Foram encontradas 70 questões.
- ConceitosCulturaNoção Antropológica de Cultura
- Teorias Sociológicas e AutoresSociologia ClássicaMax WeberMax Weber e a Ação Social
- Relação entre Indivíduo e Sociedade
- Cultura e sociedade
Um analista propõe que um diagnóstico institucional não se
limite a contabilizar comportamentos observáveis, mas interprete
os significados que os próprios servidores atribuem a seus gestos,
rituais e símbolos de pertencimento. Ele fundamenta a proposta
em Clifford Geertz, para quem, “acreditando, como Max Weber,
que o homem é um animal amarrado a teias de significados que
ele mesmo teceu, assumo a cultura como sendo essas teias e
a sua análise; portanto, não como uma ciência experimental em
busca de leis, mas como uma ciência interpretativa, à procura
do significado”. A abordagem metodológica que decorre dessa
concepção e que o analista pretende adotar é a:
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Em uma capacitação sobre atendimento a populações diversas, um servidor afirma que certas comunidades “têm menos
iniciativa por causa do clima quente” e que “isso está no sangue”. Um analista, com base na antropologia consolidada por Roque
de Barros Laraia, contesta a afirmação. O argumento antropologicamente correto para a refutação é o de que as diferenças de
comportamento entre grupos humanos se explicam por (pela):
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Ao estudar porque certas hierarquias internas são aceitas como naturais até por quem é desfavorecido por elas, um analista
recorre à noção bourdieusiana segundo a qual existe um poder “que se exerce com a cumplicidade daqueles que não querem
saber que lhe estão sujeitos ou mesmo que o exercem”. Esse poder atua menos pela coerção explícita e mais pela imposição de
significados como legítimos, levando os dominados a perceberem a ordem estabelecida com as próprias categorias produzidas por
essa ordem. Tal mecanismo é designado por Bourdieu como:
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Um analista examina um debate público em que se afirma que a remuneração de trabalhadores “corresponde exatamente ao
valor que produzem”. Recorrendo à crítica da economia política de Marx, ele observa que essa afirmação ignora a categoria pela
qual se explica a origem do lucro no modo de produção capitalista: a fração de valor produzida pelo trabalho excedente, apropriada
por quem detém os meios de produção. O analista identifica também que a naturalização dessa relação — sua apresentação como
justa e evidente — opera como forma de ocultamento. As categorias marxianas que nomeiam, respectivamente, a origem do lucro
e esse ocultamento são:
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Weber sustenta que a administração burocrática é tecnicamente superior a outras formas históricas de administração. Ao
analisar, porém, o processo mais amplo de racionalização da vida moderna em A ética protestante e o espírito do capitalismo,
ele adverte para seus custos humanos — imagem que, na tradução consagrada por Talcott Parsons da metáfora weberiana do
stahlhartes Gehäuse, ficou conhecida como “jaula de ferro” (também vertida como “gaiola de aço”). Em um parecer sobre os limites
da burocratização de um órgão público, o uso teoricamente correto dessa advertência weberiana consiste em reconhecer que a
burocracia:
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Em pesquisa sobre o acesso a cargos de assessoramento,
um analista constata que candidatos oriundos de famílias com
longa escolarização exibem, com naturalidade, modos de falar,
referências e posturas valorizados nos processos seletivos
— disposições incorporadas ao longo da socialização que
operam como vantagem sem que precisem ser deliberadamente
acionadas. Para interpretar o fenômeno, o analista recorre
a Pierre Bourdieu. O conceito que designa esse conjunto de
disposições duráveis e incorporadas, e o conceito que designa
o recurso (saberes, títulos, modos legítimos) desigualmente
distribuído que confere vantagem nesse espaço de disputa são,
respectivamente:
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Um gestor implanta um sistema de metas em que cada
etapa é escolhida por ser o meio tecnicamente mais eficiente
para atingir resultados mensuráveis, com cálculo explícito
de custos e consequências. Um servidor mais antigo resiste,
alegando que “sempre se fez assim” e que a mudança fere o
modo consagrado de proceder. Um terceiro adere por admiração
pessoal à liderança do gestor. À luz da tipologia weberiana
da ação social, as condutas do gestor e do servidor antigo
classificam-se, respectivamente, como ação:
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4221668
Ano: 2026
Disciplina: Teoria Geral, Filosofia e Sociologia Jurídica
Banca: IDECAN
Orgão: ALECE
Disciplina: Teoria Geral, Filosofia e Sociologia Jurídica
Banca: IDECAN
Orgão: ALECE
Em um estudo comparativo, um analista contrasta dois
modos de integração social. No primeiro, a coesão decorre da
semelhança entre os membros e de uma consciência coletiva
forte, a qual corresponde ao predomínio de um direito que
pune as transgressões para reafirmar os valores comuns. No
segundo, a coesão resulta da interdependência entre funções
especializadas pela divisão do trabalho, a qual corresponde ao
predomínio de um direito que busca restabelecer relações e
reparar danos. Essa correspondência predominante entre tipo
de solidariedade e tipo de direito é central na obra de Durkheim.
A associação correta é:
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Ao analisar a resistência de um setor a uma nova rotina
de prestação de contas, um analista observa que as regras de
conduta vigentes não dependem da adesão subjetiva de cada
servidor: elas preexistem ao seu ingresso, são compartilhadas
pelo conjunto do órgão e se impõem com força tal que o
seu descumprimento aciona sanções. Ele reconhece nesse
fenômeno aquilo que Émile Durkheim, em As regras do método
sociológico, caracterizou como toda maneira de agir — fixa ou
não — capaz de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior,
geral no âmbito de uma dada sociedade e dotada de existência
própria, independente de suas manifestações individuais.
A consequência metodológica que Durkheim extrai dessa
definição, e que orienta o trabalho do analista, é a de que os
fatos sociais devem ser:
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Um analista do quadro legislativo recebe a tarefa de
subsidiar o debate sobre o aumento de pedidos de afastamento
por adoecimento mental entre servidores. Ele pondera que,
embora cada caso possa ser vivido como um drama estritamente
pessoal, o volume e a recorrência dos afastamentos remetem a
transformações mais amplas na organização do trabalho público.
Ao recusar tanto a explicação puramente individual quanto a
dissolução do indivíduo na estrutura e ao insistir em conectar a
biografia dos servidores à história e à estrutura da instituição, o
analista mobiliza uma operação intelectual que Charles Wright
Mills (2009) sintetizou ao distinguir as perturbações pessoais
de ambiente, situadas no plano da biografia e das relações
imediatas, das questões públicas da estrutura social, relativas
à organização das instituições. Considerando essa perspectiva,
a contribuição específica que o olhar sociológico oferece a esse
diagnóstico consiste em:
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