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4136946 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IFPI
Orgão: IFPI

TEXTO PARA AS QUESTÕES 37 A 40

Seu trajo era um primor do gênero, pelo mimoso e delicado. Trazia o vestido de alvas escumilhas, com a saia toda rofada de largos folhos. Pequenos ramos de urze, com um só botão cor-de-rosa, apanhavam os fofos transparentes, que o menor sopro fazia arfar. O forro de seda do corpinho, ligeiramente decotado, apenas debuxava entre a fina gaza os contornos nascentes do gárceo colo; e dentre as nuvens de rendas das mangas só escapava a parte inferior do mais lindo braço. Era o toque severo do pudor corrigindo a túnica da vestal imolada à admiração ardente das turbas. Quando Emília sentava-se, abatendo com a mão afilada os rofos da Escócia, parecia-me um cisne colhendo as asas à margem do lago, e arrufando as níveas penas. Quando erguia-se e coleava o talhe flexível fazendo tremular as brancas roupagens, lembrava o gracioso mito da beleza, que surgiu mulher da espuma das ondas.

ALENCAR, José de. Diva. Rio de Janeiro: Edições de Ouro. [s.d.]. p. 48-49.

Considere os seguintes trechos extraídos do fragmento de Diva, de José de Alencar:

I. “o mais lindo braço”

II. “admiração ardente das turbas”

III. “as turbas”

Com base na identificação das figuras de linguagem presentes em cada expressão e na estilística de José de Alencar, assinale a alternativa CORRETA.

 

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4136945 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IFPI
Orgão: IFPI

TEXTO PARA AS QUESTÕES 37 A 40

Seu trajo era um primor do gênero, pelo mimoso e delicado. Trazia o vestido de alvas escumilhas, com a saia toda rofada de largos folhos. Pequenos ramos de urze, com um só botão cor-de-rosa, apanhavam os fofos transparentes, que o menor sopro fazia arfar. O forro de seda do corpinho, ligeiramente decotado, apenas debuxava entre a fina gaza os contornos nascentes do gárceo colo; e dentre as nuvens de rendas das mangas só escapava a parte inferior do mais lindo braço. Era o toque severo do pudor corrigindo a túnica da vestal imolada à admiração ardente das turbas. Quando Emília sentava-se, abatendo com a mão afilada os rofos da Escócia, parecia-me um cisne colhendo as asas à margem do lago, e arrufando as níveas penas. Quando erguia-se e coleava o talhe flexível fazendo tremular as brancas roupagens, lembrava o gracioso mito da beleza, que surgiu mulher da espuma das ondas.

ALENCAR, José de. Diva. Rio de Janeiro: Edições de Ouro. [s.d.]. p. 48-49.

No trecho “Era o toque severo do pudor corrigindo a túnica da vestal imolada à admiração ardente das turbas”, a escolha do substantivo turbas desempenha papel decisivo na construção do sentido do período. Assinale a alternativa cuja reescritura mantém de forma mais precisa o valor semântico-discursivo de turbas, sem atenuar ou intensificar indevidamente o sentido original.

 

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4136944 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IFPI
Orgão: IFPI

TEXTO PARA AS QUESTÕES 34 A 36

A disciplina do amor

Foi na França, durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta à casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe. Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar ansioso naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao seu posto de espera. O jovem morreu num bombardeio, mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando aquela hora, ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias. Todos os dias. Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os familiares voltaram-se para outros familiares. Os amigos, para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando?... Uma tarde (era inverno) ele lá ficou, o focinho voltado para aquela direção.

TELLES, Lygia Fagundes. A confissão de Leontina e fragmentos. Rio de Janeiro: Ediouro, 1996, p. 81-82.

No fragmento “Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina”, a forma velhíssimo expressa um valor morfológico-semântico que corresponde a:

 

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4136943 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IFPI
Orgão: IFPI

TEXTO PARA AS QUESTÕES 34 A 36

A disciplina do amor

Foi na França, durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta à casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe. Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar ansioso naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao seu posto de espera. O jovem morreu num bombardeio, mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando aquela hora, ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias. Todos os dias. Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os familiares voltaram-se para outros familiares. Os amigos, para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando?... Uma tarde (era inverno) ele lá ficou, o focinho voltado para aquela direção.

TELLES, Lygia Fagundes. A confissão de Leontina e fragmentos. Rio de Janeiro: Ediouro, 1996, p. 81-82.

Considere a frase: “Casou-se a noiva com um primo.” Na frase acima, o pronome “se” integra o verbo pronominal “casar-se”, não exercendo função de partícula apassivadora. Assinale a alternativa em que o pronome “se” apresenta o mesmo valor sintático-semântico, integrando o verbo pronominal:

 

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4136942 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IFPI
Orgão: IFPI

TEXTO PARA AS QUESTÕES 34 A 36

A disciplina do amor

Foi na França, durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta à casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe. Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar ansioso naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao seu posto de espera. O jovem morreu num bombardeio, mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando aquela hora, ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias. Todos os dias. Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os familiares voltaram-se para outros familiares. Os amigos, para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando?... Uma tarde (era inverno) ele lá ficou, o focinho voltado para aquela direção.

TELLES, Lygia Fagundes. A confissão de Leontina e fragmentos. Rio de Janeiro: Ediouro, 1996, p. 81-82.

A partir da leitura do texto “A disciplina do amor” e considerando os fatores de textualidade responsáveis pela produção de sentido, assinale a alternativa que melhor expressa a ideia central da narrativa:

 

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4136941 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IFPI
Orgão: IFPI

TEXTO PARA A QUESTÃO 33

Resumo

Dualidade e fragmentação no ensino médio e na educação profissional devem ser compreendidas não apenas na sua expressão atual, mas também nas suas raízes sociais – a estrutura secular da sociedade de classes e de implantação do capitalismo. Uma visão da totalidade social evidencia o sentido da disputa do consenso na sociedade e dos recursos públicos para a educação profissional reduzida ao mercado ou à travessia acidentada para a educação unitária, omnilateral, politécnica, de formação integrada entre o ensino médio e a educação profissional como política pública.

Palavras-chave: Ensino médio. Educação profissional. Dualidade. Fragmentação.

CIAVATTA, M.; RAMOS, M. Ensino Médio e Educação Profissional no Brasil: dualidade e fragmentação. Retratos da Escola, [S. l.], v. 5, n. 8, p. 27–41, 2012. DOI: 10.22420/rde. v5i8.45. Disponível em: https://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/45. Acesso em: 3 fev. 2026.

Com base nas convenções do gênero resumo científico (normatizado no Brasil pela ABNT NBR 6028) e na análise da organização retórico-discursiva do fragmento apresentado, assinale a alternativa que define CORRETAMENTE sua tipologia e funcionalidade:

 

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4136940 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IFPI
Orgão: IFPI

TEXTO PARA AS QUESTÕES 27 A 32

"O garrafeiro"

o garrafeiro era apenas um homem

que sobrava das ruas

também sujo de terra e esquecido

como as garrafas e cacos no quintal

suas mãos de cuidado

tangiam aranhas, lagartixas

e vez por outra

um escorpião afiado

depois arrumava as garrafas

lado a lado

âmbares, azuis, verdes, transparentes,

num arco-íris pobre

"essas são de vinho tinto"

dizia-me ele embriagado de vazios

e as de fundo côncavo serviam

para pescar piabas no Poti

o mundo é duro e frágil, eu aprendia

mas nele lições pequenas eternizam

piabas prateadas nas garrafas

como rútilos presos nos cristais

VILHENA, Graça. PEDRA DE CANTARIA. Teresina: Nova Aliança e Entretextos, 2013.

No verso “dizia-me ele embriagado de vazios”, o pronome oblíquo átono “me” aparece em posição enclítica. Com base nas normas da gramática tradicional sobre a colocação pronominal, assinale a alternativa CORRETA:

 

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4136939 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IFPI
Orgão: IFPI

TEXTO PARA AS QUESTÕES 27 A 32

"O garrafeiro"

o garrafeiro era apenas um homem

que sobrava das ruas

também sujo de terra e esquecido

como as garrafas e cacos no quintal

suas mãos de cuidado

tangiam aranhas, lagartixas

e vez por outra

um escorpião afiado

depois arrumava as garrafas

lado a lado

âmbares, azuis, verdes, transparentes,

num arco-íris pobre

"essas são de vinho tinto"

dizia-me ele embriagado de vazios

e as de fundo côncavo serviam

para pescar piabas no Poti

o mundo é duro e frágil, eu aprendia

mas nele lições pequenas eternizam

piabas prateadas nas garrafas

como rútilos presos nos cristais

VILHENA, Graça. PEDRA DE CANTARIA. Teresina: Nova Aliança e Entretextos, 2013.

Considerando os processos de formação de palavras na língua portuguesa, analise as afirmações abaixo sobre o vocábulo garrafeiro, assinalando V para as VERDADEIRAS e F para as FALSAS:

( ) O vocábulo é formado por derivação sufixal, em que o sufixo -eiro é anexado ao radical nominal garraf-.

( ) A palavra exemplifica um processo de parassíntese, uma vez que exige a presença simultânea de um prefixo e um sufixo para ter sentido.

( ) O sufixo -eiro presente na palavra exerce a função semântica de indicar profissão, ocupação ou agente.

( ) Trata-se de um caso de composição por justaposição, pois une dois radicais com autonomia de significado na língua.

( ) Do ponto de vista morfológico, a palavra deriva de um substantivo (garrafa) para formar outro substantivo (garrafeiro).

A sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

 

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4136938 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IFPI
Orgão: IFPI

TEXTO PARA AS QUESTÕES 27 A 32

"O garrafeiro"

o garrafeiro era apenas um homem

que sobrava das ruas

também sujo de terra e esquecido

como as garrafas e cacos no quintal

suas mãos de cuidado

tangiam aranhas, lagartixas

e vez por outra

um escorpião afiado

depois arrumava as garrafas

lado a lado

âmbares, azuis, verdes, transparentes,

num arco-íris pobre

"essas são de vinho tinto"

dizia-me ele embriagado de vazios

e as de fundo côncavo serviam

para pescar piabas no Poti

o mundo é duro e frágil, eu aprendia

mas nele lições pequenas eternizam

piabas prateadas nas garrafas

como rútilos presos nos cristais

VILHENA, Graça. PEDRA DE CANTARIA. Teresina: Nova Aliança e Entretextos, 2013.

Mantendo o sentido original e a carga semântica do Texto, a palavra que melhor substitui o vocábulo rútilos do verso “como rútilos presos nos cristais” é:

 

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4136937 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IFPI
Orgão: IFPI

TEXTO PARA AS QUESTÕES 27 A 32

"O garrafeiro"

o garrafeiro era apenas um homem

que sobrava das ruas

também sujo de terra e esquecido

como as garrafas e cacos no quintal

suas mãos de cuidado

tangiam aranhas, lagartixas

e vez por outra

um escorpião afiado

depois arrumava as garrafas

lado a lado

âmbares, azuis, verdes, transparentes,

num arco-íris pobre

"essas são de vinho tinto"

dizia-me ele embriagado de vazios

e as de fundo côncavo serviam

para pescar piabas no Poti

o mundo é duro e frágil, eu aprendia

mas nele lições pequenas eternizam

piabas prateadas nas garrafas

como rútilos presos nos cristais

VILHENA, Graça. PEDRA DE CANTARIA. Teresina: Nova Aliança e Entretextos, 2013.

Embora seja um texto literário escrito em versos (gênero poema), o texto "O garrafeiro", da contista e poetisa piauiense Graça Vilhena, apresenta predominância de características da tipologia textual:

 

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