Foram encontradas 60 questões.
MONOGAMIA - MONOTONIA?
Num livro recentemente publicado nos Estados Unidos, o psicólogo David Barash e a psiquiatra Judith Eve Lipton dedicam-se a destruir um mito laboriosamente erigido pela cultura humana: a monogamia. Escrito com enorme graça e fluência, The Myth of Monogamy: Fidelity and Infidelity in Animals and People (“O mito da monogamia: fidelidade e infidelidade em animais e pessoas”, ainda inédito no Brasil) é uma bordoada erudita na propalada ideia de que homens e mulheres seriam naturalmente predispostos a viver juntos até que a morte os separe. Barash e Lipton mostram que são outras coisas — bem distantes de coloridas certidões de casamento e de funestos atestados de óbito — que costumam unir ou desunir casais.
Barash e Lipton afirmam que, entre humanos, a monogamia é um mingau fervido com muitas doses de preceitos religiosos, um bocado de pragmatismo econômico (como a necessidade de regular o direito à propriedade privada) e um toque de ingredientes sociais (reconhecimento da prole). E — claro — um punhado de comodismo. “Não é todo mundo que está disposto a frequentar o instável e arriscado mercado de encontros”, explicam os autores. Mais: que, além desses fatores, monogamia existiria única e exclusivamente devido ao empenho isolado e contínuo de cada casal. “O mais poderoso mito que envolve a monogamia é aquele que diz que, ao encontrarmos o amor das nossas vidas, nos dedicaríamos inteiramente a ele”, afirma Barash. “A biologia mostra que há um lado irracional e animal no comportamento humano.”
A maioria das espécies animais, assim como muitos outros agrupamentos humanos e indivíduos em geral, não são monogâmicos nem inclinados nesta direção. Segundo Barash e Lipton, o fato de não ocorrer monogamia na natureza (e de os machos serem tão volúveis e vorazes em seus apetites sexuais) pode ser explicado por uma contabilidade evolutiva. Esperma é barato, óvulos são caros. Melhor dizendo: um macho normal de qualquer espécie produz milhares de espermatozóides todos os dias e está sempre à disposição para novos intercursos sexuais, ao passo que as fêmeas ovulam bem menos e — em caso de fecundação — têm que arcar com um grande número de responsabilidades, que os pesquisadores costumam qualificar com a expressão “investimento parental”. Isso explica, por exemplo, por que fêmeas da maioria das espécies são menos dadas a aventuras extraconjugais. É uma equação de tempo, energia e risco que os pais biológicos depreendem para que a gestação e o nascimento de suas crias ocorram sem maiores problemas.
O que nenhuma explicação científica parece dar conta é do componente fundamental de toda relação humana: o amor. Sentimentalismos (e biologia) à parte, é o amor que sedimenta o envolvimento entre dois humanos que se gostam. O amor pode até ser uma invenção cultural — assim como a própria monogamia entre muitas sociedades —, mas o homo sapiens é formado por um feixe de elementos culturais.
“A monogamia é o mais difícil dos arranjos maritais entre humanos”, escreveu a antropóloga americana Margaret Mead. A favor da fidelidade conjugal, o máximo que os cientistas conseguiram catalogar até o momento é o caso exemplar do parasita de peixe Diplozoon paradoxum: ele encontra uma larva virgem e se funde a ela. Permanecem juntos para sempre. Até que a morte os separe.
Adaptado de SARMATZ, Leandro. Superinteressante. novembro/2001- edição 110-p.71-73.
Conforme o 2º parágrafo, a ideia de que um grande amor leva à fidelidade conjugal é falsa, porque:
Provas
O leite pasteurizado é o leite natural, integral, desnatado ou semi-desnatado, submetido a um processo tecnológico adequado que assegure a destruição dos microrganismos patogênicos não esporulados e reduza significativamente a microbióta banal, sem modificação sensível de sua natureza físico-química e de suas características nutritivas e sensoriais. Em relação aos dois tipos de pasteurização, marque a opção correta.
Provas
As Boas Práticas de Fabricação (BPF) abrangem um conjunto de medidas que devem ser adotadas pelas indústrias de alimentos a fim de garantir a qualidade sanitária e a conformidade dos produtos alimentícios com os regulamentos técnicos. A legislação sanitária federal regulamenta essas medidas em caráter geral, aplicável a todo o tipo de indústria de alimentos e específico, voltadas às indústrias que processam determinadas categorias de alimentos. Sobre isso, analise as afirmativas abaixo.
I. O objetivo principal das Boas Práticas de Fabricação (BPF) é estabelecer as orientações necessárias para a elaboração das boas práticas de produção e prestação de serviços, de forma a alcançar o padrão de identidade e qualidade de produtos e/ou serviços na área de alimentos.
II. Os objetivos específicos das Boas Práticas de Fabricação (BPF) são definir os parâmetros de qualidade e segurança ao longo da cadeia alimentar e estabelecer procedimentos de obediência aos parâmetros definidos.
III. A implantação das Boas Práticas de Fabricação (BPF) requer o conhecimento dos aspectos legais que envolvem todas as etapas do processo
Assinale a opção correta.
Provas
Sobre o processamento de hambúrguer, analise as afirmativas abaixo.
I. O hambúrguer é obtido da carne moída dos animais de açougue, adicionado ou não de tecido adiposo e ingredientes, moldado e submetido a processo tecnológico adequado. Ele é moído na seção de salsicharia, onde é acondicionado, podendo ser reestruturado.
II. No misturador deve ser adicionada a carne bovina (geralmente) minimamente processada, a proteína de soja hidratada, sal (1%), glutamato monossódico (0,2%) e as especiarias, como páprica, pimentada- jamaica, noz-moscada, alho e cebola.
III. No acondicionamento, o hambúrguer deve ser intercalado com papel impermeável entre cada uma das unidades, que são embaladas em blocos de doze ou de seis unidades, e em caixas de papel tipo cartolina.
Assinale a opção correta.
Provas
As principais funções da utilização de nitrato de sódio ou potássio e nitrito de sódio ou potássio no processo de cura de carnes são:
Provas
Conforme o Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIISPOA, 2000), são necessários vários equipamentos e utensílios para realizar o processamento de manteiga. Sobre isso, analise as afirmativas abaixo:
I. Batedeira, bomba centrífuga sanitária, caldeira, desnatadeira padronizadora.
II. Latões de 50 litros de plástico, máquina lavadora dos latões, pasteurizador, resfriador tubular.
III. Recravadeira, seladora /datadora, tanque de recepção, tanque de resfriamento.
Assinale a alternativa correta.
Provas
O uso de calor para conservar alimentos tem por objetivo a redução da carga microbiana e a desnaturação de enzimas. Vários tipos de tratamento térmico podem ser aplicados, a depender da termossensibilidade do alimento e da sua suscetibilidade à deterioração, bem como da estabilidade requerida do produto final. Sobre isso marque a opção correta.
Provas
As embalagens protegem os alimentos contra a deterioração e, por isso, é necessário que a etapa de acondicionamento seja feita com muito cuidado e utilizando um material compatível com o alimento que está sendo embalado. Para cada tipo de doce existe uma embalagem adequada para o mesmo. Em relação a isso marque a opção correta.
Provas
A adição do cultivo iniciador ao leite que foi pasteurizado determina é uma das etapas-chave da elaboração de queijos. È nesse momento que se criam as condições para produzir queijos moles ou duros. Sobre isso marque a opção correta.
Provas
MONOGAMIA - MONOTONIA?
Num livro recentemente publicado nos Estados Unidos, o psicólogo David Barash e a psiquiatra Judith Eve Lipton dedicam-se a destruir um mito laboriosamente erigido pela cultura humana: a monogamia. Escrito com enorme graça e fluência, The Myth of Monogamy: Fidelity and Infidelity in Animals and People (“O mito da monogamia: fidelidade e infidelidade em animais e pessoas”, ainda inédito no Brasil é uma bordoada erudita na propalada ideia de que homens e mulheres seriam naturalmente predispostos a viver juntos até que a morte os separe. Barash e Lipton mostram que são outras coisas — bem distantes de coloridas certidões de casamento e de funestos atestados de óbito — que costumam unir ou desunir casais.
Barash e Lipton afirmam que, entre humanos, a monogamia é um mingau fervido com muitas doses de preceitos religiosos, um bocado de pragmatismo econômico (como a necessidade de regular o direito à propriedade privada e um toque de ingredientes sociais (reconhecimento da prole). E — claro — um punhado de comodismo. “Não é todo mundo que está disposto a frequentar o instável e arriscado mercado de encontros”, explicam os autores. Mais: que, além desses fatores, monogamia existiria única e exclusivamente devido ao empenho isolado e contínuo de cada casal. “O mais poderoso mito que envolve a monogamia é aquele que diz que, ao encontrarmos o amor das nossas vidas, nos dedicaríamos inteiramente a ele”, afirma Barash. “A biologia mostra que há um lado irracional e animal no comportamento humano.”
A maioria das espécies animais, assim como muitos outros agrupamentos humanos e indivíduos em geral, não são monogâmicos nem inclinados nesta direção. Segundo Barash e Lipton, o fato de não ocorrer monogamia na natureza (e de os machos serem tão volúveis e vorazes em seus apetites sexuais) pode ser explicado por uma contabilidade evolutiva. Esperma é barato, óvulos são caros. Melhor dizendo: um macho normal de qualquer espécie produz milhares de espermatozóides todos os dias e está sempre à disposição para novos intercursos sexuais, ao passo que as fêmeas ovulam bem menos e — em caso de fecundação — têm que arcar com um grande número de responsabilidades, que os pesquisadores costumam qualificar com a expressão “investimento parental”. Isso explica, por exemplo, por que fêmeas da maioria das espécies são menos dadas a aventuras extraconjugais. É uma equação de tempo, energia e risco que os pais biológicos depreendem para que a gestação e o nascimento de suas crias ocorram sem maiores problemas.
O que nenhuma explicação científica parece dar conta é do componente fundamental de toda relação humana: o amor. Sentimentalismos (e biologia) à parte, é o amor que sedimenta o envolvimento entre dois humanos que se gostam. O amor pode até ser uma invenção cultural — assim como a própria monogamia entre muitas sociedades —, mas o homo sapiens é formado por um feixe de elementos culturais.
“A monogamia é o mais difícil dos arranjos maritais entre humanos”, escreveu a antropóloga americana Margaret Mead. A favor da fidelidade conjugal, o máximo que os cientistas conseguiram catalogar até o momento é o caso exemplar do parasita de peixe Diplozoon paradoxum: ele encontra uma larva virgem e se funde a ela. Permanecem juntos para sempre. Até que a morte os separe.
Adaptado de SARMATZ, Leandro. Superinteressante. novembro/2001- edição 110-p.71-73.
Assinale a alternativa que relaciona corretamente autoridade, abreviatura e pronome de tratamento adequado em comunicações oficiais.
Provas
Caderno Container