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Foram encontradas 49 questões.

1350994 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS
A questão refere-se ao texto a seguir.
Metamorfose amorosa
Uma vez, li num texto de Clarice Lispector esta frase: "Toda mãe de filha feia deveria prometer-lhe que ela seria bonita quando a sabedoria do amor esclarecesse um homem."
Sublinhei a frase instintivamente. Isto foi há muito tempo. Agora fui lá em A maçã no escuro procurar a frase, e lá estava ela, intacta e forte.
Recolho-a quando a questão da beleza, uma vez mais, vem habitar ostensivamente nosso verão. É que existem vários tipos de beleza. E a mais óbvia é a que todos vêem. Por exemplo, a beleza arrebatadora, avassaladora, que surge imperiosa e exige logo adoração.
É assim com certas mulheres e homens. Entram numa sala e passam a ser o centro de gravidade dos olhares. Aparecem nas telas e capas de revistas e nos hipnotizam. É assim também não apenas com pessoas, mas com certos objetos na vitrina e museus: ficamos medusados diante deles, em pura contemplação. É assim, ainda, com certas músicas que, ouvidas, passam a fazer parte de nosso repertório existencial e nos harmonizam nos desvãos do dia.
Mas a esse tipo de beleza se opõe um outro. O da beleza que se esvazia, que vai se esmaecendo e se distanciando de si mesma até ficar feia. É como se ocorresse uma metamorfose qualquer. E não estou falando de velhice e desgaste físico, mas da beleza que se esgota e se exaure. Pessoas que perdem o brilho sem que se saiba por que e em que instante exato.
O fato é que a gente olha, de repente, uma pessoa e repara que ela não apenas não está bela, mas já não é mais bela. É como se a harmonia se interrompesse inesperadamente. Um modo de olhar, a curva do nariz, uma expressão de mau gosto e a beleza se esvai. Se esvai onde? Nela? Em nós? Sabe-se apenas que o que era vidro se quebrou e o amor que tu me tinhas era pouco e se acabou...
Diferente desses tipos um outro aparece e me intriga: o da beleza envergonhada. A beleza acabrunhada de ser bela.
Existe? Existe.
Exemplo? Ei-lo.
Ela me confessou: quando menina era tão bonita que já não suportava mais. A todo lugar que ia repetiam-se as louvações carinhosas. Todos que vinham visitar a família desfilavam incontidos elogios. Ao ser apresentada, lá vinha o galanteio. Saindo com amigas, logo se diferenciava. No baile, a mais solicitada. Enfim, dizia ela, um porre! um saco! Parecia que as pessoas queriam tirar pedaço de mim. Outros elogiavam de uma maneira tal como se eu tivesse que fazer alguma coisa para merecer ser bela.
Nesse caso, a beleza passou a ser um ônus, uma cobrança, uma chateação. Daí que ela começou a enfear sua beleza para ser comum como os outros. A tal ponto que hoje o marido de vez em quando lhe diz: – Vê se te arruma um pouco, mulher...
Há, no entanto, uma beleza que não entra com clarins em nossa vida, nem se estampa em silhuetas perfeitas nas páginas do dia. Não é a obra sedutora, arrebatadora, exigindo imediatos adoradores.
Ela é percebida aos poucos. Não se constrói linearmente. Um dia você observa que o olhar dela não é tão banal. Que o sorriso irradiou uma mensagem qualquer. Está pronto para descobrir que a pele tem a temperatura do seu desejo. Um corpo que parecia tão igual-a-qualquer-um, súbito, ganha uma delicada aura. A voz, que antes não tinha qualquer traço especial, agora fica registrada na memória através de expressões banais, mas gostosas de serem lembradas.
Você está começando a olhá-la e a pensar: se ela não é tão deslumbrante como as outras, por que telefono, por que facilito encontros e por que seu corpo extrai do meu surpresas e maravilhas?
Como quem concede ou entrega um prêmio, como quem deposita a alma no destino do outro, você está pronto a se dizer: é bela, em mim, por mim, para mim. E isto basta. Eu te inventei na tua beleza, que construímos.
Sim, a beleza (descobre-se) também se constrói. Não exatamente (ou apenas) nas mesas de cirurgia plástica. Como as casas se constroem, como as flores, que passam a existir, se olhadas, a beleza se constrói. De nossas carências, de nossas premências ela se constrói, e é um imponderável arco sobre a íris de quem ama.
É assim, meu amigo. E se isto está acontecendo com você, você há muito começou a amá-la. E entre vocês dois está se operando mais que uma profecia de mãe, uma metamorfose rara, que você deve curtir e prolongar.
Affonso Romano de Sant'Anna
Texto disponível em: <http://www.riototal.com.br/coojornal/affonso016.htm>.
É possível afirmar que o texto Metamorfose amorosa:
I. Dialoga com o leitor, simulando a oralidade.
II. Mistura narração e descrição, predominando a estrutura de frases fragmentadas, aceitáveis no texto literário.
III. Enumera de forma neutra e objetiva os diversos aspectos da beleza e do amor.
IV. Utiliza o recurso da comparação, o que se evidencia, por exemplo, na expressão “como se”.
Está(ao) de acordo com o texto:
 

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1350728 Ano: 2010
Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS

A vigésima quarta norma regulamentadora (NR) determina requisitos básicos para as instalações sanitárias e de conforto nos locais de trabalho. Os itens de I a V referem-se ao disposto nessa NR.

I - Nas empresas que possuem vestiário, este pode ser comum a ambos os sexos, desde que a empresa disponha de instalações sanitárias distintas destinadas a cada sexo.

II - É obrigatória a existência de refeitórios em todo e qualquer estabelecimento que possua empregados.

III - Em todos os locais de trabalho deverá ser fornecida aos trabalhadores, água potável, em condições higiênicas.

IV - No lavatório das empresas, obrigatoriamente, devem ser disponibilizadas toalhas coletivas ou qualquer outro meio que possibilite o enxugo ou secagem das mãos dos trabalhadores.

V - Os locais onde se encontrarem as instalações sanitárias, deverão ser submetidos a processo permanente de higienização, de sorte que sejam mantidos limpos e desprovidos de quaisquer odores, durante toda a jornada de trabalho.

Estão corretos:

 

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Leia com atenção as afirmações abaixo e assinale a única alternativa INCORRETA.
 

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1350078 Ano: 2010
Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS

Dentre as alternativas a seguir assinale a correta:

 

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1350011 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS
A questão refere-se ao texto a seguir.
Metamorfose amorosa
Uma vez, li num texto de Clarice Lispector esta frase: "Toda mãe de filha feia deveria prometer-lhe que ela seria bonita quando a sabedoria do amor esclarecesse um homem."
Sublinhei a frase instintivamente. Isto foi há muito tempo. Agora fui lá em A maçã no escuro procurar a frase, e lá estava ela, intacta e forte.
Recolho-a quando a questão da beleza, uma vez mais, vem habitar ostensivamente nosso verão. É que existem vários tipos de beleza. E a mais óbvia é a que todos vêem. Por exemplo, a beleza arrebatadora, avassaladora, que surge imperiosa e exige logo adoração.
É assim com certas mulheres e homens. Entram numa sala e passam a ser o centro de gravidade dos olhares. Aparecem nas telas e capas de revistas e nos hipnotizam. É assim também não apenas com pessoas, mas com certos objetos na vitrina e museus: ficamos medusados diante deles, em pura contemplação. É assim, ainda, com certas músicas que, ouvidas, passam a fazer parte de nosso repertório existencial e nos harmonizam nos desvãos do dia.
Mas a esse tipo de beleza se opõe um outro. O da beleza que se esvazia, que vai se esmaecendo e se distanciando de si mesma até ficar feia. É como se ocorresse uma metamorfose qualquer. E não estou falando de velhice e desgaste físico, mas da beleza que se esgota e se exaure. Pessoas que perdem o brilho sem que se saiba por que e em que instante exato.
O fato é que a gente olha, de repente, uma pessoa e repara que ela não apenas não está bela, mas já não é mais bela. É como se a harmonia se interrompesse inesperadamente. Um modo de olhar, a curva do nariz, uma expressão de mau gosto e a beleza se esvai. Se esvai onde? Nela? Em nós? Sabe-se apenas que o que era vidro se quebrou e o amor que tu me tinhas era pouco e se acabou...
Diferente desses tipos um outro aparece e me intriga: o da beleza envergonhada. A beleza acabrunhada de ser bela.
Existe? Existe.
Exemplo? Ei-lo.
Ela me confessou: quando menina era tão bonita que já não suportava mais. A todo lugar que ia repetiam-se as louvações carinhosas. Todos que vinham visitar a família desfilavam incontidos elogios. Ao ser apresentada, lá vinha o galanteio. Saindo com amigas, logo se diferenciava. No baile, a mais solicitada. Enfim, dizia ela, um porre! um saco! Parecia que as pessoas queriam tirar pedaço de mim. Outros elogiavam de uma maneira tal como se eu tivesse que fazer alguma coisa para merecer ser bela.
Nesse caso, a beleza passou a ser um ônus, uma cobrança, uma chateação. Daí que ela começou a enfear sua beleza para ser comum como os outros. A tal ponto que hoje o marido de vez em quando lhe diz: – Vê se te arruma um pouco, mulher...
Há, no entanto, uma beleza que não entra com clarins em nossa vida, nem se estampa em silhuetas perfeitas nas páginas do dia. Não é a obra sedutora, arrebatadora, exigindo imediatos adoradores.
Ela é percebida aos poucos. Não se constrói linearmente. Um dia você observa que o olhar dela não é tão banal. Que o sorriso irradiou uma mensagem qualquer. Está pronto para descobrir que a pele tem a temperatura do seu desejo. Um corpo que parecia tão igual-a-qualquer-um, súbito, ganha uma delicada aura. A voz, que antes não tinha qualquer traço especial, agora fica registrada na memória através de expressões banais, mas gostosas de serem lembradas.
Você está começando a olhá-la e a pensar: se ela não é tão deslumbrante como as outras, por que telefono, por que facilito encontros e por que seu corpo extrai do meu surpresas e maravilhas?
Como quem concede ou entrega um prêmio, como quem deposita a alma no destino do outro, você está pronto a se dizer: é bela, em mim, por mim, para mim. E isto basta. Eu te inventei na tua beleza, que construímos.
Sim, a beleza (descobre-se) também se constrói. Não exatamente (ou apenas) nas mesas de cirurgia plástica. Como as casas se constroem, como as flores, que passam a existir, se olhadas, a beleza se constrói. De nossas carências, de nossas premências ela se constrói, e é um imponderável arco sobre a íris de quem ama.
É assim, meu amigo. E se isto está acontecendo com você, você há muito começou a amá-la. E entre vocês dois está se operando mais que uma profecia de mãe, uma metamorfose rara, que você deve curtir e prolongar.
Affonso Romano de Sant'Anna
Texto disponível em: <http://www.riototal.com.br/coojornal/affonso016.htm>.
A partir da leitura e interpretação do texto Metamorfose amorosa, considere as afirmativas a seguir:
I. O texto apresenta quatro tipos de beleza.
II. A beleza também pode ser construída, e não apenas com cirurgia plástica.
III. A beleza feminina só é conquistada quando a mulher é amada.
IV. A metamorfose da beleza diz repeito tanto à beleza que se esvai quanto à beleza que se constrói.
Está(ao) de acordo com o texto:
 

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Conforme estabelece a Constituição Federal o ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:

I – Gratuidade do ensino púbico em estabelecimentos oficiais.

II – Igualdade de condições para o acesso e permanência na escola.

III – Universalização do atendimento escolar.

IV – Promoção humanística, científica e tecnológica do País.

 

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1348850 Ano: 2010
Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS
Sobre o Tema: “Teorias e Modelos de Acidentes do Trabalho” e considerando a assertiva a seguir, relacione as causas principais dos acidentes (numeradas de 1 a 5) com as respectivas alternativas (numeradas de I a V).
Existe um documento denominado “Report Profile” que é recomendado internacionalmente para análises de acidentes que envolvem substâncias perigosas (Convenção OIT nº 174 e Recomendação OIT nº 181) e que já vem sendo utilizado, principalmente em países europeus, cujo objetivo é a constituição de um banco de dados internacional minimamente uniformizado. O “Report Profile”, entretanto, não se aplica a instalações nucleares ou militares, bem como ao transporte de substâncias perigosas fora das instalações (exceto quando por tubulações). As conclusões acerca das causas principais dos acidentes são firmadas em termos de categorias:
OIT – Organização Internacional do Trabalho
Causas principais dos acidentes:
1 - Operacionais
2 - Ambientais
3 - Organizacionais
4 - Pessoais
5 – Conseqüências
Alternativas em relação à causa dos acidentes:
I - Inadequações no gerenciamento da organização ou de atitudes, falhas em procedimentos, treinamentos, supervisão, suporte, análise de processos, construção de instalações, sistema de isolamento de equipamentos, manutenção, etc.
II - Erros, problemas de saúde, desobediências, intervenção maliciosa, aspectos relativos a treinamento, experiência, etc.
III - Falhas de componentes materiais ou equipamentos, reações aceleradas ou inesperadas, perdas de controle, etc.
IV - Extensão e tipo de área afetada; número de pessoas atingidas, tipo de pessoas atingidas; tipos de danos ambientais suspeitos, sob ameaça e afetados; prejuízos para sítios históricos, monumentos, peças de arte, etc.; perdas materiais; danos na vida comunitária.
V - Mudanças climáticas, falhas ou deficiências de proteções, interferência de outro acidente, etc.
Marque a sequência correta:
 

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O artigo 40 e suas cominações legais contidas no Capítulo VII - Da Administração Pública e Seção II - Dos Servidores Públicos da Constituição Federal do Brasil de 1988, se referem à aposentadoria dos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídos as autarquias e fundações. Com base nesse preceito legal, e sabendo que só existe uma alternativa correta, é errado afirmar que o servidor:

Questão Desatualizada

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Questão presente nas seguintes provas
1359487 Ano: 2010
Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS

A nona norma regulamentadora de trabalho é intitulada Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). Com base nessa norma, analise os itens de I a V:

I – Todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados são obrigados a elaborar e implementar o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais.

II – É responsabilidade dos empregados assegurar o cumprimento do PPRA, como atividade permanente da empresa ou instituição.

III – O PPRA deve ser elaborado e implementado pelos membros da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA).

IV – O PPRA deve incluir a avaliação dos riscos ambientais, bem como, da exposição dos trabalhadores a esses riscos.

V – É necessário realizar uma análise global do PPRA para avaliação do seu desenvolvimento e realização dos ajustes necessários, bem como o estabelecimento de novas metas e prioridades, sempre que necessário e pelo menos uma vez a cada 2 (dois) anos.

Estão corretos:

Questão Desatualizada

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