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Texto 1
A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais
As comunicações que partem dos órgãos públicos federais devem ser compreendidas por todo e qualquer cidadão brasileiro. Para atingir esse objetivo, há que evitar o uso de uma linguagem restrita a determinados grupos. Não há dúvida que um texto marcado por expressões de circulação restrita, como a gíria, os regionalismos vocabulares ou o jargão técnico, tem sua compreensão dificultada.
Ressalte-se que há necessariamente uma distância entre a língua falada e a escrita. Aquela é extremamente dinâmica, reflete de forma imediata qualquer alteração de costumes, e pode eventualmente contar com outros elementos que auxiliem a sua compreensão, como os gestos, a entoação, etc., para mencionar apenas alguns dos fatores responsáveis por essa distância. Já a língua escrita incorpora mais lentamente as transformações, tem maior vocação para a permanência, e vale-se apenas de si mesma para comunicar.
A língua escrita, como a falada, compreende diferentes níveis, de acordo com o uso que dela se faça. Por exemplo, em uma carta a um amigo, podemos nos valer de determinado padrão de linguagem que incorpore expressões extremamente pessoais ou coloquiais; em um parecer jurídico, não se há de estranhar a presença do vocabulário técnico correspondente. Nos dois casos, há um padrão de linguagem que atende ao uso que se faz da língua, a finalidade com que a empregamos.
O mesmo ocorre com os textos oficiais: por seu caráter impessoal, por sua finalidade de informar com o máximo de clareza e concisão, eles requerem o uso do padrão culto da língua. Há consenso de que o padrão culto é aquele em que a) se observam as regras da gramática formal, e b) se emprega um vocabulário comum ao conjunto dos usuários do idioma. É importante ressaltar que a obrigatoriedade do uso do padrão culto na redação oficial decorre do fato de que ele está acima das diferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas regionais, dos modismos vocabulares, das idiossincrasias linguísticas, permitindo, por essa razão, que se atinja a pretendida compreensão por todos os cidadãos.
Lembre-se que o padrão culto nada tem contra a simplicidade de expressão, desde que não seja confundida com pobreza de expressão. De nenhuma forma, o uso do padrão culto implica emprego de linguagem rebuscada, nem dos contorcionismos sintáticos e figuras de linguagem próprios da língua literária.
Pode-se concluir, então, que não existe propriamente um "padrão oficial de linguagem"; o que há é o uso do padrão culto nos atos e comunicações oficiais. É claro que haverá preferência pelo uso de determinadas expressões, ou será obedecida certa tradição no emprego das formas sintáticas, mas isso não implica, necessariamente, que se consagre a utilização de uma forma de linguagem burocrática. O jargão burocrático, como todo jargão, deve ser evitado, pois terá sempre sua compreensão limitada.
A linguagem técnica deve ser empregada apenas em situações que a exijam, sendo de evitar o seu uso indiscriminado. Certos rebuscamentos acadêmicos, e mesmo o vocabulário próprio a determinada área, são de difícil entendimento por quem não esteja com eles familiarizado. Deve-se ter o cuidado, portanto, de explicitá-los em comunicações encaminhadas a outros órgãos da administração e em expedientes dirigidos aos cidadãos.
(Manual de Redação da Presidência da República. Ed. rev. e atual. Brasília: Presidência da República, 2002.)
Com base no terceiro parágrafo do texto 1, analise os itens seguintes:
I. Encontram-se, no primeiro período, uma elipse e um elemento de referência textual anafórico.
II. O segundo período inicia-se um elemento de coesão textual catafórico.
III. O último período inicia-se com um elemento de referência textual catafórico.
Identifique a única opção correta.
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Com base nas alternativas a seguir, marque somente a alternativa correta:
A violação da lei era . Por esse motivo, a autoridade policial que estava no local lavrou o na mesma hora, a fim de que se pudesse aplicar as cabíveis e responsabilizar o infrator.
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O Menu ferramentas do aplicativo Writer do pacote LibreOffice possui diversas facilidades que podem ser executadas durante o processo de edição de texto, conforme pode ser visualizado na figura abaixo. Cada uma das opções remete a uma facilidade/função distinta do aplicativo para editar um texto. As afirmativas a seguir descrevem quais são as funcionalidades de cada um dos itens do Menu ferramentas, apresentado na figura. Identifique quais afirmativas estão corretas.

I. A opção Contagem de Palavras permite contar palavras, espaços e caracteres selecionados ou não no documento.
II. A opção Ortografia e Gramática marca as palavras que não estão de acordo com os padrões ortográficos definidos no aplicativo para o documento em edição.
III. O Banco de Dados bibliográfico atualiza os dados que variam com o tempo ou com as variáveis contidas no tempo, tais como campos, índices e formatação de páginas.
IV. O Assistente de mala direta permite inserir pequenos vídeos dentro de um documento de texto.
V. As Opções de Auto Correção permitem o LibreOffice Writer corrigir, automaticamente, as palavras escritas de forma errada com base nos padrões ortográficos aplicados ao documento. Essa função é equivalente ao de autocorreção do Menu Formatar.
Com base nas afirmativas acima, assinale a alternativa correta.
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Analise as afirmativas abaixo quanto ao LibreOffice Writer versão 5.
I. Além dos recursos usuais de um editor de texto o Writer permite a incorporação ou vinculação de gráficos e planilhas.
II. O LibreOffice Writer 5 permite a integração de banco de dados, incluindo um banco de dados bibliográfico.
III. O LibreOffice não Writer 5 permite a importação para PDF, incluindo marcadores.
IV. O LibreOffice Writer 5 possui ferramentas de desenho incluídas.
Com base nas afirmativas acima, assinale a alternativa correta.
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- LegislaçãoDiretrizes Curriculares NacionaisDiretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica
- Educação de Jovens e Adultos – ENCEJA E PROEJA – Decretos e portarias
Após análise das afirmativas abaixo, assinale a incorreta.
De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica, ao poder público cabe a responsabilidade de estimular e viabilizar o acesso e a permanência dos alunos da Educação de Jovens e Adultos – EJA, bem como a oferta de cursos e exames gratuitos, considerando as características do alunado, seus interesses, condições de vida e de trabalho. Nesse sentido, os cursos da EJA devem pautar-se pela flexibilidade, tanto de currículo quanto de tempo e espaço, para que seja:
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- Manual de Redação da Presidência da RepúblicaAs Comunicações OficiaisPadrão OfícioPartes do documento no Padrão Ofício
- Manual de Redação da Presidência da RepúblicaAs Comunicações OficiaisPadrão OfícioO Padrão Ofício
Texto 2
Dados dos utilizadores do Facebook ilegalmente usados. Choque!
Mais um escândalo com o Facebook: 57 milhões de usuários da rede (o número é uma estimativa, ninguém sabe com rigor) foram usados por empresa britânica para fins de propaganda política.
Quando li a notícia, lembrei imediatamente o título de uma crítica mordaz a um livro antigo de Martin Amis (“Koba the Dread”) que nunca mais esqueci: “Stalin was bad. Shock!” Seria possível usar as mesmas palavras para comentar o caso: “Dados dos utilizadores do Facebook ilegalmente usados. Choque!”
Mas deixemos o cinismo de lado. Porque no escândalo corrente é preciso relembrar um fato e fazer uma pergunta. Fato: as pessoas partilham voluntariamente os seus dados e a sua privacidade nas redes. Pergunta: por que motivo o fazem?
Eu sei, eu sei: não é elegante lembrar as coisas óbvias. É mais proveitoso pintar Mark Zuckerberg com as cores do demônio.
Longe de mim defender o sr. Zuckerberg, cuja megalomania e irresponsabilidade nunca me enganaram. Mas o poder que esse rapaz concentrou foi culpa exclusivamente nossa. Fomos nós que transformamos a “privacidade” — a maior conquista da civilização ocidental — em produto barato e até dispensável.
(COUTINHO, João Pereira. Folha de S. Paulo, 23/3/2018, com adaptações)

Memorando n.º 19/2018 - REI/IFA
Palmas, 23 de fevereiro de 2018.
Ao Senhor Diretor-geral do Campus Apinajé, do Instituto Federal do Araguaia
Assunto: Redistribuição de servidora
1. Em resposta ao Memorando n.º 36/2017 – CAP/IFA, encaminhamos o Ofício n.º 37/2017/UFSJ/PROGP, que trata da possibilidade de efetuar a redistribuição da servidora Ana Karine Garmes, matrícula Siape n.º 11111, ocupante do cargo de pedagoga, do Campus Apinajé, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Araguaia, para o Campus Centro-Oeste Dona Lindu, da Universidade Federal de São João del-Rei – UFSJ.
Atenciosamente,
Neusa Helena Maldonado
Reitora do Instituto Federal do Araguaia
Tendo como referência o hipotético documento apresentado, julgue as afirmativas a seguir:
I. Infere-se que o Ofício n.º 37/2017/UFSJ/PROGP, citado no memorando em questão, foi emitido e assinado pela servidora Ana Karine Garmes, por ser esta a interessada no assunto tratado.
II. A emitente acertou ao identificar o tipo de expediente, bem como o número deste e a sigla do órgão expedidor: Memorando n.º 19/2018 - REI/IFA.
III. Como forma de polidez, a emitente poderia ter acrescentado o seguinte parágrafo: “2 Na oportunidade, expressamos votos de estima e consideração”.
IV. O emprego do fecho “Atenciosamente” revelou-se adequado, já que a comunicação foi dirigida a gestor ocupante de cargo de hierarquia inferior em relação ao cargo ocupado pela emitente.
V. A emitente deveria ter utilizado a modalidade de comunicação ofício em vez de memorando.
Assinale a alternativa correta:
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