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[...] Carioca disse que percebeu o qesto como "uma conquista do movimento". Em vez de vandalismo, ele preferiu enxergar na cena um reflexo do "caos sígnico" que varreu as ruas brasileiras nos idos de junho. "Quando os caras atacam um signo de poder econômico que ocupava o espaço público, fazem um sequestro do simbólico", avaliou.
"Mas o poder segue vivo, como se vê no catador pegando as latinhas." [...]
(revistapiaui.estadao.com.br - acesso em 10/07/13)
Considerando, ainda, o excerto citado na questão anterior, o "se" que aparece em "como se vê no catador pegando as latinhas" pode ser classificado morfologicamente como:
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Ah, um Soneto ...
Meu coração é um almirante louco
que abandonou a profissão do mar
e que a vai relembrando pouco a pouco
em casa a passear, a passear ...
No movimento (eu mesmo me desloco
nesta cadeira, só de o imaginar)
o mar abandonado fica em foco
nos músculos cansados de parar.
Há saudades nas pernas e nos braços.
Há saudades no cérebro por fora.
Há grandes raivas feitas de cansaços.
Mas - esta é boa! - era do coração
que eu falava... e onde diabo estou eu agora
com almirante em vez de sensação? ...
(www.dominiopublico.gov.br)
A função metalinguística está mais claramente presente nos seguintes versos do poema:
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Tabuletas
Foi um poeta que considerou as tabuletas - os brasões da rua. As tabuletas não eram para a sua visão apurada um encanto, uma faceirice, que a necessidade e o reclamo incrustaram na via pública; eram os escudos de uma complicada heráldica urbana, do armorial da democracia e do agudo arrivismo dos séculos. Desde que um homem realiza a sua obra - a terminação de uma epopeia ou a abertura de uma casa comercial - imediatamente o homem batiza-a. No começo da vida, por instinto, guiado pelos deuses, a sua ideia foi logo a tabuleta. Quem inventou a tabuleta? Ninguém sabe.
É o mesmo que perguntar quem ensinou a criança a gritar quando tem fome. Já no Oriente elas existiam, já em Atenas, já em Roma, simples, modestas, mas sempre reclamistas. Depois, como era de prever, evoluíram: evoluíram de acordo com a evolução do homem, e hoje, que se fazem concursos de tabuletas e há tabuletas compostas por artistas célebres, hoje, na época em que o reclamo domina o asfalto, as tabuletas são como reflexos de almas, são todo um tratado de psicologia urbana. Que desejamos todos nós? Aparecer, vender, ganhar.
A doença tomou proporções tremendas, cresceu, alastrou-se, infeccionou todos os meios, como um poder corrosivo e fatal. Os próprios doentes também a exploram numa fúria convulsiva de contaminação. Reparai nos jornais e nas revistas. Andam repletos de fotogravuras e de nomes - nomes e caras, muitos nomes e muitas caras! A geração faz por conta própria a sua identificação antropométrica para o futuro. Mas o curioso é ver como a publicação desses nomes é pedida, é implorada nas salas das redações. Todos os pretextos são plausíveis, desde a festa a que se não foi até à moléstia inconveniente de que foi operada com feliz êxito a esposa. O interessante é observar como se almeja um retrato nas folhas, desde as escuras alamedas do jardim do crime até às garden-parties de caridade, desde os criminosos às almas angélicas que só pensam no bem.
Aparecer! Aparecer!
E na rua, que se vê? O senhor do mundo, o reclamo. Em cada praça onde demoramos os nossos passos, nas janelas do alto dos telhados, em mudos jogos de luz, os cinematógrafos e as lanternas mágicas gritam através do écran de um pano qualquer o reclamo de melhor alfaiate, do melhor livreiro, do melhor revólver. Basta levantar a cabeça.
As tabuletas contam a nossa vida. E nessa babei de apelos à atenção, ressaltam, chocam, vivem estranhamente os reclamos, extravagantes, as tabuletas disparatadas. Quantas haverá no Rio? Mil, duas mil, que nos fazem rir. Vai um homem num bonde e vê de repente, encimando duas portas em grossas letras estas palavras: Armazém Teoria.
Teoria de que, senhor Deus? Há um outro tão bizarro quanto este: Casa Tamoio, Grande Armazém de líquidos comestíveis e miudezas. Como saber que líquidos serão esses comestíveis, de que a falta de uma vírgula fez um assombro? Faltou a esse pintor o esmero da padaria do mesmo nome que fez a sua tabuleta em letras de antigo missal para mostrar como se esmera, ou talvez o descaro deste outro: o maduro cura infalivelmente todas as moléstias nervosas...
Mas as tabuletas extravagantes são as do pequeno comércio, sem a influência de Paris, a importação direta e caixeiros elegantes de lenço no punho: as vendas, esta criação nacional, os botequins baratos, os açougues, os bazares, as hospedarias ... Na Rua do Catete há uma venda que se intitula O Leão na Gruta. Por quê? Que tem a batata com o leão que nem ao menos é conhecido de Daniel? Defronte dessa venda há, entretanto, um café que é apenas Café de Ambos Mundos. E se não vos bastar um café tão completo, aí temos um mais modesto, na Rua da Saúde o Café B.T.Q. E sabem que vem a ser o B.T.Q., segundo o proprietário? Botequim pelas iniciais! Essa nevrose das abreviações não atacou felizmente o dono da casa de pasto da Rua de S. Cristóvão, que encheu a parede com as seguintes palavras: Restaurant dos Dois Irmãos Unidos Por...
Unidos por... Pelo quê? Pelo amor, pelo ódio, pela vitória? Não! Unidos Portugueses. Apenas faltou a parede e ficou só o por - para atestar que havia boa vontade. A questão, às vezes, é de haver muita coisa na parede. Assim é que uma casa da Rua do Senhor dos Passos tem este , anúncio: Depósito de aves de penas. E pouco? Um outro assegura: Depósito de galinhas, ovos e outras aves de penas - o que é, evidentemente, muito mais. Tal excesso chega a prejudicar, e andasse a higiene a olhar tabuletas, ofício de vadiagem incorrigível, mandaria fechar uma casa de frutas da Rua Sete, que pespegou esta inconveniência: Grande sortimento de frutas verdes e secas. [...]
(João do Rio. A alma encantadora das ruas. www.dominiopublica.gov.br-acesso em 10/07/13)
Aparece, no texto, a palavra "cinematógrafo", flexionada no plural. Tal palavra deu origem a "cinema" pelo seguinte processo de formação de palavras:
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A respeito das regras do nome empresarial, assinale a alternativa incorreta.
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Compete ao Conselho de Administração, enquanto órgão de orientação e de direção superior da EBC:
I. Fixar a orientação geral dos negócios da EBC, respeitadas as competências do Conselho Curador.
II. Convocar, nos casos previstos em lei, a assembleia geral, apresentando propostas para sua deliberação.
III. Fiscalizar a gestão dos diretores, examinar os livros e papéis da EBC, solicitar informações sobre editais de licitação, contratos celebrados ou em vias de celebração, aditivos contratuais e de quaisquer outros atos praticados pelos dirigentes, bem como sobre as providências adotadas pela administração para regularizar diligências do Tribunal de Contas da União e da Secretaria de Controle Interno da Presidência da República.
Pode-se afirmar que:
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Assinale a alternativa que não corresponde à EBC, de acordo com a lei nº 11.652.
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Não constitui uma função atribuída ao Diretor-Presidente da EBC, por força do Decreto nº 6.689:
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Disciplina: Direito Cultural, Desportivo e da Comunicação
Banca: QUADRIX
Orgão: EBC
Conforme estabelecido pela medida provisória nº 2.228-1/2001, a Agência Nacional do Cinema (ANCINE) é uma autarquia especial, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e um instrumento de fomento, regulação e fiscalização da indústria cinematográfica e videofonográfica, dotada de autonomia administrativa e financeira. Já o Conselho Superior do Cinema, também criado pela mesma medida provisória, é um órgão colegiado integrante da estrutura da Casa Civil da Presidência da República.
Analise as informações a seguir:
Item X: Agência Nacional do Cinema - ANCINE.
Item Y: Conselho Superior do Cinema.
I. Define a política nacional do cinema.
II. Gerencia o sistema de informações para o monitoramento das atividades da indústria cinematográfica e videofonográfica nos seus diversos meios de produção, distribuição, exibição e difusão.
III. Integrado(a) por cinco representantes da indústria cinematográfica e videofonográfica nacional, que gozem de elevado conceito no seu campo de especialidade, a serem designados por decreto, para mandato de dois anos, permitida uma recondução.
IV. Executa a política nacional do cinema.
V. Aprova políticas e diretrizes gerais para o desenvolvimento da indústria cinematográfica nacional, com vistas a promover sua autossustentabilidade.
VI. Dirigida em regime de colegiado por uma diretoria composta de um Diretor-Presidente e três Diretores, com mandatos não coincidentes de quatro anos.
Assinale a alternativa que, respectivamente, contenha a correta relação entre as competências e a estrutura destes dois representantes jurídicos da cultura cinematográfica.
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Não suspende, mas extingue a exigibilidade do crédito tributário:
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