No cuidado ao paciente oncológico, o(a) psicólogo(a) pode
utilizar intervenções que visam identificar pensamentos
automáticos disfuncionais, avaliar sua funcionalidade e
buscar significados alternativos que promovam uma melhor
reação ao adoecimento. No contexto hospitalar, essa
intervenção pode favorecer o processo de reestruturação de
percepções distorcidas sobre o diagnóstico e os tratamentos
(como quimioterapia e radioterapia), transformando
pensamentos automáticos disfuncionais em respostas mais
adaptativas. Esse conjunto de estratégias, que busca
maximizar o potencial de autocuidado e a
corresponsabilidade do paciente pelo seu tratamento, é
fundamentado nos princípios da
No contexto da comunicação de diagnósticos graves e más
notícias em saúde, Kernkraut, Silva e Gibello (2017)
discutem um protocolo estruturado que organiza essa
prática em etapas sucessivas, tais como: Setting
(preparação do cenário e habilidades de escuta), Perception
(compreensão da percepção do paciente sobre sua
condição), Invitation (convite à troca de informações),
Knowledge (explicação dos fatos clínicos), Emotions
(acolhimento empático das reações emocionais) e Strategy
and Summary (síntese da conversa e definição de
estratégias de cuidado). Este protocolo é denominado de
No âmbito da Psicossomática e dos Cuidados Paliativos, a
abordagem do paciente oncológico requer uma
compreensão que transcende o modelo biomédico
tradicional, especialmente no manejo de quadros de dor.
Sob essa perspectiva, o conceito de “dor total” envolve a
A esposa de J.S. tem recebido acompanhamento psicológico
no ambulatório de uma unidade hospitalar após a perda do
esposo. O paciente J.S., aos 62 anos, apresentava diagnóstico
de neoplasia pulmonar avançada, condição caracterizada como
uma doença que ameaça a continuidade da vida e que se
encontra fora de possibilidades de cura. Durante o tratamento,
realizou quimioterapia com finalidade de controle de sintomas e
a equipe multiprofissional ofertou intervenções para a melhoria
da qualidade de vida por meio do controle da dor e do alívio de
sintomas estressantes, integrando aspectos psicossociais ao
cuidado. Esse suporte foi oferecido de forma contínua ao
paciente e à sua família, estendendo-se ao período do luto.
A abordagem assistencial descrita no caso caracteriza o
modelo de cuidado denominado de
A psico-oncologia, conforme a definição clássica de Jimmie
Holland apresentado por Rodrigues (2020), é compreendida
como uma subespecialidade da oncologia que se dedica ao
estudo de duas dimensões psicológicas fundamentais, que
são
No campo da Psicologia da Saúde, Hans Selye propôs a
Síndrome Geral de Adaptação para descrever a resposta do
organismo a estressores persistentes. Conforme a
sistematização de Straub (2014), esse modelo clínico é
composto por três fases sucessivas: uma mobilização inicial
de "luta ou fuga", um período de tentativa de adaptação com
excitação fisiológica elevada e, por fim, um esgotamento
das reservas de energia que aumenta a vulnerabilidade a
doenças. Essas fases são denominadas, respectivamente,
de reação
A Psicologia da Saúde constitui um campo de atuação
marcado pela diversidade de contextos, práticas e objetivos,
articulando diferentes níveis de cuidado. A atuação do(a)
psicólogo(a) da saúde caracteriza-se por
A família de um paciente oncológico que, após meses de
tratamento, reorganizou sua dinâmica para dividir os cuidados
práticos com o paciente, buscando minimizar a sobrecarga dos
cuidadores e manter a saúde dos demais membros.
De acordo com essa descrição e com sistematização das
fases do adoecimento proposta em Rodrigues (2020), a fase
do tratamento em que o paciente e o grupo familiar se
encontram, considerando os impactos relacionados à
necessidade de organização e à prevenção da fadiga, é a
As etapas do Transplante de Medula Óssea (TMO) podem
ser compreendidas a partir do contexto em que ocorrem, da
condição física do paciente e das vivências emocionais
inerentes a cada momento, sendo didaticamente divididas
em fases pré, intra e pós-transplante. Segundo Kernkraut,
Silva e Gibello (2017), a assistência psicológica nesse
cenário pode ocorrer em contexto hospitalar e ambulatorial
caracterizando-se por
No Brasil, a consolidação da psico-oncologia como campo
de saber e de prática ocorreu a partir da ampliação do
modelo biopsicossocial no cuidado ao câncer, impulsionada
por iniciativas pioneiras como as do Grupo Alpha e pela
posterior criação da Sociedade Brasileira de PsicoOncologia (SBPO). Esse movimento, em consonância com
uma tendência internacional de ampliação do cuidado ao
paciente oncológico e a seus familiares, resultou na
consolidação do campo. Nesse contexto,