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O verão em que aprendi a boiar
Quando achamos que tudo já aconteceu, novas capacidades
fazem de nós pessoas diferentes do que éramos

IVAN MARTINS

Sei que a palavra da moda é precocidade, mas eu acredito em conquistas tardias. Elas têm na minha vida um gosto especial.
Quando aprendi a guiar, aos 34 anos, tudo se transformou. De repente, ganhei mobilidade e autonomia. A cidade, minha cidade, mudou de tamanho e de fisionomia. Descer a Avenida Rebouças num táxi, de madrugada, era diferente - e pior - do que descer a mesma avenida com as mãos ao volante, ouvindo rock and roll no rádio. Pegar a estrada com os filhos pequenos revelou-se uma delícia insuspeitada.
Talvez porque eu tenha começado tarde, guiar me parece, ainda hoje, uma experiência incomum. É um ato que, mesmo repetido de forma diária, nunca se banalizou inteiramente.
Na véspera do Ano Novo, em Ubatuba, eu fiz outra descoberta temporã.
Depois de décadas de tentativas inúteis e frustrantes, num final de tarde ensolarado eu conquistei o dom da flutuação. Nas águas cálidas e translúcidas da praia Brava, sob o olhar risonho da minha mulher, finalmente consegui boiar.
Não riam, por favor. Vocês que fazem isso desde os oito anos, vocês que já enjoaram da ausência de peso e esforço, vocês que não mais se surpreendem com a sensação de balançar ao ritmo da água - sinto dizer, mas vocês se esqueceram de como tudo isso é bom.
Nadar é uma forma de sobrepujar a água e impor-se a ela. Boiar é fazer parte dela - assim como do sol e das montanhas ao redor, dos sons que chegam filtrados ao ouvido submerso, do vento que ergue a onda e lança água em nosso rosto. Boiar é ser feliz sem fazer força, e isso, curiosamente, não é fácil.
Essa experiência me sugeriu algumas considerações sobre a vida em geral.
Uma delas, óbvia, é que a gente nunca para de aprender ou de avançar. Intelectualmente e emocionalmente, de um jeito prático ou subjetivo, estamos sempre incorporando novidades que nos transformam. Somos geneticamente elaborados para lidar com o novo, mas não só. Também somos profundamente modificados por ele. A cada momento da vida, quando achamos que tudo já aconteceu, novas capacidades irrompem e fazem de nós uma pessoa diferente do que éramos. Uma pessoa capaz de boiar é diferente daquelas que afundam como pedras.
Suspeito que isso tenha importância também para os relacionamentos.
Se a gente não congela ou enferruja - e tem gente que já está assim aos 30 anos - nosso repertório íntimo tende a se ampliar, a cada ano que passa e a cada nova relação. Penso em aprender a escutar e a falar, em olhar o outro, em tocar o corpo do outro com propriedade e deixar-se tocar sem susto. Penso em conter a nossa própria frustração e a nossa fúria, em permitir que o parceiro floresça, em dar atenção aos detalhes dele. Penso, sobretudo, em conquistar, aos poucos, a ansiedade e insegurança que nos bloqueiam o caminho do prazer, não apenas no sentido sexual. Penso em estar mais tranquilo na companhia do outro e de si mesmo, no mundo.
Assim como boiar, essas coisas são simples, mas precisam ser aprendidas.
Estar no interior de uma relação verdadeira é como estar na água do mar. Às vezes você nada, outras vezes você boia, de vez em quando, morto de medo, sente que pode afundar. É uma experiência que exige, ao mesmo tempo, relaxamento e atenção, e nem sempre essas coisas se combinam. Se a gente se põe muito tenso e cerebral, a relação perde a espontaneidade. Afunda. Mas, largada apenas ao sabor das ondas, sem atenção ao equilíbrio, a relação também naufraga. Há uma ciência sem cálculos que tem de ser assimilada a cada novo amor, por cada um de nós. Ela fornece a combinação exata de atenção e relaxamento que permite boiar. Quer dizer, viver de forma relaxada e consciente um grande amor.
Na minha experiência, esse aprendizado não se fez rapidamente. Demorou anos e ainda se faz. Talvez porque eu seja homem, talvez porque seja obtuso para as coisas do afeto. Provavelmente, porque sofro das limitações emocionais que muitos sofrem e que tornam as relações afetivas mais tensas e trabalhosas do que deveriam ser. Sabemos nadar, mas nos custa relaxar e ser felizes nas águas do amor e do sexo. Nos custa boiar.
A boa notícia, que eu redescobri na praia, é que tudo se aprende, mesmo as coisas simples que pareciam impossíveis.
Enquanto se está vivo e relação existe, há chance de melhorar. Mesmo se ela acabou, é certo que haverá outra no futuro, no qual faremos melhor: com mais calma, com mais prazer, com mais intensidade e menos medo.
O verão, afinal, está apenas começando. Todos os dias se pode tentar boiar.

http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ivan-martin...
verao-em-que-aprendi-boiar.html
As palavras “relacionamento”, “intelectualmente” e “profundamente” são formadas por
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1021699 Ano: 2015
Disciplina: Estatística
Banca: AOCP
Orgão: EBSERH
Seja p=4 variáveis binárias (C1, C2, C3, C4) que indicam a presença (1) ou a ausência (0) de certas características nos sujeitos 1 e 2, conforme apresentado na tabela a seguir:

Enunciado 1021699-1


Com base nos dados apresentados na tabela, pode-se afirmar que
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1021698 Ano: 2015
Disciplina: Estatística
Banca: AOCP
Orgão: EBSERH
Um teorema do cálculo garante que a curva C, com equações paramétricas x=f(t)e y=g(t) tal que e g'sejam contínuas no intervalo fechado [a, b]. Assim, o comprimento de arco Lunidades da curva C, do ponto (f(a), g(a))ao ponto (f(b), g(b)) é determinado por

Enunciado 1021698-1

Então o comprimento de arco da curva com equações paramétricas x=2t 3 e y=4t 2 para tde 0 a 1 é
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1021655 Ano: 2015
Disciplina: Estatística
Banca: AOCP
Orgão: EBSERH
Uma amostra de 10 medidas da variável aleatória X resultou em uma média X =100 u.m. (unidade de medida) e desvio-padrão s=0,6 u.m. Encontre os limites de confiança de 95% para o verdadeiro valor da média populacional da variável aleatória

X. (z / α 2 =1,96, tα /2;9 = 2,26)
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1021654 Ano: 2015
Disciplina: Estatística
Banca: AOCP
Orgão: EBSERH
Um bom indicador para comparar diferencial de fecundidade entre populações, além de depender da intensidade com que as mulheres têm filhos a cada idade, ou grupo etário, depende da estrutura etária das mulheres no período reprodutivo. O enunciado refere-se à
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1021653 Ano: 2015
Disciplina: Estatística
Banca: AOCP
Orgão: EBSERH
O vendedor de uma sapataria vai ao depósito buscar um par de sapatos. É conhecido que há 50 pares do modelo A e 40 do modelo B, além disso, há 3 pares defeituosos do modelo A e 2 pares defeituosos do modelo B. Qual é a probabilidade do vendedor trazer um par de sapatos com defeito?
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1021651 Ano: 2015
Disciplina: Estatística
Banca: AOCP
Orgão: EBSERH
Considere uma população de tamanho N=5 e sejam os valores da variável de interesse: {300, 400, 300, 200, 500}. Suponha que uma amostra aleatória sem reposição de tamanho n=3 foi retirada, cujos valores são: {300, 300, 200}. Qual é o erro de amostragem?
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