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Amor e sexo na era digital
É na escola, no trabalho ou entre amigos que a maioria dos franceses acha sua alma gêmea. A essa lista agora se somam os sites de encontro. Acusados de enganar o amor com a frieza do cálculo econômico, esses casamenteiros da web permitem especialmente a procura por parceiros ao abrigo do olhar de quem é próximo – uma discrição que altera o modo de viver a sexualidade. O último que surgiu se chama Dating. Lançado pelo Facebook no outono de 2018, veio se juntar a uma longa lista de aplicativos especializados em colocar em contato parceiros amorosos e sexuais.
Lançadas nos Estados Unidos em meados da década de 1990, essas plataformas foram rapidamente difundidas em outros países, entre eles a França. Os primeiros sites destinados ao público francês foram o Netclub.fr (1997) e o Amoureux.com (1998). Rapidamente depois deles surgiram outros: um recenseamento realizado em 2008 enumera pelo menos 1.045 serviços franceses de encontros. Essa multiplicação de oferta é prova do seu sucesso. Uma pesquisa realizada em 2013 avaliou que 18% de quem tem de 18 a 65 anos de idade já haviam utilizado um desses sites, o que representava cerca de um terço das pessoas solteiras, divorciadas e viúvas. Desde então, esses números sem dúvida aumentaram com a popularidade crescente dos aplicativos para celulares, tablets e notebooks. A mesma pesquisa mostra que, entre as pessoas de 26 a 65 anos de idade que encontraram um(a) parceiro(a) entre 2005 e 2013, pouco menos de 9% o(a) tinham conhecido por meio de um site especializado. Isso coloca esses serviços na quinta posição nas classificações dos espaços de encontro, depois dos locais de estudo e trabalho (24%), das noitadas entre amigos (15%), em lugares públicos (13%) e em casa (9%). Sem ter se tornado o modo dominante para formar um casal, o recurso a essas plataformas é, desde então, uma maneira usual de estabelecer relações.
A emergência dessas ferramentas suscitou vivas reações. Elas foram acusadas de estimular o “zapping relacional” e até mesmo de alimentar uma “fobia do engajamento”. Expostos a uma grande oferta de parceiros possíveis, os usuários seriam levados a adotar uma atitude consumista e constantemente tentados a procurar “melhores”, em vez de construir uma relação. Os encontros on-line teriam, assim, dado origem a um verdadeiro mercado sexual e afetivo.
Essas críticas não surpreendem os historiadores. No final do século XIX, o surgimento das agências e dos anúncios matrimoniais suscitou inquietações idênticas. Os comentaristas daquela época os acusavam de fazer do casamento um comércio lucrativo e se perguntavam sobre “a legalidade e a moralidade do “proxenetismo em vista do casamento”. O periódico mensal Le Chasseur français, destinado ao mundo rural, publicou seu primeiro anúncio matrimonial em 1892. Em seguida, ele se tornou um dos principais jornais a abrir suas páginas para solteiros (as) em busca da alma gêmea. No entanto, o descrédito com relação a esse novo modo de encontro o condenou à marginalidade. Ainda em meados da década de 1980, menos de 1% dos(as) franceses(as) tinham conhecido seu par via esse canal, e a grande maioria das pessoas se negava totalmente a usá-lo como recurso para isso. (...)
Embora recente, esse modo de encontro se inscreve em uma longa evolução. Desde a segunda metade do século XX, constata-se uma migração das práticas de sociabilidade dos lugares públicos para espaços privados e círculos mais estreitos. Os bailes de outrora, por exemplo, deram lugar a noitadas em estabelecimentos particulares. Uma mesma tendência nas classes populares foi bem detalhada e é observada também entre os jovens de todas as classes, com a passagem tendencial de uma “cultura da rua” a uma “cultura de quarto”. Longe de representar novas “festas eletrônicas”, os encontros on-line acentuam esse movimento.
Fonte: Marie Bergström. Jornal Le Monde Diplomatique Brasil. Abril, 2019, páginas 34 e 35. 01)
No que se refere às regras prescritas pela norma-padrão a respeito do emprego dos sinais de pontuação, assinale a alternativa na qual o uso da vírgula é justificado pelo mesmo motivo do seu uso no período: No final do século XIX, o surgimento das agências e dos anúncios matrimoniais suscitou inquietações idênticas:
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Dentre as proposições seguintes, somente uma delas é falsa (F), e está representada por qual alternativa:
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Amor e sexo na era digital
É na escola, no trabalho ou entre amigos que a maioria dos franceses acha sua alma gêmea. A essa lista agora se somam os sites de encontro. Acusados de enganar o amor com a frieza do cálculo econômico, esses casamenteiros da web permitem especialmente a procura por parceiros ao abrigo do olhar de quem é próximo – uma discrição que altera o modo de viver a sexualidade. O último que surgiu se chama Dating. Lançado pelo Facebook no outono de 2018, veio se juntar a uma longa lista de aplicativos especializados em colocar em contato parceiros amorosos e sexuais.
Lançadas nos Estados Unidos em meados da década de 1990, essas plataformas foram rapidamente difundidas em outros países, entre eles a França. Os primeiros sites destinados ao público francês foram o Netclub.fr (1997) e o Amoureux.com (1998). Rapidamente depois deles surgiram outros: um recenseamento realizado em 2008 enumera pelo menos 1.045 serviços franceses de encontros. Essa multiplicação de oferta é prova do seu sucesso. Uma pesquisa realizada em 2013 avaliou que 18% de quem tem de 18 a 65 anos de idade já haviam utilizado um desses sites, o que representava cerca de um terço das pessoas solteiras, divorciadas e viúvas. Desde então, esses números sem dúvida aumentaram com a popularidade crescente dos aplicativos para celulares, tablets e notebooks. A mesma pesquisa mostra que, entre as pessoas de 26 a 65 anos de idade que encontraram um(a) parceiro(a) entre 2005 e 2013, pouco menos de 9% o(a) tinham conhecido por meio de um site especializado. Isso coloca esses serviços na quinta posição nas classificações dos espaços de encontro, depois dos locais de estudo e trabalho (24%), das noitadas entre amigos (15%), em lugares públicos (13%) e em casa (9%). Sem ter se tornado o modo dominante para formar um casal, o recurso a essas plataformas é, desde então, uma maneira usual de estabelecer relações.
A emergência dessas ferramentas suscitou vivas reações. Elas foram acusadas de estimular o “zapping relacional” e até mesmo de alimentar uma “fobia do engajamento”. Expostos a uma grande oferta de parceiros possíveis, os usuários seriam levados a adotar uma atitude consumista e constantemente tentados a procurar “melhores”, em vez de construir uma relação. Os encontros on-line teriam, assim, dado origem a um verdadeiro mercado sexual e afetivo.
Essas críticas não surpreendem os historiadores. No final do século XIX, o surgimento das agências e dos anúncios matrimoniais suscitou inquietações idênticas. Os comentaristas daquela época os acusavam de fazer do casamento um comércio lucrativo e se perguntavam sobre “a legalidade e a moralidade do “proxenetismo em vista do casamento”. O periódico mensal Le Chasseur français, destinado ao mundo rural, publicou seu primeiro anúncio matrimonial em 1892. Em seguida, ele se tornou um dos principais jornais a abrir suas páginas para solteiros (as) em busca da alma gêmea. No entanto, o descrédito com relação a esse novo modo de encontro o condenou à marginalidade. Ainda em meados da década de 1980, menos de 1% dos(as) franceses(as) tinham conhecido seu par via esse canal, e a grande maioria das pessoas se negava totalmente a usá-lo como recurso para isso. (...)
Embora recente, esse modo de encontro se inscreve em uma longa evolução. Desde a segunda metade do século XX, constata-se uma migração das práticas de sociabilidade dos lugares públicos para espaços privados e círculos mais estreitos. Os bailes de outrora, por exemplo, deram lugar a noitadas em estabelecimentos particulares. Uma mesma tendência nas classes populares foi bem detalhada e é observada também entre os jovens de todas as classes, com a passagem tendencial de uma “cultura da rua” a uma “cultura de quarto”. Longe de representar novas “festas eletrônicas”, os encontros on-line acentuam esse movimento.
Fonte: Marie Bergström. Jornal Le Monde Diplomatique Brasil. Abril, 2019, páginas 34 e 35. 01)
Com base nas informações do texto e nas relações existentes entre as partes que o compõem, assinale a alternativa INCORRETA:
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Associe as assertivas sobre eventos históricos da Psicologia Escolar e escolha a alternativa correta:
1 - Década de 70.
2 - Década de 80.
3 - Década de 90.
( ) Criação da ABRAPEE (Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional) tendo como desígnio procurar o reconhecimento legal do psicólogo nas instituições de ensino, aguilhoar e divulgar pesquisas nesta área, reciclar e atualizar os psicólogos e estimular o melhoramento dos serviços prestados por estes profissionais.
( ) Publicação da Lei Federal 5.766, que versa sobre a criação dos Conselhos de Psicologia e a decorrente obrigatoriedade de registro para desempenho da profissão de psicólogo. Aos pedagogos concedeu-se o direito de registrar-se como tal, muitos continuaram na área da Psicologia Escolar.
( ) Abandono do enfoque clínico em favor do modelo pedagógico. A atenção ao indivíduo direcionada para uma concepção preventiva e voltada à saúde psicológica. Início e ênfase para a visão sistêmica, que inclui um olhar cultural e histórico da escola e dos fenômenos educativos. O aluno passa aser avaliado como um sujeito em processo de desenvolvimento cognitivo, afetivo e social.
A sequência correta de cima para baixo é:
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Sobre a dimensão da afetividade no ambiente escolar, assinale a alternativa correta:
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Assinale a alternativa que indica a escala adequada na formulação e classificação do diagnóstico familiar, ferramenta que pontua o funcionamento familiar de 1 a 99 de acordo com critérios explicitados no DSM-IV:
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Disciplina: Ética e Regulação Profissional
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: IF-PR
Sobre a prestação de serviços psicológicos realizados por meios tecnológicos da informação e da comunicação, é correto afirmar:
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Disciplina: Direito da Criança e do Adolescente
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: IF-PR
- ECAGeralDireitos Fundamentais (art. 7º ao 69)Do Direito à Convivência Familiar e Comunitária (arts. 19 ao 52-D)Da Família Substituta (arts. 28 ao 52-D)
O Estatuto da Criança e do Adolescente trata sobre a adoção. Sobre este tema, assinale a alternativa CORRETA:
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Se considerarmos o conjunto dos número reais como conjunto universo, o complementar do conjunto dos números inteiros vai ser o conjunto (R:reais; Z:inteiros; Q:racionais; I: irracionais; N:naturais):
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Seu Getúlio gosta de desafios de lógica dedutiva e quando seu filho pediu emprestado seu celular para jogar e assistir vídeos, ele propôs que emprestaria caso o filho descobrisse a senha do aparelho com base nas seguintes afirmações:
I - A senha é composta por 4 algarismos.
II - Múltiplos de 5 não fazem parte desta senha.
III - Todos os números da senha são distintos.
IV - Divisores de 3 não fazem parte desta senha.
V - O maior número da senha é impar e está na primeira posição.
Com estas afirmações o filho deduziu quais são os números que compõe a senha e sabe que eles somados são iguais a:
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