“A constituição dos chamados “sistemas nacionais de ensino” data de meados do século XIX. Sua organização inspirou-se no princípio de que a educação é direito de todos e dever do Estado, o que correspondia aos interesses da burguesia – a nova classe que se consolidara no poder... Para superar a situação de opressão própria do “Antigo Regime” e ascender a um tipo de sociedade fundada no contrato social celebrado “livremente” entre os indivíduos ... a escola é erigida no grande instrumento para converter os súditos em cidadãos.”
(Dermeval Saviani – adaptado)
Assim, a escola como direito de todos surgiu como o principal instrumento para tirar da marginalidade os grandes contingentes de indivíduos que a ela até então não tiveram acesso. Segundo a visão da classe então dominante, a principal barreira que a escola precisava vencer era: