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Foram encontradas 1.578 questões.

3214886 Ano: 2024
Disciplina: Antropologia
Banca: FGV
Orgão: TJ-MS
Em seu artigo “Além da natureza e da cultura”, Philippe Descola discute alguns modos de identificação, entre os quais o animismo e o totemismo.

“Nos sistemas animistas, a continuidade das relações entre humanos e não humanos permitida por suas interioridades comuns supera as descontinuidades apresentadas por suas diferenças físicas. […] Em contraste, o totemismo australiano é uma estrutura simétrica caracterizada por uma dupla identidade interna a cada classe de seres – identidade ontológica dos componentes humanos e não humanos da classe devido ao compartilhamento de elementos de interioridade e fisicalidade e identidade das relações estabelecidas entre eles, seja de origem, afiliação, similaridade ou inerência à classe.”

O autor concebe esses modos de identificação como:
 

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3214885 Ano: 2024
Disciplina: Antropologia
Banca: FGV
Orgão: TJ-MS
Em seu livro “A interpretação da cultura”, o antropólogo Clifford Geertz diz:

“Os textos antropológicos são eles mesmos interpretações e, na verdade, de segunda e terceira mão. Trata-se, portanto, de ficções; ficções no sentido de que são ‘algo construído’, ‘algo modelado’, não que sejam falsas, não fatuais, ou apenas experimentos do pensamento.”

O autor se refere ao estilo narrativo antropológico denominado:
 

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3214884 Ano: 2024
Disciplina: Antropologia
Banca: FGV
Orgão: TJ-MS
As relações entre antropologia e instituições museais são de longa data. Nas últimas décadas, debates críticos feitos por antropólogos e também por grupos que usualmente são objeto de museus etnográficos culminaram em um movimento renovador. Como bem descreveu a antropóloga Regina Abreu:

“Um movimento de entrada em cena de representantes indígenas em museus etnográficos em todo o mundo se afirmou como resultado de movimentos e reivindicações indígenas. Os povos indígenas descobriram os museus e as práticas museológicas, o que abriu espaço para a dinamização dos acervos com novas informações e a atualização das pesquisas sobre os objetos. Além disso, foi também em virtude da descoberta dos museus pelos índios que eles próprios começam a 'reaprender’ ofícios e práticas já desaparecidos em seus territórios. Os museus etnográficos com seus acervos e o acúmulo de suas pesquisas passaram a ser vistos como fontes de pesquisa e estudo para os próprios povos indígenas.”

A perspectiva teórica contemporânea que tem contribuído para a renovação do debate sobre a atuação de grupos indígenas em museus é o:
 

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3214883 Ano: 2024
Disciplina: Antropologia
Banca: FGV
Orgão: TJ-MS

A etnografia é o principal método e forma de escrita da antropologia.

Entre os seus preceitos fundamentais, destacam-se:

 

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3214882 Ano: 2024
Disciplina: Antropologia
Banca: FGV
Orgão: TJ-MS
No texto “Itinerários terapêuticos e os nexus de significados da doença”, o sociólogo da Universidade Federal da Bahia Paulo César Alves escreveu:

“Itinerário terapêutico é um dos conceitos centrais nos estudos socioantropológicos da saúde. Trata-se de um termo utilizado para designar as atividades desenvolvidas pelos indivíduos na busca de tratamento para a doença ou aflição.”

Uma das principais teses da literatura sobre itinerários terapêuticos é a de que:
 

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3214881 Ano: 2024
Disciplina: Antropologia
Banca: FGV
Orgão: TJ-MS
Em 1962, o antropólogo Darcy Ribeiro escreveu:

Um balanço crítico dos cinquenta anos de atividades que o SPI [Serviço de Proteção aos Índios] vem desenvolvendo desde sua criação deve levar em conta as duas ordens de problemas que ele foi chamado a resolver.

1. Os problemas da sociedade brasileira em expansão, que encontra seu último obstáculo para a ocupação do território nacional nos bolsões habitados por índios hostis.

2. Os problemas da população indígena envolvida nesta [sic] expansão, a qual se esforça por sobreviver e acomodar-se às novas condições de vida em que vai sendo compulsoriamente integrada.

Nas suas pesquisas, o antropólogo Antonio Carlos de Souza Lima faz uma crítica ao modelo de relação entre intelectuais, Estado e indígenas no Brasil, expresso no trecho acima.

O modelo que Souza Lima critica é o do(a):
 

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3214880 Ano: 2024
Disciplina: Antropologia
Banca: FGV
Orgão: TJ-MS
Em seu texto “Elementos para uma sociologia dos viajantes”, publicado em 1987, o antropólogo João Pacheco de Oliveira escreveu:

“A relação que existe, portanto, entre o antropólogo e os relatos de viajantes é marcada por uma grande ambiguidade, ora caracterizando-se por uma grande proximidade e pela expectativa de estabelecer entre esses dois discursos uma relação de complementaridade, ora marcada pelo distanciamento e pelo caráter indissoluvelmente singular das informações que respectivamente requerem e oferecem.”

Essa reflexão metodológica do autor se refere à(ao):
 

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3214879 Ano: 2024
Disciplina: Antropologia
Banca: FGV
Orgão: TJ-MS
Em um de seus artigos, Roberto Cardoso de Oliveira escreveu:

“As relações entre essas populações significam mais do que uma mera cooperação, competição e conflito entre sociedades em conjunção. Trata-se - como tenho assinalado -de uma oposição ou, mesmo, uma contradição, entre os sistemas societários em interação que, entretanto, passam a constituir subsistemas de um mais inclusivo que se pode chamar de sistema interétnico.”

O termo usado por Roberto Cardoso de Oliveira para designar a dinâmica entre sistemas societários descrita no trecho acima é:
 

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3214878 Ano: 2024
Disciplina: Antropologia
Banca: FGV
Orgão: TJ-MS
O antropólogo franco-holandês Arnold van Gennep (1873-1957) é conhecido autor da antropologia das análises rituais. Em um de seus textos, ele diz:

“Frequentemente - e isso é um fato sobre o qual chamo a atenção - os vínculos do moço ou da moça com os ambientes anteriores (de idade, sexo, parentesco, tribo) são considerados tão poderosos que é preciso agir com cautela para rompê-los. Daí as fugas e perseguições múltiplas, na floresta ou na montanha, os pagamentos de dotes ou compras por frações, as repetições dos ritos.”

Essa análise trata dos ritos:
 

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3214877 Ano: 2024
Disciplina: Antropologia
Banca: FGV
Orgão: TJ-MS
O antropólogo Victor Tuner é autor da frase: “O drama da estrutura e antiestrutura termina no palco da cultura”. A contribuição desse autor britânico para a antropologia da segunda metade do século XX é notável.

As pesquisas de Victor Turner contribuem principalmente para a antropologia:
 

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