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Foram encontradas 85 questões.

4153909 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF

Considere o texto a seguir para responder a questão

 

As revistinhas de minha mãe

 

Quando pequeno, eu roubava da minha mãe as revistinhas de cosméticos para ler escondido no banheiro. Havia o estigma de serem proibidas para menino.

 

Enquanto meus colegas armazenavam gibis pornográficos, eu, ingenuamente, dedicava-me aos suspiros românticos dos folhetins das lojas.

 

A mãe assinava os produtos Avon e escolhia o que queria com círculos de caneta hidrocor vermelha.

 

O balcão da loja estava em casa, tangível e ilustrado para as donas do lar. A discrição e a privacidade protegiam o consumo. A publicação não chamava a atenção dos maridos para os gastos excessivos. Uma coisa era tudo chegar escandalosamente em sacolas e carnês; outra, silenciosamente pelos Correios.

 

A representante anotava os pedidos pessoalmente, de porta em porta, e esclarecia as dúvidas.

 

Existiam os vendedores de enciclopédia, que exploravam a aquisição do conhecimento, e as vendedoras do glamour, que nos seduziam com o acesso ao mundo da atração física. Os primeiros cuidavam da nossa alma intelectual; as segundas incentivavam os retoques na aparência.

 

Nos anos 1970, os catálogos correspondiam a pequenos manuais de desejo. Traziam não apenas os novos itens de maquiagem, mas uma atmosfera inteira de promessas de elegância, de modernidade, de mistério, de lábios sedosos e macios, de brilho no olhar, de unhas perfeitas.

 

Não me esqueço do bem-estar de folhear aquele papel esmaltado: tinha cheiro adocicado, de perfume embutido ali mesmo.

 

Cada seção exalava um pouco de talco, um pouco de colônia. Eu beijava as páginas como quem beija as bochechas de uma garota.

 

Eu me sentia transportado a um salão de beleza ao ver as capas onde mulheres sorriam discretamente, com seus cabelos volumosos e pérolas no pescoço. Foi a estreia do meu contato sensorial com o sexo oposto.

 

Minha iniciação na moda começou desse jeito secreto. Tanto que, até hoje, preservo uma reverência às revistas de promoção.

 

Não jogo fora. Para mim, não é um encarte comercial. Beatriz, minha esposa, não entende o apego. Pensa que não descarto por generosidade ao esforço da panfletagem – mal sabe a verdade.

 

Perco tempo comparando preços e analisando as ofertas.

 

Sou capaz de adquirir o que vejo pela frente. O que anseio profundamente é comprar de volta a minha infância.

 

Texto Adaptado CARPINEJAR, Fabrício. As revistinhas de minha mãe. O TEMPO, Belo Horizonte,

11 jul. 2025. Opinião. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/ fabricio-carpinejar/

2025/7/11/as-revistinhas-de-minha-mae. Acesso em: 27 ago. 2025.

 

Acerca do emprego do pronome demonstrativo “desse” em “Minha iniciação na moda começou desse jeito secreto”, analise as afirmações a seguir e identifique o item correto.

 

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4153908 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF

Considere o texto a seguir para responder a questão

 

As revistinhas de minha mãe

 

Quando pequeno, eu roubava da minha mãe as revistinhas de cosméticos para ler escondido no banheiro. Havia o estigma de serem proibidas para menino.

 

Enquanto meus colegas armazenavam gibis pornográficos, eu, ingenuamente, dedicava-me aos suspiros românticos dos folhetins das lojas.

 

A mãe assinava os produtos Avon e escolhia o que queria com círculos de caneta hidrocor vermelha.

 

O balcão da loja estava em casa, tangível e ilustrado para as donas do lar. A discrição e a privacidade protegiam o consumo. A publicação não chamava a atenção dos maridos para os gastos excessivos. Uma coisa era tudo chegar escandalosamente em sacolas e carnês; outra, silenciosamente pelos Correios.

 

A representante anotava os pedidos pessoalmente, de porta em porta, e esclarecia as dúvidas.

 

Existiam os vendedores de enciclopédia, que exploravam a aquisição do conhecimento, e as vendedoras do glamour, que nos seduziam com o acesso ao mundo da atração física. Os primeiros cuidavam da nossa alma intelectual; as segundas incentivavam os retoques na aparência.

 

Nos anos 1970, os catálogos correspondiam a pequenos manuais de desejo. Traziam não apenas os novos itens de maquiagem, mas uma atmosfera inteira de promessas de elegância, de modernidade, de mistério, de lábios sedosos e macios, de brilho no olhar, de unhas perfeitas.

 

Não me esqueço do bem-estar de folhear aquele papel esmaltado: tinha cheiro adocicado, de perfume embutido ali mesmo.

 

Cada seção exalava um pouco de talco, um pouco de colônia. Eu beijava as páginas como quem beija as bochechas de uma garota.

 

Eu me sentia transportado a um salão de beleza ao ver as capas onde mulheres sorriam discretamente, com seus cabelos volumosos e pérolas no pescoço. Foi a estreia do meu contato sensorial com o sexo oposto.

 

Minha iniciação na moda começou desse jeito secreto. Tanto que, até hoje, preservo uma reverência às revistas de promoção.

 

Não jogo fora. Para mim, não é um encarte comercial. Beatriz, minha esposa, não entende o apego. Pensa que não descarto por generosidade ao esforço da panfletagem – mal sabe a verdade.

 

Perco tempo comparando preços e analisando as ofertas.

 

Sou capaz de adquirir o que vejo pela frente. O que anseio profundamente é comprar de volta a minha infância.

 

Texto Adaptado CARPINEJAR, Fabrício. As revistinhas de minha mãe. O TEMPO, Belo Horizonte,

11 jul. 2025. Opinião. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/ fabricio-carpinejar/

2025/7/11/as-revistinhas-de-minha-mae. Acesso em: 27 ago. 2025.

 

Com base na leitura atenta do texto e nos recursos discursivos empregados, marque a opção cuja análise está correta em relação à construção simbólica e estrutural da narrativa apresentada.

 

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4153626 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF

Considere o texto a seguir para responder a questão

 

As revistinhas de minha mãe

 

Quando pequeno, eu roubava da minha mãe as revistinhas de cosméticos para ler escondido no banheiro. Havia o estigma de serem proibidas para menino.

 

Enquanto meus colegas armazenavam gibis pornográficos, eu, ingenuamente, dedicava-me aos suspiros românticos dos folhetins das lojas.

 

A mãe assinava os produtos Avon e escolhia o que queria com círculos de caneta hidrocor vermelha.

 

O balcão da loja estava em casa, tangível e ilustrado para as donas do lar. A discrição e a privacidade protegiam o consumo. A publicação não chamava a atenção dos maridos para os gastos excessivos. Uma coisa era tudo chegar escandalosamente em sacolas e carnês; outra, silenciosamente pelos Correios.

 

A representante anotava os pedidos pessoalmente, de porta em porta, e esclarecia as dúvidas.

 

Existiam os vendedores de enciclopédia, que exploravam a aquisição do conhecimento, e as vendedoras do glamour, que nos seduziam com o acesso ao mundo da atração física. Os primeiros cuidavam da nossa alma intelectual; as segundas incentivavam os retoques na aparência.

 

Nos anos 1970, os catálogos correspondiam a pequenos manuais de desejo. Traziam não apenas os novos itens de maquiagem, mas uma atmosfera inteira de promessas de elegância, de modernidade, de mistério, de lábios sedosos e macios, de brilho no olhar, de unhas perfeitas.

 

Não me esqueço do bem-estar de folhear aquele papel esmaltado: tinha cheiro adocicado, de perfume embutido ali mesmo.

 

Cada seção exalava um pouco de talco, um pouco de colônia. Eu beijava as páginas como quem beija as bochechas de uma garota.

 

Eu me sentia transportado a um salão de beleza ao ver as capas onde mulheres sorriam discretamente, com seus cabelos volumosos e pérolas no pescoço. Foi a estreia do meu contato sensorial com o sexo oposto.

 

Minha iniciação na moda começou desse jeito secreto. Tanto que, até hoje, preservo uma reverência às revistas de promoção.

 

Não jogo fora. Para mim, não é um encarte comercial. Beatriz, minha esposa, não entende o apego. Pensa que não descarto por generosidade ao esforço da panfletagem – mal sabe a verdade.

 

Perco tempo comparando preços e analisando as ofertas.

 

Sou capaz de adquirir o que vejo pela frente. O que anseio profundamente é comprar de volta a minha infância.

 

Texto Adaptado CARPINEJAR, Fabrício. As revistinhas de minha mãe. O TEMPO, Belo Horizonte,

11 jul. 2025. Opinião. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/ fabricio-carpinejar/

2025/7/11/as-revistinhas-de-minha-mae. Acesso em: 27 ago. 2025.

 

A partir da leitura do texto, é possível afirmar que o vínculo estabelecido entre o narrador e as revistinhas da mãe adquire múltiplas dimensões simbólicas. Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta a interpretação correta acerca do papel dessas publicações na construção do sentido global do texto.

 

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4156004 Ano: 2025
Disciplina: Legislação Militar
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF

O sistema de promoções dos policiais militares do Distrito Federal prevê garantias específicas para que o militar que se sentir prejudicado possa interpor recursos administrativos. A Lei nº 12.086/2009 estabelece prazos, autoridades competentes e instâncias distintas para a apreciação dessas impugnações. Considerando o que dispõe a referida lei, assinale a alternativa correta.

Questão Anulada

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4156003 Ano: 2025
Disciplina: Química
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF

A desintegração radioativa apresenta leis matemáticas que descrevem a sua taxa de decaimento. Compreender essas leis é fundamental para o controle e utilização dessa energia de forma segura e eficiente. Assinale o item que expressa corretamente a Lei da Desintegração Radioativa.

Questão Anulada

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