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Foram encontradas 277 questões.

Professor Barry Wellman of the University of Toronto in Canada has come up with a new

term to describe the way a lot of us North Americans interact these days. And now a big

research study confirms it. The term is “networked individualism”. This concept is not easy to

understand because the words seem to have opposite meanings. How can we be individuals and

be networked at the same time? You need other people for networks.

What Professor Wellman means is that before the invention of the Internet and e-mail, our

social networks involved live interactions with relatives, neighbors, and colleagues at work.

Some of the interactions was by phone, but it was still voice to voice, person to person, in real

time.

A recent research study by Pew Internet and American Life Project showed that for a lot of

people, electronic interaction through the computer has replaced a great deal of social

interchange. In the past, many people were worried that Internet isolated us and caused us to

spend too much time in the imaginary world of the computer. But the Pew study discovered that

the opposite is true. The Internet has put us in touch with more real people than expected. We’re

turning to an ever-growing list of cyber friends for advice on careers, medical problems, raising

children, and choosing a school or college. About 60 million Americans told Pew that the

Internet plays an important role in helping them deal with major life decisions.

(Adapted from a News Story by Ted Landphair – Voice of America News, April 2006.)

The overall idea of the text is best expressed in the alternative

 

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Transição

Vivemos uma incomparável mudança do perfil etário da população, no qual temos

cada vez menos crianças e jovens e cada vez mais idosos.

Em decorrência, inúmeras outras modificações estão ocorrendo, como novas demandas

aos sistemas de saúde, turismo e educação. Esse conjunto de transformações é denominado

“transição demográfica” e reflete a importância deste momento para a sociedade atual e para

as futuras, as quais terão como desafio a necessidade de uma adaptação de todos a essa nova

realidade.

Obviamente, esse processo acontecerá progressivamente, mas nem por isso deverá

ocorrer sem a nossa vigilância e a nossa participação ativa. Haveremos de estar atentos todas

as vezes em que se cometerem disparates nesse setor. Vou citar dois exemplos, ocorridos em

uma mesma manhã de domingo, para demonstrar quão freqüentes ainda são.

Diante de uma platéia em _______, o locutor, entusiasmado, pergunta aos

participantes: “Tem criança aqui?” Milhares de mãos se erguem e, independentemente da

idade, as vozes proclamam um sonoro “sim”.

Em voz ainda mais alta, vem a segunda pergunta: “Tem velho aqui?” As mãos oscilam

com o indicador em riste e ouve-se um enfático “não”. Repete-se a pergunta final e aumenta

ainda mais o som da resposta. Termina o espetáculo.

Indignado, fiquei a meditar sobre o episódio. Não há _______ duvidar dos bons

interesses do animador. Certamente, ele quis mostrar como é revigorante participar

ativamente de uma cerimônia como aquela. O que lastimo é a necessidade de condenar a

velhice a uma condição indigna, que deve ser banida de um ambiente saudável.

Foi divagando sobre o ocorrido que resolvi ler a correspondência acumulada na

semana. Chamou-me a atenção um convite, sofisticado e colorido, divulgando que, nos

próximos dias, ocorrerá o encontro dos adeptos da “medicina antienvelhecimento”. No

programa, temas e pesquisadores de grande relevância em meio a um grupo de interesseiros

_______ principal objetivo é confundir os incautos, propondo-lhes a fonte da eterna juventude.

Curiosamente, conheço muitos deles e constato que nem neles mesmos essas mentiras

conseguem ser aplicadas. Sua aparência denota que o tempo não os poupa das suas naturais

conseqüências.

Observei que os fatos se conectam. Se, por um lado, continuarmos a permitir que o

processo natural de envelhecimento seja negado e, por outro, aceitarmos as argumentações dos

falsos profetas, que apregoam erroneamente que os conceitos da geriatria e da gerontologia

sejam usados como medidas “antienvelhecimento”, perpetuaremos o paradigma de que a

velhice é uma doença que deve ser combatida com tratamentos caríssimos sem respaldo

científico.

Mas, se nos respaldarmos nas evidências responsáveis, teremos as bases para

constituir um grande movimento que marcará uma posição vanguardista na luta “pró-

envelhecimento saudável”.

Dessa forma, espero que, em breve, possamos ouvir a multidão respondendo à

pergunta ‘tem velho aqui?’ com um vigoroso ‘SIM’, de quem, a despeito da idade, goza da

plenitude da sua capacidade funcional, ciente das suas características físicas e intelectuais de

quem soube envelhecer.

(Adaptado de JACOB FILHO, Wilson. Transição. Folha de São Paulo, Folha Equilíbrio, 27 de março de 2008.)

Os termos incautos (linha 26) e paradigma (linha 33), no contexto em que são usados, remetem à idéia de

 

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Transição

Vivemos uma incomparável mudança do perfil etário da população, no qual temos

cada vez menos crianças e jovens e cada vez mais idosos.

Em decorrência, inúmeras outras modificações estão ocorrendo, como novas demandas

aos sistemas de saúde, turismo e educação. Esse conjunto de transformações é denominado

“transição demográfica” e reflete a importância deste momento para a sociedade atual e para

as futuras, as quais terão como desafio a necessidade de uma adaptação de todos a essa nova

realidade.

Obviamente, esse processo acontecerá progressivamente, mas nem por isso deverá

ocorrer sem a nossa vigilância e a nossa participação ativa. Haveremos de estar atentos todas

as vezes em que se cometerem disparates nesse setor. Vou citar dois exemplos, ocorridos em

uma mesma manhã de domingo, para demonstrar quão freqüentes ainda são.

Diante de uma platéia em _______, o locutor, entusiasmado, pergunta aos

participantes: “Tem criança aqui?” Milhares de mãos se erguem e, independentemente da

idade, as vozes proclamam um sonoro “sim”.

Em voz ainda mais alta, vem a segunda pergunta: “Tem velho aqui?” As mãos oscilam

com o indicador em riste e ouve-se um enfático “não”. Repete-se a pergunta final e aumenta

ainda mais o som da resposta. Termina o espetáculo.

Indignado, fiquei a meditar sobre o episódio. Não há _______ duvidar dos bons

interesses do animador. Certamente, ele quis mostrar como é revigorante participar

ativamente de uma cerimônia como aquela. O que lastimo é a necessidade de condenar a

velhice a uma condição indigna, que deve ser banida de um ambiente saudável.

Foi divagando sobre o ocorrido que resolvi ler a correspondência acumulada na

semana. Chamou-me a atenção um convite, sofisticado e colorido, divulgando que, nos

próximos dias, ocorrerá o encontro dos adeptos da “medicina antienvelhecimento”. No

programa, temas e pesquisadores de grande relevância em meio a um grupo de interesseiros

_______ principal objetivo é confundir os incautos, propondo-lhes a fonte da eterna juventude.

Curiosamente, conheço muitos deles e constato que nem neles mesmos essas mentiras

conseguem ser aplicadas. Sua aparência denota que o tempo não os poupa das suas naturais

conseqüências.

Observei que os fatos se conectam. Se, por um lado, continuarmos a permitir que o

processo natural de envelhecimento seja negado e, por outro, aceitarmos as argumentações dos

falsos profetas, que apregoam erroneamente que os conceitos da geriatria e da gerontologia

sejam usados como medidas “antienvelhecimento”, perpetuaremos o paradigma de que a

velhice é uma doença que deve ser combatida com tratamentos caríssimos sem respaldo

científico.

Mas, se nos respaldarmos nas evidências responsáveis, teremos as bases para

constituir um grande movimento que marcará uma posição vanguardista na luta “pró-

envelhecimento saudável”.

Dessa forma, espero que, em breve, possamos ouvir a multidão respondendo à

pergunta ‘tem velho aqui?’ com um vigoroso ‘SIM’, de quem, a despeito da idade, goza da

plenitude da sua capacidade funcional, ciente das suas características físicas e intelectuais de

quem soube envelhecer.

(Adaptado de JACOB FILHO, Wilson. Transição. Folha de São Paulo, Folha Equilíbrio, 27 de março de 2008.)

Leia as seguintes afirmações a respeito do texto.

I – O autor inicia o texto apresentando uma hipótese de mudança que possivelmente terá lugar num futuro não muito longínquo.

II – Os dois exemplos citados no texto, do 4º ao 8º parágrafos, são apresentados pelo autor com simpatia, dado o incentivo à eterna juventude que representam.

III – Da leitura geral do texto, depreende-se que o autor defende a valorização de um envelhecimento saudável, em vez da negação de existência dessa fase da vida.

Quais estão corretas?
 

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Transição

Vivemos uma incomparável mudança do perfil etário da população, no qual temos

cada vez menos crianças e jovens e cada vez mais idosos.

Em decorrência, inúmeras outras modificações estão ocorrendo, como novas demandas

aos sistemas de saúde, turismo e educação. Esse conjunto de transformações é denominado

“transição demográfica” e reflete a importância deste momento para a sociedade atual e para

as futuras, as quais terão como desafio a necessidade de uma adaptação de todos a essa nova

realidade.

Obviamente, esse processo acontecerá progressivamente, mas nem por isso deverá

ocorrer sem a nossa vigilância e a nossa participação ativa. Haveremos de estar atentos todas

as vezes em que se cometerem disparates nesse setor. Vou citar dois exemplos, ocorridos em

uma mesma manhã de domingo, para demonstrar quão freqüentes ainda são.

Diante de uma platéia em _______, o locutor, entusiasmado, pergunta aos

participantes: “Tem criança aqui?” Milhares de mãos se erguem e, independentemente da

idade, as vozes proclamam um sonoro “sim”.

Em voz ainda mais alta, vem a segunda pergunta: “Tem velho aqui?” As mãos oscilam

com o indicador em riste e ouve-se um enfático “não”. Repete-se a pergunta final e aumenta

ainda mais o som da resposta. Termina o espetáculo.

Indignado, fiquei a meditar sobre o episódio. Não há _______ duvidar dos bons

interesses do animador. Certamente, ele quis mostrar como é revigorante participar

ativamente de uma cerimônia como aquela. O que lastimo é a necessidade de condenar a

velhice a uma condição indigna, que deve ser banida de um ambiente saudável.

Foi divagando sobre o ocorrido que resolvi ler a correspondência acumulada na

semana. Chamou-me a atenção um convite, sofisticado e colorido, divulgando que, nos

próximos dias, ocorrerá o encontro dos adeptos da “medicina antienvelhecimento”. No

programa, temas e pesquisadores de grande relevância em meio a um grupo de interesseiros

_______ principal objetivo é confundir os incautos, propondo-lhes a fonte da eterna juventude.

Curiosamente, conheço muitos deles e constato que nem neles mesmos essas mentiras

conseguem ser aplicadas. Sua aparência denota que o tempo não os poupa das suas naturais

conseqüências.

Observei que os fatos se conectam. Se, por um lado, continuarmos a permitir que o

processo natural de envelhecimento seja negado e, por outro, aceitarmos as argumentações dos

falsos profetas, que apregoam erroneamente que os conceitos da geriatria e da gerontologia

sejam usados como medidas “antienvelhecimento”, perpetuaremos o paradigma de que a

velhice é uma doença que deve ser combatida com tratamentos caríssimos sem respaldo

científico.

Mas, se nos respaldarmos nas evidências responsáveis, teremos as bases para

constituir um grande movimento que marcará uma posição vanguardista na luta “pró-

envelhecimento saudável”.

Dessa forma, espero que, em breve, possamos ouvir a multidão respondendo à

pergunta ‘tem velho aqui?’ com um vigoroso ‘SIM’, de quem, a despeito da idade, goza da

plenitude da sua capacidade funcional, ciente das suas características físicas e intelectuais de

quem soube envelhecer.

(Adaptado de JACOB FILHO, Wilson. Transição. Folha de São Paulo, Folha Equilíbrio, 27 de março de 2008.)

Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas do texto (linhas 12, 18 e 26).

 

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741837 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: FDRH
Orgão: IGP-RS

De olho no pódio

Os Jogos Olímpicos se aproximam e, por meio da imprensa, já temos notícias de atletas

em fase final de preparação para alcançar medalhas, subir no pódio, quebrar recordes. Isso me

fez lembrar que, sempre que assisto a alguma competição esportiva, reconheço que esse é o

lugar legítimo e adequado da competição.

Ao considerar nosso modo de vida atual, faço uma analogia: transformamos a vida em

uma olimpíada permanente. A competição transpôs a fronteira do ramo esportivo e se instalou

no nosso cotidiano.

Não é à toa que muitos esportistas ou treinadores bem sucedidos são chamados para

dar palestras em empresas. Afinal, eles são os maiores especialistas em competição, não é? Do

mesmo modo, os atletas que triunfam são escolhidos para serem garotos-propaganda de

muitas empresas, das quais poucas produzem artigos ligados ao ramo esportivo. “Use nosso

produto e você será um vencedor!” é a mensagem.

Hoje, exigem-se um preparo técnico acurado e um treinamento contínuo, tanto na vida

profissional quanto na pessoal. E não se trata apenas de conhecer e estudar seu ramo de

atividade ou de se cuidar, e sim de se empenhar em estratégias que permitam, ou pelo menos

prometam, sair na frente e chegar em primeiro lugar ou, pelo menos, entre os primeiros.

Competimos contra tudo e contra todos. Contra o tempo – e ainda acreditamos ser

possível ganhar dele. Contra nossa constituição física, contra nossos pares, contra nossa vida

coletiva, contra qualquer outro que se coloque à nossa frente em qualquer situação.

Iniciamos nossos filhos precocemente nessa competição ________ e acreditamos que tal

iniciativa é absolutamente necessária para a sua sobrevivência no futuro. Não valorizamos a

aprendizagem do jogo que é a vida desde a largada, e sim seu resultado, que só pode ser um:

ganhar.

As escolas se apropriaram desse anseio dos pais e incrementam ainda mais a

concorrência entre seus alunos. Os anunciados rankings de escolas baseados nos mais

diferentes exames, os primeiros lugares conquistados nos vestibulares e as avaliações dos

alunos, sempre comparativas, são exemplos dessa apropriação da competição pelo espaço

escolar.

O sucesso, hoje, é definido principalmente pela competição, o que faz com que o

processo de identificação com o outro ocorra de modo negativo. Ser melhor do que o outro,

ganhar do outro ou, então, se ________ a ser inferior a ele. Desse modo, fica mais fácil entender

o motivo de o outro ser quase sempre percebido como ameaça.

É preciso saber que essa olimpíada permanente tem seu preço. Sabemos o custo que os

atletas pagam na busca da superação: ________ sérias, cirurgias precoces, interrupção da vida

profissional muito cedo. Isso sem falar das conseqüências emocionais e sociais quando eles

enfrentam a derrota ou saem do pódio. Arcamos com conseqüências análogas em nossas vidas

quando transformadas nessa competição sem trégua: tédio, depressão, estresse, agressividade

descontrolada, pânico etc.

(SAIÃO, Rosely. De olho no pódio. Folha de São Paulo. Equilíbrio. 24 de abril de 2008.)

Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas do texto (linhas 20, 31 e 34).
 

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Transição

Vivemos uma incomparável mudança do perfil etário da população, no qual temos

cada vez menos crianças e jovens e cada vez mais idosos.

Em decorrência, inúmeras outras modificações estão ocorrendo, como novas demandas

aos sistemas de saúde, turismo e educação. Esse conjunto de transformações é denominado

“transição demográfica” e reflete a importância deste momento para a sociedade atual e para

as futuras, as quais terão como desafio a necessidade de uma adaptação de todos a essa nova

realidade.

Obviamente, esse processo acontecerá progressivamente, mas nem por isso deverá

ocorrer sem a nossa vigilância e a nossa participação ativa. Haveremos de estar atentos todas

as vezes em que se cometerem disparates nesse setor. Vou citar dois exemplos, ocorridos em

uma mesma manhã de domingo, para demonstrar quão freqüentes ainda são.

Diante de uma platéia em _______, o locutor, entusiasmado, pergunta aos

participantes: “Tem criança aqui?” Milhares de mãos se erguem e, independentemente da

idade, as vozes proclamam um sonoro “sim”.

Em voz ainda mais alta, vem a segunda pergunta: “Tem velho aqui?” As mãos oscilam

com o indicador em riste e ouve-se um enfático “não”. Repete-se a pergunta final e aumenta

ainda mais o som da resposta. Termina o espetáculo.

Indignado, fiquei a meditar sobre o episódio. Não há _______ duvidar dos bons

interesses do animador. Certamente, ele quis mostrar como é revigorante participar

ativamente de uma cerimônia como aquela. O que lastimo é a necessidade de condenar a

velhice a uma condição indigna, que deve ser banida de um ambiente saudável.

Foi divagando sobre o ocorrido que resolvi ler a correspondência acumulada na

semana. Chamou-me a atenção um convite, sofisticado e colorido, divulgando que, nos

próximos dias, ocorrerá o encontro dos adeptos da “medicina antienvelhecimento”. No

programa, temas e pesquisadores de grande relevância em meio a um grupo de interesseiros

_______ principal objetivo é confundir os incautos, propondo-lhes a fonte da eterna juventude.

Curiosamente, conheço muitos deles e constato que nem neles mesmos essas mentiras

conseguem ser aplicadas. Sua aparência denota que o tempo não os poupa das suas naturais

conseqüências.

Observei que os fatos se conectam. Se, por um lado, continuarmos a permitir que o

processo natural de envelhecimento seja negado e, por outro, aceitarmos as argumentações dos

falsos profetas, que apregoam erroneamente que os conceitos da geriatria e da gerontologia

sejam usados como medidas “antienvelhecimento”, perpetuaremos o paradigma de que a

velhice é uma doença que deve ser combatida com tratamentos caríssimos sem respaldo

científico.

Mas, se nos respaldarmos nas evidências responsáveis, teremos as bases para

constituir um grande movimento que marcará uma posição vanguardista na luta “pró-

envelhecimento saudável”.

Dessa forma, espero que, em breve, possamos ouvir a multidão respondendo à

pergunta ‘tem velho aqui?’ com um vigoroso ‘SIM’, de quem, a despeito da idade, goza da

plenitude da sua capacidade funcional, ciente das suas características físicas e intelectuais de

quem soube envelhecer.

(Adaptado de JACOB FILHO, Wilson. Transição. Folha de São Paulo, Folha Equilíbrio, 27 de março de 2008.)

Considere as seguintes sugestões de reordenação de elementos do texto.
I – Troca de posição dos segmentos menos crianças e jovens (linha 02) e mais idosos (linha 02), um pelo outro.
II – Passagem do segmento é revigorante (linha 19) para o final da frase, depois de aquela.
III – Passagem de neles mesmos (linha 27) para o final da frase, depois de aplicadas.
Quais manteriam o significado original das respectivas frases?

 

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Transição

Vivemos uma incomparável mudança do perfil etário da população, no qual temos

cada vez menos crianças e jovens e cada vez mais idosos.

Em decorrência, inúmeras outras modificações estão ocorrendo, como novas demandas

aos sistemas de saúde, turismo e educação. Esse conjunto de transformações é denominado

“transição demográfica” e reflete a importância deste momento para a sociedade atual e para

as futuras, as quais terão como desafio a necessidade de uma adaptação de todos a essa nova

realidade.

Obviamente, esse processo acontecerá progressivamente, mas nem por isso deverá

ocorrer sem a nossa vigilância e a nossa participação ativa. Haveremos de estar atentos todas

as vezes em que se cometerem disparates nesse setor. Vou citar dois exemplos, ocorridos em

uma mesma manhã de domingo, para demonstrar quão freqüentes ainda são.

Diante de uma platéia em _______, o locutor, entusiasmado, pergunta aos

participantes: “Tem criança aqui?” Milhares de mãos se erguem e, independentemente da

idade, as vozes proclamam um sonoro “sim”.

Em voz ainda mais alta, vem a segunda pergunta: “Tem velho aqui?” As mãos oscilam

com o indicador em riste e ouve-se um enfático “não”. Repete-se a pergunta final e aumenta

ainda mais o som da resposta. Termina o espetáculo.

Indignado, fiquei a meditar sobre o episódio. Não há _______ duvidar dos bons

interesses do animador. Certamente, ele quis mostrar como é revigorante participar

ativamente de uma cerimônia como aquela. O que lastimo é a necessidade de condenar a

velhice a uma condição indigna, que deve ser banida de um ambiente saudável.

Foi divagando sobre o ocorrido que resolvi ler a correspondência acumulada na

semana. Chamou-me a atenção um convite, sofisticado e colorido, divulgando que, nos

próximos dias, ocorrerá o encontro dos adeptos da “medicina antienvelhecimento”. No

programa, temas e pesquisadores de grande relevância em meio a um grupo de interesseiros

_______ principal objetivo é confundir os incautos, propondo-lhes a fonte da eterna juventude.

Curiosamente, conheço muitos deles e constato que nem neles mesmos essas mentiras

conseguem ser aplicadas. Sua aparência denota que o tempo não os poupa das suas naturais

conseqüências.

Observei que os fatos se conectam. Se, por um lado, continuarmos a permitir que o

processo natural de envelhecimento seja negado e, por outro, aceitarmos as argumentações dos

falsos profetas, que apregoam erroneamente que os conceitos da geriatria e da gerontologia

sejam usados como medidas “antienvelhecimento”, perpetuaremos o paradigma de que a

velhice é uma doença que deve ser combatida com tratamentos caríssimos sem respaldo

científico.

Mas, se nos respaldarmos nas evidências responsáveis, teremos as bases para

constituir um grande movimento que marcará uma posição vanguardista na luta “pró-

envelhecimento saudável”.

Dessa forma, espero que, em breve, possamos ouvir a multidão respondendo à

pergunta ‘tem velho aqui?’ com um vigoroso ‘SIM’, de quem, a despeito da idade, goza da

plenitude da sua capacidade funcional, ciente das suas características físicas e intelectuais de

quem soube envelhecer.

(Adaptado de JACOB FILHO, Wilson. Transição. Folha de São Paulo, Folha Equilíbrio, 27 de março de 2008.)

Analise as expressões abaixo.
I – Esse conjunto de transformações (linha 04)
II – o episódio (linha 18)
III – os fatos (linha 30)
IV – evidências responsáveis (linha 36)
Quais retomam elementos apresentados anteriormente no texto?

 

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741833 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: FDRH
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De olho no pódio

Os Jogos Olímpicos se aproximam e, por meio da imprensa, já temos notícias de atletas

em fase final de preparação para alcançar medalhas, subir no pódio, quebrar recordes. Isso me

fez lembrar que, sempre que assisto a alguma competição esportiva, reconheço que esse é o

lugar legítimo e adequado da competição.

Ao considerar nosso modo de vida atual, faço uma analogia: transformamos a vida em

uma olimpíada permanente. A competição transpôs a fronteira do ramo esportivo e se instalou

no nosso cotidiano.

Não é à toa que muitos esportistas ou treinadores bem sucedidos são chamados para

dar palestras em empresas. Afinal, eles são os maiores especialistas em competição, não é? Do

mesmo modo, os atletas que triunfam são escolhidos para serem garotos-propaganda de

muitas empresas, das quais poucas produzem artigos ligados ao ramo esportivo. “Use nosso

produto e você será um vencedor!” é a mensagem.

Hoje, exigem-se um preparo técnico acurado e um treinamento contínuo, tanto na vida

profissional quanto na pessoal. E não se trata apenas de conhecer e estudar seu ramo de

atividade ou de se cuidar, e sim de se empenhar em estratégias que permitam, ou pelo menos

prometam, sair na frente e chegar em primeiro lugar ou, pelo menos, entre os primeiros.

Competimos contra tudo e contra todos. Contra o tempo – e ainda acreditamos ser

possível ganhar dele. Contra nossa constituição física, contra nossos pares, contra nossa vida

coletiva, contra qualquer outro que se coloque à nossa frente em qualquer situação.

Iniciamos nossos filhos precocemente nessa competição ________ e acreditamos que tal

iniciativa é absolutamente necessária para a sua sobrevivência no futuro. Não valorizamos a

aprendizagem do jogo que é a vida desde a largada, e sim seu resultado, que só pode ser um:

ganhar.

As escolas se apropriaram desse anseio dos pais e incrementam ainda mais a

concorrência entre seus alunos. Os anunciados rankings de escolas baseados nos mais

diferentes exames, os primeiros lugares conquistados nos vestibulares e as avaliações dos

alunos, sempre comparativas, são exemplos dessa apropriação da competição pelo espaço

escolar.

O sucesso, hoje, é definido principalmente pela competição, o que faz com que o

processo de identificação com o outro ocorra de modo negativo. Ser melhor do que o outro,

ganhar do outro ou, então, se ________ a ser inferior a ele. Desse modo, fica mais fácil entender

o motivo de o outro ser quase sempre percebido como ameaça.

É preciso saber que essa olimpíada permanente tem seu preço. Sabemos o custo que os

atletas pagam na busca da superação: ________ sérias, cirurgias precoces, interrupção da vida

profissional muito cedo. Isso sem falar das conseqüências emocionais e sociais quando eles

enfrentam a derrota ou saem do pódio. Arcamos com conseqüências análogas em nossas vidas

quando transformadas nessa competição sem trégua: tédio, depressão, estresse, agressividade

descontrolada, pânico etc.

(SAIÃO, Rosely. De olho no pódio. Folha de São Paulo. Equilíbrio. 24 de abril de 2008.)

Se modificássemos a frase Use nosso produto e você será um vencedor!” (linhas 11 e 12) iniciando por “Usa nosso produto e...” , na continuidade deveríamos usar
 

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cada vez menos crianças e jovens e cada vez mais idosos.

Em decorrência, inúmeras outras modificações estão ocorrendo, como novas demandas

aos sistemas de saúde, turismo e educação. Esse conjunto de transformações é denominado

“transição demográfica” e reflete a importância deste momento para a sociedade atual e para

as futuras, as quais terão como desafio a necessidade de uma adaptação de todos a essa nova

realidade.

Obviamente, esse processo acontecerá progressivamente, mas nem por isso deverá

ocorrer sem a nossa vigilância e a nossa participação ativa. Haveremos de estar atentos todas

as vezes em que se cometerem disparates nesse setor. Vou citar dois exemplos, ocorridos em

uma mesma manhã de domingo, para demonstrar quão freqüentes ainda são.

Diante de uma platéia em _______, o locutor, entusiasmado, pergunta aos

participantes: “Tem criança aqui?” Milhares de mãos se erguem e, independentemente da

idade, as vozes proclamam um sonoro “sim”.

Em voz ainda mais alta, vem a segunda pergunta: “Tem velho aqui?” As mãos oscilam

com o indicador em riste e ouve-se um enfático “não”. Repete-se a pergunta final e aumenta

ainda mais o som da resposta. Termina o espetáculo.

Indignado, fiquei a meditar sobre o episódio. Não há _______ duvidar dos bons

interesses do animador. Certamente, ele quis mostrar como é revigorante participar

ativamente de uma cerimônia como aquela. O que lastimo é a necessidade de condenar a

velhice a uma condição indigna, que deve ser banida de um ambiente saudável.

Foi divagando sobre o ocorrido que resolvi ler a correspondência acumulada na

semana. Chamou-me a atenção um convite, sofisticado e colorido, divulgando que, nos

próximos dias, ocorrerá o encontro dos adeptos da “medicina antienvelhecimento”. No

programa, temas e pesquisadores de grande relevância em meio a um grupo de interesseiros

_______ principal objetivo é confundir os incautos, propondo-lhes a fonte da eterna juventude.

Curiosamente, conheço muitos deles e constato que nem neles mesmos essas mentiras

conseguem ser aplicadas. Sua aparência denota que o tempo não os poupa das suas naturais

conseqüências.

Observei que os fatos se conectam. Se, por um lado, continuarmos a permitir que o

processo natural de envelhecimento seja negado e, por outro, aceitarmos as argumentações dos

falsos profetas, que apregoam erroneamente que os conceitos da geriatria e da gerontologia

sejam usados como medidas “antienvelhecimento”, perpetuaremos o paradigma de que a

velhice é uma doença que deve ser combatida com tratamentos caríssimos sem respaldo

científico.

Mas, se nos respaldarmos nas evidências responsáveis, teremos as bases para

constituir um grande movimento que marcará uma posição vanguardista na luta “pró-

envelhecimento saudável”.

Dessa forma, espero que, em breve, possamos ouvir a multidão respondendo à

pergunta ‘tem velho aqui?’ com um vigoroso ‘SIM’, de quem, a despeito da idade, goza da

plenitude da sua capacidade funcional, ciente das suas características físicas e intelectuais de

quem soube envelhecer.

(Adaptado de JACOB FILHO, Wilson. Transição. Folha de São Paulo, Folha Equilíbrio, 27 de março de 2008.)

Considere as seguintes possíveis modificações em segmentos do texto.
I – Substituição de sistemas de saúde, turismo e educação (linha 04) por “organizações de saúde, turismo e educação”.
II – Supressão de essa (linha 06) antes de nova realidade.
III – Substituição de ocorrer (linha 09) por “prescindir”.
Quais delas criariam as condições para o emprego do sinal indicativo de crase em seu respectivo contexto?

 

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Vivemos uma incomparável mudança do perfil etário da população, no qual temos

cada vez menos crianças e jovens e cada vez mais idosos.

Em decorrência, inúmeras outras modificações estão ocorrendo, como novas demandas

aos sistemas de saúde, turismo e educação. Esse conjunto de transformações é denominado

“transição demográfica” e reflete a importância deste momento para a sociedade atual e para

as futuras, as quais terão como desafio a necessidade de uma adaptação de todos a essa nova

realidade.

Obviamente, esse processo acontecerá progressivamente, mas nem por isso deverá

ocorrer sem a nossa vigilância e a nossa participação ativa. Haveremos de estar atentos todas

as vezes em que se cometerem disparates nesse setor. Vou citar dois exemplos, ocorridos em

uma mesma manhã de domingo, para demonstrar quão freqüentes ainda são.

Diante de uma platéia em _______, o locutor, entusiasmado, pergunta aos

participantes: “Tem criança aqui?” Milhares de mãos se erguem e, independentemente da

idade, as vozes proclamam um sonoro “sim”.

Em voz ainda mais alta, vem a segunda pergunta: “Tem velho aqui?” As mãos oscilam

com o indicador em riste e ouve-se um enfático “não”. Repete-se a pergunta final e aumenta

ainda mais o som da resposta. Termina o espetáculo.

Indignado, fiquei a meditar sobre o episódio. Não há _______ duvidar dos bons

interesses do animador. Certamente, ele quis mostrar como é revigorante participar

ativamente de uma cerimônia como aquela. O que lastimo é a necessidade de condenar a

velhice a uma condição indigna, que deve ser banida de um ambiente saudável.

Foi divagando sobre o ocorrido que resolvi ler a correspondência acumulada na

semana. Chamou-me a atenção um convite, sofisticado e colorido, divulgando que, nos

próximos dias, ocorrerá o encontro dos adeptos da “medicina antienvelhecimento”. No

programa, temas e pesquisadores de grande relevância em meio a um grupo de interesseiros

_______ principal objetivo é confundir os incautos, propondo-lhes a fonte da eterna juventude.

Curiosamente, conheço muitos deles e constato que nem neles mesmos essas mentiras

conseguem ser aplicadas. Sua aparência denota que o tempo não os poupa das suas naturais

conseqüências.

Observei que os fatos se conectam. Se, por um lado, continuarmos a permitir que o

processo natural de envelhecimento seja negado e, por outro, aceitarmos as argumentações dos

falsos profetas, que apregoam erroneamente que os conceitos da geriatria e da gerontologia

sejam usados como medidas “antienvelhecimento”, perpetuaremos o paradigma de que a

velhice é uma doença que deve ser combatida com tratamentos caríssimos sem respaldo

científico.

Mas, se nos respaldarmos nas evidências responsáveis, teremos as bases para

constituir um grande movimento que marcará uma posição vanguardista na luta “pró-

envelhecimento saudável”.

Dessa forma, espero que, em breve, possamos ouvir a multidão respondendo à

pergunta ‘tem velho aqui?’ com um vigoroso ‘SIM’, de quem, a despeito da idade, goza da

plenitude da sua capacidade funcional, ciente das suas características físicas e intelectuais de

quem soube envelhecer.

(Adaptado de JACOB FILHO, Wilson. Transição. Folha de São Paulo, Folha Equilíbrio, 27 de março de 2008.)

Assinale a alternativa cuja afirmação acerca da estrutura de palavras do texto está INCORRETA.

 

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