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Foram encontradas 365 questões.

3177754 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Câm. Americana-SP
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Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 7.

Pipocas, não

Marina nunca gostou de futebol, mas se empolgou pela Copa. Se empolgou, principalmente, pelo Forlán. Passou a acompanhar todos os jogos da Copa, e não apenas os do Uruguai. Mas ela e o grupo de amigas que reunia em casa gostavam mesmo era de ver o Forlán.

O marido da Marina, Zé Henrique, não se importava com seu novo interesse pelo futebol. Mas aquela invasão da sua casa por mulheres, justamente na hora dos jogos, quando ele gostava de se espichar no sofá com uma cerveja, e fazer pipoca no intervalo, e ver os jogos sozinho, ou com a mulher ao seu lado apenas dando palpites para fingir que se interessava (“Que brutalidade!”) — aquilo era demais.

Ficava ele no meio das mulheres, sentado num canto, banido do seu próprio sofá. E tendo que responder a perguntas. O que era impedimento, mesmo? Se o goleiro era o único que podia tocar a bola com as mãos, como é que outros usavam as mãos para bater lateral? Por que se dizia “bater lateral” quando o que faziam era atirar a bola? E o Forlán, era casado?

Um dia, com sete mulheres na sala, ele mal conseguindo enxergar a televisão, houve um lance que indignou a todas. Marina virou-se para o marido e exigiu uma explicação.

— Bola no travessão não vale nem um ponto?

— Não, Marina. Bola no travessão não vale nada.

— Mas devia. Devia!

— Marina, não fui eu que fiz as regras.

— Você também, Zé Henrique!

Todas as mulheres da sala olharam para ele com reprovação. Como se uma bola no travessão do Forlán não valer nada fosse uma demonstração revoltante de insensibilidade masculina. Ele precisou se defender.

— A culpa não é minha!

Antes, no intervalo do jogo, Marina tinha dito:

— Zé Henrique, faz umas pipocas pra gente

E, para as amigas:

— O Zé Henrique faz pipoca muito bem.

— Não — disse o Zé Henrique.

— O quê?

— Pipoca, não.

— Zé Henrique!

Seu mundo tinha sido invadido. Ele não podia deter a invasão. Mas não ia alimentar as invasoras. Que pensassem o que quisessem dele, que o chamassem de grosseiro, de ciumento, de ressentido. Mas pipocas, decididamente, não.

VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

Considere os contextos em que ocorrem as palavras “principalmente”, “justamente” e “decididamente”:

I. Se empolgou, principalmente, pelo Forlán.

II. Mas aquela invasão da sua casa por mulheres, justamente na hora dos jogos, (...) aquilo era demais.

III. Mas pipocas, decididamente, não.

A alternativa que melhor apresenta três palavras que poderiam substituí-las, respectivamente e sem prejuízo de sentido, é:

 

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3177753 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Câm. Americana-SP
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Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 7.

Pipocas, não

Marina nunca gostou de futebol, mas se empolgou pela Copa. Se empolgou, principalmente, pelo Forlán. Passou a acompanhar todos os jogos da Copa, e não apenas os do Uruguai. Mas ela e o grupo de amigas que reunia em casa gostavam mesmo era de ver o Forlán.

O marido da Marina, Zé Henrique, não se importava com seu novo interesse pelo futebol. Mas aquela invasão da sua casa por mulheres, justamente na hora dos jogos, quando ele gostava de se espichar no sofá com uma cerveja, e fazer pipoca no intervalo, e ver os jogos sozinho, ou com a mulher ao seu lado apenas dando palpites para fingir que se interessava (“Que brutalidade!”) — aquilo era demais.

Ficava ele no meio das mulheres, sentado num canto, banido do seu próprio sofá. E tendo que responder a perguntas. O que era impedimento, mesmo? Se o goleiro era o único que podia tocar a bola com as mãos, como é que outros usavam as mãos para bater lateral? Por que se dizia “bater lateral” quando o que faziam era atirar a bola? E o Forlán, era casado?

Um dia, com sete mulheres na sala, ele mal conseguindo enxergar a televisão, houve um lance que indignou a todas. Marina virou-se para o marido e exigiu uma explicação.

— Bola no travessão não vale nem um ponto?

— Não, Marina. Bola no travessão não vale nada.

— Mas devia. Devia!

— Marina, não fui eu que fiz as regras.

— Você também, Zé Henrique!

Todas as mulheres da sala olharam para ele com reprovação. Como se uma bola no travessão do Forlán não valer nada fosse uma demonstração revoltante de insensibilidade masculina. Ele precisou se defender.

— A culpa não é minha!

Antes, no intervalo do jogo, Marina tinha dito:

— Zé Henrique, faz umas pipocas pra gente

E, para as amigas:

— O Zé Henrique faz pipoca muito bem.

— Não — disse o Zé Henrique.

— O quê?

— Pipoca, não.

— Zé Henrique!

Seu mundo tinha sido invadido. Ele não podia deter a invasão. Mas não ia alimentar as invasoras. Que pensassem o que quisessem dele, que o chamassem de grosseiro, de ciumento, de ressentido. Mas pipocas, decididamente, não.

VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

O comportamento do marido, ao final do texto, permite concluir que ele:

 

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3177752 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Câm. Americana-SP
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Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 7.

Pipocas, não

Marina nunca gostou de futebol, mas se empolgou pela Copa. Se empolgou, principalmente, pelo Forlán. Passou a acompanhar todos os jogos da Copa, e não apenas os do Uruguai. Mas ela e o grupo de amigas que reunia em casa gostavam mesmo era de ver o Forlán.

O marido da Marina, Zé Henrique, não se importava com seu novo interesse pelo futebol. Mas aquela invasão da sua casa por mulheres, justamente na hora dos jogos, quando ele gostava de se espichar no sofá com uma cerveja, e fazer pipoca no intervalo, e ver os jogos sozinho, ou com a mulher ao seu lado apenas dando palpites para fingir que se interessava (“Que brutalidade!”) — aquilo era demais.

Ficava ele no meio das mulheres, sentado num canto, banido do seu próprio sofá. E tendo que responder a perguntas. O que era impedimento, mesmo? Se o goleiro era o único que podia tocar a bola com as mãos, como é que outros usavam as mãos para bater lateral? Por que se dizia “bater lateral” quando o que faziam era atirar a bola? E o Forlán, era casado?

Um dia, com sete mulheres na sala, ele mal conseguindo enxergar a televisão, houve um lance que indignou a todas. Marina virou-se para o marido e exigiu uma explicação.

— Bola no travessão não vale nem um ponto?

— Não, Marina. Bola no travessão não vale nada.

— Mas devia. Devia!

— Marina, não fui eu que fiz as regras.

— Você também, Zé Henrique!

Todas as mulheres da sala olharam para ele com reprovação. Como se uma bola no travessão do Forlán não valer nada fosse uma demonstração revoltante de insensibilidade masculina. Ele precisou se defender.

— A culpa não é minha!

Antes, no intervalo do jogo, Marina tinha dito:

— Zé Henrique, faz umas pipocas pra gente

E, para as amigas:

— O Zé Henrique faz pipoca muito bem.

— Não — disse o Zé Henrique.

— O quê?

— Pipoca, não.

— Zé Henrique!

Seu mundo tinha sido invadido. Ele não podia deter a invasão. Mas não ia alimentar as invasoras. Que pensassem o que quisessem dele, que o chamassem de grosseiro, de ciumento, de ressentido. Mas pipocas, decididamente, não.

VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

De acordo com o terceiro parágrafo do texto, Marina e suas amigas:

 

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3840599 Ano: 2024
Disciplina: Direito Ambiental
Banca: Avança SP
Orgão: Câm. Americana-SP
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Em observância à Lei nº 11.445/2007, que estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico, é CORRETO o que se afirma em:

Questão Anulada

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3794873 Ano: 2024
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: Avança SP
Orgão: Câm. Americana-SP
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Ainda sobre o Processo Legislativo, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma a seguir, com fulcro na Constituição Federal de 1988.

( ) A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos na Constituição.

( ) Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional.

( ) As medidas provisórias editadas pelo Presidente da República não têm qualquer restrição de objeto, podendo tratar inclusive sobre Direito Penal, Processual Penal e Civil. A sequência está correta em:

Questão Anulada

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