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Foram encontradas 277 questões.

741827 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: FDRH
Orgão: IGP-RS

De olho no pódio

Os Jogos Olímpicos se aproximam e, por meio da imprensa, já temos notícias de atletas

em fase final de preparação para alcançar medalhas, subir no pódio, quebrar recordes. Isso me

fez lembrar que, sempre que assisto a alguma competição esportiva, reconheço que esse é o

lugar legítimo e adequado da competição.

Ao considerar nosso modo de vida atual, faço uma analogia: transformamos a vida em

uma olimpíada permanente. A competição transpôs a fronteira do ramo esportivo e se instalou

no nosso cotidiano.

Não é à toa que muitos esportistas ou treinadores bem sucedidos são chamados para

dar palestras em empresas. Afinal, eles são os maiores especialistas em competição, não é? Do

mesmo modo, os atletas que triunfam são escolhidos para serem garotos-propaganda de

muitas empresas, das quais poucas produzem artigos ligados ao ramo esportivo. “Use nosso

produto e você será um vencedor!” é a mensagem.

Hoje, exigem-se um preparo técnico acurado e um treinamento contínuo, tanto na vida

profissional quanto na pessoal. E não se trata apenas de conhecer e estudar seu ramo de

atividade ou de se cuidar, e sim de se empenhar em estratégias que permitam, ou pelo menos

prometam, sair na frente e chegar em primeiro lugar ou, pelo menos, entre os primeiros.

Competimos contra tudo e contra todos. Contra o tempo – e ainda acreditamos ser

possível ganhar dele. Contra nossa constituição física, contra nossos pares, contra nossa vida

coletiva, contra qualquer outro que se coloque à nossa frente em qualquer situação.

Iniciamos nossos filhos precocemente nessa competição ________ e acreditamos que tal

iniciativa é absolutamente necessária para a sua sobrevivência no futuro. Não valorizamos a

aprendizagem do jogo que é a vida desde a largada, e sim seu resultado, que só pode ser um:

ganhar.

As escolas se apropriaram desse anseio dos pais e incrementam ainda mais a

concorrência entre seus alunos. Os anunciados rankings de escolas baseados nos mais

diferentes exames, os primeiros lugares conquistados nos vestibulares e as avaliações dos

alunos, sempre comparativas, são exemplos dessa apropriação da competição pelo espaço

escolar.

O sucesso, hoje, é definido principalmente pela competição, o que faz com que o

processo de identificação com o outro ocorra de modo negativo. Ser melhor do que o outro,

ganhar do outro ou, então, se ________ a ser inferior a ele. Desse modo, fica mais fácil entender

o motivo de o outro ser quase sempre percebido como ameaça.

É preciso saber que essa olimpíada permanente tem seu preço. Sabemos o custo que os

atletas pagam na busca da superação: ________ sérias, cirurgias precoces, interrupção da vida

profissional muito cedo. Isso sem falar das conseqüências emocionais e sociais quando eles

enfrentam a derrota ou saem do pódio. Arcamos com conseqüências análogas em nossas vidas

quando transformadas nessa competição sem trégua: tédio, depressão, estresse, agressividade

descontrolada, pânico etc.

(SAIÃO, Rosely. De olho no pódio. Folha de São Paulo. Equilíbrio. 24 de abril de 2008.)

Sobre o elemento -ção, que ocorre em superação (linha 34), é correto afirmar que
 

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741826 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: FDRH
Orgão: IGP-RS

De olho no pódio

Os Jogos Olímpicos se aproximam e, por meio da imprensa, já temos notícias de atletas

em fase final de preparação para alcançar medalhas, subir no pódio, quebrar recordes. Isso me

fez lembrar que, sempre que assisto a alguma competição esportiva, reconheço que esse é o

lugar legítimo e adequado da competição.

Ao considerar nosso modo de vida atual, faço uma analogia: transformamos a vida em

uma olimpíada permanente. A competição transpôs a fronteira do ramo esportivo e se instalou

no nosso cotidiano.

Não é à toa que muitos esportistas ou treinadores bem sucedidos são chamados para

dar palestras em empresas. Afinal, eles são os maiores especialistas em competição, não é? Do

mesmo modo, os atletas que triunfam são escolhidos para serem garotos-propaganda de

muitas empresas, das quais poucas produzem artigos ligados ao ramo esportivo. “Use nosso

produto e você será um vencedor!” é a mensagem.

Hoje, exigem-se um preparo técnico acurado e um treinamento contínuo, tanto na vida

profissional quanto na pessoal. E não se trata apenas de conhecer e estudar seu ramo de

atividade ou de se cuidar, e sim de se empenhar em estratégias que permitam, ou pelo menos

prometam, sair na frente e chegar em primeiro lugar ou, pelo menos, entre os primeiros.

Competimos contra tudo e contra todos. Contra o tempo – e ainda acreditamos ser

possível ganhar dele. Contra nossa constituição física, contra nossos pares, contra nossa vida

coletiva, contra qualquer outro que se coloque à nossa frente em qualquer situação.

Iniciamos nossos filhos precocemente nessa competição ________ e acreditamos que tal

iniciativa é absolutamente necessária para a sua sobrevivência no futuro. Não valorizamos a

aprendizagem do jogo que é a vida desde a largada, e sim seu resultado, que só pode ser um:

ganhar.

As escolas se apropriaram desse anseio dos pais e incrementam ainda mais a

concorrência entre seus alunos. Os anunciados rankings de escolas baseados nos mais

diferentes exames, os primeiros lugares conquistados nos vestibulares e as avaliações dos

alunos, sempre comparativas, são exemplos dessa apropriação da competição pelo espaço

escolar.

O sucesso, hoje, é definido principalmente pela competição, o que faz com que o

processo de identificação com o outro ocorra de modo negativo. Ser melhor do que o outro,

ganhar do outro ou, então, se ________ a ser inferior a ele. Desse modo, fica mais fácil entender

o motivo de o outro ser quase sempre percebido como ameaça.

É preciso saber que essa olimpíada permanente tem seu preço. Sabemos o custo que os

atletas pagam na busca da superação: ________ sérias, cirurgias precoces, interrupção da vida

profissional muito cedo. Isso sem falar das conseqüências emocionais e sociais quando eles

enfrentam a derrota ou saem do pódio. Arcamos com conseqüências análogas em nossas vidas

quando transformadas nessa competição sem trégua: tédio, depressão, estresse, agressividade

descontrolada, pânico etc.

(SAIÃO, Rosely. De olho no pódio. Folha de São Paulo. Equilíbrio. 24 de abril de 2008.)

Entre as alternativas abaixo, assinale aquela em que a preposição grifada não é exigida por um verbo.
 

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741825 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: FDRH
Orgão: IGP-RS

De olho no pódio

Os Jogos Olímpicos se aproximam e, por meio da imprensa, já temos notícias de atletas

em fase final de preparação para alcançar medalhas, subir no pódio, quebrar recordes. Isso me

fez lembrar que, sempre que assisto a alguma competição esportiva, reconheço que esse é o

lugar legítimo e adequado da competição.

Ao considerar nosso modo de vida atual, faço uma analogia: transformamos a vida em

uma olimpíada permanente. A competição transpôs a fronteira do ramo esportivo e se instalou

no nosso cotidiano.

Não é à toa que muitos esportistas ou treinadores bem sucedidos são chamados para

dar palestras em empresas. Afinal, eles são os maiores especialistas em competição, não é? Do

mesmo modo, os atletas que triunfam são escolhidos para serem garotos-propaganda de

muitas empresas, das quais poucas produzem artigos ligados ao ramo esportivo. “Use nosso

produto e você será um vencedor!” é a mensagem.

Hoje, exigem-se um preparo técnico acurado e um treinamento contínuo, tanto na vida

profissional quanto na pessoal. E não se trata apenas de conhecer e estudar seu ramo de

atividade ou de se cuidar, e sim de se empenhar em estratégias que permitam, ou pelo menos

prometam, sair na frente e chegar em primeiro lugar ou, pelo menos, entre os primeiros.

Competimos contra tudo e contra todos. Contra o tempo – e ainda acreditamos ser

possível ganhar dele. Contra nossa constituição física, contra nossos pares, contra nossa vida

coletiva, contra qualquer outro que se coloque à nossa frente em qualquer situação.

Iniciamos nossos filhos precocemente nessa competição ________ e acreditamos que tal

iniciativa é absolutamente necessária para a sua sobrevivência no futuro. Não valorizamos a

aprendizagem do jogo que é a vida desde a largada, e sim seu resultado, que só pode ser um:

ganhar.

As escolas se apropriaram desse anseio dos pais e incrementam ainda mais a

concorrência entre seus alunos. Os anunciados rankings de escolas baseados nos mais

diferentes exames, os primeiros lugares conquistados nos vestibulares e as avaliações dos

alunos, sempre comparativas, são exemplos dessa apropriação da competição pelo espaço

escolar.

O sucesso, hoje, é definido principalmente pela competição, o que faz com que o

processo de identificação com o outro ocorra de modo negativo. Ser melhor do que o outro,

ganhar do outro ou, então, se ________ a ser inferior a ele. Desse modo, fica mais fácil entender

o motivo de o outro ser quase sempre percebido como ameaça.

É preciso saber que essa olimpíada permanente tem seu preço. Sabemos o custo que os

atletas pagam na busca da superação: ________ sérias, cirurgias precoces, interrupção da vida

profissional muito cedo. Isso sem falar das conseqüências emocionais e sociais quando eles

enfrentam a derrota ou saem do pódio. Arcamos com conseqüências análogas em nossas vidas

quando transformadas nessa competição sem trégua: tédio, depressão, estresse, agressividade

descontrolada, pânico etc.

(SAIÃO, Rosely. De olho no pódio. Folha de São Paulo. Equilíbrio. 24 de abril de 2008.)

Considere as seqüências abaixo que contêm ocorrências de voz passiva.
I – (...) muitos esportistas ou treinadores bem sucedidos são chamados para dar palestras em empresas (linhas 08 e 09)
II – (...) os atletas (...) são escolhidos para serem garotos-propaganda de muitas empresas (linhas 10 e 11)
III – O sucesso, hoje, é definido principalmente pela competição (linha 29)

Quais delas apresentam agente da passiva?
 

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Transição

Vivemos uma incomparável mudança do perfil etário da população, no qual temos

cada vez menos crianças e jovens e cada vez mais idosos.

Em decorrência, inúmeras outras modificações estão ocorrendo, como novas demandas

aos sistemas de saúde, turismo e educação. Esse conjunto de transformações é denominado

“transição demográfica” e reflete a importância deste momento para a sociedade atual e para

as futuras, as quais terão como desafio a necessidade de uma adaptação de todos a essa nova

realidade.

Obviamente, esse processo acontecerá progressivamente, mas nem por isso deverá

ocorrer sem a nossa vigilância e a nossa participação ativa. Haveremos de estar atentos todas

as vezes em que se cometerem disparates nesse setor. Vou citar dois exemplos, ocorridos em

uma mesma manhã de domingo, para demonstrar quão freqüentes ainda são.

Diante de uma platéia em _______, o locutor, entusiasmado, pergunta aos

participantes: “Tem criança aqui?” Milhares de mãos se erguem e, independentemente da

idade, as vozes proclamam um sonoro “sim”.

Em voz ainda mais alta, vem a segunda pergunta: “Tem velho aqui?” As mãos oscilam

com o indicador em riste e ouve-se um enfático “não”. Repete-se a pergunta final e aumenta

ainda mais o som da resposta. Termina o espetáculo.

Indignado, fiquei a meditar sobre o episódio. Não há _______ duvidar dos bons

interesses do animador. Certamente, ele quis mostrar como é revigorante participar

ativamente de uma cerimônia como aquela. O que lastimo é a necessidade de condenar a

velhice a uma condição indigna, que deve ser banida de um ambiente saudável.

Foi divagando sobre o ocorrido que resolvi ler a correspondência acumulada na

semana. Chamou-me a atenção um convite, sofisticado e colorido, divulgando que, nos

próximos dias, ocorrerá o encontro dos adeptos da “medicina antienvelhecimento”. No

programa, temas e pesquisadores de grande relevância em meio a um grupo de interesseiros

_______ principal objetivo é confundir os incautos, propondo-lhes a fonte da eterna juventude.

Curiosamente, conheço muitos deles e constato que nem neles mesmos essas mentiras

conseguem ser aplicadas. Sua aparência denota que o tempo não os poupa das suas naturais

conseqüências.

Observei que os fatos se conectam. Se, por um lado, continuarmos a permitir que o

processo natural de envelhecimento seja negado e, por outro, aceitarmos as argumentações dos

falsos profetas, que apregoam erroneamente que os conceitos da geriatria e da gerontologia

sejam usados como medidas “antienvelhecimento”, perpetuaremos o paradigma de que a

velhice é uma doença que deve ser combatida com tratamentos caríssimos sem respaldo

científico.

Mas, se nos respaldarmos nas evidências responsáveis, teremos as bases para

constituir um grande movimento que marcará uma posição vanguardista na luta “pró-

envelhecimento saudável”.

Dessa forma, espero que, em breve, possamos ouvir a multidão respondendo à

pergunta ‘tem velho aqui?’ com um vigoroso ‘SIM’, de quem, a despeito da idade, goza da

plenitude da sua capacidade funcional, ciente das suas características físicas e intelectuais de

quem soube envelhecer.

(Adaptado de JACOB FILHO, Wilson. Transição. Folha de São Paulo, Folha Equilíbrio, 27 de março de 2008.)

A vírgula da linha 21 e as vírgulas da linha 36 são usadas, respectivamente, para
 

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741822 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: FDRH
Orgão: IGP-RS

De olho no pódio

Os Jogos Olímpicos se aproximam e, por meio da imprensa, já temos notícias de atletas

em fase final de preparação para alcançar medalhas, subir no pódio, quebrar recordes. Isso me

fez lembrar que, sempre que assisto a alguma competição esportiva, reconheço que esse é o

lugar legítimo e adequado da competição.

Ao considerar nosso modo de vida atual, faço uma analogia: transformamos a vida em

uma olimpíada permanente. A competição transpôs a fronteira do ramo esportivo e se instalou

no nosso cotidiano.

Não é à toa que muitos esportistas ou treinadores bem sucedidos são chamados para

dar palestras em empresas. Afinal, eles são os maiores especialistas em competição, não é? Do

mesmo modo, os atletas que triunfam são escolhidos para serem garotos-propaganda de

muitas empresas, das quais poucas produzem artigos ligados ao ramo esportivo. “Use nosso

produto e você será um vencedor!” é a mensagem.

Hoje, exigem-se um preparo técnico acurado e um treinamento contínuo, tanto na vida

profissional quanto na pessoal. E não se trata apenas de conhecer e estudar seu ramo de

atividade ou de se cuidar, e sim de se empenhar em estratégias que permitam, ou pelo menos

prometam, sair na frente e chegar em primeiro lugar ou, pelo menos, entre os primeiros.

Competimos contra tudo e contra todos. Contra o tempo – e ainda acreditamos ser

possível ganhar dele. Contra nossa constituição física, contra nossos pares, contra nossa vida

coletiva, contra qualquer outro que se coloque à nossa frente em qualquer situação.

Iniciamos nossos filhos precocemente nessa competição ________ e acreditamos que tal

iniciativa é absolutamente necessária para a sua sobrevivência no futuro. Não valorizamos a

aprendizagem do jogo que é a vida desde a largada, e sim seu resultado, que só pode ser um:

ganhar.

As escolas se apropriaram desse anseio dos pais e incrementam ainda mais a

concorrência entre seus alunos. Os anunciados rankings de escolas baseados nos mais

diferentes exames, os primeiros lugares conquistados nos vestibulares e as avaliações dos

alunos, sempre comparativas, são exemplos dessa apropriação da competição pelo espaço

escolar.

O sucesso, hoje, é definido principalmente pela competição, o que faz com que o

processo de identificação com o outro ocorra de modo negativo. Ser melhor do que o outro,

ganhar do outro ou, então, se ________ a ser inferior a ele. Desse modo, fica mais fácil entender

o motivo de o outro ser quase sempre percebido como ameaça.

É preciso saber que essa olimpíada permanente tem seu preço. Sabemos o custo que os

atletas pagam na busca da superação: ________ sérias, cirurgias precoces, interrupção da vida

profissional muito cedo. Isso sem falar das conseqüências emocionais e sociais quando eles

enfrentam a derrota ou saem do pódio. Arcamos com conseqüências análogas em nossas vidas

quando transformadas nessa competição sem trégua: tédio, depressão, estresse, agressividade

descontrolada, pânico etc.

(SAIÃO, Rosely. De olho no pódio. Folha de São Paulo. Equilíbrio. 24 de abril de 2008.)

Os dois-pontos da linha 22 e a vírgula da linha 30 foram empregados, respectivamente,
 

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Transição

Vivemos uma incomparável mudança do perfil etário da população, no qual temos

cada vez menos crianças e jovens e cada vez mais idosos.

Em decorrência, inúmeras outras modificações estão ocorrendo, como novas demandas

aos sistemas de saúde, turismo e educação. Esse conjunto de transformações é denominado

“transição demográfica” e reflete a importância deste momento para a sociedade atual e para

as futuras, as quais terão como desafio a necessidade de uma adaptação de todos a essa nova

realidade.

Obviamente, esse processo acontecerá progressivamente, mas nem por isso deverá

ocorrer sem a nossa vigilância e a nossa participação ativa. Haveremos de estar atentos todas

as vezes em que se cometerem disparates nesse setor. Vou citar dois exemplos, ocorridos em

uma mesma manhã de domingo, para demonstrar quão freqüentes ainda são.

Diante de uma platéia em _______, o locutor, entusiasmado, pergunta aos

participantes: “Tem criança aqui?” Milhares de mãos se erguem e, independentemente da

idade, as vozes proclamam um sonoro “sim”.

Em voz ainda mais alta, vem a segunda pergunta: “Tem velho aqui?” As mãos oscilam

com o indicador em riste e ouve-se um enfático “não”. Repete-se a pergunta final e aumenta

ainda mais o som da resposta. Termina o espetáculo.

Indignado, fiquei a meditar sobre o episódio. Não há _______ duvidar dos bons

interesses do animador. Certamente, ele quis mostrar como é revigorante participar

ativamente de uma cerimônia como aquela. O que lastimo é a necessidade de condenar a

velhice a uma condição indigna, que deve ser banida de um ambiente saudável.

Foi divagando sobre o ocorrido que resolvi ler a correspondência acumulada na

semana. Chamou-me a atenção um convite, sofisticado e colorido, divulgando que, nos

próximos dias, ocorrerá o encontro dos adeptos da “medicina antienvelhecimento”. No

programa, temas e pesquisadores de grande relevância em meio a um grupo de interesseiros

_______ principal objetivo é confundir os incautos, propondo-lhes a fonte da eterna juventude.

Curiosamente, conheço muitos deles e constato que nem neles mesmos essas mentiras

conseguem ser aplicadas. Sua aparência denota que o tempo não os poupa das suas naturais

conseqüências.

Observei que os fatos se conectam. Se, por um lado, continuarmos a permitir que o

processo natural de envelhecimento seja negado e, por outro, aceitarmos as argumentações dos

falsos profetas, que apregoam erroneamente que os conceitos da geriatria e da gerontologia

sejam usados como medidas “antienvelhecimento”, perpetuaremos o paradigma de que a

velhice é uma doença que deve ser combatida com tratamentos caríssimos sem respaldo

científico.

Mas, se nos respaldarmos nas evidências responsáveis, teremos as bases para

constituir um grande movimento que marcará uma posição vanguardista na luta “pró-

envelhecimento saudável”.

Dessa forma, espero que, em breve, possamos ouvir a multidão respondendo à

pergunta ‘tem velho aqui?’ com um vigoroso ‘SIM’, de quem, a despeito da idade, goza da

plenitude da sua capacidade funcional, ciente das suas características físicas e intelectuais de

quem soube envelhecer.

(Adaptado de JACOB FILHO, Wilson. Transição. Folha de São Paulo, Folha Equilíbrio, 27 de março de 2008.)

Caso o segmento esse processo (linha 08) fosse substituído por “tais transformações”, alguns ajustes de concordância seriam necessários no período.
Deveriam sofrer ajuste, nesse caso,

 

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741820 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: FDRH
Orgão: IGP-RS

De olho no pódio

Os Jogos Olímpicos se aproximam e, por meio da imprensa, já temos notícias de atletas

em fase final de preparação para alcançar medalhas, subir no pódio, quebrar recordes. Isso me

fez lembrar que, sempre que assisto a alguma competição esportiva, reconheço que esse é o

lugar legítimo e adequado da competição.

Ao considerar nosso modo de vida atual, faço uma analogia: transformamos a vida em

uma olimpíada permanente. A competição transpôs a fronteira do ramo esportivo e se instalou

no nosso cotidiano.

Não é à toa que muitos esportistas ou treinadores bem sucedidos são chamados para

dar palestras em empresas. Afinal, eles são os maiores especialistas em competição, não é? Do

mesmo modo, os atletas que triunfam são escolhidos para serem garotos-propaganda de

muitas empresas, das quais poucas produzem artigos ligados ao ramo esportivo. “Use nosso

produto e você será um vencedor!” é a mensagem.

Hoje, exigem-se um preparo técnico acurado e um treinamento contínuo, tanto na vida

profissional quanto na pessoal. E não se trata apenas de conhecer e estudar seu ramo de

atividade ou de se cuidar, e sim de se empenhar em estratégias que permitam, ou pelo menos

prometam, sair na frente e chegar em primeiro lugar ou, pelo menos, entre os primeiros.

Competimos contra tudo e contra todos. Contra o tempo – e ainda acreditamos ser

possível ganhar dele. Contra nossa constituição física, contra nossos pares, contra nossa vida

coletiva, contra qualquer outro que se coloque à nossa frente em qualquer situação.

Iniciamos nossos filhos precocemente nessa competição ________ e acreditamos que tal

iniciativa é absolutamente necessária para a sua sobrevivência no futuro. Não valorizamos a

aprendizagem do jogo que é a vida desde a largada, e sim seu resultado, que só pode ser um:

ganhar.

As escolas se apropriaram desse anseio dos pais e incrementam ainda mais a

concorrência entre seus alunos. Os anunciados rankings de escolas baseados nos mais

diferentes exames, os primeiros lugares conquistados nos vestibulares e as avaliações dos

alunos, sempre comparativas, são exemplos dessa apropriação da competição pelo espaço

escolar.

O sucesso, hoje, é definido principalmente pela competição, o que faz com que o

processo de identificação com o outro ocorra de modo negativo. Ser melhor do que o outro,

ganhar do outro ou, então, se ________ a ser inferior a ele. Desse modo, fica mais fácil entender

o motivo de o outro ser quase sempre percebido como ameaça.

É preciso saber que essa olimpíada permanente tem seu preço. Sabemos o custo que os

atletas pagam na busca da superação: ________ sérias, cirurgias precoces, interrupção da vida

profissional muito cedo. Isso sem falar das conseqüências emocionais e sociais quando eles

enfrentam a derrota ou saem do pódio. Arcamos com conseqüências análogas em nossas vidas

quando transformadas nessa competição sem trégua: tédio, depressão, estresse, agressividade

descontrolada, pânico etc.

(SAIÃO, Rosely. De olho no pódio. Folha de São Paulo. Equilíbrio. 24 de abril de 2008.)

Assinale a alternativa em que se estabelece uma relação INCORRETA ) entre um pronome do texto e o segmento que tal pronome retoma.
 

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Transição

Vivemos uma incomparável mudança do perfil etário da população, no qual temos

cada vez menos crianças e jovens e cada vez mais idosos.

Em decorrência, inúmeras outras modificações estão ocorrendo, como novas demandas

aos sistemas de saúde, turismo e educação. Esse conjunto de transformações é denominado

“transição demográfica” e reflete a importância deste momento para a sociedade atual e para

as futuras, as quais terão como desafio a necessidade de uma adaptação de todos a essa nova

realidade.

Obviamente, esse processo acontecerá progressivamente, mas nem por isso deverá

ocorrer sem a nossa vigilância e a nossa participação ativa. Haveremos de estar atentos todas

as vezes em que se cometerem disparates nesse setor. Vou citar dois exemplos, ocorridos em

uma mesma manhã de domingo, para demonstrar quão freqüentes ainda são.

Diante de uma platéia em _______, o locutor, entusiasmado, pergunta aos

participantes: “Tem criança aqui?” Milhares de mãos se erguem e, independentemente da

idade, as vozes proclamam um sonoro “sim”.

Em voz ainda mais alta, vem a segunda pergunta: “Tem velho aqui?” As mãos oscilam

com o indicador em riste e ouve-se um enfático “não”. Repete-se a pergunta final e aumenta

ainda mais o som da resposta. Termina o espetáculo.

Indignado, fiquei a meditar sobre o episódio. Não há _______ duvidar dos bons

interesses do animador. Certamente, ele quis mostrar como é revigorante participar

ativamente de uma cerimônia como aquela. O que lastimo é a necessidade de condenar a

velhice a uma condição indigna, que deve ser banida de um ambiente saudável.

Foi divagando sobre o ocorrido que resolvi ler a correspondência acumulada na

semana. Chamou-me a atenção um convite, sofisticado e colorido, divulgando que, nos

próximos dias, ocorrerá o encontro dos adeptos da “medicina antienvelhecimento”. No

programa, temas e pesquisadores de grande relevância em meio a um grupo de interesseiros

_______ principal objetivo é confundir os incautos, propondo-lhes a fonte da eterna juventude.

Curiosamente, conheço muitos deles e constato que nem neles mesmos essas mentiras

conseguem ser aplicadas. Sua aparência denota que o tempo não os poupa das suas naturais

conseqüências.

Observei que os fatos se conectam. Se, por um lado, continuarmos a permitir que o

processo natural de envelhecimento seja negado e, por outro, aceitarmos as argumentações dos

falsos profetas, que apregoam erroneamente que os conceitos da geriatria e da gerontologia

sejam usados como medidas “antienvelhecimento”, perpetuaremos o paradigma de que a

velhice é uma doença que deve ser combatida com tratamentos caríssimos sem respaldo

científico.

Mas, se nos respaldarmos nas evidências responsáveis, teremos as bases para

constituir um grande movimento que marcará uma posição vanguardista na luta “pró-

envelhecimento saudável”.

Dessa forma, espero que, em breve, possamos ouvir a multidão respondendo à

pergunta ‘tem velho aqui?’ com um vigoroso ‘SIM’, de quem, a despeito da idade, goza da

plenitude da sua capacidade funcional, ciente das suas características físicas e intelectuais de

quem soube envelhecer.

(Adaptado de JACOB FILHO, Wilson. Transição. Folha de São Paulo, Folha Equilíbrio, 27 de março de 2008.)

No 7º parágrafo, o autor refere-se a um grupo de interesseiros (linha 25). Tal referência é várias vezes retomada no texto através de pronomes ou outras expressões. Leia os pronomes abaixo.

I – lhes (linha 26)
II – (d)eles (linha 27)
III – (n)eles mesmos (linha 27)
IV – os (linha 28)

Quais deles se referem aos “interesseiros” a que o autor alude?
 

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4151448 Ano: 2008
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: FDRH
Orgão: IGP-RS
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Uma dívida de R$ 5.000,00 foi contraída a juros compostos, por quatro meses, à taxa de 5% ao mês.
Qual o valor que mais aproxima-se do montante dessa dívida, decorrido esse prazo?
Questão Anulada

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4151370 Ano: 2008
Disciplina: Engenharia Mecânica
Banca: FDRH
Orgão: IGP-RS
Considere-se o sistema de elevação de carga com os blocos A e B, de respectivamente 150 e 120 kg. Supondo-se um movimento para baixo do bloco A, com aceleração de ¼ g  (aceleração da gravidade), seu peso deveria ser acrescido de
Enunciado 4688273-1
Questão Anulada

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