Historicamente, podemos organizar os marcos de desenvolvimento de um determinado campo científicomuseal tomando como índices o incremento de coleções, a ampliação de quadros profissionais ou a especialização de áreas de conhecimento. O Museu Antropológico da UFG, iniciado nos anos de 1960, fundamenta-se em paradigma
A organização das práticas de colecionamento etnográfico atravessou várias fases, do colecionamento naturalista do século XIX ao “trabalho de campo” da segunda metade do século XX. No caso dos trabalhos etnológicos das primeiras décadas do século XX no Brasil, algumas figuras se destacaram, dentre elas Curt Nimuendajú, cujo período de colecionamento e produção foram, respectivamente,
A história de classificação dos objetos salvaguardados em reservas técnicas etnológicas, desde as curiosidades artificiais da virada dos séculos XVIII–XIX até os artefatos etnográficos da virada dos séculos XIX–XX, evidencia a contínua redefinição de parâmetros científicos e a relação tensa entre classificação científica, classificação étnica e classificação de gestão museal. Nem sempre curadores, conservadores e, mais recentemente, indígenas, falam a mesma língua. Considerando o trabalho pioneiro de Berta Ribeiro, a partir dos acervos de museus como o Nacional do Rio de Janeiro e Emílio Goeldi do Pará, a organização da produção de material etnográfico é classificada em
Segundo o livro Arte Afro-Brasileira, de
Roberto Conduru, o acesso à compreensão e à
valorização das práticas culturais
afrodescendentes nos foi dado por parte de
artistas, como:
A citação “Arte não é adorno, palavra não
é absoluta, som não é ruído, e as imagens
falam, convencem e dominam. A estes três
Poderes – Palavra, Som e Imagem – Não
podemos renunciar, sob pena de renunciarmos
a nossa condição humana” é de autoria de:
“Mas vangloriar-se é um vício comum, e uma falha mais específica, e também mais
decisiva, no caráter de Eichmann era sua quase total incapacidade de olhar qualquer coisa do ponto
de vista do outro” (retirado da obra “Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal”,
de Hannah Arendt, 1999, p. 60). Sobre os relatos e conclusões de Hannah Arendt ao acompanhar o
julgamento de Eichmann no Tribunal de Jerusalém, assinale a alternativa correta.
João foi acusado, pelo Ministério Público, da prática de crime
contra o patrimônio, sendo-lhe aplicada pena restritiva de
direitos, além da imposição do dever de reparar o dano que
causara. Pouco após o trânsito em julgado da sentença penal
condenatória, João faleceu sem deixar patrimônio para os seus
dois filhos.
À luz da sistemática constitucional, é correto afirmar que os dois
filhos de João:
Em um dos capitulos do livro intitulado “A perícia antropológica
em processos judiciais”, a antropóloga Maria Hilda Paraiso afirma
que, nos laudos sobre a identidade de populações
remanescentes:
“[a]s questões chave centram-se na comprovação da
‘ascendência’ indígena dos cutias remanescentes e na posse
imemorial da terra, ou seja, a apresentação de provas históricas
da presença continuada do grupo indígena na área que
pleiteam.”
Para o antropólogo perito, a longa permanência de um grupo em
um determinado território é evidenciada por: