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3900746 Ano: 2025
Disciplina: Saúde Pública
Banca: FGV
Orgão: CPNU/CNU
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Texto 1

Mudanças climáticas podem ampliar o risco da Doença de Chagas na Amazônia (trecho adaptado)

Leandro Schlemmer Brasil, Divino Vicente Silvério, Filipe França, José Orlando de Almeida Silva, Leandro Juen, Leonardo Viana de Melo, Thiago Bernardi Vieira e Walter Souza Santos

As mudanças climáticas estão alterando silenciosamente o cenário da saúde pública na Amazônia. As frequentes secas, enchentes, desmatamentos e demais problemas ambientais podem levar ao surgimento de novas doenças ou ao avanço de doenças já controladas.

Um caso emblemático é o da Doença de Chagas, que mesmo com os avanços recentes nos estudos sobre sua biologia e controle de transmissão, pode representar novamente um desafio para nosso sistema de saúde em virtude das alterações que estão sendo realizadas nas paisagens.

Um estudo publicado recentemente na revista Medical and Veterinary Entomology [...] deixa um alerta claro: o aquecimento global pode facilitar a expansão dos barbeiros, vetores da Doença de Chagas, para novas áreas da floresta.

A doença de Chagas

A doença, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, é transmitida principalmente por insetos conhecidos como barbeiros. A Doença de Chagas (DC) existe há milhões de anos como uma doença em animais silvestres, que passou a ser transmitida ao homem, de forma acidental, a partir da invasão dos ambientes silvestres por populações humanas.

Projeções preocupantes

Nosso estudo analisou mais de 11 mil registros de ocorrência de 55 espécies de barbeiros. Utilizamos uma técnica chamada modelagem de nicho ecológico, que cruza dados biológicos e ambientais, para prever como esses vetores podem se deslocar até 2080 sob diferentes cenários climáticos. Os resultados indicam uma tendência preocupante: os barbeiros devem expandir sua distribuição na Amazônia, especialmente em áreas já vulneráveis. Esse movimento pode surpreender os sistemas de saúde despreparados, afetando populações que já enfrentam desigualdades e condições precárias de moradia.

Uma questão de saúde climática

Um dos principais dados gerados pelo estudo é o mapeamento das áreas da Amazônia que podem ter aumento na presença de barbeiros vetores da Doença de Chagas até 2080, especialmente sob cenários de mudanças climáticas intensas. [...]

Esses dados permitem direcionar ações preventivas, como o fortalecimento da vigilância entomológica, campanhas educativas em comunidades vulneráveis e melhorias nas condições habitacionais, antes que a transmissão da doença se intensifique nessas regiões. Trata-se de uma ferramenta estratégica para antecipar riscos e evitar surtos futuros. [...]

A próxima Conferência do Clima da ONU (COP 30), marcada para ocorrer em Belém, traz uma oportunidade histórica. Precisamos colocar a saúde climática no centro das discussões. A crise ambiental também é uma crise de saúde e justiça social. E a ciência tem muito a contribuir com soluções baseadas em dados e equidade.

(Fonte: The Conversation. Disponível em: https://theconversation.com/mudancasclimaticas-podem-ampliar-o-risco-da-doenca-de-chagas-naamazonia-259641)

O texto 1 é um relato, em estilo jornalístico, dos resultados de uma pesquisa científica.
De acordo com o texto 1, um benefício potencial da pesquisa relatada é a possibilidade de:
 

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3900745 Ano: 2025
Disciplina: Saúde Pública
Banca: FGV
Orgão: CPNU/CNU
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Texto 1

Mudanças climáticas podem ampliar o risco da Doença de Chagas na Amazônia (trecho adaptado)

Leandro Schlemmer Brasil, Divino Vicente Silvério, Filipe França, José Orlando de Almeida Silva, Leandro Juen, Leonardo Viana de Melo, Thiago Bernardi Vieira e Walter Souza Santos

As mudanças climáticas estão alterando silenciosamente o cenário da saúde pública na Amazônia. As frequentes secas, enchentes, desmatamentos e demais problemas ambientais podem levar ao surgimento de novas doenças ou ao avanço de doenças já controladas.

Um caso emblemático é o da Doença de Chagas, que mesmo com os avanços recentes nos estudos sobre sua biologia e controle de transmissão, pode representar novamente um desafio para nosso sistema de saúde em virtude das alterações que estão sendo realizadas nas paisagens.

Um estudo publicado recentemente na revista Medical and Veterinary Entomology [...] deixa um alerta claro: o aquecimento global pode facilitar a expansão dos barbeiros, vetores da Doença de Chagas, para novas áreas da floresta.

A doença de Chagas

A doença, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, é transmitida principalmente por insetos conhecidos como barbeiros. A Doença de Chagas (DC) existe há milhões de anos como uma doença em animais silvestres, que passou a ser transmitida ao homem, de forma acidental, a partir da invasão dos ambientes silvestres por populações humanas.

Projeções preocupantes

Nosso estudo analisou mais de 11 mil registros de ocorrência de 55 espécies de barbeiros. Utilizamos uma técnica chamada modelagem de nicho ecológico, que cruza dados biológicos e ambientais, para prever como esses vetores podem se deslocar até 2080 sob diferentes cenários climáticos. Os resultados indicam uma tendência preocupante: os barbeiros devem expandir sua distribuição na Amazônia, especialmente em áreas já vulneráveis. Esse movimento pode surpreender os sistemas de saúde despreparados, afetando populações que já enfrentam desigualdades e condições precárias de moradia.

Uma questão de saúde climática

Um dos principais dados gerados pelo estudo é o mapeamento das áreas da Amazônia que podem ter aumento na presença de barbeiros vetores da Doença de Chagas até 2080, especialmente sob cenários de mudanças climáticas intensas. [...]

Esses dados permitem direcionar ações preventivas, como o fortalecimento da vigilância entomológica, campanhas educativas em comunidades vulneráveis e melhorias nas condições habitacionais, antes que a transmissão da doença se intensifique nessas regiões. Trata-se de uma ferramenta estratégica para antecipar riscos e evitar surtos futuros. [...]

A próxima Conferência do Clima da ONU (COP 30), marcada para ocorrer em Belém, traz uma oportunidade histórica. Precisamos colocar a saúde climática no centro das discussões. A crise ambiental também é uma crise de saúde e justiça social. E a ciência tem muito a contribuir com soluções baseadas em dados e equidade.

(Fonte: The Conversation. Disponível em: https://theconversation.com/mudancasclimaticas-podem-ampliar-o-risco-da-doenca-de-chagas-naamazonia-259641)

Segundo o estudo relatado no texto 1, existe o risco de o Brasil se deparar, nas próximas décadas, com um novo problema de saúde pública: surtos da Doença de Chagas na Amazônia.
A combinação de fatores associada à possível emergência desse problema está corretamente descrita, de acordo com o texto 1, na seguinte alternativa:
 

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3900708 Ano: 2025
Disciplina: Saúde Pública
Banca: FGV
Orgão: CPNU/CNU
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Os clássicos estudos de Doll & Hill (1950 -1952) sobre a etiologia do câncer de pulmão foram desenvolvidos com base na seleção de indivíduos entre abril de 1948 e fevereiro de 1952. Dos 3.446 pacientes com câncer nesse período, os autores estudaram 1.357 homens e 108 mulheres com carcinoma de pulmão, em comparação com igual número de controles pareados por sexo, idade e por hospital onde eram tratados. Os autores concluíram pela associação entre hábito de fumar cigarros e desenvolvimento de carcinoma de pulmão entre homens (DOLL, R. & HILL, A. B., 1950).
Analisando as informações e considerando os desenhos de estudos epidemiológicos para investigação de doenças e agravos, é correto afirmar que esse estudo foi do tipo:
 

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3900707 Ano: 2025
Disciplina: Saúde Pública
Banca: FGV
Orgão: CPNU/CNU
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Entre 1990 e 2019, o Brasil passou por uma série de mudanças e avanços na estruturação de seu sistema de saúde pública e de proteção social básica, que culminaram no incremento dos indicadores globais de mortalidade observados. A figura abaixo mostra as taxas ajustadas de mortalidade e anos de vida perdidos ajustados por incapacidade (do inglês Disability-Adjusted Life Year, DALY), totais e por causa, estratificadas por sexo, no período mencionado (Martins et al., 2021)


Enunciado 4758710-1
Enunciado 4758710-2




Evolução histórica das taxas de mortalidade e DALY segundo sexo e grupo de causa. Brasil, 1990-2019. Fonte: GBD, 2021. 

A partir dos dados apresentados, é correto concluir que:
 

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3900705 Ano: 2025
Disciplina: Saúde Pública
Banca: FGV
Orgão: CPNU/CNU
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Durante uma reunião para planejamento das ações de saúde, os profissionais discutiram a crescente demanda por acompanhamento de pacientes com Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como hipertensão, diabetes, câncer e doenças respiratórias crônicas. Um dos participantes comentou que isso reflete o atual cenário epidemiológico do Brasil. A esse respeito, é correto afirmar que:
 

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3900704 Ano: 2025
Disciplina: Saúde Pública
Banca: FGV
Orgão: CPNU/CNU
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Em uma capacitação com várias equipes de saúde que atuavam em diferentes áreas, foi discutido o uso das tecnologias em saúde no cotidiano assistencial e nas ações de promoção e prevenção.
Nesse sentido, com base na classificação de Merhy (2002), é correto afirmar que:
 

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3900703 Ano: 2025
Disciplina: Saúde Pública
Banca: FGV
Orgão: CPNU/CNU
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Uma equipe de gestão precisou realizar o diagnóstico situacional da saúde de uma população com foco em doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), analisando aspectos como óbitos, morbidade e dados de vigilância em saúde. Para isso, foi necessário integrar diferentes fontes de dados do SUS.
Nesse sentido, considerando os principais Sistemas de Informação em Saúde à disposição da equipe, é correto afirmar que:
 

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3900702 Ano: 2025
Disciplina: Saúde Pública
Banca: FGV
Orgão: CPNU/CNU
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Um senhor de 52 anos, acompanhado por sua esposa, é hospitalizado para uma cirurgia de hérnia umbilical bem cedo, pela manhã. O anestesiologista não passa no quarto antes da cirurgia, deixando para conhecer o senhor e conversar com ele no próprio centro cirúrgico. Tudo corre bem na cirurgia e no pós-operatório, e o senhor recebe alta hospitalar no meio da tarde, com excelente recuperação.
Em relação à segurança do paciente nessa situação, é correto afirmar que:
 

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3900701 Ano: 2025
Disciplina: Saúde Pública
Banca: FGV
Orgão: CPNU/CNU
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Durante uma campanha de prevenção, uma pessoa recebe o diagnóstico de diabetes. Começa, então, seu controle na unidade básica de saúde. Nesse acompanhamento, realiza consultas especializadas quando necessário.
Sobre esse acompanhamento, é correto afirmar que:
 

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3900700 Ano: 2025
Disciplina: Saúde Pública
Banca: FGV
Orgão: CPNU/CNU
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Um professor universitário de 52 anos é atendido em um check-up. O profissional de saúde consegue perceber que o professor não quer fazer exames de colesterol, pois não pretende mudar o seu estilo de vida e não quer ter provas documentais do risco que corre.
Diante dessa situação, o profissional de saúde deve:
 

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