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Assinale a alternativa que apresenta a palavra acentuada corretamente.
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O encantado baú de Ariano Suassuna: inéditos do autor, morto em 2014, continuam sendo publicados
Acervo deixado pelo escritor paraibano surpreende pela qualidade de milhares de páginas inéditas, artigos nunca reunidos em livro e incontáveis versões de obras já conhecidas
Em 9 de agosto de 1981, Ariano Suassuna (1927-2014) assustou todo mundo ao publicar uma “Despedida” no Diário de Pernambuco. Escreveu que, depois de deixar inconcluso um romance ao qual vinha se dedicando, começava a sair “do caos trevoso e palavroso da maldita Literatura”. “Não me cobrem mais livros que não estou mais escrevendo e pelos quais já perdi qualquer interesse”, afirmou. A perplexidade dos leitores foi tamanha que a mãe do autor, Dona Ritinha, então com 85 anos, precisou dizer à imprensa que a cabeça do filho estava “muito boa”. “Ele não vai deixar de escrever”, assegurou. Dona Ritinha estava certa. Suassuna não deixou de escrever nem de revisitar seus livros. Prova disso é que ainda hoje, quase uma década após sua morte, continuam saindo do baú do autor textos inéditos ou que só haviam aparecido em páginas de jornal, caso de “As infâncias de Quaderna”, a segunda parte do romance “História d’O Rei Degolado nas caatingas do Sertão”. Agora completo, o livro acaba de ser lançado em dois volumes ilustrados pelo filho do escritor, Manuel Dantas Suassuna.
Quando faleceu, Suassuna deixou um acervo com milhares de páginas a inventariar: inéditos em prosa e verso, textos publicados em jornais e nunca reunidos em livro, incontáveis versões de obras já conhecidas. É daí que vêm saindo as publicações póstumas do autor, que será homenageado na I Festa Literária de Santo André (18 a 20 de agosto). [...]
Inéditos póstumos
Em 2017, surgiu o primeiro inédito do baú de Suassuna: “Romance de Dom Pantero no palco dos pecadores”, que ele vinha reescrevendo há décadas e, após um infarto em 2013, decidiu terminar. Súmula de sua produção, a obra incorpora teatro, poesia, autobiografia, as aulas-espetáculo em que ele apresentava sua visão de cultura (que unia popular e erudito). O “Teatro completo” saiu em 2018, com sete peças inéditas, como “As conchambranças de Quaderna” e “O seguro”. Dois anos depois, veio à luz outro romance: “O sedutor do sertão ou o grande golpe da mulher e da malvada”, escrito em 1966 como roteiro para um filme nunca produzido e que se passa na Paraíba, em 1930, ano do assassinato do governador João Pessoa (estopim da Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas ao poder).
João Suassuna, pai do autor e ex-governador do Estado, foi acusado de mandante do crime e morto no Rio de Janeiro. Suassuna revisitou a tragédia familiar várias vezes em sua obra. Em “As infâncias de Quaderna”, o volume recém-publicado, dois personagens representam o pai do autor: o cômico Justino Quaderna, pai do narrador, e João Suarana, que prefere a morte à desonra. Suassuna acrescentou duas fotografias do pai ao texto, identificando-o como João Suarana. Newton Júnior conta que a dor da rememoração contínua da morte do pai foi uma das razões que levou o escritor a abandonar o projeto iniciado com “A pedra do reino” (1971). Originalmente, ele pensava numa trilogia. Cada romance teria cinco partes. No entanto, só concluiu o primeiro deles: “A pedra do reino”. Do segundo, “O rei degolado”, terminou duas partes: “Ao sol da Onça Caetana” e “As infâncias de Quaderna”. Chegou até a metade da terceira, “A guerra dos doze”, mas desistiu. Ninguém sabe o destino deste manuscrito. Abandonada a trilogia, Suassuna passou a investir em outro projeto: formar uma “ilumiara”, uma obra que abarcasse toda a sua produção e sintetizasse a cultura brasileira. Ele chegou a modificar algumas obras para permitir que seus personagens circulassem livremente de um livro a outro e assim completar sua ilumiara. Na quinta edição de “A pedra do reino” ele acrescentou João Grilo e Chicó, de “O auto da Compadecida”, à trama. No ano que vem, a Nova Fronteira lança a poesia completa de Suassuna, que inclui poemas inéditos. A editora também vai publicar uma adaptação de “O auto da Compadecida” em quadrinhos e as famosas aulas-espetáculo do paraibano em livro. Segundo Newton Júnior, é possível que, editada a poesia, não restem mais inéditos (com exceção da crítica de arte e teatral publicada apenas na imprensa). A não ser que, da papelada deixada pelo escritor, surja o manuscrito inacabado de “A guerra dos doze”. — Convivi tanto com Ariano, mexi tanto naquele escritório, mas nunca perguntei: “O manuscrito de ‘A guerra dos doze’ está aí para eu ver?”. Tanta coisa que a gente devia ter perguntado, mas só se lembra depois, né? — lamenta Newton Júnior.
Portal O Globo
Considere o excerto: “Ele chegou a modificar algumas obras para permitir que seus personagens circulassem livremente de um livro a outro”. Os pronomes “ele” e “seus” são, respectivamente:
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O encantado baú de Ariano Suassuna: inéditos do autor, morto em 2014, continuam sendo publicados
Acervo deixado pelo escritor paraibano surpreende pela qualidade de milhares de páginas inéditas, artigos nunca reunidos em livro e incontáveis versões de obras já conhecidas
Em 9 de agosto de 1981, Ariano Suassuna (1927-2014) assustou todo mundo ao publicar uma “Despedida” no Diário de Pernambuco. Escreveu que, depois de deixar inconcluso um romance ao qual vinha se dedicando, começava a sair “do caos trevoso e palavroso da maldita Literatura”. “Não me cobrem mais livros que não estou mais escrevendo e pelos quais já perdi qualquer interesse”, afirmou. A perplexidade dos leitores foi tamanha que a mãe do autor, Dona Ritinha, então com 85 anos, precisou dizer à imprensa que a cabeça do filho estava “muito boa”. “Ele não vai deixar de escrever”, assegurou. Dona Ritinha estava certa. Suassuna não deixou de escrever nem de revisitar seus livros. Prova disso é que ainda hoje, quase uma década após sua morte, continuam saindo do baú do autor textos inéditos ou que só haviam aparecido em páginas de jornal, caso de “As infâncias de Quaderna”, a segunda parte do romance “História d’O Rei Degolado nas caatingas do Sertão”. Agora completo, o livro acaba de ser lançado em dois volumes ilustrados pelo filho do escritor, Manuel Dantas Suassuna.
Quando faleceu, Suassuna deixou um acervo com milhares de páginas a inventariar: inéditos em prosa e verso, textos publicados em jornais e nunca reunidos em livro, incontáveis versões de obras já conhecidas. É daí que vêm saindo as publicações póstumas do autor, que será homenageado na I Festa Literária de Santo André (18 a 20 de agosto). [...]
Inéditos póstumos
Em 2017, surgiu o primeiro inédito do baú de Suassuna: “Romance de Dom Pantero no palco dos pecadores”, que ele vinha reescrevendo há décadas e, após um infarto em 2013, decidiu terminar. Súmula de sua produção, a obra incorpora teatro, poesia, autobiografia, as aulas-espetáculo em que ele apresentava sua visão de cultura (que unia popular e erudito). O “Teatro completo” saiu em 2018, com sete peças inéditas, como “As conchambranças de Quaderna” e “O seguro”. Dois anos depois, veio à luz outro romance: “O sedutor do sertão ou o grande golpe da mulher e da malvada”, escrito em 1966 como roteiro para um filme nunca produzido e que se passa na Paraíba, em 1930, ano do assassinato do governador João Pessoa (estopim da Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas ao poder).
João Suassuna, pai do autor e ex-governador do Estado, foi acusado de mandante do crime e morto no Rio de Janeiro. Suassuna revisitou a tragédia familiar várias vezes em sua obra. Em “As infâncias de Quaderna”, o volume recém-publicado, dois personagens representam o pai do autor: o cômico Justino Quaderna, pai do narrador, e João Suarana, que prefere a morte à desonra. Suassuna acrescentou duas fotografias do pai ao texto, identificando-o como João Suarana. Newton Júnior conta que a dor da rememoração contínua da morte do pai foi uma das razões que levou o escritor a abandonar o projeto iniciado com “A pedra do reino” (1971). Originalmente, ele pensava numa trilogia. Cada romance teria cinco partes. No entanto, só concluiu o primeiro deles: “A pedra do reino”. Do segundo, “O rei degolado”, terminou duas partes: “Ao sol da Onça Caetana” e “As infâncias de Quaderna”. Chegou até a metade da terceira, “A guerra dos doze”, mas desistiu. Ninguém sabe o destino deste manuscrito. Abandonada a trilogia, Suassuna passou a investir em outro projeto: formar uma “ilumiara”, uma obra que abarcasse toda a sua produção e sintetizasse a cultura brasileira. Ele chegou a modificar algumas obras para permitir que seus personagens circulassem livremente de um livro a outro e assim completar sua ilumiara. Na quinta edição de “A pedra do reino” ele acrescentou João Grilo e Chicó, de “O auto da Compadecida”, à trama. No ano que vem, a Nova Fronteira lança a poesia completa de Suassuna, que inclui poemas inéditos. A editora também vai publicar uma adaptação de “O auto da Compadecida” em quadrinhos e as famosas aulas-espetáculo do paraibano em livro. Segundo Newton Júnior, é possível que, editada a poesia, não restem mais inéditos (com exceção da crítica de arte e teatral publicada apenas na imprensa). A não ser que, da papelada deixada pelo escritor, surja o manuscrito inacabado de “A guerra dos doze”. — Convivi tanto com Ariano, mexi tanto naquele escritório, mas nunca perguntei: “O manuscrito de ‘A guerra dos doze’ está aí para eu ver?”. Tanta coisa que a gente devia ter perguntado, mas só se lembra depois, né? — lamenta Newton Júnior.
Portal O Globo
Considere as seguintes sentenças, retiradas do texto:
I. “Não me cobrem mais livros que não estou mais escrevendo”
II.“Suassuna acrescentou duas fotografias do pai ao texto, identificando-o como João Suarana.”
Nas sentenças dadas, a colocação dos pronomes “me” e “o” trata, respectivamente, de:
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O encantado baú de Ariano Suassuna: inéditos do autor, morto em 2014, continuam sendo publicados
Acervo deixado pelo escritor paraibano surpreende pela qualidade de milhares de páginas inéditas, artigos nunca reunidos em livro e incontáveis versões de obras já conhecidas
Em 9 de agosto de 1981, Ariano Suassuna (1927-2014) assustou todo mundo ao publicar uma “Despedida” no Diário de Pernambuco. Escreveu que, depois de deixar inconcluso um romance ao qual vinha se dedicando, começava a sair “do caos trevoso e palavroso da maldita Literatura”. “Não me cobrem mais livros que não estou mais escrevendo e pelos quais já perdi qualquer interesse”, afirmou. A perplexidade dos leitores foi tamanha que a mãe do autor, Dona Ritinha, então com 85 anos, precisou dizer à imprensa que a cabeça do filho estava “muito boa”. “Ele não vai deixar de escrever”, assegurou. Dona Ritinha estava certa. Suassuna não deixou de escrever nem de revisitar seus livros. Prova disso é que ainda hoje, quase uma década após sua morte, continuam saindo do baú do autor textos inéditos ou que só haviam aparecido em páginas de jornal, caso de “As infâncias de Quaderna”, a segunda parte do romance “História d’O Rei Degolado nas caatingas do Sertão”. Agora completo, o livro acaba de ser lançado em dois volumes ilustrados pelo filho do escritor, Manuel Dantas Suassuna.
Quando faleceu, Suassuna deixou um acervo com milhares de páginas a inventariar: inéditos em prosa e verso, textos publicados em jornais e nunca reunidos em livro, incontáveis versões de obras já conhecidas. É daí que vêm saindo as publicações póstumas do autor, que será homenageado na I Festa Literária de Santo André (18 a 20 de agosto). [...]
Inéditos póstumos
Em 2017, surgiu o primeiro inédito do baú de Suassuna: “Romance de Dom Pantero no palco dos pecadores”, que ele vinha reescrevendo há décadas e, após um infarto em 2013, decidiu terminar. Súmula de sua produção, a obra incorpora teatro, poesia, autobiografia, as aulas-espetáculo em que ele apresentava sua visão de cultura (que unia popular e erudito). O “Teatro completo” saiu em 2018, com sete peças inéditas, como “As conchambranças de Quaderna” e “O seguro”. Dois anos depois, veio à luz outro romance: “O sedutor do sertão ou o grande golpe da mulher e da malvada”, escrito em 1966 como roteiro para um filme nunca produzido e que se passa na Paraíba, em 1930, ano do assassinato do governador João Pessoa (estopim da Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas ao poder).
João Suassuna, pai do autor e ex-governador do Estado, foi acusado de mandante do crime e morto no Rio de Janeiro. Suassuna revisitou a tragédia familiar várias vezes em sua obra. Em “As infâncias de Quaderna”, o volume recém-publicado, dois personagens representam o pai do autor: o cômico Justino Quaderna, pai do narrador, e João Suarana, que prefere a morte à desonra. Suassuna acrescentou duas fotografias do pai ao texto, identificando-o como João Suarana. Newton Júnior conta que a dor da rememoração contínua da morte do pai foi uma das razões que levou o escritor a abandonar o projeto iniciado com “A pedra do reino” (1971). Originalmente, ele pensava numa trilogia. Cada romance teria cinco partes. No entanto, só concluiu o primeiro deles: “A pedra do reino”. Do segundo, “O rei degolado”, terminou duas partes: “Ao sol da Onça Caetana” e “As infâncias de Quaderna”. Chegou até a metade da terceira, “A guerra dos doze”, mas desistiu. Ninguém sabe o destino deste manuscrito. Abandonada a trilogia, Suassuna passou a investir em outro projeto: formar uma “ilumiara”, uma obra que abarcasse toda a sua produção e sintetizasse a cultura brasileira. Ele chegou a modificar algumas obras para permitir que seus personagens circulassem livremente de um livro a outro e assim completar sua ilumiara. Na quinta edição de “A pedra do reino” ele acrescentou João Grilo e Chicó, de “O auto da Compadecida”, à trama. No ano que vem, a Nova Fronteira lança a poesia completa de Suassuna, que inclui poemas inéditos. A editora também vai publicar uma adaptação de “O auto da Compadecida” em quadrinhos e as famosas aulas-espetáculo do paraibano em livro. Segundo Newton Júnior, é possível que, editada a poesia, não restem mais inéditos (com exceção da crítica de arte e teatral publicada apenas na imprensa). A não ser que, da papelada deixada pelo escritor, surja o manuscrito inacabado de “A guerra dos doze”. — Convivi tanto com Ariano, mexi tanto naquele escritório, mas nunca perguntei: “O manuscrito de ‘A guerra dos doze’ está aí para eu ver?”. Tanta coisa que a gente devia ter perguntado, mas só se lembra depois, né? — lamenta Newton Júnior.
Portal O Globo
Considere as seguintes sentenças, retiradas do texto:
I. “Suassuna passou a investir em outro projeto”
II. “Ninguém sabe o destino deste manuscrito”
Em relação à regência, os verbos “investir” e “sabe”, nas sentenças dadas, são, respectivamente:
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O encantado baú de Ariano Suassuna: inéditos do autor, morto em 2014, continuam sendo publicados
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Em 9 de agosto de 1981, Ariano Suassuna (1927-2014) assustou todo mundo ao publicar uma “Despedida” no Diário de Pernambuco. Escreveu que, depois de deixar inconcluso um romance ao qual vinha se dedicando, começava a sair “do caos trevoso e palavroso da maldita Literatura”. “Não me cobrem mais livros que não estou mais escrevendo e pelos quais já perdi qualquer interesse”, afirmou. A perplexidade dos leitores foi tamanha que a mãe do autor, Dona Ritinha, então com 85 anos, precisou dizer à imprensa que a cabeça do filho estava “muito boa”. “Ele não vai deixar de escrever”, assegurou. Dona Ritinha estava certa. Suassuna não deixou de escrever nem de revisitar seus livros. Prova disso é que ainda hoje, quase uma década após sua morte, continuam saindo do baú do autor textos inéditos ou que só haviam aparecido em páginas de jornal, caso de “As infâncias de Quaderna”, a segunda parte do romance “História d’O Rei Degolado nas caatingas do Sertão”. Agora completo, o livro acaba de ser lançado em dois volumes ilustrados pelo filho do escritor, Manuel Dantas Suassuna.
Quando faleceu, Suassuna deixou um acervo com milhares de páginas a inventariar: inéditos em prosa e verso, textos publicados em jornais e nunca reunidos em livro, incontáveis versões de obras já conhecidas. É daí que vêm saindo as publicações póstumas do autor, que será homenageado na I Festa Literária de Santo André (18 a 20 de agosto). [...]
Inéditos póstumos
Em 2017, surgiu o primeiro inédito do baú de Suassuna: “Romance de Dom Pantero no palco dos pecadores”, que ele vinha reescrevendo há décadas e, após um infarto em 2013, decidiu terminar. Súmula de sua produção, a obra incorpora teatro, poesia, autobiografia, as aulas-espetáculo em que ele apresentava sua visão de cultura (que unia popular e erudito). O “Teatro completo” saiu em 2018, com sete peças inéditas, como “As conchambranças de Quaderna” e “O seguro”. Dois anos depois, veio à luz outro romance: “O sedutor do sertão ou o grande golpe da mulher e da malvada”, escrito em 1966 como roteiro para um filme nunca produzido e que se passa na Paraíba, em 1930, ano do assassinato do governador João Pessoa (estopim da Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas ao poder).
João Suassuna, pai do autor e ex-governador do Estado, foi acusado de mandante do crime e morto no Rio de Janeiro. Suassuna revisitou a tragédia familiar várias vezes em sua obra. Em “As infâncias de Quaderna”, o volume recém-publicado, dois personagens representam o pai do autor: o cômico Justino Quaderna, pai do narrador, e João Suarana, que prefere a morte à desonra. Suassuna acrescentou duas fotografias do pai ao texto, identificando-o como João Suarana. Newton Júnior conta que a dor da rememoração contínua da morte do pai foi uma das razões que levou o escritor a abandonar o projeto iniciado com “A pedra do reino” (1971). Originalmente, ele pensava numa trilogia. Cada romance teria cinco partes. No entanto, só concluiu o primeiro deles: “A pedra do reino”. Do segundo, “O rei degolado”, terminou duas partes: “Ao sol da Onça Caetana” e “As infâncias de Quaderna”. Chegou até a metade da terceira, “A guerra dos doze”, mas desistiu. Ninguém sabe o destino deste manuscrito. Abandonada a trilogia, Suassuna passou a investir em outro projeto: formar uma “ilumiara”, uma obra que abarcasse toda a sua produção e sintetizasse a cultura brasileira. Ele chegou a modificar algumas obras para permitir que seus personagens circulassem livremente de um livro a outro e assim completar sua ilumiara. Na quinta edição de “A pedra do reino” ele acrescentou João Grilo e Chicó, de “O auto da Compadecida”, à trama. No ano que vem, a Nova Fronteira lança a poesia completa de Suassuna, que inclui poemas inéditos. A editora também vai publicar uma adaptação de “O auto da Compadecida” em quadrinhos e as famosas aulas-espetáculo do paraibano em livro. Segundo Newton Júnior, é possível que, editada a poesia, não restem mais inéditos (com exceção da crítica de arte e teatral publicada apenas na imprensa). A não ser que, da papelada deixada pelo escritor, surja o manuscrito inacabado de “A guerra dos doze”. — Convivi tanto com Ariano, mexi tanto naquele escritório, mas nunca perguntei: “O manuscrito de ‘A guerra dos doze’ está aí para eu ver?”. Tanta coisa que a gente devia ter perguntado, mas só se lembra depois, né? — lamenta Newton Júnior.
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Em relação às classes gramaticais, no trecho “Suassuna revisitou a tragédia familiar várias vezes em sua obra”, as palavras “a”, “tragédia”, “familiar”, “sua” e “obra” são, respectivamente:
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Acervo deixado pelo escritor paraibano surpreende pela qualidade de milhares de páginas inéditas, artigos nunca reunidos em livro e incontáveis versões de obras já conhecidas
Em 9 de agosto de 1981, Ariano Suassuna (1927-2014) assustou todo mundo ao publicar uma “Despedida” no Diário de Pernambuco. Escreveu que, depois de deixar inconcluso um romance ao qual vinha se dedicando, começava a sair “do caos trevoso e palavroso da maldita Literatura”. “Não me cobrem mais livros que não estou mais escrevendo e pelos quais já perdi qualquer interesse”, afirmou. A perplexidade dos leitores foi tamanha que a mãe do autor, Dona Ritinha, então com 85 anos, precisou dizer à imprensa que a cabeça do filho estava “muito boa”. “Ele não vai deixar de escrever”, assegurou. Dona Ritinha estava certa. Suassuna não deixou de escrever nem de revisitar seus livros. Prova disso é que ainda hoje, quase uma década após sua morte, continuam saindo do baú do autor textos inéditos ou que só haviam aparecido em páginas de jornal, caso de “As infâncias de Quaderna”, a segunda parte do romance “História d’O Rei Degolado nas caatingas do Sertão”. Agora completo, o livro acaba de ser lançado em dois volumes ilustrados pelo filho do escritor, Manuel Dantas Suassuna.
Quando faleceu, Suassuna deixou um acervo com milhares de páginas a inventariar: inéditos em prosa e verso, textos publicados em jornais e nunca reunidos em livro, incontáveis versões de obras já conhecidas. É daí que vêm saindo as publicações póstumas do autor, que será homenageado na I Festa Literária de Santo André (18 a 20 de agosto). [...]
Inéditos póstumos
Em 2017, surgiu o primeiro inédito do baú de Suassuna: “Romance de Dom Pantero no palco dos pecadores”, que ele vinha reescrevendo há décadas e, após um infarto em 2013, decidiu terminar. Súmula de sua produção, a obra incorpora teatro, poesia, autobiografia, as aulas-espetáculo em que ele apresentava sua visão de cultura (que unia popular e erudito). O “Teatro completo” saiu em 2018, com sete peças inéditas, como “As conchambranças de Quaderna” e “O seguro”. Dois anos depois, veio à luz outro romance: “O sedutor do sertão ou o grande golpe da mulher e da malvada”, escrito em 1966 como roteiro para um filme nunca produzido e que se passa na Paraíba, em 1930, ano do assassinato do governador João Pessoa (estopim da Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas ao poder).
João Suassuna, pai do autor e ex-governador do Estado, foi acusado de mandante do crime e morto no Rio de Janeiro. Suassuna revisitou a tragédia familiar várias vezes em sua obra. Em “As infâncias de Quaderna”, o volume recém-publicado, dois personagens representam o pai do autor: o cômico Justino Quaderna, pai do narrador, e João Suarana, que prefere a morte à desonra. Suassuna acrescentou duas fotografias do pai ao texto, identificando-o como João Suarana. Newton Júnior conta que a dor da rememoração contínua da morte do pai foi uma das razões que levou o escritor a abandonar o projeto iniciado com “A pedra do reino” (1971). Originalmente, ele pensava numa trilogia. Cada romance teria cinco partes. No entanto, só concluiu o primeiro deles: “A pedra do reino”. Do segundo, “O rei degolado”, terminou duas partes: “Ao sol da Onça Caetana” e “As infâncias de Quaderna”. Chegou até a metade da terceira, “A guerra dos doze”, mas desistiu. Ninguém sabe o destino deste manuscrito. Abandonada a trilogia, Suassuna passou a investir em outro projeto: formar uma “ilumiara”, uma obra que abarcasse toda a sua produção e sintetizasse a cultura brasileira. Ele chegou a modificar algumas obras para permitir que seus personagens circulassem livremente de um livro a outro e assim completar sua ilumiara. Na quinta edição de “A pedra do reino” ele acrescentou João Grilo e Chicó, de “O auto da Compadecida”, à trama. No ano que vem, a Nova Fronteira lança a poesia completa de Suassuna, que inclui poemas inéditos. A editora também vai publicar uma adaptação de “O auto da Compadecida” em quadrinhos e as famosas aulas-espetáculo do paraibano em livro. Segundo Newton Júnior, é possível que, editada a poesia, não restem mais inéditos (com exceção da crítica de arte e teatral publicada apenas na imprensa). A não ser que, da papelada deixada pelo escritor, surja o manuscrito inacabado de “A guerra dos doze”. — Convivi tanto com Ariano, mexi tanto naquele escritório, mas nunca perguntei: “O manuscrito de ‘A guerra dos doze’ está aí para eu ver?”. Tanta coisa que a gente devia ter perguntado, mas só se lembra depois, né? — lamenta Newton Júnior.
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Considere o seguinte excerto: “Ele não vai deixar de escrever”. O pronome “Ele” se refere a:
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O encantado baú de Ariano Suassuna: inéditos do autor, morto em 2014, continuam sendo publicados
Acervo deixado pelo escritor paraibano surpreende pela qualidade de milhares de páginas inéditas, artigos nunca reunidos em livro e incontáveis versões de obras já conhecidas
Em 9 de agosto de 1981, Ariano Suassuna (1927-2014) assustou todo mundo ao publicar uma “Despedida” no Diário de Pernambuco. Escreveu que, depois de deixar inconcluso um romance ao qual vinha se dedicando, começava a sair “do caos trevoso e palavroso da maldita Literatura”. “Não me cobrem mais livros que não estou mais escrevendo e pelos quais já perdi qualquer interesse”, afirmou. A perplexidade dos leitores foi tamanha que a mãe do autor, Dona Ritinha, então com 85 anos, precisou dizer à imprensa que a cabeça do filho estava “muito boa”. “Ele não vai deixar de escrever”, assegurou. Dona Ritinha estava certa. Suassuna não deixou de escrever nem de revisitar seus livros. Prova disso é que ainda hoje, quase uma década após sua morte, continuam saindo do baú do autor textos inéditos ou que só haviam aparecido em páginas de jornal, caso de “As infâncias de Quaderna”, a segunda parte do romance “História d’O Rei Degolado nas caatingas do Sertão”. Agora completo, o livro acaba de ser lançado em dois volumes ilustrados pelo filho do escritor, Manuel Dantas Suassuna.
Quando faleceu, Suassuna deixou um acervo com milhares de páginas a inventariar: inéditos em prosa e verso, textos publicados em jornais e nunca reunidos em livro, incontáveis versões de obras já conhecidas. É daí que vêm saindo as publicações póstumas do autor, que será homenageado na I Festa Literária de Santo André (18 a 20 de agosto). [...]
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Em 2017, surgiu o primeiro inédito do baú de Suassuna: “Romance de Dom Pantero no palco dos pecadores”, que ele vinha reescrevendo há décadas e, após um infarto em 2013, decidiu terminar. Súmula de sua produção, a obra incorpora teatro, poesia, autobiografia, as aulas-espetáculo em que ele apresentava sua visão de cultura (que unia popular e erudito). O “Teatro completo” saiu em 2018, com sete peças inéditas, como “As conchambranças de Quaderna” e “O seguro”. Dois anos depois, veio à luz outro romance: “O sedutor do sertão ou o grande golpe da mulher e da malvada”, escrito em 1966 como roteiro para um filme nunca produzido e que se passa na Paraíba, em 1930, ano do assassinato do governador João Pessoa (estopim da Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas ao poder).
João Suassuna, pai do autor e ex-governador do Estado, foi acusado de mandante do crime e morto no Rio de Janeiro. Suassuna revisitou a tragédia familiar várias vezes em sua obra. Em “As infâncias de Quaderna”, o volume recém-publicado, dois personagens representam o pai do autor: o cômico Justino Quaderna, pai do narrador, e João Suarana, que prefere a morte à desonra. Suassuna acrescentou duas fotografias do pai ao texto, identificando-o como João Suarana. Newton Júnior conta que a dor da rememoração contínua da morte do pai foi uma das razões que levou o escritor a abandonar o projeto iniciado com “A pedra do reino” (1971). Originalmente, ele pensava numa trilogia. Cada romance teria cinco partes. No entanto, só concluiu o primeiro deles: “A pedra do reino”. Do segundo, “O rei degolado”, terminou duas partes: “Ao sol da Onça Caetana” e “As infâncias de Quaderna”. Chegou até a metade da terceira, “A guerra dos doze”, mas desistiu. Ninguém sabe o destino deste manuscrito. Abandonada a trilogia, Suassuna passou a investir em outro projeto: formar uma “ilumiara”, uma obra que abarcasse toda a sua produção e sintetizasse a cultura brasileira. Ele chegou a modificar algumas obras para permitir que seus personagens circulassem livremente de um livro a outro e assim completar sua ilumiara. Na quinta edição de “A pedra do reino” ele acrescentou João Grilo e Chicó, de “O auto da Compadecida”, à trama. No ano que vem, a Nova Fronteira lança a poesia completa de Suassuna, que inclui poemas inéditos. A editora também vai publicar uma adaptação de “O auto da Compadecida” em quadrinhos e as famosas aulas-espetáculo do paraibano em livro. Segundo Newton Júnior, é possível que, editada a poesia, não restem mais inéditos (com exceção da crítica de arte e teatral publicada apenas na imprensa). A não ser que, da papelada deixada pelo escritor, surja o manuscrito inacabado de “A guerra dos doze”. — Convivi tanto com Ariano, mexi tanto naquele escritório, mas nunca perguntei: “O manuscrito de ‘A guerra dos doze’ está aí para eu ver?”. Tanta coisa que a gente devia ter perguntado, mas só se lembra depois, né? — lamenta Newton Júnior.
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O trecho “Ninguém sabe o destino deste manuscrito” se refere ao manuscrito:
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Acervo deixado pelo escritor paraibano surpreende pela qualidade de milhares de páginas inéditas, artigos nunca reunidos em livro e incontáveis versões de obras já conhecidas
Em 9 de agosto de 1981, Ariano Suassuna (1927-2014) assustou todo mundo ao publicar uma “Despedida” no Diário de Pernambuco. Escreveu que, depois de deixar inconcluso um romance ao qual vinha se dedicando, começava a sair “do caos trevoso e palavroso da maldita Literatura”. “Não me cobrem mais livros que não estou mais escrevendo e pelos quais já perdi qualquer interesse”, afirmou. A perplexidade dos leitores foi tamanha que a mãe do autor, Dona Ritinha, então com 85 anos, precisou dizer à imprensa que a cabeça do filho estava “muito boa”. “Ele não vai deixar de escrever”, assegurou. Dona Ritinha estava certa. Suassuna não deixou de escrever nem de revisitar seus livros. Prova disso é que ainda hoje, quase uma década após sua morte, continuam saindo do baú do autor textos inéditos ou que só haviam aparecido em páginas de jornal, caso de “As infâncias de Quaderna”, a segunda parte do romance “História d’O Rei Degolado nas caatingas do Sertão”. Agora completo, o livro acaba de ser lançado em dois volumes ilustrados pelo filho do escritor, Manuel Dantas Suassuna.
Quando faleceu, Suassuna deixou um acervo com milhares de páginas a inventariar: inéditos em prosa e verso, textos publicados em jornais e nunca reunidos em livro, incontáveis versões de obras já conhecidas. É daí que vêm saindo as publicações póstumas do autor, que será homenageado na I Festa Literária de Santo André (18 a 20 de agosto). [...]
Inéditos póstumos
Em 2017, surgiu o primeiro inédito do baú de Suassuna: “Romance de Dom Pantero no palco dos pecadores”, que ele vinha reescrevendo há décadas e, após um infarto em 2013, decidiu terminar. Súmula de sua produção, a obra incorpora teatro, poesia, autobiografia, as aulas-espetáculo em que ele apresentava sua visão de cultura (que unia popular e erudito). O “Teatro completo” saiu em 2018, com sete peças inéditas, como “As conchambranças de Quaderna” e “O seguro”. Dois anos depois, veio à luz outro romance: “O sedutor do sertão ou o grande golpe da mulher e da malvada”, escrito em 1966 como roteiro para um filme nunca produzido e que se passa na Paraíba, em 1930, ano do assassinato do governador João Pessoa (estopim da Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas ao poder).
João Suassuna, pai do autor e ex-governador do Estado, foi acusado de mandante do crime e morto no Rio de Janeiro. Suassuna revisitou a tragédia familiar várias vezes em sua obra. Em “As infâncias de Quaderna”, o volume recém-publicado, dois personagens representam o pai do autor: o cômico Justino Quaderna, pai do narrador, e João Suarana, que prefere a morte à desonra. Suassuna acrescentou duas fotografias do pai ao texto, identificando-o como João Suarana. Newton Júnior conta que a dor da rememoração contínua da morte do pai foi uma das razões que levou o escritor a abandonar o projeto iniciado com “A pedra do reino” (1971). Originalmente, ele pensava numa trilogia. Cada romance teria cinco partes. No entanto, só concluiu o primeiro deles: “A pedra do reino”. Do segundo, “O rei degolado”, terminou duas partes: “Ao sol da Onça Caetana” e “As infâncias de Quaderna”. Chegou até a metade da terceira, “A guerra dos doze”, mas desistiu. Ninguém sabe o destino deste manuscrito. Abandonada a trilogia, Suassuna passou a investir em outro projeto: formar uma “ilumiara”, uma obra que abarcasse toda a sua produção e sintetizasse a cultura brasileira. Ele chegou a modificar algumas obras para permitir que seus personagens circulassem livremente de um livro a outro e assim completar sua ilumiara. Na quinta edição de “A pedra do reino” ele acrescentou João Grilo e Chicó, de “O auto da Compadecida”, à trama. No ano que vem, a Nova Fronteira lança a poesia completa de Suassuna, que inclui poemas inéditos. A editora também vai publicar uma adaptação de “O auto da Compadecida” em quadrinhos e as famosas aulas-espetáculo do paraibano em livro. Segundo Newton Júnior, é possível que, editada a poesia, não restem mais inéditos (com exceção da crítica de arte e teatral publicada apenas na imprensa). A não ser que, da papelada deixada pelo escritor, surja o manuscrito inacabado de “A guerra dos doze”. — Convivi tanto com Ariano, mexi tanto naquele escritório, mas nunca perguntei: “O manuscrito de ‘A guerra dos doze’ está aí para eu ver?”. Tanta coisa que a gente devia ter perguntado, mas só se lembra depois, né? — lamenta Newton Júnior.
Portal O Globo
Considere o excerto “Suassuna passou a investir em outro projeto: formar uma ‘ilumiara’”. De acordo com o texto, “formar uma ‘ilumiara’” pode ser entendido como:
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