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Foram encontradas 85 questões.

4153919 Ano: 2025
Disciplina: Matemática
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF

A soma dos 10 primeiros termos de uma P.G finita em que a1 = 2 e a10 = 1024 é:

 

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4153918 Ano: 2025
Disciplina: Matemática
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF

Sendo a || b || c, s e t transversais, podemos afirmar que o valor de x é:

 

Enunciado 4689441-1

 

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4153917 Ano: 2025
Disciplina: Matemática
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF

A quantidade de números pares de três algarismos distintos que podemos formar com os algarismos 1, 2, 5, 8 e 9 é:

 

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4153916 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF

Considere o texto a seguir para responder a questão

 

As revistinhas de minha mãe

 

Quando pequeno, eu roubava da minha mãe as revistinhas de cosméticos para ler escondido no banheiro. Havia o estigma de serem proibidas para menino.

 

Enquanto meus colegas armazenavam gibis pornográficos, eu, ingenuamente, dedicava-me aos suspiros românticos dos folhetins das lojas.

 

A mãe assinava os produtos Avon e escolhia o que queria com círculos de caneta hidrocor vermelha.

 

O balcão da loja estava em casa, tangível e ilustrado para as donas do lar. A discrição e a privacidade protegiam o consumo. A publicação não chamava a atenção dos maridos para os gastos excessivos. Uma coisa era tudo chegar escandalosamente em sacolas e carnês; outra, silenciosamente pelos Correios.

 

A representante anotava os pedidos pessoalmente, de porta em porta, e esclarecia as dúvidas.

 

Existiam os vendedores de enciclopédia, que exploravam a aquisição do conhecimento, e as vendedoras do glamour, que nos seduziam com o acesso ao mundo da atração física. Os primeiros cuidavam da nossa alma intelectual; as segundas incentivavam os retoques na aparência.

 

Nos anos 1970, os catálogos correspondiam a pequenos manuais de desejo. Traziam não apenas os novos itens de maquiagem, mas uma atmosfera inteira de promessas de elegância, de modernidade, de mistério, de lábios sedosos e macios, de brilho no olhar, de unhas perfeitas.

 

Não me esqueço do bem-estar de folhear aquele papel esmaltado: tinha cheiro adocicado, de perfume embutido ali mesmo.

 

Cada seção exalava um pouco de talco, um pouco de colônia. Eu beijava as páginas como quem beija as bochechas de uma garota.

 

Eu me sentia transportado a um salão de beleza ao ver as capas onde mulheres sorriam discretamente, com seus cabelos volumosos e pérolas no pescoço. Foi a estreia do meu contato sensorial com o sexo oposto.

 

Minha iniciação na moda começou desse jeito secreto. Tanto que, até hoje, preservo uma reverência às revistas de promoção.

 

Não jogo fora. Para mim, não é um encarte comercial. Beatriz, minha esposa, não entende o apego. Pensa que não descarto por generosidade ao esforço da panfletagem – mal sabe a verdade.

 

Perco tempo comparando preços e analisando as ofertas.

 

Sou capaz de adquirir o que vejo pela frente. O que anseio profundamente é comprar de volta a minha infância.

 

Texto Adaptado CARPINEJAR, Fabrício. As revistinhas de minha mãe. O TEMPO, Belo Horizonte,

11 jul. 2025. Opinião. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/ fabricio-carpinejar/

2025/7/11/as-revistinhas-de-minha-mae. Acesso em: 27 ago. 2025.

 

A respeito do emprego do verbo haver e da forma proibidas em “Havia o estigma de serem proibidas para menino”, assinale a alternativa correta.

 

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4153915 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF

Considere o texto a seguir para responder a questão

 

As revistinhas de minha mãe

 

Quando pequeno, eu roubava da minha mãe as revistinhas de cosméticos para ler escondido no banheiro. Havia o estigma de serem proibidas para menino.

 

Enquanto meus colegas armazenavam gibis pornográficos, eu, ingenuamente, dedicava-me aos suspiros românticos dos folhetins das lojas.

 

A mãe assinava os produtos Avon e escolhia o que queria com círculos de caneta hidrocor vermelha.

 

O balcão da loja estava em casa, tangível e ilustrado para as donas do lar. A discrição e a privacidade protegiam o consumo. A publicação não chamava a atenção dos maridos para os gastos excessivos. Uma coisa era tudo chegar escandalosamente em sacolas e carnês; outra, silenciosamente pelos Correios.

 

A representante anotava os pedidos pessoalmente, de porta em porta, e esclarecia as dúvidas.

 

Existiam os vendedores de enciclopédia, que exploravam a aquisição do conhecimento, e as vendedoras do glamour, que nos seduziam com o acesso ao mundo da atração física. Os primeiros cuidavam da nossa alma intelectual; as segundas incentivavam os retoques na aparência.

 

Nos anos 1970, os catálogos correspondiam a pequenos manuais de desejo. Traziam não apenas os novos itens de maquiagem, mas uma atmosfera inteira de promessas de elegância, de modernidade, de mistério, de lábios sedosos e macios, de brilho no olhar, de unhas perfeitas.

 

Não me esqueço do bem-estar de folhear aquele papel esmaltado: tinha cheiro adocicado, de perfume embutido ali mesmo.

 

Cada seção exalava um pouco de talco, um pouco de colônia. Eu beijava as páginas como quem beija as bochechas de uma garota.

 

Eu me sentia transportado a um salão de beleza ao ver as capas onde mulheres sorriam discretamente, com seus cabelos volumosos e pérolas no pescoço. Foi a estreia do meu contato sensorial com o sexo oposto.

 

Minha iniciação na moda começou desse jeito secreto. Tanto que, até hoje, preservo uma reverência às revistas de promoção.

 

Não jogo fora. Para mim, não é um encarte comercial. Beatriz, minha esposa, não entende o apego. Pensa que não descarto por generosidade ao esforço da panfletagem – mal sabe a verdade.

 

Perco tempo comparando preços e analisando as ofertas.

 

Sou capaz de adquirir o que vejo pela frente. O que anseio profundamente é comprar de volta a minha infância.

 

Texto Adaptado CARPINEJAR, Fabrício. As revistinhas de minha mãe. O TEMPO, Belo Horizonte,

11 jul. 2025. Opinião. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/ fabricio-carpinejar/

2025/7/11/as-revistinhas-de-minha-mae. Acesso em: 27 ago. 2025.

 

Acerca do uso dos sinais de pontuação em “Cada seção exalava um pouco de talco, um pouco de colônia. Eu beijava as páginas como quem beija as bochechas de uma garota” e da possibilidade de alterações, indique a opção correta.

 

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4153914 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF

Considere o texto a seguir para responder a questão

 

As revistinhas de minha mãe

 

Quando pequeno, eu roubava da minha mãe as revistinhas de cosméticos para ler escondido no banheiro. Havia o estigma de serem proibidas para menino.

 

Enquanto meus colegas armazenavam gibis pornográficos, eu, ingenuamente, dedicava-me aos suspiros românticos dos folhetins das lojas.

 

A mãe assinava os produtos Avon e escolhia o que queria com círculos de caneta hidrocor vermelha.

 

O balcão da loja estava em casa, tangível e ilustrado para as donas do lar. A discrição e a privacidade protegiam o consumo. A publicação não chamava a atenção dos maridos para os gastos excessivos. Uma coisa era tudo chegar escandalosamente em sacolas e carnês; outra, silenciosamente pelos Correios.

 

A representante anotava os pedidos pessoalmente, de porta em porta, e esclarecia as dúvidas.

 

Existiam os vendedores de enciclopédia, que exploravam a aquisição do conhecimento, e as vendedoras do glamour, que nos seduziam com o acesso ao mundo da atração física. Os primeiros cuidavam da nossa alma intelectual; as segundas incentivavam os retoques na aparência.

 

Nos anos 1970, os catálogos correspondiam a pequenos manuais de desejo. Traziam não apenas os novos itens de maquiagem, mas uma atmosfera inteira de promessas de elegância, de modernidade, de mistério, de lábios sedosos e macios, de brilho no olhar, de unhas perfeitas.

 

Não me esqueço do bem-estar de folhear aquele papel esmaltado: tinha cheiro adocicado, de perfume embutido ali mesmo.

 

Cada seção exalava um pouco de talco, um pouco de colônia. Eu beijava as páginas como quem beija as bochechas de uma garota.

 

Eu me sentia transportado a um salão de beleza ao ver as capas onde mulheres sorriam discretamente, com seus cabelos volumosos e pérolas no pescoço. Foi a estreia do meu contato sensorial com o sexo oposto.

 

Minha iniciação na moda começou desse jeito secreto. Tanto que, até hoje, preservo uma reverência às revistas de promoção.

 

Não jogo fora. Para mim, não é um encarte comercial. Beatriz, minha esposa, não entende o apego. Pensa que não descarto por generosidade ao esforço da panfletagem – mal sabe a verdade.

 

Perco tempo comparando preços e analisando as ofertas.

 

Sou capaz de adquirir o que vejo pela frente. O que anseio profundamente é comprar de volta a minha infância.

 

Texto Adaptado CARPINEJAR, Fabrício. As revistinhas de minha mãe. O TEMPO, Belo Horizonte,

11 jul. 2025. Opinião. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/ fabricio-carpinejar/

2025/7/11/as-revistinhas-de-minha-mae. Acesso em: 27 ago. 2025.

 

Considerando o valor semântico e estilístico do trecho “Nos anos 1970, os catálogos correspondiam a pequenos manuais de desejo”, assinale a alternativa correta quanto aos efeitos da substituição de palavras ou expressões.

 

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4153913 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF

Considere o texto a seguir para responder a questão

 

As revistinhas de minha mãe

 

Quando pequeno, eu roubava da minha mãe as revistinhas de cosméticos para ler escondido no banheiro. Havia o estigma de serem proibidas para menino.

 

Enquanto meus colegas armazenavam gibis pornográficos, eu, ingenuamente, dedicava-me aos suspiros românticos dos folhetins das lojas.

 

A mãe assinava os produtos Avon e escolhia o que queria com círculos de caneta hidrocor vermelha.

 

O balcão da loja estava em casa, tangível e ilustrado para as donas do lar. A discrição e a privacidade protegiam o consumo. A publicação não chamava a atenção dos maridos para os gastos excessivos. Uma coisa era tudo chegar escandalosamente em sacolas e carnês; outra, silenciosamente pelos Correios.

 

A representante anotava os pedidos pessoalmente, de porta em porta, e esclarecia as dúvidas.

 

Existiam os vendedores de enciclopédia, que exploravam a aquisição do conhecimento, e as vendedoras do glamour, que nos seduziam com o acesso ao mundo da atração física. Os primeiros cuidavam da nossa alma intelectual; as segundas incentivavam os retoques na aparência.

 

Nos anos 1970, os catálogos correspondiam a pequenos manuais de desejo. Traziam não apenas os novos itens de maquiagem, mas uma atmosfera inteira de promessas de elegância, de modernidade, de mistério, de lábios sedosos e macios, de brilho no olhar, de unhas perfeitas.

 

Não me esqueço do bem-estar de folhear aquele papel esmaltado: tinha cheiro adocicado, de perfume embutido ali mesmo.

 

Cada seção exalava um pouco de talco, um pouco de colônia. Eu beijava as páginas como quem beija as bochechas de uma garota.

 

Eu me sentia transportado a um salão de beleza ao ver as capas onde mulheres sorriam discretamente, com seus cabelos volumosos e pérolas no pescoço. Foi a estreia do meu contato sensorial com o sexo oposto.

 

Minha iniciação na moda começou desse jeito secreto. Tanto que, até hoje, preservo uma reverência às revistas de promoção.

 

Não jogo fora. Para mim, não é um encarte comercial. Beatriz, minha esposa, não entende o apego. Pensa que não descarto por generosidade ao esforço da panfletagem – mal sabe a verdade.

 

Perco tempo comparando preços e analisando as ofertas.

 

Sou capaz de adquirir o que vejo pela frente. O que anseio profundamente é comprar de volta a minha infância.

 

Texto Adaptado CARPINEJAR, Fabrício. As revistinhas de minha mãe. O TEMPO, Belo Horizonte,

11 jul. 2025. Opinião. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/ fabricio-carpinejar/

2025/7/11/as-revistinhas-de-minha-mae. Acesso em: 27 ago. 2025.

 

Em relação ao emprego e à correlação de tempos e modos verbais em “A mãe assinava os produtos Avon e escolhia o que queria com círculos de caneta hidrocor vermelha”, marque o item correto.

 

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4153912 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF

Considere o texto a seguir para responder a questão

 

As revistinhas de minha mãe

 

Quando pequeno, eu roubava da minha mãe as revistinhas de cosméticos para ler escondido no banheiro. Havia o estigma de serem proibidas para menino.

 

Enquanto meus colegas armazenavam gibis pornográficos, eu, ingenuamente, dedicava-me aos suspiros românticos dos folhetins das lojas.

 

A mãe assinava os produtos Avon e escolhia o que queria com círculos de caneta hidrocor vermelha.

 

O balcão da loja estava em casa, tangível e ilustrado para as donas do lar. A discrição e a privacidade protegiam o consumo. A publicação não chamava a atenção dos maridos para os gastos excessivos. Uma coisa era tudo chegar escandalosamente em sacolas e carnês; outra, silenciosamente pelos Correios.

 

A representante anotava os pedidos pessoalmente, de porta em porta, e esclarecia as dúvidas.

 

Existiam os vendedores de enciclopédia, que exploravam a aquisição do conhecimento, e as vendedoras do glamour, que nos seduziam com o acesso ao mundo da atração física. Os primeiros cuidavam da nossa alma intelectual; as segundas incentivavam os retoques na aparência.

 

Nos anos 1970, os catálogos correspondiam a pequenos manuais de desejo. Traziam não apenas os novos itens de maquiagem, mas uma atmosfera inteira de promessas de elegância, de modernidade, de mistério, de lábios sedosos e macios, de brilho no olhar, de unhas perfeitas.

 

Não me esqueço do bem-estar de folhear aquele papel esmaltado: tinha cheiro adocicado, de perfume embutido ali mesmo.

 

Cada seção exalava um pouco de talco, um pouco de colônia. Eu beijava as páginas como quem beija as bochechas de uma garota.

 

Eu me sentia transportado a um salão de beleza ao ver as capas onde mulheres sorriam discretamente, com seus cabelos volumosos e pérolas no pescoço. Foi a estreia do meu contato sensorial com o sexo oposto.

 

Minha iniciação na moda começou desse jeito secreto. Tanto que, até hoje, preservo uma reverência às revistas de promoção.

 

Não jogo fora. Para mim, não é um encarte comercial. Beatriz, minha esposa, não entende o apego. Pensa que não descarto por generosidade ao esforço da panfletagem – mal sabe a verdade.

 

Perco tempo comparando preços e analisando as ofertas.

 

Sou capaz de adquirir o que vejo pela frente. O que anseio profundamente é comprar de volta a minha infância.

 

Texto Adaptado CARPINEJAR, Fabrício. As revistinhas de minha mãe. O TEMPO, Belo Horizonte,

11 jul. 2025. Opinião. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/ fabricio-carpinejar/

2025/7/11/as-revistinhas-de-minha-mae. Acesso em: 27 ago. 2025.

 

O trecho “Não me esqueço do bem-estar de folhear aquele papel esmaltado: tinha cheiro adocicado, de perfume embutido ali mesmo” apresenta a forma “não me esqueço”, construção adequada, já que o advérbio de negação “não” funciona como fator atrativo, tornando a próclise obrigatória no português padrão.

 

Em relação às regras normativas de colocação pronominal, indique a alternativa que contém uma análise correta.

 

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Questão presente nas seguintes provas
4153911 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF

Considere o texto a seguir para responder a questão

 

As revistinhas de minha mãe

 

Quando pequeno, eu roubava da minha mãe as revistinhas de cosméticos para ler escondido no banheiro. Havia o estigma de serem proibidas para menino.

 

Enquanto meus colegas armazenavam gibis pornográficos, eu, ingenuamente, dedicava-me aos suspiros românticos dos folhetins das lojas.

 

A mãe assinava os produtos Avon e escolhia o que queria com círculos de caneta hidrocor vermelha.

 

O balcão da loja estava em casa, tangível e ilustrado para as donas do lar. A discrição e a privacidade protegiam o consumo. A publicação não chamava a atenção dos maridos para os gastos excessivos. Uma coisa era tudo chegar escandalosamente em sacolas e carnês; outra, silenciosamente pelos Correios.

 

A representante anotava os pedidos pessoalmente, de porta em porta, e esclarecia as dúvidas.

 

Existiam os vendedores de enciclopédia, que exploravam a aquisição do conhecimento, e as vendedoras do glamour, que nos seduziam com o acesso ao mundo da atração física. Os primeiros cuidavam da nossa alma intelectual; as segundas incentivavam os retoques na aparência.

 

Nos anos 1970, os catálogos correspondiam a pequenos manuais de desejo. Traziam não apenas os novos itens de maquiagem, mas uma atmosfera inteira de promessas de elegância, de modernidade, de mistério, de lábios sedosos e macios, de brilho no olhar, de unhas perfeitas.

 

Não me esqueço do bem-estar de folhear aquele papel esmaltado: tinha cheiro adocicado, de perfume embutido ali mesmo.

 

Cada seção exalava um pouco de talco, um pouco de colônia. Eu beijava as páginas como quem beija as bochechas de uma garota.

 

Eu me sentia transportado a um salão de beleza ao ver as capas onde mulheres sorriam discretamente, com seus cabelos volumosos e pérolas no pescoço. Foi a estreia do meu contato sensorial com o sexo oposto.

 

Minha iniciação na moda começou desse jeito secreto. Tanto que, até hoje, preservo uma reverência às revistas de promoção.

 

Não jogo fora. Para mim, não é um encarte comercial. Beatriz, minha esposa, não entende o apego. Pensa que não descarto por generosidade ao esforço da panfletagem – mal sabe a verdade.

 

Perco tempo comparando preços e analisando as ofertas.

 

Sou capaz de adquirir o que vejo pela frente. O que anseio profundamente é comprar de volta a minha infância.

 

Texto Adaptado CARPINEJAR, Fabrício. As revistinhas de minha mãe. O TEMPO, Belo Horizonte,

11 jul. 2025. Opinião. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/ fabricio-carpinejar/

2025/7/11/as-revistinhas-de-minha-mae. Acesso em: 27 ago. 2025.

 

Em relação ao emprego do sinal indicativo de crase, analise os trechos a seguir e assinale a alternativa cuja análise está correta segundo a norma culta da língua portuguesa.

 

“Nos anos 1970, os catálogos correspondiam a pequenos manuais de desejo.”

 

“Tanto que, até hoje, preservo uma reverência às revistas de promoção.”

 

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4153910 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF

Considere o texto a seguir para responder a questão

 

As revistinhas de minha mãe

 

Quando pequeno, eu roubava da minha mãe as revistinhas de cosméticos para ler escondido no banheiro. Havia o estigma de serem proibidas para menino.

 

Enquanto meus colegas armazenavam gibis pornográficos, eu, ingenuamente, dedicava-me aos suspiros românticos dos folhetins das lojas.

 

A mãe assinava os produtos Avon e escolhia o que queria com círculos de caneta hidrocor vermelha.

 

O balcão da loja estava em casa, tangível e ilustrado para as donas do lar. A discrição e a privacidade protegiam o consumo. A publicação não chamava a atenção dos maridos para os gastos excessivos. Uma coisa era tudo chegar escandalosamente em sacolas e carnês; outra, silenciosamente pelos Correios.

 

A representante anotava os pedidos pessoalmente, de porta em porta, e esclarecia as dúvidas.

 

Existiam os vendedores de enciclopédia, que exploravam a aquisição do conhecimento, e as vendedoras do glamour, que nos seduziam com o acesso ao mundo da atração física. Os primeiros cuidavam da nossa alma intelectual; as segundas incentivavam os retoques na aparência.

 

Nos anos 1970, os catálogos correspondiam a pequenos manuais de desejo. Traziam não apenas os novos itens de maquiagem, mas uma atmosfera inteira de promessas de elegância, de modernidade, de mistério, de lábios sedosos e macios, de brilho no olhar, de unhas perfeitas.

 

Não me esqueço do bem-estar de folhear aquele papel esmaltado: tinha cheiro adocicado, de perfume embutido ali mesmo.

 

Cada seção exalava um pouco de talco, um pouco de colônia. Eu beijava as páginas como quem beija as bochechas de uma garota.

 

Eu me sentia transportado a um salão de beleza ao ver as capas onde mulheres sorriam discretamente, com seus cabelos volumosos e pérolas no pescoço. Foi a estreia do meu contato sensorial com o sexo oposto.

 

Minha iniciação na moda começou desse jeito secreto. Tanto que, até hoje, preservo uma reverência às revistas de promoção.

 

Não jogo fora. Para mim, não é um encarte comercial. Beatriz, minha esposa, não entende o apego. Pensa que não descarto por generosidade ao esforço da panfletagem – mal sabe a verdade.

 

Perco tempo comparando preços e analisando as ofertas.

 

Sou capaz de adquirir o que vejo pela frente. O que anseio profundamente é comprar de volta a minha infância.

 

Texto Adaptado CARPINEJAR, Fabrício. As revistinhas de minha mãe. O TEMPO, Belo Horizonte,

11 jul. 2025. Opinião. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/ fabricio-carpinejar/

2025/7/11/as-revistinhas-de-minha-mae. Acesso em: 27 ago. 2025.

 

Analise o trecho a seguir:

 

“Existiam os vendedores de enciclopédia, que exploravam a aquisição do conhecimento, e as vendedoras do glamour, que nos seduziam com o acesso ao mundo da atração física. Os primeiros cuidavam da nossa alma intelectual; as segundas incentivavam os retoques na aparência.”

 

Com base na análise sintática e nas relações de sentido estabelecidas no trecho, marque a opção correta.

 

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