Foram encontradas 115 questões.
Durante a análise de um relatório interno da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (ALES), um servidor precisa identificar quantos registros textuais foram preenchidos no intervalo A1:A30, referente ao cadastro de demandas recebidas pelos gabinetes parlamentares. Para contar somente as células que contêm texto, deve-se utilizar:
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Observe que o tabuleiro de xadrez a seguir tem ao todo 64 quadrados, sendo 32 pretos e 32 brancos. Sofia resolve sortear, ao acaso, um desses 64 quadrados. Assim sendo, assinale a alternativa que indica CORRETAMENTE a probabilidade de que o quadrado sorteado por Sofia seja um daqueles que contém uma das torres, seja ela preta ou branca:

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No âmbito da lógica proposicional, as leis de implicação constituem as formas básicas que podem assumir os argumentos válidos, de modo que, se um argumento qualquer tem a mesma forma que uma lei de implicação, então esse argumento é válido. Dentre as leis de implicação, uma particularmente importante é a chamada Modus ponendo ponens, ou simplesmente Modus Ponens, que pode ser assim representada:
Modus Ponens (MP):
\( \dfrac{\alpha \rightarrow \beta \\ \alpha}{\beta} \)
Das alternativas a seguir, assinale aquela cujo argumento corresponde a essa lei de implicação (Modus ponens) e, portanto, expressa CORRETAMENTE um argumento válido:
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Um recurso que facilita a manipulação de fórmulas na lógica proposicional é a utilização de equivalências notáveis. Desse modo, correlacione a COLUNA I com a COLUNA II, identificando as devidas correspondências equivalentes.
COLUNA I
i. \( P \rightarrow Q \)
ii. \( \neg (P \wedge Q) \)
iii. \( ((P \wedge Q) \rightarrow R) \)
iv. \( \neg \neg P \)
COLUNA II
v. P
vi. \( (\neg P \vee Q) \)
vii. \( (\neg P \vee \neg Q) \)
viii. \( (P \rightarrow (Q \rightarrow R)) \)
Assinale a opção que apresenta CORRETAMENTE a correspondência entre as colunas.
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Partindo da seguinte hipótese: o número a é inteiro e seu quadrado \( a^2 \) é par.
Começamos uma dedução:
Existe um número inteiro b, tal que [\( a^2 = 2b \)]
Assumimos que a não é par.
Existe um número inteiro c, tal que: [\( a = 2c + 1 \)]
Elevamos ao quadrado ambos os membros de (c)
\( a^2 = (2c + 1)^2 = [4c^2 + 4c + 1] = 2[2c^2 + 2c] + 1 \)
Mas \( [2c^2 + 2c] \) é um inteiro, seja d
Então: \( a^2 = 2d + 1 \)
Pelo passo (a): \( 2b = 2d + 1 \)
Transformando: \( 2(b - d) = 1 \)
Isso é absurdo, porque a diferença dos inteiros b e d não pode ser uma fração.
Portanto, é CORRETO afirmar que a é:
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É CORRETO afirmar que a negação da proposição “Se Enzo partir, então Enzo e Valentina partirão”, na linguagem formal, encontra-se na opção
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Examine as afirmações a seguir e diga quais delas são verdadeiras.
i) \( A \cap B \cap C = A \cap B \cap (C \cup B) \)
ii) Eliminando-se a hipótese de que A e B sejam disjuntos, então
\( n(A \cup B) = n(A) + n(B) - n(A \cap B) \)
iii) Sendo A e B disjuntos, então
\( n(B \cup (A - B)) = n(B) + n(A - B) \)
iv) \( D = \{(x, y) \mid x \text{ e } y \text{ são primos entre si}\} \) é uma relação de equivalência.
v) \( E = \{(x, y) \mid x = y \text{ e } x = -y\} \) não é uma relação de equivalência.
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Numa conversa informal no intervalo das aulas na faculdade, Pedro diz para Ana: “O resultado da prova de ontem deve ter sido bom, porque o professor não estava de cara feia hoje”. Considerando a cena descrita pela sentença de Pedro, poderíamos elaborar o seguinte argumento: “Sempre que o resultado da prova é bom, o professor não fica de cara feia. Ora, o professor não estava de cara feia após a prova de ontem. Logo, o resultado da prova de ontem deve ter sido bom.”
Considerando a noção basilar de inferência lógica, é CORRETO afirmar que o argumento apresentado é:
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As letras sentenciais K, L, M e N foram utilizadas para formalizar as proposições apresentadas a seguir:
K: O triângulo ABC é congruente ao triângulo DEF
L: CA = FD
M: BC ≠ EF
N: AB = DE
A partir dessas informações, é CORRETO dizer que a formalização para “Dois triângulos são congruentes se os três lados de um são iguais, respectivamente aos três lados do outro” encontra-se na opção:
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Instrução: Considere o texto a seguir para responder a questão.
Estrangeiro é o bairro em que moramos, estrangeira é a mulher que encoxamos no elevador, estrangeiros são nossos pais, nossos filhos. Nunca me senti em casa no Brasil, ninguém está em casa no Brasil: todo mundo foi até a esquina, todo mundo foi tomar um cafezinho. Achava que, de uma maneira ou de outra, eu estava embromando ou sendo embromado por alguém. Que viver não era nada daquilo, que eu não tinha nada com o peixe, que os verdadeiros brasileiros estavam misteriosamente ocupados com seus sofrimentos, ou então atarefados criando um Brasil melhor: gente andando rapidamente nas ruas da cidade, ou cavando uma terra dura e ingrata. Os brasileiros eram abstratos, distantes, mais calados do que comumente se supõe. Conheço algumas vozes brasileiras: gostaria de saber escrever na tonalidade do Jorge Veiga, ou do Moreira da Silva, misturada a uma retórica aborrecida e às avessas semelhante à de Ruy Barbosa — como o Hino à Bandeira acompanhado de caixinha de fósforos. Os sambinhas, claro, eram brasileiros, o pessoal que sentava ao meu lado no Maracanã era brasileiro, as piadas de papagaio eram brasileiras. Mas tudo era de mentirinha, beirando sempre o pitoresco ou se precipitando na tragédia policial ou no editorial dos jornais. A vida a sério, os seis quarteirões em que me locomovia, as seis pessoas com quem convivia não eram, digamos assim, bem brasileiros — assim como eu, tinham máquina fotográfica a tiracolo e camisas com palmeiras.
Em tudo que eu engolia ficava uma ponta de tradução atravessada em minha garganta: os filmes com legendas em português, as histórias em quadrinhos, os livros, as notícias; os foxes. Éramos uma versão pobre do que a vida deveria ser — e a vida vinha sempre em inglês, em francês, em alemão. Mesmo quando dizia “eu te amo”, ou “não me chateia”, eu me sentia vagamente ridículo, apropriador — feito um homem de série da televisão mal dublado: minha boca fechada e as palavras ainda saindo, um ventríloquo com descontrole psicomotor.
Reconheci, pelo paladar, pelos olhos, certos molhos, certas bossas tipicamente brasileiras (o problema é que eram típicos): feijoada, dendê, folha seca de Didi, Noel Rosa, escola de samba. Mas a essência, a parte que tratava de mim (nos meus seis quarteirões, na cidade no sul do país) e de minha relação com os severinos todos, essa parte era sempre tratada em outra língua; eu pertencia aos estrangeiros, foram eles que me disseram como vim a fazer parte ou como nunca fiz parte. Eu era, como todo brasileiro, um improvisador, um adaptador, um tradutor, consequentemente um traidor — porque eu olhava para a cara de meu semelhante e não sabia como poderíamos nos entender, o que ele tinha a me dizer, o que eu poderia lhe dizer, como juntos conseguiríamos nos salvar. No entanto, o tempo todo, eu era, eu sou, apenas mais um João, só que em russo.
Não consegui, como tanta gente de minha geração ou mais moça do que eu, me interessar pelo folclore caboclo. A própria palavra folclore já leva embutido um desaforo urbano. No entanto, achava que o setor, devidamente estudado por profissionais competentes, me seria útil, me forneceria, por exemplo, dados para escrever com justeza para um público moço que vive de cinema, disco e que sabe, curiosamente, que há uma tremenda safadeza, uma violência no ar. Não lia, portanto, O Negrinho do Pastoreio — o que já preparava o terreno até para eu deixar de ler Machado de Assis ou Dalton Trevisan. Comprava pocketbooks, que eram mais baratos, mais engraçados, e, de certa forma, sobre mim, a meu respeito. Preocupado comigo mesmo, com esse “meu respeito”, descobri-me sozinho no meio da avenida repetindo eu... eu... eu... como um pronome enguiçado que não consegue engatar a segunda e a terceira do singular. Perdi os joões, os josés, os severinos, vim para o original, o estrangeiro, dando início a uma certa paz, tranquilidade, a noção de ordem: as legendas acabaram, sou finalmente, completamente, um estrangeiro. Posso agora conjugar-me no plural, dizer nós. Somos todos estrangeiros, sois todos estrangeiros, são todos estrangeiros. Não há nada a fazer a não ser descobrir esse estrangeiro que há na gente. Daí então a gente começa a falar brasileiro, coça o saco, conta como é que é. Daí então o papo, aquele papo, pode começar. Só que agora pra valer.
Londres, 7 de setembro, 1970
Considerando o uso e a flexão dos adjetivos no texto “Somos todos estrangeiros”, todas as afirmações a seguir estão corretas, EXCETO:
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