matando, até que, para usar esta metáfora humana – esticaremos a canela. Então teremos a liberdade de apodrecer. Ao fim de três dias, a vizinhança começa a notar que o burro cheira mal; conversação e queixumes. No quarto dia, um vizinho, mais atrevido, corre aos jornais, conta o fato e pede uma reclamação. No quinto dia sai a reclamação impressa. No sexto dia, aparece um agente, verifica a exatidão da notícia; no sétimo, chega uma carroça, puxada por outro burro, e leva o cadáver.

Seguiu-se uma pausa.

- Tu és lúgubre, disse o burro da esquerda, não conheces a língua da esperança.

- Pode ser, meu colega; mas a esperança é própria das espécies fracas, como o homem e o gafanhoto; o burro distingue-se pela fortaleza sem par. A nossa raça é essencialmente filosófica. Ao homem que anda sobre dois pés, e provavelmente a águia, que voa alto, cabe a ciência da astronomia. Nós nunca seremos astrônomos. Mas a filosofia é nossa. Todas as tentativas humanas a este respeito são perfeitas quimeras.

(Machado de Assis, Crônica de 16 de outubro de 1892)

Trapista: relativo à ordem religiosa da Trapa, ramo beneditino dos cistercienses, fundada em 1140.

Na passagem “DESDE QUE a tração elétrica se estenda a todos os bonds, estamos livres, parece claro.”, a expressão destacada tem o valor semântico de:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas