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O calor infernal nas regiões Sul e Sudeste no começo do ano parece um evento singular. Uma breve retrospectiva da história do planeta nos últimos anos, contudo, mostra que esses episódios estão se tornando cada vez mais comuns. Sem dúvida alguma, haverá outras ondas de calor tão fortes quanto essa ou maiores que ela ao longo das próximas décadas. Esses são os chamados “eventos extremos”. Nesse rótulo se enquadram a ampliação do número de furacões por temporada, as secas na Amazônia, as ondas de calor e os alagamentos, entre outros. O aumento da frequência dos eventos extremos é o principal sintoma das mudanças climáticas — que vão muito além do calor. É o que cientistas afirmam há anos. Pode parecer paradoxal, mas os modelos climáticos explicam como o aumento médio de temperatura da Terra leva a invernos mais rigorosos. Sobre o Polo Norte, existe o que os cientistas chamam de vórtice polar. É um ciclone permanente que fica ali, girando. Em sua força normal, ele segura as frentes frias nessas altas latitudes. Entretanto, com a temperatura da Terra cada vez mais alta, existe uma tendência de que o vórtice polar se enfraqueça. Assim, as frentes frias, antes fortemente presas naquela região, dissipam-se para latitudes mais baixas, o que faz com que o frio polar chegue aos Estados Unidos da América, por exemplo. Mudança climática não é sinônimo puro e simples de aumento da temperatura média da Terra. Outros processos, que envolvem a possível savanização da Amazônia, o aumento dos desertos e o deslocamento das regiões mais propícias para a agricultura, também estão inclusos no pacote.

Salvador Nogueira. Clima extremo. In: Superinteressante, mar./2014 (com adaptações).

Em relação ao texto acima, julgue o item a seguir.

A substituição da forma verbal “chamam” pela forma verbal denominam não prejudicaria a correção gramatical ou o sentido original do texto.

 

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A compelling case can be made for mandatory audit rotation that auditors who keep the same client for too long get excessively cosy with its management. As somebody has put it, “When the same incumbent firm has been in place for 100 years, to me that’s not an audit, that’s a joint venture.”
Most academic studies have either found no link between the length of a relationship and its quality, or determined that longer tenures yield better results, because the accountants have time to master the intricacies of clients’ businesses. Obliging companies to solicit bids at regular intervals, as Britain does, has shaken up the business: HSBC said in August that it will drop KPMG in favour of PwC; on December 2nd Unilever announced that it is making the opposite switch. Indeed, the big accounting firms argue that forced rotation would reduce competition by preventing the incumbent from bidding.
Proponents counter that the accounting giants, and academics whose research is often financed by them, have good reason to resist change. Among the reform’s strongest supporters are smaller firms that hope to break the Big Four’s stranglehold.
Yet even the most vocal advocates of mandatory rotation concede that it is no magic bullet. Auditors have a conflict of interest at the heart of their business — they are paid by the companies they are supposed to assess objectively. Unless that changes, there will be no substitute for investors doing their own due diligence.
Idem (adapted).
Judge the following item, according to the text above.
The expression “magic bullet” could be correctly replaced by cure-all, wonder drug or perfect solution, without any change in its meaning.
 

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552234 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados
Soneto XCVIII
Destes penhascos fez a natureza
O berço, em que nasci! oh quem cuidara,
Que entre penhas tão duras se criara
Uma alma terna, um peito sem dureza!
Amor, que vence os tigres por empresa
Tomou logo render-me; ele declara
Contra o meu coração guerra tão rara,
Que não me foi bastante a fortaleza.
Por mais que eu mesmo conhecesse o dano,
A que dava ocasião minha brandura,
Nunca pude fugir ao cego engano:
Vós, que ostentais a condição mais dura,
Temei, penhas, temei; que Amor tirano,
Onde há mais resistência, mais se apura.
Cláudio Manuel da Costa. Internet: < w w w . j o r n a l d e p o e s i a . j o r . b r > .
Em relação ao poema acima apresentado e aos períodos iniciais da história da literatura brasileira, julgue o próximo item.
Por ser construído com base no jogo de imagens antitéticas, característico do cultismo, o soneto acima pode ser considerado representante do Barroco brasileiro.
 

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As far back as 4000 B.C., historians believe, formal record-keeping systems were first instituted by organized businesses and governments in the Near East to allay their concerns about correctly accounting for receipts and disbursements and collecting taxes. Similar developments occurred with respect to the Zhao dynasty in China (1122-256 B.C.). The need for and indications of audits can be traced back to public finance systems in Babylonia, Greece, the Roman Empire, the City States of Italy, etc., all of which developed a detailed system of checks and counterchecks. Specifically, these governments were worried about incompetent officials prone to making bookkeeping errors and inaccuracies as well as corrupt officials who were motivated to perpetrate fraud whenever the opportunity arose. Even the Bible (referring to the period between 1800 B.C. and A.D. 95) explains the basic rationale for instituting controls rather straightforwardly: “…if employees have an opportunity to steal they may take advantage of it.” The Bible also contains examples of good internal control practices, such as dual custody of assets, restriction of access to assets, and segregation of duties, as well as examples of the need for competent and honest employees. Historically then, the emergence of double-entry bookkeeping in circa 1494 A.D. can be directly traced to the critical need for exercising stewardship and control. Throughout European history, for instance, fraud cases — such as the South Sea bubble of the 18th century, and the tulip scandal — provided the justification for exercising more control over managers.
S. Ramamoorti. Internal auditing: history, evolution, and prospects. p. 3. Internet: <https://na.theiia.org> (adapted).
According to the text above, judge the following item.
The word “allay” is used as a verb and it means reduce or ease.
 

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Tarde de verão, é levado ao jardim na cadeira de braços — sobre a palhinha dura a capa de plástico e, apesar do calor, manta xadrez no joelho. Cabeça caída no peito, um fio de baba no queixo. Sozinho, regala-se com o trino da corruíra, um cacho dourado de giesta e, ao arrepio da brisa, as folhinhas do chorão faiscando — verde, verde! Primeira vez depois do insulto cerebral aquela ânsia de viver. De novo um homem, não barata leprosa com caspa na sobrancelha — e, a sombra das folhas na cabecinha trêmula, adormece. Gritos: Recolha a roupa. Maria, feche a janela. Prendeu o Nero? Rebenta com fúria o temporal. Aos trancos João ergue o rosto, a chuva escorre na boca torta. Revira em agonia o olho vermelho — é uma coisa, que a família esquece na confusão de recolher a roupa e fechar as janelas?

Dalton Trevisan. Ah, é? Rio de Janeiro: Record, 1994. p. 67 (com adaptações).

Em relação ao texto acima, julgue o item.

O uso das formas verbais “ergue” e “Revira”, denotativas de movimento, indica a recuperação física do personagem, decorrente da retomada da “ânsia de viver”.

 

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545788 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

Eis a razão pela qual acredito estarmos caminhando para a edificação de uma nova ordem mundial, assentada em parâmetros razoavelmente distintos daqueles que prevaleceram nas duas últimas décadas. Aprendemos que o fim do sistema bipolar (...) não teve o dom de sepultar interesses divergentes e claros antagonismos, sempre presentes na área internacional. Entendemos, ademais, que o mercado, por sua própria natureza, não é a instância adequada para tomar decisões políticas, que afetam milhões de pessoas. Por fim, mas não menos significativo, percebemos que o combate a um inimigo difuso, a cuja sanha destruidora e ensandecida todos devemos opor tenaz resistência para dela não nos tornarmos reféns, requer esforço conjunto e solidário, somente possível pelo acordo que não se impõe, mas que se celebra pela busca de convergência possível. Isso é Política.

É nesse novo quadro histórico que emerge, renovada e fortalecida, a instituição parlamentar. Dela se espera, agora mais do que nunca, que agregue às suas funções tradicionais — debater, legislar e fiscalizar — novos e mais amplos horizontes de atuação, nos quais a política externa e as relações internacionais ocupam posição nuclear. Não mais se admite que, ao Parlamento, caibam apenas funções subsidiárias, a homologar decisões do Executivo, quase sempre desempenhando um papel que não foge do mero formalismo. Referendar tratados e acordos internacionais, sem a mínima possibilidade de interferir em sua elaboração, deverá constituir-se em imagem do passado, página virada de uma História que estimaríamos não mais se repetisse.

(...)

Eis porque, Caros Colegas de todas as Américas, nosso maior desafio, nestes tempos de tantas incertezas e permanentes tensões, é prover o Parlamento das mais amplas condições, a começar pela excelência técnica, para participar ativamente do processo das grandes decisões, das nacionais àquelas que envolvem as relações internacionais. Assumir a parcela que lhe cabe, na construção de uma nova ordem mundial, mais justa e equânime, é missão da qual não pode fugir, sob pena de desfigurar-se por completo como voz da cidadania.

Estou certo de que esse desafio se transforma em nosso compromisso. E, assim, estaremos contribuindo para a construção de um mundo melhor. Com os pés fixos em nossa província, zelando pelo bem-estar dos cidadãos que representamos, haveremos de alçar voos maiores lançando nosso atento olhar para todo o planeta.

Ramez Tebet. Discurso proferido na Abertura da III Conferência Parlamentar das Américas. Rio de Janeiro, 19/11/2001.

Em relação ao texto acima, julgue o item.

A proximidade fonética dos vocábulos “divergentes”/“presentes”, “sanha”/“ensandecida e “reféns”/“requer” forma ecos, estratégia retórica cujo abuso pode implicar a distração da audiência, no que se refere à percepção do conteúdo da mensagem.

 

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545651 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

Extrato 1

A proposição foi apreciada, preliminarmente, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, que concluiu por sua juridicidade, constitucionalidade e legalidade. Em seguida, o projeto foi encaminhado à Comissão de Direitos Humanos, que, em sua análise de mérito, opinou pela aprovação da matéria com o substitutivo que apresentou.

Extrato 2

Art. 3.º A divulgação das mensagens, nos jornais de circulação diária e nas emissoras de rádio e tevê, será realizada obrigatoriamente uma vez por semana no mínimo, sempre no mesmo dia e horário.

Extrato 3

A proposta tem inegável relevância social, porque pode beneficiar milhões e milhões de brasileiros carentes e porque pretende estabelecer apoio diferenciado a dois segmentos quase sempre excluídos da participação na vida pública: as pessoas com deficiência e os idosos.

Extrato 4

Art. 5.º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em contrário.

Extrato 5

Art. 1.º Acrescente-se ao rol dos direitos sociais inscritos no art. 6.º da Constituição Federal o direito à felicidade.

Com base no teor dos extratos acima, na praxe de redação parlamentar da Câmara dos Deputados e nas prescrições legais acerca da matéria, julgue os próximos item.

O texto do Extrato 1 veicula tramitação de um projeto (matéria típica da primeira parte de um parecer, denominada relatório), sendo irretocável no que se refere à correção gramatical, à clareza e à precisão.

 

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O calor infernal nas regiões Sul e Sudeste no começo do ano parece um evento singular. Uma breve retrospectiva da história do planeta nos últimos anos, contudo, mostra que esses episódios estão se tornando cada vez mais comuns. Sem dúvida alguma, haverá outras ondas de calor tão fortes quanto essa ou maiores que ela ao longo das próximas décadas. Esses são os chamados “eventos extremos”. Nesse rótulo se enquadram a ampliação do número de furacões por temporada, as secas na Amazônia, as ondas de calor e os alagamentos, entre outros. O aumento da frequência dos eventos extremos é o principal sintoma das mudanças climáticas — que vão muito além do calor. É o que cientistas afirmam há anos. Pode parecer paradoxal, mas os modelos climáticos explicam como o aumento médio de temperatura da Terra leva a invernos mais rigorosos. Sobre o Polo Norte, existe o que os cientistas chamam de vórtice polar. É um ciclone permanente que fica ali, girando. Em sua força normal, ele segura as frentes frias nessas altas latitudes. Entretanto, com a temperatura da Terra cada vez mais alta, existe uma tendência de que o vórtice polar se enfraqueça. Assim, as frentes frias, antes fortemente presas naquela região, dissipam-se para latitudes mais baixas, o que faz com que o frio polar chegue aos Estados Unidos da América, por exemplo. Mudança climática não é sinônimo puro e simples de aumento da temperatura média da Terra. Outros processos, que envolvem a possível savanização da Amazônia, o aumento dos desertos e o deslocamento das regiões mais propícias para a agricultura, também estão inclusos no pacote.

Salvador Nogueira. Clima extremo. In: Superinteressante, mar./2014 (com adaptações).

Em relação ao texto acima, julgue o item a seguir.

A substituição da forma verbal “haverá” por existirá não prejudicaria nem o sentido nem a correção gramatical do texto.

 

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As far back as 4000 B.C., historians believe, formal record-keeping systems were first instituted by organized businesses and governments in the Near East to allay their concerns about correctly accounting for receipts and disbursements and collecting taxes. Similar developments occurred with respect to the Zhao dynasty in China (1122-256 B.C.). The need for and indications of audits can be traced back to public finance systems in Babylonia, Greece, the Roman Empire, the City States of Italy, etc., all of which developed a detailed system of checks and counterchecks. Specifically, these governments were worried about incompetent officials prone to making bookkeeping errors and inaccuracies as well as corrupt officials who were motivated to perpetrate fraud whenever the opportunity arose. Even the Bible (referring to the period between 1800 B.C. and A.D. 95) explains the basic rationale for instituting controls rather straightforwardly: “…if employees have an opportunity to steal they may take advantage of it.” The Bible also contains examples of good internal control practices, such as dual custody of assets, restriction of access to assets, and segregation of duties, as well as examples of the need for competent and honest employees. Historically then, the emergence of double-entry bookkeeping in circa 1494 A.D. can be directly traced to the critical need for exercising stewardship and control. Throughout European history, for instance, fraud cases — such as the South Sea bubble of the 18th century, and the tulip scandal — provided the justification for exercising more control over managers.
S. Ramamoorti. Internal auditing: history, evolution, and prospects. p. 3. Internet: <https://na.theiia.org> (adapted).
According to the text above, judge the following item.
The author points to a discontinuity in the history of financial bookkeeping from the end of the 15th century to the 18th century.
 

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Com relação às atribuições da União, julgue o item que se segue. Nesse sentido, considere que a sigla CF, sempre que empregada, se refere à Constituição Federal de 1988.

Cabe ao Congresso Nacional, por meio de lei, dispor sobre a organização do Ministério Público e da Defensoria Pública do Distrito Federal.

 

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